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Capítulo 6

-Bom dia, qual o nome desse bebezinho? -Perguntei brincando com o bebê, os trabalhos começam.

[...]

-Até quarta, enfermeira Júlia. -Falou Flávia, a recepcionista.

-Até Flávia, juro que quarta chego no horário certo. -Falei rindo.

-Imagina, você ficou até mais tarde pra atender todos, você vai ser uma enfermeira, muito boa, doutora.

-Obrigada, até segunda. -Falei me despedindo.

A Milla não veio, ela me ligou de tarde dizendo estar presa no trabalho. Agora é 20:30, já que demorei 2 horas pra chegar aqui, muitas pessoas pra atender, só terminei agora pouco, BBoy veio encher o saco no meu intervalo, falando que eu não podia ignorar ele, que ele ia continuar a falar comigo, que ele que manda no morro e blábláblá, mas nem liguei muito.

Agora estou saindo do morro, ate Faísca me bloquear, revirei os olhos.

-Libera ai Faísca. -Falei e ele suspirou.

-Foi mal Ju, patrão quer falar com você. -Ele falou e bufei olhando pro chão, vi sangue lá.

-Cadê o Babo? -Perguntei e eles olharam pra baixo. -Tá vendo? Olha o que ele faz. Eu não quero saber dele não -Falei e ele bufou.

-Não é a primeira vez que o Babo faz merda, ele já tá pedindo pra morrer a muito tempo, e pro BBoy, te machucar foi a gota d'água. -Falou ele.

-Por favor, eu tô morrendo de cansaço, atendi um monte de pessoas, só quero chegar em casa, comer alguma coisa, tomar um banho e ir dormir. -Falei e ele negou.

-Ele quer falar contigo agora. -Falou ele.

-Me dá seu radinho. -Pedi estendendo a mão e ele me olhou desconfiado. -Dá logo! -Falei e ele me deu. -Como fala? -Perguntei olhando.

-Aperta esse botão e fala. -Ele falou apontando um botão, peguei o radinho e apertei o botão.

-Gui? -Perguntei no radinho.

-Júlia? O que tu tá fazendo com esse radinho? De quem é? Já tá chegando? -Ele perguntou em disparada.

-Sim, sou eu, é do Faísca, Guilherme, acordei cedo, já passei por muita coisa hoje, só quero ir pra casa, amanhã tenho mais trabalho e quarta eu volto. mas manda eles saírem da minha frente! -Falei e ouvi ele bufar.

-Não, vem pra cá agora. -Ele falou e revirei os olhos.

-Para de ser chato, eu tô morta de cansaço, deixa eu ir embora, quarta eu chego de manhã. -Falei e ele bufou.

-Que saco você! Tá, pode voltar quarta, mas eu te quero aqui logo de manhã, se não vou te arrastar pelos cabelos. -Falou ele e eu sorri pois sei que ele não faria, não sei como, mas sei.

-Tá, até quarta, boa noite. -Falei feliz, não vejo a hora de encontrar minha caminha linda.

-Até, boa. -Ele falou ele e devolvi o radinho pro Faísca.

-Pode me liberar agora? -Perguntei e ele riu.

-Um dia você vai me matar e eu vou voltar pra puxar o seu pé.

-Boa noite meninos, bom trabalho pra vocês. -Falei.

-Boa noite patroa, valeu. -Responderam.

Sai do morro e entrei no meu carro, logo saindo de lá e indo pra minha casa.

[...]

-Milla? -Perguntei pra ver se ela tava em casa, não está, ótimo.

Fui pra cozinha e comi alguma coisa, duas fatias de pizza, aliás amanhã tenho que fazer as compras, a comida tá acabando. Tranquei a casa, peguei minhas coisas, apaguei as luzes e subi para o meu quarto, tirei a roupa e tomei um banho de banheira relaxante. Depois coloquei uma lingerie, liguei o ar, coloquei meu celular pra carregar e mandei uma mensagem pra Milla:

"Amiga, já cheguei em casa, mas amanhã logo de manhã vou ter que ir pro Hospital na Barra resolver algumas questões do fim do meu estágio, mas a gente pode almoçar juntas, o que acha?"

Logo ela respondeu:

"Oie Miga, podemos ir almoçar sim, amanhã te ligo e resolvemos onde, boa noite "

"Boa noite, bjs"

Ai desliguei o celular pra ele carregar e dormi.

[...]

Acordei cedo, fiz minhas higienes e fui para o Hospital, tinha meu último dia de curso do estágio e então receberia meus documentos para entregar na faculdade e no postinho.

Pela tarde almocei com a Milla e alguns colegas de trabalho, como despedida e pelo fim da tarde, fomos assistir o sol se por na praia. Depois voltamos pro prédio e Milla dormiu em casa.

Na terça feira, acordei 8:00, tomei um belo café da manhã e fui pra faculdade, tive uma aula e entreguei meus documentos, depois tinha que entregar os documentos do estágio no postinho, mas não estava afim de lidar com Guilherme e seu narcisismos, então fui até lá e paguei um vapor pra levar até o postinho.

Hoje é quarta-feira.

Acordo com o despertador gritando na minha orelha, desligo e vejo a hora no mesmo, 4:30. Me levantei e fiz minhas higienes, (foto da mídia) Vans branco e arrumei meu cabelo. Passei meu perfume que eu tanto amo, peguei meu celular e desci.

Eu precisava estar no postinho as 6:00, mas tenho que conversar com Guilherme, então precisei acordar mais cedo.

-Mari, tudo bem? -Perguntei pra empregada que já estava acordada.

-Tudo sim menina, vai sair? -Ela perguntou.

-Vou sim Mari, mas tenho trabalho então volto só as 18:00 e irei almoçar na rua, fez a listinha de compras? -Perguntei pegando a chave do meu carro e ela me entregou o papel. -Tchauzinho Mari, até mais tarde. -Falei saindo.

-Tchau menina, vai com Deus. -Ela respondeu e sai de casa, peguei meu carro e fui em direção ao morro.

Estacionei na frente do mesmo, desci e os meninos na frente logo me comiam com os olhos.

-Eae patroa? -Perguntou um deles, pera... É o pezinho.

-Oie Pezinho, tudo bem? -Perguntei.

-É, vou levando a vida, quer que eu chame o patrão? -Ele perguntou.

-Não precisa, ele sabe que estou vindo. -Falei sorrindo. -Mas por que vocês me chamam de "patroa"? -Perguntei.

-Porque tu é a mina do BBoy oras, então se ele é o patrão, você é a patroa. -Falou um outro.

-Não sou a mina dele. -Falei e eles riram.

-É sim, mas vai lá, pode passar. -Pezinho falou e passei por eles deixando isso pra trás.

Comecei a subir o morro sentindo olhares, olhava pros lados e todos paravam o que estavam fazendo pra me olhar, os caras me comiam pelos olhos e as meninas me olhavam com certa raiva. Por incrível que pareça, tem bastante gente na rua. Ignorei todos e continuei subindo o morro até chegar no portão da casa do Gui.

Tinham alguns vapores ali, mas ele apenas me olhavam sem falar nada então entrei, já que a porta da casa está aberta fui entrando mesmo, subi as escadas e entrei na terceira porta a direita, e lá estava ele, dormindo de barriga pra baixo, só de box, e meu Deus, essa bunda é muito gostosa, senhor do céu, FOCO JÚLIA! Okay!!

-Gui? -Perguntei me aproximando dele que nem se mexeu. -Guilherme? Acorda. -Falei me aproximando mais. -Gui? -Perguntei colocando a mão no ombro dele, mesmo acordou assustado, pegando a arma e apontando pra mim, fazendo eu levar um susto.

-PUTA QUE TE PARIU JÚLIA! QUER ME MATAR DE SUSTO?! EU PODERIA TER TE MATADO SABIA?! -Ele gritou abaixando a arma.

