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Capítulo 5: Raiva

Depois de ajudar a levar alguns feridos ao hospital da alcateia, caço pelo meu pai e descubro que o mesmo já se encontra em seu escritório. Subo as escadas bufando de raiva, ele vai ver só.

Como a porta está trancada começo a soca-la com brutalidade.

- PAI ABRE ESTA DROGA DE PORTA AGORA! - grito com todo meu fôlego.

Ouço passos e a porta é aberta pelo Jonas, meu irmão mais velho recém banhado com seus olinhos verdes tranquilos, então o bonito teve tempo de tomar banho para ficar limpo e cheiroso... olho-o dos pés a cabeça, séria e com raiva.

- Sabem o que sinto de vocês neste momento? - Bato com certa força na mesa enquanto meu pai me lança um olhar confuso, sem ainda ter desligado a chamada telefônica. Só pode estar falando com algum infeliz banhado a ouro.

- O que aconteceu com você?! - pergunta Jonas e, pelo modo que estou: encharcada de sangue, hematomas e descabelada, só não mais cheia de ferida pois dou graças que lobos se curam rápido.

- O QUE ACONTECEU COMIGO?! O ASSUNTO AQUI NÃO SOU EU NÃO, SÃO OS IRRESPONSÁVEIS QUE VEJO NA MINHA FRENTE! - eles franzem o cenho juntos e balançam a cabeça confusos, parecem até sincronizados. - a NOSSA alcateia foi atacada por "presinhas ambulantes" – faço aspas com as mãos enquanto continuo meu show - Julia foi mordida e acho que John precisa de tratamentos imediatamente, temos mais feridos que médicos enquanto vocês, o alfa e o futuro alfa, ao invés estarem lá fora ajudando a todos ficam aqui trancado enquanto falam com apenas um imbecil qualquer!

Os dois arregalam os olhos imediatamente.

A raiva cega tanto minha visão, fora que os dois são idênticos, que não diferencio quem é quem mas nem me importo.

- Olha o respeito, estamos conversando com gente importante, agora quero que saia. - ordena meu pai apontando para a porta.

- Quem? – apesar da raiva, a curiosidade fala mais alto.

- O beta do Supremo alfa. - toda raiva volta pior ainda.

- POR CAUSA DISSO! ESSES CARAS NEM ESTÃO PREOCUPADOS CONOSCO, POIS SE ESTIVESSEM ESTARIAM AQUI, esta é a nossa alcateia, a qual você, pai, tem como função não só de proteger mas zelar por todos, ainda mais com a própria família. - fito cada um com raiva, fazendo-os enfim sentirem-se culpados por nem ao menos perguntarem por meu irmão mais novo e saio batendo a porta com muita força.

Não acredito que ainda vão continuar ali dentro... Bom, pelo menos alguém tem que fazer alguma coisa.

Minha mãe aparece no corredor e corre em minha direção com preocupação estampada no rosto. O belo vestido de gala foi trocado por um jaleco e o que mais chama atenção é o grande kit de primeiros socorros em suas mãos.

- Soube o que fez, estou muito orgulhosa de você, minha "enviada de Deus". - sorrio e seguro as lágrimas com essa simples demonstração de reconhecimento, é raro minha mãe falar assim comigo, então tenho que apreciar o momento.

- Vou voltar para lá mãe, pessoas precisam de ajuda. - ela concorda passando o pano no meu rosto pra tirar o sangue e parece preocupada - não se preocupe, já já vai curar.

Sorrio e volto para ajudar os outros feridos, talvez eu demore pra curar por causa do meu estado muito debilitado, mas ela não precisa saber disto.

Olho para o céu agora alaranjado, com o Sol surgindo no horizonte, uma imagem calma se comparada com os feridos no chão. Vou aonde John está, não me contentando com o que vejo.

Julia está chorando deitada no peito do pai (ainda em forma de lobo), com isso meu coração se despedaça pois ela nem vai poder enterra-lo normal...

Ajoelhada no chão e olhando seriamente a devastação que vejo, recuso derrubar uma lágrima sequer e com uma fome de vingança indomável crescendo em mim sem controle, prometo a todos que morreram hoje e ao tio John que me vingarei e chegarei ao Rei deles o matando e causando a extinção dos vampiros.

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