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Relações Ardentes

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Rod Rodman
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9.0
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Resumo

Carla Castilho é uma arquiteta de sucesso que construiu a sua carreira com base no ramo de atuação da família, a construção civil. Sedutora e envolvente, é dona do estúdio de arquitetura e design "A3" há vários anos, sendo uma profissional bastante requisitada e totalmente realizada no mundo dos negócios. Filha caçula do segundo casamento do seu pai, Jaime, é uma das herdeiras da sua vasta fortuna e tem como melhor amiga a irmã mais velha, Elisa, além de ter um carinho muito especial pelo irmão Mauro. Casada com o engenheiro civil Roque Alencar e mãe da espevitada adolescente Micaela, com o passar do tempo, apesar da sua ascensão profissional, Carla passa a ter uma vida infeliz dentro de casa quando um relacionamento proibido começa a perturbar a paz da família Castilho. Disposta a sentir de novo o fogo da paixão que a consumia em sua juventude, a arquiteta passa a se relacionar com um rapaz bem mais jovem e atlético com quem está disposta a ir até as últimas consequências para se sentir amada novamente. Sob o olhar clínico de sua protagonista, "Relações Ardentes" é uma instigante história de amores proibidos que vai te prender da primeira à última página. É parte integrante da série iniciada em "Um Homem de Negócios" e possui personagens que transitam entre as histórias de "A Herdeira Rebelde" e "Os Segredos de Micaela".

amorromanceCEO

Capítulo 1 - O caminho da felicidade

GILSON COMEÇOU A ME despir com certa pressa naquele início de noite. Era uma sexta-feira e tínhamos chegado quase ao mesmo tempo diante do prédio da Rua Vergueiro. Subimos quase correndo os lances de escadas até o terceiro andar. A tranca na porta demorou a reconhecer a chave eletrônica. Entramos aos tropicões, afoitos, insaciáveis e sedentos um pelo outro.

O moço de braços fortes e torso definido me agarrou com tanta fúria que senti o ar escapando pelos meus pulmões. Me beijou como se estivesse a fim de me sufocar tal era a sua vontade. Lá embaixo, as mãos grandes e calosas por conta do tatame apertaram as minhas nádegas com força. Suspendi as duas pernas acima da linha do seu quadril e fui carregada para o quarto, para o nosso ninho de amor. Éramos agora só eu e ele. Ninguém poderia nos atrapalhar.

O rapaz troncudo arrancou a camiseta pouco antes de se deitar sobre mim. Devia pesar uns noventa quilos de pura massa muscular e eu adorava aquela sensação de aperto quando ele me cobria quase inteira em cima da cama. Me deu outro dos seus beijos molhados e sufocantes, me arrancou um gemido de satisfação.

— Uau! Quanta vontade!

Seus olhos castanhos fitaram os meus. O dorso da mão direita tocou com delicadeza o meu rosto só para que seus dedos se encaixassem na lateral do meu pescoço em seguida.

— Você que me deixa assim cheio de vontade, gostosa!

A minha blusa social demorou pouco a cobrir meu busto. Os botões voaram com um puxão que quase fez a roupa em pedaços. Pouco depois, lá estava aquela língua voraz passeando pelos contornos dos meus seios, circundando os meus mamilos e umedecendo as minhas aréolas castanhas.

Gilson desceu os carinhos por minha barriga e correu o zíper da minha calça para encontrar morada entre as minhas pernas, na área mais íntima do meu corpo. Sem tirar a minha lingerie branca de renda, ficou a deslizar a língua de norte a sul, me arrancando suspiros, me deixando completamente e inebriantemente entregue às suas carícias.

— Seu sádico!

Tão logo disse aquilo a ele, o judoca começou a deslizar a minha calcinha pelos meus quadris devagar, contrastando totalmente com a pressa com que tinha me pegado ainda à porta do flat alugado. Deixou a minha roupa na altura dos joelhos apenas para apreciar por alguns instantes a umidade do meu sexo a implorar por ele dentro de mim.

Antes que eu verbalizasse o meu desejo, a sua boca avançou entre as minhas pétalas para começar a sorver o néctar doce que delas escorria. Ia e vinha. De norte a sul. De sul a norte. Se repetindo, se repetindo e se repetindo.

Me deixou em desespero. Tentei lhe agarrar os cabelos, mas eram curtos demais para que os pusesse entre meus dedos. Ele então ergueu as mãos grandes e as encaixou nas minhas. Não conseguia mais conter os meus gemidos enquanto ele prosseguia com a sua tortura oral. Ia e vinha. De norte a sul. De sul a norte. Se repetindo, se repetindo e se repetindo.

Eu estava completamente nua quando Gilson subiu sobre a cama me botando de costas para ele e me fez inclinar levemente o corpo. Ouvia seu ofego muito perto da minha orelha esquerda, sentia o seu suor se mesclando ao meu e a sua rigidez a me apunhalar feito uma estaca imensamente firme na altura do cóccix.

Sua mão dava a volta em meu corpo para se fechar num dos meus seios enquanto a língua brincava em meu pescoço. Eu já estava entregue. Ele só precisava reclamar o prêmio.