-Dá pra parar de gritar e falar como uma pessoa civilizada uma vez na sua vida? -Perguntei irritada e ele bufou sentando na cama.

-Tá, foi mal! É que você me deu um susto, não se faz isso. Os caras não me ligaram pra te liberar não? -Ele falou e eu neguei.

-Então, o que deseja com a minha pessoa? -Perguntei e ele me olhou de cima a baixo.

-Cadê o resto do seu short? -Ele perguntou e olhou Atrás de mim. -Deixou cair no caminho? -Eu ri.

-Para de ser chato, é um short normal. -Falei e ele negou.

-Não, isso é um pedaço de pano. -Ele falou e eu revirei os olhos.

-Fala logo o que você quer antes que eu vá embora. -Falei.

-Quero que pare de cu doce, porque sexta e domingo você falou pra mim te esquecer. -Ele falou.

-Primeiro que "mim" não conjuga verbo, então o certo é "você falou para eu te esquecer". -Falei arrumando meus cabelos e ele revirou os olhos. -Você mentiu pra mim, falou que não ia fazer nada, você faz o Biel mentir pra mim e descobrir quem me machucou, depois fez aquela ceninha fazendo o Faísca me barrar na saída e agora teus robôs acham que eu sou a tua mina, não é cu doce, eu não sou acostumada com isso, a gente nem se conhece direito. -Falei irritada e ele sorriu.

-Todos me obedecem, é isso que você tem que entender, todos nesse morro e em outros lugares me obedecem e fazem o que eu mando, por que você tem que ser diferente? -Perguntou ele e revirei os olhos.

-Porque não nasci pra depender dos outros, não nasci pra obedecer os outros, ainda mais um homem bruto igual você, nasci pra viver a minha vida e as minhas ordens. -Falei.

-Tá, você é marrenta, já sei disso, mas sobre mentir pra você, não menti. Nem quebrei promessa nenhuma, eu não matei o Babo, foi o Faísca, e não mandei o Cato mentir pra você, mandei ele descobrir quem te machucou, ele mentiu porque quis. -Ele falou e revirei os olhos.

-Mas você sabe que eles obedecem então você tem culpa sim por mandar. -Falei e ele deu de ombros.

-Mas a bala não saiu da minha arma, e nem fui eu que apertei o gatilho. -Falou ele.

-MAS VOCÊ MANDOU ELES MATAREM UMA PESSOA INOCENTE! -Gritei impaciente.

-ELE TE MACHUCOU! APARTIR DO MOMENTO QUE ELE ENCOSTOU EM VOCÊ E DEIXOU A MARCA DA MÃO DELE NO TEU BRAÇO ELE NÃO É MAIS INOCENTE! E NÃO É A PRIMEIRA FEZ QUE ELE FAZ MERDA! ELE JÁ MATOU, JÁ ROUBOU, JÁ ESTUPROU! -Ele gritou e fiquei quieta.

-E você? Já fez essas coisas? -Perguntei e ele aquietou. -JÁ FEZ? -Gritei irritada.

-JÁ! -Ele gritou meio que sem querer, depois me olhou.

-Então você é tão inocente quanto ele. -Falei e dei as costas.

-ONDE VOCÊ PENSA QUE VAI? NÃO TERMINEI DE FALAR COM VOCÊ! -Ele gritou colocando uma calça.

-MAS EU SIM! JÁ VI QUE VOCÊ É O PIOR DE TODOS! -Gritei descendo as escadas em disparada.

-NÃO SOU NÃO! VOCÊ NÃO SABE DE NADA! ENTÃO CALA A BOCA E VOLTA AQUI! -Ele gritou descendo as escadas atrás de mim, cheguei na porta e passei por ela rapidamente, logo saindo pra rua e descendo o morro bem rápido.

-VOCÊ É SIM O PIOR DE TODOS! ACABOU DE ADMITR ISSO! -Gritei e continuei andando.

-NÃO SOU! -Ele gritou se aproximando.

