
Redenção – Série Descendentes Primordiais Vol. II
Resumo
Nessa história iremos continuar a jornada de Aiyê, um anjo reencarnado em uma humana, cuja a vida e a morte andam de mãos dadas com ela. Tendo se apaixonado por um demônio em uma de suas muitas reencarnações, ela se vê dividida entre o amor e a raiva, uma vez que Beleth tirou sua vida muitas vezes em nome de uma antiga vingança envolvendo seu pai, Apollyon. O amor conseguirá superar a mágoa e a decepção? Mergulhe conosco em um mundo onde a existência de Deuses antigos e humanos se colidem, e descubra junto de Aiyê e Khan se o perdão e a redenção são possíveis ou não.
Prólogo – Ele acordará em breve
Oi amores, tudo bem? Estamos de volta com a aventura do nosso demônio favorito! Lembrando que essa história é uma criação minha, e que acrescentei minha visão dos Deuses já conhecidos e citados nela. Por tanto, são de minha total responsabilidade. Escrevo por prazer, logo, não sou profissional. Espero aprender e evoluir com todos vocês. Estou sempre aberta ao diálogo, lembrando que sempre é bom manter o respeito com os coleguinhas.
Para aqueles que estão começando a ler por esta história, a primeira parte da série está no app NovelToon. Devido eu ter fechado contrato com eles, não posso tirá-la de lá. Trarei alguns capítulos dela aqui, apenas como degustação, pois faz parte do contrato não divulga-la inteira em outras plataformas.
Sem mais nada a dizer, espero de coração que gostem, pois como já mencionei no livro anterior, essa história é muito especial para mim.
Beijos e um cheiro a todos, desejo um ótimo mergulho no mundo de Khan e Aiyê.— Queen B.
***
Foi despertado por uma energia obscura que invadiu o quarto. Reconhecendo-a no mesmo instante, abriu os olhos e se levantou. Cobriu Lia para que continuasse aquecida, e rumou para a sala da pequena cabana.
— Que novidades trás para mim hoje... Naphula? – Interrogou depois de fechar a porta de correr, e se sentar na cadeira de palha.
— Consegui localizar a Rainha, meu Senhor. Ela tem ido a todos os lugares onde a energia do Rei está sendo deixada.
Franziu o cenho ao ouvir aquilo.
— Atraída tão facilmente? Achei que odiasse Khan. – Comentou pensativo.
— A ligação entre Abati e Inati é profunda, e os sentimentos intensos demais para simplesmente ignorá-los, wenidimi (irmão).
Foi surpreendido com a presença de Sitri e Haures, tinham surgido a seu lado esquerdo sem que percebesse a aura deles. Estavam cada vez melhores em esconder suas presenças.
— Tem razão, e isso significa que temos uma chance! – Afirmou.
— Naphula, avise Nezha, diga que se prepare. Logo o Rei da Conquista despertará! – Anunciou sorrindo, uma euforia percorria por seu corpo.
— Sim, senhor. – Naphula assentiu, se teleportando por meio da fumaça escura, desaparecendo em seguida.
Passando a mão na cabeça de Haures, obteve a atenção dos olhos vermelhos.
— Como ele está? – Quis saber.
— Dorme tranquilo, mas os sonhos se repetem. São sempre com Inati.
Ouvir aquilo fez seu peito apertar. Seu irmão estava destroçado, o amor que sentia por Aiyê nunca desapareceria. Ainda que Trinity estivesse fazendo uma verdadeira bagunça nas memórias dele, ela era a única que ele não esquecia.
— Vamos recuperá-lo, prometo. – Jurou, vendo os leopardos abaixarem a cabeça.
Ainda que possuíssem uma força descomunal, na forma de pensar, eram apenas crianças. E como toda criança, sentiam falta dos pais. Alguns dias ficavam tão tristes que sequer falavam, sentiam tudo o que Khan e Aiyê sentiam e sofriam em silêncio.
Tiraria seu irmão daquele lugar, não importava o que tivesse que fazer. Romperia quantas regras fosse preciso para aquele propósito!
Ouviu Lia se mexer na cama, e levantou. Precisava se juntar a ela, antes que percebesse que tinha saído.
— Descansem, logo nos encontraremos com Nezha. – Recomendou, e os viu voltar para a dimensão umbral.
No entanto, antes de deitar na cama, sentiu outra energia. Aquela noite estava agitada. Retornando para a sala, encontrou Ose ajoelhado de frente para a cadeira. Estava a sua espera.
— Meu senhor, trago notícias do submundo.
— Diga. – Pediu, se sentando novamente.
Falava baixo e fazia o mínimo de barulho. Entendendo seu motivo, o demônio prosseguiu.
— Belzebu está focado em se aproveitar da situação do Soberano Beleth. Aliou-se aos Descendentes Celestiais deste mundo, e procuram pela Rainha.
— Isso é uma péssima notícia. – Mencionou irritado.
— Em partes, meu senhor. Apesar dos inimigos estarem se unindo, também ganhamos aliados. – Revelou. Se curvando, Cheng apoiou os cotovelos nos joelhos e o encarou.
— Quem?
— Rei Paimon e Rei Belial assumiram abertamente o apoio ao Soberano. No entanto, seus respectivos representantes aparecerão somente quando Rei Beleth despertar.
— Entendo... Bem, não importa. – Deu de ombros voltando a se encostar na cadeira. — Ele acordará em breve. – Revelou vendo os olhos vermelhos de Ose brilharem na penumbra do cômodo.
Os Arcanjos não se uniriam a nenhum dos lados, pois estavam em sua própria busca por Uriel. Temendo o peso da punição, Rafael havia se entregado de bom grado.
Não esperava que o pai de Aiyê os ajudasse, Apollyon nunca se uniria com ao algoz da própria filha. Porém, sabia que ele não negaria parte de seu exército a ela.
Precisavam dela, não apenas para libertar Khan, mas para ganharem mais força contra Belzebu e a Ordem.
— O que está fazendo? – Foi pego de surpresa com a indagação de Lia, e virou o rosto na direção da porta.
Coberta por um robe rosa de seda, ela se encostava no batente lateral direito da porta, o olhando com curiosidade.Não podia ver Ose, e isso deixava a situação ainda mais engraçada. Se o tivesse ouvindo conversando, diria que estava ficando louco, ao imaginar que estava falando sozinho.
— Pensando. – Mentiu, e viu Ose rir.
— A essa hora? Não é trabalho, é? Porque se for, eu vou bater em você! – Ameaçou, se aproximando.
Sentando em suas pernas, beijou seu rosto e o abraçou. Retribuindo o abraço dela, olhou para Ose e riu sem jeito.
“Depois conversamos melhor.” – Disse por meio de pensamento.
Acenando com a cabeça, o demônio desapareceu no meio da fumaça, que naquele momento estava invisível.
— Não está com frio? – Ela perguntou, se afastando para olhá-lo.
Usava apenas uma calça de moletom. Por mais que o clima das Maldivas fosse refrescante, pela madrugada o vento trazido pelo mar tornava as noites frias.
— Estou. – Confessou.
Pegando em sua mão, ela desceu de suas pernas.
— Vamos voltar pra cama, você pensa amanhã.
Rindo, a seguiu sem resistência. Naquele momento não queria pensar em mais nada além dela.
