Biblioteca
Português
Capítulos
Configurações

Capítulo 5. Não havia mais volta

Assim que saiu encontrou seu irmão e o demônio que acompanhava sua mãe na noite anterior, trocando olhares estranhos na frente da sua casa.

— O que está acontecendo aqui? – Parou os analisando. O cenho franzido exibia hostilidade ao demônio, e ameaçava coloca-la em prática a qualquer momento.

— Ele disse que sentiu os soldados de Belzebu não muito longe daqui.

Após ouvir as palavras de Lohan, Nezha bateu as palmas das mãos, erguendo uma separação espacial que cobriu todo o território onde sua casa ficava.

— Vai esperar que nos ataquem para avisar?! Que tipo de guardião é você?! Vigie o movimento aéreo e me avise se ver qualquer coisa incomun! – Mandou, ao mesmo tempo em que descia os degraus da escada da entrada.

O encarando com desdém, o demônio bufou.

— Não sigo ordens suas, criança! Pode ser filho da minha Princesa com aquele Rei maldito, mas não manda em mim! – Após dizer isso, teleportou para algum lugar, desaparecendo.

Em choque com a audácia do demônio, olhou para o lugar vazio em que ele estava a pouco e suspirou.

— Zhēnshi pìgu shàng de yī gēn gùnzi! Tāchēng wǒ fùqīn wèi gāisǐ de guówáng ma?! Zhè zhēn de shì wǒ tīng dào de ma?! (Mas que pau no cu! Ele chamou meu pai de Rei maldito?! Foi realmente isso que ouvi?!)

Estava perplexo.

— Sua mãe aceitou vim? – Lohan perguntou, tentando fazê-lo esquecer a raiva que sentia do ser do submundo.

— Sim, tio Cheng a trouxe. Mas ela não deu nenhuma certeza de ajudar na fuga. Terei que convencê-la, e não faço ideia de como farei isso. – Assumiu.

Respirando fundo, seu irmão fitou o chão por um instante.

— Talvez se reunissemos as pessoas que conhecem Khan intimamente, ela perceba que essa versão dele não é como a que ela conheceu.

— Veny disse a mesma coisa, mas todos estão afundados em sua própria dor no momento. – O lembrou, fazendo Lohan suspirar.

— Infelizmente sim. Ainda acho uma péssima ideia esconder deles o plano, estão sofrendo muito e isso seria uma gota de esperança.

Se aproximando do irmão, Nezha apoiou a mão direita no ombro dele.

— Sinto muito, mas precisa ser assim. Não podemos arriscar envolver todos.

Ele apenas afirmou com a cabeça. Sabia que por conta daquela situação ele demoraria a ver Huan, pois mesmo que tivesse a autorização para ir ao clã dos Liang, não se aproximaria em um momento tão delicado.

Seu tio se voltou a cuidar exclusivamente da mãe, que depois de ter conhecimento sobre a sentença de seu pai, ficou de cama em uma depressão profunda.

Tendo recebido a punição de se tornar parte da Ordem, os Liang ajudavam de forma incessante na caça a sua mãe. Porém, Cheng havia incorporado a neblina obscura da habilidade de Khan para agir pelas costas dos Sacerdotes. Tão frio quanto seu pai, não derramou uma única lágrima ao ouvir a sentença, e pouco tempo depois entrou em contato para contar o plano que estava arquitetando.

Tinha assumido de vez a liderança do clã, e como um camaleão, se adaptara a ambos os lados. Toda vez que o via, o achava cada vez mais parecido com Vaisravana. A postura imponente, não demonstrava um pingo de medo das consequências do que fazia. Isso só o deixava mais eufórico para o dia em que tirariam seu pai daquele maldito buraco!

Contudo, até lá, precisava fazer sua parte do acordo e encontrar uma forma de convencer sua mãe de ajudar.

Ocupou a mente com problemas do clã, e se sentia esgotado devido a necessidade de manter a separação espacial envolta da sua casa. Não tinha tanta mana quanto gostaria de ter, e vinha trabalhando nisso. Sempre que podia, acumulava o máximo de energia que conseguia. Precisaria dela para o dia do plano.

No entanto, Darlan estava complicando as coisas. Não aceitava se tornar Uno com ele por completo, e nenhum dos dois conseguia alcançar o potencial máximo.

— Darlan, tem estado muito calado... O que está acontecendo? – Perguntou estranhando o comportamento dele naqueles dias.

— Oh, tu te souviens que j'existe ? Vous vous sentez tellement à l'aise avec mon corps que je parie que c'est comme si c'était le vôtre! (Ah, você se lembra que eu existo? Se sente tão confortável com meu corpo que aposto que é como se fosse seu!)

Suspirando, Nezha soltou a caneta encima da mesa. Foi por pouco tempo, mas percebeu que a ligação entre eles quase havia se completado. Contudo, conforme Veny ia demonstrando seus sentimentos por eles, Darlan ia se afastando.

— Já conversamos sobre isso. E não! Seu corpo nunca chegará aos pés do que o meu era!

Ele soltou um riso debochado.

— É, da pra ver. Você tem aproveitado bem pouco! Idiot! (Idiota!)

— Se estiver falando da Venya, é bom lembrar que ela é NOSSA ESPOSA!

— Eu vejo o quanto ela me adora... – Comentou, e ele sentiu o tom irônico.

— Está sendo injusto! Você sempre está lá quando...

— E ela sequer me vê.

Um breve silêncio se fez entre eles.

— Se estiver com ciúmes, eu vou socar a sua cara!

Ele riu.

— Me erra! Eu nunca quis isso. Pode ficar com ela pra você!

