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Capítulo 5

Falou ele e o cara pegou o corpo no colo, fazendo o cabelo sair do rosto dela, revelando uma menina que não é a Júlia.

-Espera ai... -BBoy falou aliviado. -Não é ela.

-Era isso que eu queria falar, mas você deixou? -Perguntou Cato.

-Você sabe onde ela tá? Onde? Conta logo, porra! -Falou BBoy nervoso e Cato riu.

-Encontrei sua loirinha no meio do caminho. -BBoy já tava nervoso.

P.O.V Ju

Consegui despistar o cara lá, agora só preciso encontrar o postinho. De repente escuto tiros, pessoas correndo e gritando desesperadas, o que tá acontecendo?

-Hey, o que tá acontecendo? -Perguntei parando um homem que olhou pra trás e começou a correr de novo.

-TÃO INVADINDO O MORRO, PATRICINHA! CORRE! -Gritaram e me desesperei.

Como assim invadindo? Comecei a correr na mesma direção que os outros, ou seja pra cima, por que eu não fui com o cara? Logo trombei com alguém e senti algo gelado no meu braço, é uma arma, fechei os olhos e já comecei a chorar de desespero.

-Júlia? -Abri os olhos e é o Cato, abracei ele com força.

-Cato, o que tá acontecendo? -Perguntei vendo a arma dele.

-Caralho, por que você tá aqui? -Ele perguntou meio irritado.

-Eu acabei de chegar, um cara tava me levando pro BBoy, mas eu já estava atrasada para ir pro postinho. -Falei respirando rápido.

-POR QUE NÃO FOI COM ELE?! VOCÊ ESTARIA SEGURA COM O BBOY AGORA! -Gritou ele nervoso, uma bala veio perto da gente e eu gritei, ele virou e atirou em um policial, matando o mesmo. -Vem logo, você não tá segura aqui. -Falou ele me empurrando pra cima do morro.

Conforme fomos andando o barulho de balas diminuíam mais, mas ainda tem muitas balas, logo chegamos em uma casa no topo do morro, ela é grande e luxuosa.

-Você mora aqui? -Perguntei fungando.

-BBoy mora, agora entra. -Ele falou me puxando pra dentro. -Entra no cofre. -Falou ele abrindo uma porta de ferro.

-Não tem outro lugar? -Perguntei e ele negou. -Pode me colocar em qualquer lugar, mas aqui não.

-Entra logo. -Ele falou me empurrando pra dentro do cofre. -Fica aqui até eu vir te buscar, não sai daqui, não faz barulho, se alguém entrar aqui que não seja eu, não faz barulho ouviu? -Perguntou ele e eu assenti.

Ele então fechou a porta de ferro, pronto, agora eu morro, não conto pra muitas pessoas, mas tenho claustrofobia, e ficar dentro dessa caixa de aço maciço não está ajudando, apesar de não ser pequena, está bem recheada o que dá maior sensação de sufocamento. Sento no chão e tento não pensar que estou quase morrendo, vejo as paredes se fechando, então fechei os olhos já sentindo meus olhos encherem de lágrimas, minha respiração está acelerada, e se o ar acabar? E se o Gabriel me esquecer aqui? E se eu morrer? E se? Logo já estava chorando de desespero, então escuto passos rápidos e vozes.

-Onde ela tá? -Perguntou uma voz distante.

-No cofre. -Falou outra voz distante, é o BBoy e o Cato, me levantei e a porta foi aberta, pulei no colo dele, vi que era o BBoy, mas nem liguei, tô feliz por sair daquela caixa de aço.

-Você tá bem? -Ele perguntou me abraçando de volta.

-Tô, vocês tão? -Perguntei me afastando dele.

-Sim, não chora. -Ele falou e assenti, limpei meu rosto e fui até a frente do Cato, dando uns tapas nele.

-Nunca mais me tranca naquilo! -Falei batendo nele.

-Ai, ai, por quê? Tava te protegendo! -Ele falou tentando se proteger.

-Eu poderia ter morrido, o ar poderia ter acabado, você poderia ter me esquecido lá, então morreria de fome e sede. -Falei soltando algumas lágrimas de novo, BBoy me virou pelos meus ombros.

