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CAPÍTULO 3

SUSPIRO AO OLHAR AO REDOR da casa vazia. Meus pais foram para a reunião mensal da cossa nostra, minha tia Death saiu com Sofia para passear e meu amado Mateo está em trabalho. O silêncio cobre esta casa, e não sei se me agrada. Desde que me tornei adulta, nunca participei das reuniões da cossa nostra, eu não sou uma Salvatore legítima e qualquer coisa que dê errado dentro da máfia poderia sobrar para mim, já que a minha verdadeira origem me torna uma suspeita, mas isso é claro, sobre meu ponto de vista.

Os Salvatore nunca me trataram como um membro agregado a família, meus tios e primos agem como se eu tivesse o mesmo sangue que eles. E claro, meu pai não deixaria que fosse diferente, nunca deixou que ninguém dissesse que não sou realmente filha dele, assim como minha mãe. Mas mesmo que eu tenha decidido não me envolver, sei que tenho o apoio deles e de todo seu poder para caso eu precise. Esta realmente é a minha família, e não tem passado que mude isso.

Me lembro muito pouco da minha mãe biológica, mas o que sei com as poucas memórias que tenho, é que ela não era menos perfeita do que minha mãe é para mim. E meu pai é infinitamente mais do que um dia Igor foi, deu a vida por mim e eu faria o mesmo por ele.

Alissa foi minha mãe desde que a conheci no cativeiro. Minha tia Death e Miguel sempre me protegem e lutam por mim tanto quanto todos eles, e amo cada um desta família acima de qualquer coisa, talvez seja a única coisa na minha vida que eu realmente ame além de mim. E não há nada que eu não faria por esta família.

Cruzo os braços ao chegar na sala, um homem de porte forte e alto observa o quadro da família na parede. Os braços relaxados no sofá preto em L, muito audacioso para uma simples visita.

Quase me arrependo de ter permitido que a segurança deixasse que ele entrasse.

—Meus pais não estão. - Digo categórica.

—Que bom, porque eu não vim falar com eles.

— Death também não está.

— Strike dois, no terceiro você está fora. - Não gostei do seu tom de voz audacioso e da sua expressão soberba.

— O que quer na minha casa? - Pergunto mais dura.

—A brincadeira já acabou? Que pena. - Ele se levanta do sofá, e eu acompanho seus movimentos em alerta.

— Me lembro de você de algum lugar - cerrou os olhos.- E não gostei disso, ou fala o que quer ou eu vou chamar a segurança.

—Tão impaciente...- Suspira. - Meu nome é Gregory Petrov, e é um prazer finalmente conhecê-la, senhorita Salazar. - Estende a mão ao dizer o nome de uma maneira destacada.

Paraliso no lugar, encarando sua mão estendida e eu não aceito. Não posso acreditar nisso.

— Salvatore. - corrijo, já na defensiva. —Não sei como se atreve...- Meu nariz se franze ao olhá-lo da cabeça aos pés.

—Ah, o nome adotivo...- Fala em uma falsa nostalgia. —Eu até acho bonito, mas neste caso, acho que temos que usar o verdadeiro. - recolhendo a mão, ele sorri.

— Aonde quer chegar com isso? