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Capítulo 3 - O segredo de Elisa

COM O PAPAI DE VOLTA ao comando da empresa, Renato e Mauro voltaram a ter tempo para ficar em casa de bobeira antes da faculdade e eu passei a vê-los mais vezes perambulando pela mansão.

Entre os dois, Renato era o que tinha o tom mais autoritário e o que mais costumava mandar em mim dizendo que na ausência do papai, era ele quem dava as ordens por ali. Mauro, por sua vez, costumava ser mais gentil e compreensível comigo e ele era o meu irmão preferido.

Eu e ele assistíamos filmes na sala, jogávamos jogos de tabuleiro e até nadávamos juntos na piscina. Diferente de Renato, ele tinha paciência para conversar comigo e ouvir o que eu tinha para contar — algo raro de uma adolescente ter em casa — e sempre que ele estava em casa, era em seu quarto no segundo andar para onde eu corria para falar sobre as coisas que tinham acontecido comigo no colégio. Ele sempre me ouvia com calma e jamais me rechaçava, por mais tediosas que fossem as minhas histórias. Eu o adorava.

Elisa, diferente de mim, tinha preferência por Renato e não era raro ver os dois de risinhos e cochichos pelos cantos da casa. Quando estávamos juntas, ela vivia elogiando o irmão mais velho e a sua admiração por ele era nítida.

— Quando eu for para a faculdade, vou fazer o mesmo curso que o Rê. Quero ajudá-lo a administrar a construtora do papai quando for mais velha.

E anos depois, ela não só se graduou no mesmo curso que ele como também na mesma faculdade e com os mesmos professores. Até a pós-graduação de Elisa foi a mesma de Renato. Ela era realmente uma admiradora do irmão mais velho, e pouco tempo depois daquela conversa sobre faculdade, eu descobri que a sua admiração era muito além do que eu imaginava.

Eu tinha voltado do colégio mais cedo aquele dia. O motorista da família tinha me deixado à porta de casa e o Hélio, o segurança, me deixou entrar pela portaria após me cumprimentar. Era por volta do meio-dia. Elisa fazia o Ensino Médio à noite e àquela hora eu sabia que ela estaria em casa. Entrei pela sala e gritei por seu nome.

— ELISA! CHEGUEI!

Larguei a minha mochila num canto e foi a Jacira, a empregada da época, quem me recebeu.

— A sua irmã está no quarto, menina. Tome um banho que logo o almoço estará pronto.

— Obrigada, Jacira.

Eu corri escada acima e estranhei saber que a minha irmã estava no quarto uma hora daquelas. Era muito comum vê-la na piscina aproveitando o sol para manter a marquinha de biquíni que ela adorava ou na sala ouvindo música. Sempre dizia que os corredores dos quartos eram “sinistros e assustadores” quando ela estava sozinha em casa.

O que será que deu nela? Pensei, já imaginando um monte de besteiras enquanto subia escada acima.

A mansão em Moema tinha três andares além do térreo onde ficava a garagem, o jardim e a guarita da portaria. A sala, o quarto de hóspedes, a cozinha e a despensa ficavam no primeiro andar, o mesmo da piscina. Os quartos dos filhos ficavam no segundo andar, abaixo do escritório do papai e de onde ele dormia com mamãe. O meu quarto era o último do corredor e ficava ao lado do de Mauro. Em frente, ficavam os quartos de Elisa e de Renato, que era o último, à direita. Minha irmã não estava em sua cama naquele momento e eu ouvi sons estranhos vindos do quarto de Renato. Alguém estava gemendo.

Eu estava muito curiosa para saber o que estava acontecendo e dei um jeito até de segurar a minha respiração ofegante e acelerada por ter subido as escadas correndo. Caminhei devagar até a porta e colei a orelha na madeira para ouvir melhor. Eram as vozes de Elisa e Renato lá dentro.

— Isso, Rê! Assim! Mais forte! Eu tô quase gozando!