-Não deixaria isso acontecer, a gente não ia te esquecer, o ar não ia acabar e ele só fez isso pra te proteger de uma bala perdida. -Ele falou e abracei ele.

-Obrigado. -Falei abraçando ele fortemente, ele me abraçou da mesma forma, me senti segura. -Obrigado Cato e desculpa por te bater, é que eu tenho claustrofobia. -Falei soltando o BBoy e abraçando o Cato rapidamente.

-Tudo bem loira, da próxima vez te coloco no quarto, não sabia que tu tinha isso ai. -Ele falou e assenti.

-Okay, agora tenho que ir pro trabalho. -Falei secando minhas lágrimas.

-Vai nada, o postinho é na entrada do morro, você não pode sair. -Falou BBoy e o olhei.

-Como assim? Oxe. -Falei e ele me olhou.

-Olha, os verme invadiu o morro, eles ainda estão na entrada, ninguém pode sair do morro depois de uma invasão, ainda mais com rato, eles não poupam ninguém, atiram no que se mexer, pra eles somos todos animais sendo caçados. -Falou ele e eu revirei os olhos.

-E se tiver alguém ferido? Precisando de ajuda? -Perguntei com a mão na cintura.

-Que marrenta você garota, por que você não tava com o Garrido? Posso saber? -Perguntou BBoy e olhei pra baixo.

-Porque eu tinha trabalho, e já tava atrasada, porque o idiota da entrada não me deixou passar. -Falei revirando os olhos.

-Era pra você ter ido, a gente tem que conversar. -Ele falou com certa raiva.

-Mas... -Me interromperam.

-BBoy, troca a ideia com ela aqui, é mais particular, eu fico lá na boca, Ju, conversa com ele, você não vai pode ir pro postinho mesmo. -Falou Biel e bufei. Sim, ele salvou minha vida então acho que já somos íntimos.

-Posso lavar o rosto pelo menos? -Perguntei pro BBoy.

-Terceira porta a direita. -Ele falou apontando pra escada.

Assenti e subi as escadas, fui até a terceira porta da direita e entrei, não é um banheiro, e sim um quarto um pouco bagunçado mas aconchegante, vi uma porta aberta, o banheiro, entrei lá e também tá um pouco bagunçado, me olhei no espelho, olho vermelho e inchado, nariz vermelho, lavei o rosto retirando toda a maquiagem, sequei e votei pro quarto, acho que é do BBoy, tem um cheiro muito bom característico dele. Desci as escadas e BBoy tava na sala, deitado de barriga pra baixo, pulei em cima dele, nossa quanta intimidade né...

-A gente ainda tem que conversar sobre sexta. -Ele falou sem se mexer. Virei a cabeça deitando e ignorando completamente o que ele falou. -É sério! -Ele falou alto, me levantei.

-Nossa, tá bom. -Falei e ele se sentou, me sentei na frente dele.

-Você lembra o que de sexta? -Perguntou ele me olhando.

-Eu queria ir embora, mas você não deixou, ai a gente brigou e eu entrei no baile, peguei a bebida de um cara, depois continuei bebendo, conheci umas meninas, usei uma droga horrível e depois lembro de estar beijando você. -Falei e ele me olhou com raiva.

-Não era eu, era outro cara. -Ele falou com uma raiva.

-Quem era? -Perguntei.

-Não importa mais, já passou.

-E você socou a cara dele? Eu lembro tá. Quero saber por que. -Falei cruzando os braços e ele relaxou os ombros e o rosto.

-Olha, não foi exatamente...

-É lógico que foi. Se não teria pego ele outra hora. -Falei confiante empinando o nariz e ele negou rindo.

-Nos seus sonhos gata. -Falou e ri.

-Não se esqueça que eu beijo quem eu quiser! E isso não é da sua conta! -Falei e ele riu.

-Você é quem pensa. -Levantei uma sobrancelha e cruzei os braços.

-Eu não fico aqui nem mais um segundo. -Falei pegando minha bolsa.

Sai de lá e ouvi os gritos do BBoy, desci o morro, mas logo me barraram.

-ME DEIXA SAIR! -Gritei batendo em um deles.