-É SIM! E APOSTO QUE FUMA, BEBE, SE DROGA, TRANSA COM TODAS E DEPOIS DESCARTA ELAS COMO SE FOSSEM OBJETOS! -Gritei me virando pra ele.

-ELAS SÃO MULHERES! É PRA ISSO QUE SERVEM! -Ele gritou e o olhei indignada, logo ele se tocou da merda que falou e pareceu arrependido.

-TÁ VENDO COMO QUE VOCÊ É O PIOR DE TODOS?! TÁ VENDO?! VOCÊ É REPUGNANTE! É UM LIXO! -Gritei irritada olhando em seus olhos. -Eu não te quero mais perto de mim, nunca mais quero ver a sua cara de novo, nunca mais quero que me toque de novo, esquece que eu existo, porque a partir de agora, você não existe mais pra mim. -Falei cheia do ódio, todos nos olham, mas dane-se, dei as costas mas seguraram meu braço. -NÃO ME TOCA! -Grite me soltando dele.

-Júlia, desculpa, não queria te xingar, eu só... -Interrompi ele.

-Pare de falar comigo, eu não te conheço. -Falei e desci o morro, ele desceu atrás de mim.

-PEZINHO NÃO LIBERA! -Ele gritou e Pezinho logo se virou me barrando.

-SAI DA MINHA FRENTE AGORA! -Gritei irritada e o empurrei no chão. Passei por ele seguindo o caminho até o postinho.

-VOCÊ NÃO PODE FUGIR DE MIM, ME ESCUTA PORQUE AGORA EU VOU FALAR! -Ele gritou e eu continuei de costas ignorando ele. -Me olha agora! -Ele falou irritado.

-OU O QUE? VAI ME BATER? -Gritei me aproximando dele que pareceu se acalmar.

-Ju, vem comigo, Pezinho, libera ai. -Falou Biel se aproximando da gente, logo abracei ele que me abraçou de volta.

-BBoy, libero? -Perguntou Pezinho e BBoy olha irritado pra gente.

-Lógico que não. -Ele falou, Biel sacou uma arma e eu fechei os olhos.

-Sai da porra da frente, Pedro! -Gabriel falou grosso e rude.

-Foi mal. -Ouvi Pezinho falar, ouvi o barulho de um tiro e soltei um grito, ouvi um grunhido de dor.

-Caralho Gabriel! Qual é a sua? -Perguntou BBoy.

-QUEL É A SUA?!! OLHA O QUE VOCÊ FEZ COM A JÚLIA! ELA PARECE SORRIDENTE? ELA PARECE A MENINA POR QUEM VOCÊ XONOU? EU ACHO QUE NÃO! Olha o papelão que você tá fazendo ela passar! Xingou ela e todas as mulheres e deixa eu te falar, eu sou seu melhor amigo, cresci com você e sei como foi educado pela sua mãe e posso garantir que se estivesse aqui, essa bala estava em você e não no vapor! -Biel gritou irritado, ainda me abraçando, silêncio total, só se ouve os soluços do meu choro. -Manda liberar essa porra, vou conversar com ela e depois volto. -Falou Biel mais calmo.

-Por que tem que sair do morro? Em? -Perguntou BBoy.

-Sério Guilherme? O que acha que eu vou fazer com ela? -Biel perguntou e não obteve resposta, me acalmei e sai do abraço dele e fui até a farmácia, comprei as mesmas coisas de quando o BBoy levou um tiro, e voltei pra lá.

-Só quero entender por que não quer conversar aqui. -BBoy falou e eles ainda discutem, fui até Pezinho que está no chão, Biel atirou na perna dele, me aproximei e sentei na frente dele, a discussão parou e senti vários olhares em mim, nem liguei.

-Dá sua faca. -Pedi e ele me deu, corte a calça dele vendo muito sangue, a bala ficou alojada, suspirei. -Desculpa. -Falei vendo a perna dele.

-Não foi sua culpa, não precisa fazer isso, daqui a pouco passa. -Ele falou e eu sorri de canto.