— Eu também, Lisa. Eu também…

Meu coração estava disparado no peito. Por mais que eu soubesse da admiração que ela tinha por ele, jamais tinha imaginado que a minha irmã seria capaz de ceder a tal ponto. Nós duas éramos filhas de mãe diferente dos dois rapazes, mas ainda éramos todos irmãos de sangue, filhos do mesmo pai.

— Isso, Lisa! Abre mais pro seu maninho, abre. Isso!

Eu sabia que estava me arriscando muito, mas a curiosidade me levou a girar a maçaneta devagar e abrir uma fresta na porta para espiar. O quarto estava bem iluminado e os dois estavam nus em cima da cama de casal onde ele dormia. Elisa estava embaixo de Renato com as pernas bem afastadas. Ele parecia um touro ensandecido cobrindo a sua fêmea. Vigoroso. Forte. Sem pausas. Senti um calor tomar meu corpo vendo os dois daquela maneira, e por puro reflexo, eu bati a porta forte demais quando vi os olhos de Elisa se virarem para a minha direção.

— A Carla! Ela nos viu! Ela nos viu!

Demorou um tempo até que a minha irmã me alcançasse no corredor e me puxasse pelo braço até o meu quarto. Eu estava aturdida e ela ainda estava suada e descabelada. Dava para sentir o cheiro de Renato em seu corpo todo. Elisa me empurrou com força sobre a cama e disse, brava:

— O que pensa que está fazendo bisbilhotando o quarto dos outros assim, garota?

Ela tinha colocado uma camiseta larga por cima do corpo, mas dava para ver que ainda estava nua por baixo. Alguma coisa esbranquiçada escorria na parte interna da sua coxa e os meus olhos se perderam ali um tempo.

— Eu ouvi um barulho esquisito. Fui ver o que era!

Elisa estava nervosa e ficou me encarando por um tempo segurando a porta como que impedindo alguém de entrar. Ainda estava ofegante. Deviam estar horas no quarto antes de eu chegar.

— Eu vou te explicar o que está acontecendo.

Elisa me contou que vinha transando com o nosso irmão Renato há algumas semanas e que ela fugia à noite e de madrugada para o seu quarto a fim de que ninguém mais visse. Tanto eu quanto Mauro tínhamos sono pesado e como cada um dormia em seu próprio quarto, era fácil para que Elisa e Renato se encontrassem na encolha. Ela dizia que eles estavam se divertindo e que aquilo não significava nada além de sexo. Eu sabia o quanto ela o admirava, mas a minha irmã garantia que não estava apaixonada ou coisa parecida.

— Eu estou namorando o Rafael da minha turma do colégio. Eu sei dividir as coisas. Com o Rê é só uma brincadeira. Mais nada.

Aquela brincadeira continuou nas semanas seguintes e enquanto eu, Mauro e nossos pais dormíamos, Elisa e Renato “brincavam” no quarto quase todas as noites, às vezes, de maneira ruidosa.

Numa daquelas madrugadas, eu fiquei acordada para ouvir melhor e os gemidos ecoavam através da minha parede. Eles estavam começando a ficar descuidados e logo comecei a me preocupar por ela caso papai e mamãe acabassem ouvindo a sua farra.

A mamãe ia ter um infarto se descobrisse uma coisa dessas! Foi o meu pensamento aquela noite.

Foi numa noite chuvosa que acabei acordando apavorada com o som dos trovões que ribombava do lado de fora da mansão e saí pelo corredor atrás de Elisa. Era comum que a minha irmã me deixasse dormir em sua cama com ela quando chovia forte, mas outra vez ela não estava em seu quarto.

Um relâmpago clareou a casa toda quando eu ainda estava no meio do corredor e o meu coração acelerou no peito. Eu tinha muito medo de tempestades desde pequena e fui até o quarto de Mauro de olhos arregalados.

Vou pedir para dormir com ele essa noite! Foi o que pensei.

O meu irmão também não estava em sua cama e suspeitei que todos eles estavam num mesmo lugar àquela hora. Me esgueirei até a porta de Renato e me esforcei para ouvir além do barulho da chuva. Dava para identificar três vozes muito animadas lá dentro.