— Chega de tortura, Gil… me pega com força, vai. Me pega!

A mão espalmada empurrou as minhas costas para que eu caísse de quatro em cima do colchão macio. Dei um riso nervoso já esperando pelo que viria a seguir. Uma carícia em minha nádega esquerda anunciou que ele estava se preparando para usar a sua estaca, mas quando ele me deu o primeiro “beijo” entre as pétalas, gemi de maneira incontrolável.

Gilson começou a se projetar contra mim sem perder o contato com a minha pele. Me apertava forte, mas não tão forte quanto arremetia dentro de mim. Seu físico de atleta lhe proporcionava uma tonicidade ímpar, além de uma resistência sem igual. As minhas noites de terças e sextas tinham se tornado as mais movimentadas de toda a semana. Eu voltava para casa em estado de miséria por conta de como era tomada por aquele rapaz. Longe de querer reclamar, no entanto, mal acabava o dia, eu já começava a sonhar com o próximo.

Naquela noite, depois de quase uma hora suportando a pressão do meu vigoroso companheiro comigo de quatro, eu pedi para que mudássemos de posição e ele voltou a jogar todo o seu peso sobre mim, mantendo as minhas pernas bem afastadas. A cada limiar de orgasmo, eu fechava os meus dedos em suas costas definidas arranhando a sua pele. Ele nem sequer mudava a sua expressão. Quase nem sentia as minhas unhas cravadas nele.

Nós dois tínhamos uma química invejável na cama, mesmo ele sendo quase dez anos mais jovem do que eu. Era obrigada a me esforçar para acompanhar o seu ritmo acelerado, mas era gostoso voltar a me sentir tão viva novamente.

— Não para, Gil, por favor! Continua… Continua!

Às vezes, eu me sentia uma menina inexperiente pela maneira como ele me fazia sentir coisas que eu nem sabia que existiam, mas eu também tinha vários truques na manga que podia ensinar a ele. Tínhamos uma troca muito boa, eu com a minha experiência, ele com a sua juventude. Exatamente por isso éramos o par perfeito.

Outras boas horas mais tarde, me vi deitada ainda nua sobre os lençóis com Gilson abraçado a mim. Havia um semblante de pura satisfação em nossos rostos e eu lhe fazia carinho nas fibras musculares de um de seus braços. Ele depositou um beijo em meu ombro direito e coçou a garganta antes de perguntar:

— Não tem medo que alguém descubra sobre nós dois?

Ajeitei os fios de cabelo levemente úmidos que caíam em meu rosto. Continuei deslizando meus dedos por seus músculos, então, respondi:

— Não tem como ninguém saber sobre nós, Gil. O aluguel do flat não consta nas minhas despesas pessoais e eu sempre dou algumas voltas de carro antes de vir até aqui. Não há nenhuma pessoa me seguindo.

Ele pareceu pensativo.

— A Nádia está desconfiando de algo?

Ele fez que não com a cabeça.

— Então não tem porque se preocupar — disse a ele, lhe depositando um beijo nos lábios —, nós só temos que nos divertir, esquecer que existe um mundo do lado de fora dessas paredes.

Sua mão circundou o meu quadril. Ele fez uma carícia em minha barriga.

— Poderíamos nos mudar de vez pra cá. Não quero mais ter que te dividir com o seu marido.

Meu semblante ficou tenso. Não pude disfarçar a minha preocupação.

— Ei! Nada de pressa. Não precisamos botar a carroça na frente dos bois, Gil. Estamos juntos há algum tempo, nós temos gostado da companhia um do outro, mas ainda é cedo para darmos passos maiores do que as pernas.

Ele não parecia concordar, mas não verbalizou nenhuma queixa.

— E depois, você não precisa se preocupar… meu marido e eu não fazemos nada na cama há um bom tempo!

Deixei que Gil descansasse mais um pouco depois da última maratona sexual, mas quando ele demonstrou rigidez mais uma vez, o instiguei a me tomar novamente. Ainda tínhamos tempo até que desse a hora de ir embora e eu não via motivos para desperdiçá-lo.

O meu corpo ainda estava dolorido das últimas horas de sexo intenso quando me levantei da cama e fui tomar um ar na janela. Não me preocupei em cobrir a minha nudez ao caminhar até a sacada para observar a noite paulista do lado de fora do prédio, e lá embaixo, a Rua Vergueiro já estava bem menos movimentada aquele horário.

Diferente dos meses anteriores, estava me sentindo bem comigo mesma. Sentia que minha autoestima havia voltado e estava me sentindo gostosa novamente.

Me debrucei na amurada e o vento açoitou a minha pele suada, me causando arrepios. Dava para ouvir a cidade viva ao meu redor. Buzinas, gritos, sirenes. O cheiro da fumaça do grande centro agredia o meu olfato. Eu não me importava. O sorriso que o garoto deitado desacordado na cama havia deixado em meu rosto ainda estava lá. Largo. Radiante.

Pela primeira vez em muito tempo, eu tinha finalmente afastado aqueles pensamentos de que tinha deixado de ser atraente ou desejada. Pela primeira vez em muito tempo, eu havia gozado de verdade.