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Capítulo 3 - Desabrochar de um sentimento

DEPOIS DA REUNIÃO DE FAMÍLIA, nós voltamos para nossa casa no bairro da Saúde, Zona Sul de São Paulo, e meu pai passou dois dias ao meu lado, cuidando de mim em meu quarto. Seja pelo trauma ou por uma reação comum de meu corpo ao que ele tratou como uma infecção, eu voltei a sentir febre, e em delírio, passei a chamar Roque a noite, o que fez com que ele dormisse ali comigo.

— Não me deixa, papai. Fica comigo, por favor!

Eu achei que iria morrer depois daquele fim de semana insano, mas alguns dias depois, descobri que era mais forte do que pensava e voltei a meu estado natural. Meus pais tiveram uma conversa franca comigo sobre o que tinha acontecido naquela casa de veraneio pouco depois. Me falaram que o incesto era uma prática comum dos Castilho desde os tempos do vovô Jaime e que eu deveria me acostumar com aquele tipo de festejo pervertido.

— Ninguém é obrigado a participar, meu amor — disse meu pai, num tom bastante casual sentado a meu lado na cama — e se você não quiser mais fazer parte da reunião anual da família, eu e sua mãe vamos apoiar seu desejo.

Podiam ter me perguntado se eu queria também da primeira vez, pensei na ocasião, ainda remoendo o rancor dentro do peito, mas confesso que aquele incômodo foi algo que não durou muito. A perversão da família também corria em minhas veias e eu não demorei a perceber que, mais cedo ou mais tarde, acabaria sendo consumida por ela.

Algumas visitas ao ginecologista, cuidados que precisaram ser tomados posteriormente e o bom e velho conforto paterno bastaram para me fazer esquecer um pouco daquele fim de semana de agosto e as coisas voltaram a entrar em sua normalidade. Pelo menos, aquilo que para os Castilho podia ser chamado de “normalidade”.

Eu estava ainda mais apegada a meu pai em nosso retorno para casa e o fato de eu ter sido desvirginada por ele me causou um efeito que não esperava que fosse acontecer tão cedo, mas que passou a me impelir cada dia mais a tomá-lo das mãos de minha mãe. Eu achava aquele tipo de coisa íntima demais para falar tão abertamente para a minha psicóloga quando comecei a frequentar o seu consultório anos mais tarde, mas se ela soubesse dos detalhes — e até então, eu só tinha falado superficialmente sobre a minha paixão por meu pai —, ela teria dito que foi naquele período que eu passei a desenvolver ainda mais meu Complexo de Electra.

Tinham se passado alguns meses desde a perda de meu selinho e eu me vi extremamente excitada na presença de meu pai. Nós estávamos na sala de casa vendo filme. Minha mãe estava logo ali no sofá, atenta à tela, mas eu me vi incapaz de prestar a atenção na TV. Ela estava sentada à minha esquerda e ele à minha direita. Eu estava usando um vestidinho leve do tipo que costumava vestir bastante dentro de casa em dias quentes como aquele. Ele estava de camiseta e short. Eu não pensei muito no que estava fazendo, mas de repente, vi um volume fora do normal por dentro de sua roupa de baixo e me senti com vontade de pegar naquele membro duro, de senti-lo entre meus dedos, de percebê-lo enrijecer. Papai tomou um susto quando notou minha intenção e enquanto olhávamos para a TV, a princípio disfarçadamente, eu comecei a apertar seu pênis, no que ele não demorou a responder lá embaixo. Eu já o tinha visto em plena ação, grosso, vigoroso, me rasgando quase em duas e senti o meio das minhas pernas ferver em contato com aquela coisa dura.

— Mica, amor…

Eu senti que ele estava tentando me repreender, mas quanto mais eu massageava, mais ele deixava eu massagear. Em dado momento, aquilo começou a me divertir tanto quanto o estava divertindo e eu parei de me preocupar em evitar os olhares curiosos de minha mãe. Ela estava bem ali do nosso lado e seria estúpido achar que não tinha percebido. A sala estava com as luzes apagadas, mas o filme não tinha tantas cenas escuras para ocultar nossos carinhos. Quando vi que não dava mais para esconder, relaxei e tornei a coisa um pouco mais explícita. Fiz questão de ficar ainda mais próxima dele e desisti da TV, ficando a encará-lo enquanto sorria ante suas reações a meus carinhos manuais.

— Tá gostoso, papai?

Ele também tinha desistido de fingir que não estava acontecendo e após acenar que sim para mim, o vi encarar mamãe ao nosso lado, ainda a nos olhar num misto de surpresa e condescendência. Ela me deixou ser usada como um pernil suculento na reunião da família. Quem é ela para me impedir de fazer carinho em meu pai?

Aquela carícia evoluiu rápido e em pouco tempo, eu estava sentada no colo de meu pai, com ele alisando as minhas coxas por baixo da sainha do vestido. Eu agora estava sentindo todo aquele vigor com a bunda e parecia que ele estava cada vez mais excitado. Trocávamos risadinhas cúmplices e às vezes, eu olhava para a tela da TV, embora estivesse totalmente desinteressada pelo que passava. Senti cada um dos meus pelinhos se arrepiarem enquanto ele alternava em alisar e arranhar de leve a minha pele e posso jurar que senti minha xoxota encharcar pela primeira vez na vida quando um de seus dedos marotos passeou próximo demais da minha virilha por cima da calcinha.

Eu não sabia explicar, mas aqueles carinhos eram bons demais. A minha primeira relação sexual tinha sido em uma orgia familiar pervertida, eu não tinha a noção exata de certo e errado, o que me permeou nos primeiros anos de vida sexual. Como exatamente eu saberia que o meu pai não podia ser também o meu namorado, se ele tinha sido o primeiro — e até então único — cara com quem eu sentia aquele carinho especial?

Naquela primeira oportunidade então, com aquilo em mente, eu deixei rolar, e mais tarde, a minha noite foi povoada de pensamentos libertinos com um único alvo: Roque Alencar.

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