-OW! OW! OW! PARA SUA MALUCA DO CARALHO! -Gritou ele me apertando.

-ME SOLTA! VOCÊ TÁ ME MACHUCANDO! -Gritei ele realmente tá me machucando.

-QUE PORRA É ESSA? LARGA A MINA DO BBOY CARA! -Gritou o Faísca me ajudando.

-FAÍSCA MANDA ELES ME DEIXAREM SAIR! -Gritei.

-Você não pode sair, teve invasão aqui, não pode sair ninguém. -Falou ele.

-Tá bom. -Falei fingindo que iria aceitar aquilo.

-JÚLIA! VOLTA AQUI! -Gritou Guilherme com raiva, olhei pra barreira que tinha lá, vi que tinha um espacinho, e foi por lá que passei correndo.

-JÚLIA! -Gritou Gui, Gabriel, Faísca e um outro lá.

Continuei correndo, logo escutei barulho de tiros, bem perto de mim.

-BBOY! -Gritaram e olhei pra trás rapidamente, mas logo pularam em cima de mim, me levando pro chão.

Depois mais tiros, de repente os tiros pararam.

-PUTA QUE ME PARIU! EU MANDEI VOCÊ VOLTAR! EU MANDEI VOCÊ NÃO SAIR DE CASA! EU MANDEI VOCÊ NÃO SAIR DO MORRO! O GABRIEL MANDOU VOCÊ NÃO SAIR DO MORRO! O FAÍSCA MANDOU VOCÊ NÃO SAIR DO MORRO! O BABO MANDOU VOCÊ NÃO SAIR DO MORRO! E VOCÊ OBEDECEU ALGUÉM? NÃO! VOCÊ NÃO OUVIU A GENTE! CARALHO! IMAGINA SE VOCÊ LEVASSE UM TIRO? IMAGINA SE VOCÊ MORRESSE? IMAGINA SE VOCÊ SE MACHUCASSE?! VOCÊ PENSOU ANTES DE SAIR CORRENDO? PENSOU ANTES DE BEIJAR ALGUÉM? VOCÊ POR ACASO PENSA ANTES DE FAZER ALGUMA COISA?! -BBoy gritou esbanjando sua raiva, me fazendo respirar muito forte.

-Desculpa. -Falei baixinho sem olhar pra ele.

-Foda-se. -Ele falou rude.

-Mano, você foi atingindo. -Falou Gabriel e olhei pro BBoy e ele tava perdendo muito sangue.

-Você tem que ir para um hospital. -Falei assustada.

-Eu? Em hospital? Tá me tirando né? -Ele perguntou rindo.

-Você tá perdendo muito sangue, vai ter uma hemorragia assim. -Falei me aproximando.

-Não queria ir embora? Vai! -Ele falou.

-Olha aqui, você não manda em mim, eu quero ir embora, mas não posso, primeiro eu vou cuidar de você e depois vou pro postinho, e você não tem opção de negar minha ajuda. -Eu falei com muita raiva.

-Acha que manda em mim? Você não passa de uma patricinha do asfalto. -Ele falou e me fiz de atingida.

-Quer saber? Morre. -Falei e ele subiu com raiva o morro, fui até o Gabriel.

-O que eu tenho que fazer? -Perguntou ele, já sacando que ia fazer alguma coisa.

-Prende ele em uma cadeira, daqui a pouco chego lá. -Falei e ele assentiu.

Ele subiu o morro e eu fui atrás, mas parei em uma farmácia e comprei uma pinça, álcool, uma agulha de sutura, que por incrível que pareça tem, e uma linha pra sutura, comprei tudo e fui pra sala do BBoy.

-ME SOLTA! O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO? -Ouvi BBoy gritar e ri, cheguei na sala dele e ele tava preso na cadeira com aquela fita cinza. -O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI? -Perguntou ele nervoso pra mim.

-Ih, relaxa mano, faz teu trabalho ai, vou avisar lá no postinho que você já vai. -Falou Gabriel passando por mim e me bando um beijo na testa.

-Hey, hey, hey, olha as putarias. -Falou BBoy e rimos, Biel saiu da sala.