-Sabe, quando se torna médico, você faz um pacto, de sempre ajudar quem precisa. -Falei tirando a tampa do álcool. -Além do mais, você levou uma bala por minha causa. -Eu falei e ele riu.

-Realmente não precisa fazer isso. -Ele falou e bufei.

-Cala a boca, vou fazer do mesmo jeito. -Falei e ouvi bufarem atrás de mim.

-Ele falou que não precisa. -Falou BBoy.

-CALA A BOCA QUE NÃO TÔ FALANDO COM VOCÊ! -Gritei nervosa e ele ficou quieto.

-Vai doer? -Pezinho perguntou parecendo uma criança com medo de injeção, que nem o BBoy.

-Não muito, mas fala ai, a quanto tempo trabalha pra esse otário? -Perguntei e BBoy bufou, joguei o álcool e ele reprimiu um grito de dor.

-Tá doendo! -Ele falou e tirei o excesso com o algodão. -Desde sempre, crescemos juntos. -Falou ele e esterilizei a pinça.

-Hm, que chato, mas você tem família? -Perguntei segurando a perna dele e tirando a bala de dentro dele.

-Sim, tenho uma mulher e dois filhos, que tão assistindo tudo. -Ele falou triste e me virei, vendo o morro todo, mas uma mulher e duas crianças, uma menina com uns 14 anos e um menino com uns 8.

-Tudo bem? -Perguntei sorrindo.

-Meu pai vai ficar bem? -Perguntou a menina com lágrimas nos olhos.

-Lógico que vai, querem me ajudar? -Perguntei e eles olharam pra mãe que sorriu assentindo de leve.

-Queremos. -Falaram e se aproximaram.

-Tá, olha, primeiro lavem as mãos com o álcool. -Falei e eles fizeram. -Agora limpem a agulha e o fio com álcool também. -Falei e cada um limpou um, joguei mais álcool pra limpar mais o ferimento, Pezinho grunhiu de novo.

-E agora? -O menino perguntou.

-Agora coloquem o fio dentro da agulha. -Falei e assim fizeram e me deram ambos. -Muito obrigada. -Falei e eles sorriram, assim como pezinho. -Agora vou suturar. -Falei e comecei a costurar e conversar com o Pezinho pra distrair ele, deu certo, os filhos dele ajudaram a distrai-lo também. -Agora podem fazer o curativo, um coloca o algodão e o outro coloca o esparadrapo pra segurar o algodão. -Falei e a menina colocou o algodão e o menino o esparadrapo.

-Prontinho papai, agora o senhor já tá melhor. -Falou o menininho sorridente.

-Graças a doutora. -Falou a menininha.

-Lógico que não, vocês que fizeram tudo, eu só dei uma forcinha. -Falei e vi um monte de gente sorrindo.

-Também quero ser médica papai, que nem a Dona Júlia. -Falou a menina animada.

-Pode me chamar só de Ju. -Falei e ela me abraçou, com o menininho, abracei de volta.

-Obrigado por salvar nosso papai. -Falaram e sorri.

-FAÍSCA! Lava o Pezinho pra casa dele pros filhos cuidarem dele. -Falou BBoy.

Logo Faísca apareceu e começou a carregar Pezinho, os filhos foram atrás e a mulher também, comecei a recolher as coisas pra jogar no lixo.

-Conversa comigo vai. -Ele falou e bufei.

-Biel, fala pro seu amigo me esquecer porque tenho que fazer compras e ir trabalhar. -Falei cínica. -Posso passar agora? -Perguntei pros caras e eles olharam pro BBoy.

-Mano, deixa ela esfriar a cabeça, e faz o mesmo, vocês não vão conseguir nada de cabeça quente. -Falou Biel.

-Libera. -Ouvi BBoy falar e os meninos saíram da frente.

-Tchau gente, bom trabalho. -Falei indo pro postinho.

-Valeu patroa. -Falou um deles e nem respondi.

Só sai andando em direção ao meu trabalho.

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