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O Dono do Morro (BBoy e Ju)

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BRANKA XIII
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Resumo

Essa história é de autoria minha, concluída em Janeiro de 2016 e com todos os direitos reservados à mim. Essa é a história de BBoy e Júlia. Ele é Dono do Alemão, temido e com uma fama que o persegue. Ela é médica, criada para ser perfeita, tem um coração gigante e ama ajudar os outros. Ele pode ser um pouco difícil de lidar as vezes, difícil de entender, mas ela tem paciência até para tirar água de pedra e é isso que ela consegue com ele.

amormafiaromance

Capítulo 1

Ju

Oie! Meu nome é Júlia Schmidt, tenho 21 anos, apesar de não parecer, já que tenho 1,63 de altura. Sou nascida e criada no Rio de Janeiro, estou indo para o último ano da faculdade de enfermagem. Moro sozinha, na verdade Marina, a empregada/babá/mãe/vó mora aqui comigo, moramos em um apartamento médio e confortável.

Sou estagiária de enfermagem no hospital particular da Barra da Tijuca, mas duas vezes por semana preciso me voluntariar e estagiar em um postinho de saúde durante 1 mês. Moro na Barra, perto da minha faculdade, minha melhor amiga é minha vizinha que mora no apartamento da frente.

Milla

Oie!!!! Meu nome é Camilla Queiroz, tenho 21 anos estou no último ano de psicologia.

Moro na Barra, minha melhor amiga é a Júlia, ela é filha de socialite e empresário, mas não é esnobe nem nada do tipo, só um pouquinho mimada, mas quem não seria tendo o tanto de dinheiro que ela tem? Somos amigas desde a creche, então conheço ela mais do que a própria mãe. Sou meio (muito) louca, não tenho medo de pagar mico, grito na rua e tudo mais, e a Ju não se esconde, entra na brincadeira comigo, e o legal que a gente se comunica apenas com um olhar. Somos como irmãs mesmo eu dou minha vida por ela e tenho certeza que ela faria o mesmo por mim.

BBoy

Iai! Meu nome é Guilherme Sampaio, mas conhecido como "BBoy"(Bad Boy) tenho 25 anos e sou o dono do morro do Alemão, sim, eu mando e desmando naquela porra toda. Meu pai, o antigo Dono, morreu em uma troca de tiros defendendo o morro dos ratos, quando eu tinha 7 anos, aí o morro ficou nas mãos da minha mãe, e deixa eu falar, ela sempre deu conta de tudo. Me ensinou a ser frio com todos, mas como uma boa mãe, me ensinou que, mulher de família a gente trata bem. Já que ela me prometeu que se eu não fizesse isso, ela me dava uma surra, e a única pessoa que eu tenho medo é da minha mãe, tenho medo nem da morte, Fi. Mas quando fiz 18 anos, assumi o controle e ela ficou como meu braço direito, já que o cargo de sub dono já estava ocupado pelo meu melhor amigo/irmão.

Cato

Salve! Meu nome é Gabriel Catarino, todos me chamam de "Cato" tenho 25 anos e sou o melhor amigo, irmão de alma, braço direito e confidente do BBoy, ou "Gui" como os íntimos chamam. Meu pai era o braço direito do pai do Gui, e morreu com ele em um combate contra a Polícia, protegendo o morro. Minha mãe tinha uns problemas e começou a me bater, ela me culpava pela amizade com o Gui. A mãe do Gui, quando descobriu, foi até minha casa e deu uma surra na minha mãe e que se mandou. Eu fui morar com a minha tia, e quando tinha 10 anos, ela morreu e tive que dar meus pulos, e levo a vida assim, sempre com a ajuda da Dona Paula, do Gui e de Deus. Sou católico, assim como Gui, na verdade somos religiosos, graças a dona Paula, que sempre nos disse, que com fé em Deus, não tem inimigo que não caí. A mãe do Gui sempre foi como uma mãe pra mim, amo ela como tal.

Prólogo

P.O.V Júlia

-Então turma, por hoje é só, vejo vocês segunda. (Hoje é sexta). -Falou o professor.

Todos iam saindo conforme guardavam seus materiais.

-Senhorita Schmidt, poderia vir aqui? -Ele pediu e assenti, andei até ele. -Eu já consegui o postinho, não sei se você vai querer, mas eles estão com falta de médicos. -Ele falou me entregando um papel e eu assenti olhando.