-Não queria que se machucasse. -Falei chegando perto.

-Vou ficar bem, já pode ir cuidar dos outros. -Ele falou e revirei os olhos, tirei as coisas da sacola. -Isso é uma agulha? -Ele perguntou e ri.

-É, agora fica quietinho pra eu não errar a costura. -Falei pegando a pinça e esterilizando a mesma com álcool.

-Pera, o que você vai fazer? -Perguntou ele vendo eu me aproximar dele com a pinça.

-Quieto! -Ele revirou os olhos. -Você vai ter que tirar a blusa. -Falei e ele me ignorou. -Não quer colaborar? Beleza então. -Falei e me aproximei. -Licença. -Falei baixinho e sentei no colo dele ele me olhou surpreso e começou a observar cada movimento meu.

Segurei a pinça com a boca, não me julgue, peguei a blusa dele com a mão e rasguei a mesma com uma certa força, ele resmungou, mas nem liguei, rasguei mais a blusa dele e ele sorriu malicioso, revirei os olhos, peguei o algodão, e o álcool, coloquei o algodão em baixo do buraco que ficou e joguei álcool pra limpar.

-AHHHHH!! -Ele gritou de dor. -PUTA QUE ME PARIU! ISSO DÓI! -Ele gritou com dor e logo o Biel e o Faísca entraram na sala.

-Tudo bem chefe? -Perguntou Faísca.

-Tudo ótimo, só ele que é um fresco. -Falei me virando e jogando mais álcool.

-PARA JÚLIA! ISSO DÓI SABIA? -Ele gritou com raiva de novo e eu ri.

-Eu sei, agora cala a boca. -Falei e peguei a pinça, cheguei bem perto, segurando o ombro dele, coloquei a pinça dentro do buraco e ele grunhiu de dor. -Shhhh. -Falei e tirei a bala de lá. -Quer guardar de recordação? -Perguntei irônica.

-Quero, pra lembrar o dia em que meu melhor amigo me traiu, meu morro foi invadido, levei um tiro por uma patricinha do asfalto e a mesma patricinha do asfalto rasgou minha blusa preferida. -Falou ele e eu revirei meus olhos.

-Não sou patricinha. -Falei e ele riu.

-É sim. -Ele respondeu e mostrei a língua pra ele que riu.

-Toma Biel, guarda em um pote. -Falei entregando a bala com sangue.

-Que nojo Ju, não vou tocar nisso. -Ele falou com cara de nojo e revirei os olhos, coloquei dentro de um copinho com água que tinha lá.

-Que porra é essa de "Biel" e "Ju", mano? -BBoy perguntou com ciúmes e ri.

-Segredo nosso, né gatinho? -Perguntei piscando pro Biel que assentiu sorrindo malicioso.

-Gabriel evapora daqui. -Falou BBoy e nós rimos.

-Okay, já tô quase acabando. -Falei me esticando, peguei a agulha, e a linha, coloquei a linha dentro da agulha e esterilizei ambas.

-Sabia que não gosto de agulha? -Ele pergutou e eu ri.

-Quando era pequena tinha pavor de hospital, médico e essas coisas, e odeio branco. -Falei e ele riu.

-Ironicamente você é médica. -Ele falou e assenti rindo. -E qual foi a história? -Ele perguntou e sorri morto, comecei a costurar e ele nem presta atenção pelo fato da gente estar conversando.

-Bom, quando eu era menor, com uns 10 anos, meu irmão mais velho, Luca, ficou doente, muito mesmo, ele não conseguia nem respirar sem aparelhos, então ele vivia no hospital, como meus pais sempre trabalharam muito e nunca tiveram muito tempo pra nós, ele era como um pai pra mim, então passava horas com ele no hospital, comecei a perder o medo, e em algum tempo ele fez um tratamento ai e ficou melhor, eu vi que o médico salvou a vida do meu irmão, fiquei feliz com isso, mas quem realmente sempre nos acalmava e fazia a vida do meu irmão melhor, eram as enfermeiras... -Ele me interrompeu.

-Foi aí que você decidiu virar enfermeira. -Ele falou e neguei rindo, terminei a sutura.