— Está gostando assim, Lisa? Está? — Era Renato ofegante, enquanto o som de algo molhado sendo penetrado era ouvido ao fundo.

— Tá uma delícia! Mais forte, Rê! Mais forte!

— Aguenta os dois ao mesmo tempo, maninha? Aguenta?

Ela respondeu em sussurro que sim à terceira voz, e naquele momento, eu tive a certeza que Mauro havia se juntado à brincadeira entre irmãos na cama de Renato.

Onde isso tudo vai parar? Pensei ainda um pouco chocada com os diálogos que ouvia através da porta.

Naquele fim de semana, eu fiquei a sós na piscina com o Mauro e tentei entrar no assunto sobre o que tinha ouvido escondida no corredor aquela noite. Entre todos os meus irmãos, ele era com quem eu tinha maior intimidade e sabia que podia entrar num assunto tão delicado quanto aquele.

Papai e mamãe tomavam sol em esteiras à beira da piscina e Elisa estava se bronzeando deitada de bruços na outra extremidade, à certa distância dos dois. Gostava de desamarrar a parte de cima do biquíni e fazer topless quando estávamos a sós em casa, mas naquele dia, ela estava comportada na presença dos nossos pais. Mauro estava comigo na água brincando de empurra-empurra, quando comentei:

— Eu ouvi vocês no quarto dia desses.

Ele me olhou com certa surpresa e parou um instante antes de me segurar pela cintura e me jogar na água. Prendi a respiração, emergi de volta e o procurei, tirando os cabelos do rosto. Ele tinha nadado agora para trás de mim.

— O que você ouviu? — Ele cochichou, dando uma olhada para o pai e a madrasta à beira da piscina. Queria se certificar que eles não ouviam a nossa conversa.

— Vocês dois e a Elisa. Fazendo coisas.

Um sorriso safado escapou no canto da sua boca e ele admitiu:

— Temos feito há algum tempo. Tem sido divertido.

Ele ficou boiando na piscina remando para trás com os braços. Havia confiança em seu semblante. Assim como a Elisa, o Mauro não apresentava qualquer sinal de culpa ou remorso pelo incesto que estavam praticando. Eles enxergavam tudo como uma brincadeira. Nadei para perto dele e insisti:

— Vocês não acham perigoso? — Eu estava séria. — E se a Lisa engravidar?

Ele esboçou uma reação mais incisiva, mas se conteve. Voltou a pisar no fundo da piscina e respondeu:

— Ela toma remédio. E depois, a gente nunca goza dentro.

Aquela conversa com Mauro na piscina me deixou estranhamente pensativa e eufórica. Naquela noite, voltei a ouvi-los no quarto e mais uma vez eles fizeram a três. Me abaixei perto da porta e fiquei espiando pelo buraco da fechadura. Os sons já não estavam mais me satisfazendo, eu precisava ver.

A luz estava acesa lá dentro e Elisa estava de quatro na cama levando por trás de Mauro enquanto chupava vorazmente o pau de Renato com ele deitado. Eu já tinha visto meu irmão nu algumas vezes, mas confesso que nunca daquele jeito tão ereto. Ele tinha entre as pernas um mastro enorme que chegava quase na barriga, duro, espigado. Os pelos caíam-lhe escuros no púbis e no saco escrotal e era algo muito viril de se olhar. A boca de Elisa ia e vinha naquela cabeça grande e ela engasgava tentando botar aquela tora grossa toda goela abaixo.

Nossa! Parece uma delícia! Pensei, sentindo coisas em meu corpo que nunca antes havia sentido. Pelo menos, não daquela maneira.

Naquela madrugada, eu voltei extremamente excitada ao meu quarto e me masturbei até ficar inteira encharcada, nua sobre a cama, sentindo o meu sexo pegar fogo. Algo em mim estava querendo muito participar daquilo com meus irmãos e eu sentia que o momento estava chegando.

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