-Eu vou trabalhar no postinho do....

P.O.V BBoy

-Parça, tem uns mauricinhos cheio de dívida, lá na boca da Facul da leste. -Falou o Cato entrando no meu escritório.

-E ai? -Perguntei levantando os ombros. -Quer que eu faça o que? Vai lá tio, não posso deixar o morro. Tenho uma pá de coisa pra fazer. -Falei olhando pra ele.

-Parça, eles tão devendo muito dinheiro mesmo, tá dando prejuízo pra boca. -Ele falou e me levantei.

-Beleza, vou lá, mas tu não sai desse morro Catarino, é sério. -Falei e ele assentiu.

-Sim senhor, Capitão. -Ele falou batendo reverência de soldado e eu revirei os olhos.

-Olha o respeito, maluco. -Falei e ele levantou as mãos como refém. -Agora anda, agilidade nessa porra. -Falei e ele saiu da frente.

Peguei minha pistola, coloquei na cintura e coloquei a blusa pra esconder. Sai do meu escritório e fui em direção à minha moto, coloquei meu capacete, subi na moto e fui em direção a boca que fica perto de uma faculdade na Barra.

Assim que cheguei lá, estacionei do outro lado da faculdade, ao lado de um carro (uma humilde Mercedes Benz). Assim chamaria mais atenção do que a minha moto.

Desci da moto, tirei o capacete e fui andando até a biqueira, atento com qualquer movimentação, eu não costumo descer pro asfalto, já que meu morro precisa de mim lá, não sou procurado, mas os policiais sabem quem eu sou. Ou seja, cada visita ao asfalto é uma surpresa e eu não gosto de surpresas.

-Fiquei sabendo que tem cuzão devendo pra mim, tio. -Falei chegando lá, tinha uns mauricinho, o gerente, o vapor e dois campana e mais uns caras que não conhecia, mas foda-se.

-E ai BBoy... Tudo bem? -Perguntou o Carlos, ele que trabalha pra mim, é o gerente.

-Tava tudo bem, até eu saber que tem neguinho devendo pra mim nessa porra. -Falei nervoso.

-Calma mano... -Interrompi o mauricinho que estava sentado.

-Primeiro, não sou seu "mano", segundo, eu vou ficar calmo quando vocês me pagar o que deve, se não eu vou passar você. -Falei me aproximando.

-Tá BBoy, a gente te paga amanhã. -Falou um dos mauricinho, ri.

-Carlos, sou teu brother, mas você tem que cuidar disso, se você não cobrar, vo' ser obrigado a te matar junto com eles, já que você é o responsável pela boca. Vai ficar de exemplo. -Falei olhando o gerente de novo e ele arregalou os olhos negando com a cabeça.. -E vocês seus playboy de merda, quero minha grana ainda hoje, se não, amanhã vocês acordam sete palmos de baixo da terra, tão me ouvindo? -Perguntei apontando na cara deles, são quatro mauricinhos com cara de cu.

-Sim, BBoy. -Eles falaram em coro.

-Ainda hoje, Carlos. -Repeti e ele assentiu.

Sai de lá com um saco de cocaína, a droga é minha mesmo, faço o que quiser. Coloquei o capacete e tava tirando a moto do pezinho, quando meu celular toca, então desligo a moto ali mesmo e atendo o desgraçado que eu nem sabia quem era.

-Fala.

-Iai, chefe, é o gerente do posto 9, na voz. Tu se encontra ai na facul da barra né?

-Sim, por quê?

-Chegou uma droga nova aqui, não tá em nada que você mandou.

-Hm, então tô indo ai, você tá em que rua?

-Na verdade, que preciso ir resolver uma treta com um babaca que tá te devendo, ele mora ai perto, acho que é mais fácil eu ir ai te entregar?

-Eu posso ir pegar, sem problemas, ou será que tem? -Eu pergunto desconfiado

-Lógico que não patrão, se quiser pode vir, mas ele mora ai do lado. -Ele fala normal

-Hm, mas vai deixar a biqueira sozinha?

-Não, tá sem movimento nenhum, vou fechar, vou ai na casa dele, pressionar um pouco ele pra pegar o dinheiro e depois volto correndo pra pegar o movimento das 15:30. -Ele falou e fiquei meio desconfiado mas não ligava o suficiente pra me importar, desde que não prejudicasse as vendas.