-Na verdade, foi depois de um mês, eu tava andando na rua com meu irmão, encontramos em um beco, um menino, de uns 13 anos sufocando, ele não conseguia respirar, então peguei uma caneta e enfiei na curva do pescoço dele, ai ele começou a respirar, meu irmão levou ele pro hospital, o médico perguntou como eu fiz aquilo, e respondi que vi em uma série. -Falei rindo de leve. (House S2)

-Ai você decidiu se tornar enfermeira? -Ele perguntou e eu assenti.

-Foi a boa sensação de salvar uma vida que eu senti quando o menino começou a respirar. -Falei sorrindo e ele sorriu me olhando.

-Nossa, pensei que queria ser médica só porque seus pais queriam. -Ele falou e ri negando.

-Meus pais não são muito... Presentes, nunca foram. -Falei dando de ombros. -Acabei, agora vou fazer um curativo e você vai estar novinho em folha. -Falei me levantando do colo dele e indo pra mesa pegar o algodão e um esparadrapo.

-Já pode me soltar? -Ele perguntou e eu voltei com o algodão, coloquei lá.

-Já solto. -Falei e coloquei o esparadrapo segurando o algodão em cima da sutura. -Prontinho. -Falei me levantando.

-Valeu. -Ele falou e eu assenti.

-Como você faz quando se machuca? -Perguntei procurando uma faca ou um estilete.

-Espero sarar ué. -Ele du de ombros.

-E quando leva tiro? Não tira a bala? -Perguntei.

-Tiro, quando infecciona, se infeccionar, mas não faço assim como você fez. -Falou ele e o olhei indignada.

-Você pode morrer sabia? -Perguntei não encontrando nada.

-Todo mundo vai morrer um dia, Ju. -ELE ME CHAMOU PELO APELIDO!:3:3:3:3:3

-Hm, já volto. -Falei e sai da sala dele. -FAÍSCA! -Gritei pra ele que me olhou assustado, já que dei um susto no mesmo, ele tá protegendo o morro.

-E ai, loira? -Perguntou ele.

-Me empresta sua faca? -Perguntei apontando pra faca dele e ele colocou a mão na mesma.

-Pra que? -Ele perguntou desconfiado.

-Quero matar o BBoy. -Falei e dois dos vapores que estavam lá apontaram a arma pra mim já prontos pra disparar.

-Abaixem essas armas, querem morrer? -Perguntou Biel nervoso. -Faísca, a faca. -Falou ele e Faísca me deu a faca.

-Mas Cato... Ela disse que vai... -Um cara começou a falar, mas foi interrompido.

-Ela é a médica, ela não pode matar ninguém, e não tem coragem. -Biel falou e apontei a faca pra ele e apontaram as armas pra mim, menos o Faísca.

-Tem razão, não tenho coragem. -Falei abaixando a faca. -Obrigadinho Faísca, já volto. -Falei e ele assentiu.

Voltei pra sala do Gui, ele estava lá, olhando o nada, me aproximei dele, ele olhou a faca na minha mão, dei a volta nele e me abaixei, cortei as fitas e ele logo levantou os braços com tudo se livrando das fitas.

-NÃO FAZ ESFORÇO! -Gritei nervosa.

-Nossa, sua agressiva. -Ele falou e eu ri.

-Não pode fazer esforço se não pode abrir os pontos. -Falei rindo, coloquei a faca em cima da mesa e tirei as fitas com cuidado pra não machucar ele.

-Com quem pegou a faca? -Ele perguntou.

-Com o Faísca, sabia que pensaram que eu te mataria? -Perguntei e ele riu. -Quase me mataram. -Falei rindo e ele parou de rir.

-Apontaram uma arma pra você? -Ele perguntou.

-Sim, mais de um. -Respondi rindo.

-Quem? -Perguntou ele.

-Sei lá, mas não tem importância. -Falei dando de ombros já que parece que ele deu bastante importância.

-Tem sim, eles não pode fazer isso com você. -Ele falou com raiva.