Era óbvio que ele estava mentindo, mas não assumiria nunca. Toda vez que ela cuidava deles, Darlan ficava como uma criança. Mas desde a descoberta da gravidez, ele disputava espaço com o próprio filho. Vê-lo daquele jeito o lembrava de Vaisravana.

Por séculos havia se degladiado com o próprio pai pelo amor de sua mãe, imaginando que ele não sentia nada por ele. Até pouco tempo ainda duvidava disso, mesmo sabendo das muitas vezes em que ele escolheu se sacrificar para salvar sua vida. Somente naquele momento entendia que ele sempre o amara, do jeito dele, exigente, ríspido, mas amava.

E agora que não o tinha por perto se sentia perdido.

Não sabia o que fazer com Darlan, ele era teimoso, tinha as próprias convicções do que eram os sentimentos, e nenhuma delas era boa. O único jeito de descobrir seria por meio de Venya, mas ele minava qualquer possibilidade de aproximação sentimental dela.

A questão não era que ela o odiasse, ou que não se lembrasse dele, era só que não o conhecia suficiente. E ele se esforçava para que tudo continuasse daquela maneira. No superficial.

Chegou em casa esgotado, precisava repor suas energias e se recolheu para meditar, deixando Darlan no controle.

— Bem vindo de volta, moyo! (coração) Está com fome? – Ela o recebeu com um lindo sorriso nos lábios, e por um instante ele se perguntou se era realmente para ele que ela o oferecia.

Correspondendo com um riso fraco, viu ela se levantar. Sempre esperava por eles na sala, mesmo que demorassem.

— Estou faminto. – Foi sincero.

— Vem! Sua sogra e a mãe de Nezha prepararam coisas deliciosas para o jantar!

Ela sabia que era ele? Como? Segurou em sua mão com a intenção de guiá-lo para a cozinha, mas ele a puxou com cuidado e aproximou seus corpos.

— Mais deliciosas que você, beau (linda)? – Sussurrou próximo dos lábios dela, estava prestes a beijá-la quando sentiu o ardor de um tapa em seu braço esquerdo.

— Pare de ser safado! A mãe de Nezha é silenciosa, mas ouve tudo. – O advertiu. Darlan riu dando um beijo rápido nos lábios dela.

— Ok, vou tentar me conter.

Comeu até se sentir satisfeito e foi arrastado para o quarto pela esposa. Ela estava estranhamente mais energética que nos dias anteriores, e curioso, quis saber o motivo.

— Como foi seu dia? – Indagou enquanto tirava a roupa para ir tomar banho.

— Um pouco parado, sua sogra me obrigou a comer de duas em duas horas, e sem a faculdade e as atividades do clã, não tenho nada pra fazer! Porque não posso ir? – Fechou a expressão e o encarou. Estava sentada no sofá que ficava ao pé da cama.

Rindo, se aproximou dela e apoiou um dos joelhos no tapete.

— Aquele lugar é cheio de escadas. A menos que deseje que os seguranças a carreguem nos braços o tempo todo, pode ir.

Ela cruzou os braços e fez um bico com os lábios. Parecia chateada, porém os olhos redondos se encheram de lágrimas. Sentindo um desespero lhe invadir, Darlan levantou e sentou de frente para ela.

— Beau (Linda), já conversamos sobre isso. – Disse, pegando no queixo dela.

— Mas não é justo! – Protestou fungando.

— Você e "D" precisam de cuidados especiais, lembra do que a médica disse?

Veny balançou a cabeça confirmando.

— Tenha só mais um pouco de paciência, logo ele vai ficar forte.

Levando uma das mãos até a barriga dela, ele a alisou suavemente. Não fazia aquilo com frequência, se sentia estranho. A verdade era que não o queria, o medo de repetir as ações de Quon Ming o assombrada todos os dias. Porém, Damien já estava lá. Não havia mais volta.

Ela tinha escolhido o primeiro nome e insistiu que ele escolhesse um segundo. Não teve para onde correr. Se dissesse que não queria, ela ficaria magoada, e estava tão feliz no dia que descobriu a gravidez que ele não quis ser o estraga prazeres. Falou o primeiro nome que veio na cabeça, e só lembrou depois que aquele era o nome que sua mãe tinha pensado em dar para seu irmão. De certa forma, gostava de como soava.

Seus olhos se encontraram com os dela e não conseguiu resistir, se inclinou na direção dela e a beijou. Por algum motivo, depois da experiência surreal que tiveram no jato, toda vez que olhava pra ela, queria senti-la. Deitando Veny no sofá, a mão que estava na barriga dela subiu sorrateira, invadiram a blusa do conjunto de dormir amarelo, indo direto aos seios.

— Eles estão maiores beau (linda). – Citou apalpando um deles.

— A culpa é do seu filho.

Ele riu, tirando a peça do caminho. Assim que expôs os seios fartos, os admirou por um segundo. Os mamilos pequenos e escuros estavam durinhos por causa do choque da temperatura, e a pele que estava quentinha, ficou toda arrepiada.

— "D", você tá deixando sua mãe ainda mais gostosa. – Disse se inclinando para chupar o mamilo direito. Uma das mãos apalpava o seio esquerdo, enquanto a outra alisava a barriga dela. Com as mãos segurando a blusa, ela o assistia se entregando as sensações prazerosas das sucções.

Nem mesmo ele tinha se dado conta de que acariciava a barriga dela, e continuou fazendo aquilo durante todo o ato. Eles fizeram um sexo tão calmo e carinhoso que até Darlan não se reconheceu, mas quando acordou no dia seguinte, Nezha estava furioso.

Baixe o aplicativo agora para receber a recompensa
Digitalize o código QR para baixar o aplicativo Hinovel.