-Então vem logo que tô te esperando aqui e agiliza a caminhada que não sou de esperar não em maluco.

-Pode deixar chefe, já estou indo.

Coloquei a moto de volta no pezinho e desci, encostando na minha moto e peguei um cigarro, fiquei ali, esperando o babaca chegar, logo ouvi vozes femininas e olhei pra frente.

Olhei para a porta da faculdade e saia uma loira e uma morena, ambas meio baixinhas. Que linda essa mina, nunca vi alguém assim antes, meus olhos se prenderam na loira. Tem olhos azuis, é magra, peitos gigantes, bunda redondinha, barriga chapada, rosto angelical, coxas grossas, ela está com um top, cro alguma coisa, uma legging preta, e um Vans. A morena também é linda, peitos menores, menos bunda, mais alta, magra e não deixa de ser bonita.

Mas fiquei encarando a loira, ela me chamou a atenção, ela me olhou e ficamos nos encarando, depois ela desviou o olhar do meu e falou com a morena, fique só secando ela, logo a morena falou algo e elas riram, a morena levou um tapa da loira e enfim chega o otário.

-Cheguei chefinho, aqui está a droga. -Falou ele me entregando um saquinho, bem na minha cara, o que já me irritou e arranquei da mão dele.

-Tá me tirando porra? Quer me mandar pro cadeia? -Perguntei nervoso e olhei pra loira que discutia com a morena.

-Mals ai, Senhor. -Ele falou e olhei em volta pra ver se alguém viu, mas aparentemente não.

-Okay, okay, agora rapa daqui antes que eu estore seus miolos, seu inútil e volta logo pra biqueira que eu não te pago pra ir fazer hora não. -Falei nervoso e ele saiu rapidamente.

Fiquei olhando a loira conversar com a morena, ambas animadas com algo.

Só tive uma namorada, na minha vida, eu realmente amava aquela puta, mas ai descobri que ela só estava comigo pra ser a "princesinha do morro", a Primeira Dama e quando descobri fiquei chocado, mas não tão chocado quando descobri o que ela fazia enquanto eu trabalhava. Além de ela me usar, ela se deitava com outro, na minha cama, quando eu ia cobrar as bocas, ela levava um ex gerente pra MINHA cama, na MINHA casa. Óbvio que quando descobri, meti uma bala no cara que se dizia meu amigo e aquela vadia matei na porrada.

Já matei muitas pessoas, pra proteger meu morro, meus amigos e minha família, que é só a minha mãe, sangue do meu sangue e meu irmãozinho de coração. Me despertei com um toque no ombro, olhei pro dono da mão, ou melhor, pra dona.

-Desculpa, poderia tirar sua moto? -Perguntou com a voz doce mas sexy, aqueles olhos azuis vibrantes e um sorriso quase invisível.

-An? -Perguntei fingindo que não ouvi me aproximando mais dela, só pra sentir seu cheiro melhor.

-Poderia tirar... -Interrompi ela.

-Pode falar um pouco mais baixo? -Perguntei e ela franziu a testa.

-Quer que eu sussurre? -Ela perguntou irônica sem entender..

-Quero. -Falei e ela puxou meu pescoço e colocou a boca bem perto do meu ouvido.

-Poderia tirar a sua moto pra eu sair por favor? -Ela perguntou sussurrando e eu sorri de lado, a voz dela saiu mais rouca e mais sexy ainda na minha orelha, me deixando arrepiado.

-Pedindo assim faço o que você quiser, minha vida. -Falei e ela deu um sorrisinho enquanto corava, meu Deus, que mina é essa?

Tirei minha moto da frente do carro preto luxuoso, a morena entrou no carro e lançou um sorriso convencido pra loira e a loira revirou os olhos, sem falar nada e seguiu até o seu lugar no banco do motorista, e quando ela estava entrando, um papelzinho caiu de seu bolso. Pensei que ela teria visto, mas ela apenas saiu rapidamente com o carro, então fui lá e peguei o papel, assim que ela saiu, como sou uma pessoa muito santa, quer dizer, vai que é alguma coisa importante, né? Decidi ler o papel e dizia: "Posto De Saúde do Complexo do Alemão". Por que ela teria esse nome?

O carro dela já não está mais na vaga, olhei em volta e subi na moto rapidamente colocando o capacete e dando partida na moto, procurando o carro da loira.