-Calma Gui, tô bem. -Falei mostrando meu corpo e ele me olhou da cabeça aos pés e parou no pequeno decote que a blusa tinha. -Para seu tarado. -Falei e ele se levantou rindo. -Vou devolver a faca. -Falei pegando a mesma em cima da mesa, mas ele me segurou pela cintura. -Vamos! -Falei rindo e ele me abraçou pela cintura colocando a cabeça no meu pescoço, meu ponto fraco, empurrei ele e descemos as escadas saindo da boca, ele deu um beijo no meu pescoço e me encolhi.

-Acho que descobri o ponto fraco de alguém. -Ele falou beijando meu pescoço e me encolhi rindo.

-Sai seu chato! -Falei empurrando ele que riu.

-Eu não, você tem um cheiro mó bom. -Ele falou se aproximando de mim, mas me afastei e fui na direção do Faísca.

-Tó, obrigado. -Falei sorrindo.

-Nada loira. -Falou ele e puxaram minha cintura pra trás, é o BBoy de novo.

-Queria deixar claro que quem tocar nela eu mato. -Falou BBoy e revirei os olhos.

-Não escutem ele. -Falei e ele beijou meu pescoço fazendo eu me encolher.

-Escuta mesmo não. -Falou ele ameaçador.

-Para Gui, tenho que ir pro postinho. -Falei me virando pra ele.

-Vai não. -Ele falou olhando meu braço, ai ele pegou o mesmo e olhou, olhei e vi que tava roxo, com marcas de mãos, foi do menino que apertou meus braços quando queria fugir, o tal Babo. -Quem fez isso? -Perguntou ele e o olhei, ele tá transbordando raiva.

-Não sei. -Falei com voz fraca, ou seja, menti.

-Você está mentindo, quem fez isso Júlia? -Ele perguntou, olhei pra ele que olhou pros meninos. -Quem fez isso? -Perguntou ele pros meninos. -QUEM FOI?! -Ele gritou pegando a arma.

-Gui, Gui, Gui, para, guarda essa arma. -Falei parando na frente dele.

-Então responde. -Ele falou e olhei pra arma dele.

-Guarda essa arma e promete que não vai matar ninguém. -Pedi apontando pra arma.

-Responde logo. -Ele falou e eu cruzei os braços.

-Ela é marrenta, mano, acha mesmo que ela vai responder? -Perguntou Biel e mostrei a língua pra ele.

-Fala. -Ele pediu de novo, ignorei ele. -Tá, eu guardo a pistola, e eu prometo que eu não mato ninguém. -Falou ele e eu sorri.

-Não sei o nome dele, desculpa. -Falei tirando com a cara dele. -Agora tenho que ir trabalhar, já estou muito atrasada. -Falei e dei um beijo no maxilar dele.

-Biel, leva ela. -Falou Gui.

Comecei a andar com o Biel.

-Mas fala ai, quem te machucou? -Perguntou ele e suspirei.

-Foi o tal Babo. -Falei e ele suspirou.

-É aqui. -Ele falou e parei de andar. -Desculpa. -Ele falou e fiquei sem entender.

Vi ele pegando um negócio preto, é o radinho.

-BBoy, foi o Babo. -Ele falou e o olhei, logo ouvi o barulho de tiros.

-GABRIEL! -Gritei indignada.

-Desculpa Ju, mas ele é meu melhor amigo e quer o teu bem. -Ele falou e o olhei com desprezo.

-Não fala mais comigo, e fala pro seu amigo não falar mais comigo também, e manda me liberarem quando sair daqui se não vou fazer um barraco. -Falei e não ouvi a resposta dele, entrei no postinho e estava lotado, todos me olharam.

Meu Deus, muito trabalho.

-Gente, perdão pelo atraso, tava com o Dono, resolvendo algumas coisas, vou começar a atender, desculpa mesmo. -Falei e assentiram. -Prazer, sou a Júlia. -Falei e assentiram de novo.

Coloquei meu uniforme rapidamente e higienizei minhas mãos.

-Pode mandar o primeiro paciente. -Falei e a secretária assentiu.

Entrei na sala das enfermeiras coloquei meu jaleco e mandei entrar, era um bebê e sua mãe, um bebê muito fofo.

-Bom dia, qual o nome desse bebezinho lindo? -Perguntei brincando com o bebê, os trabalhos começam.

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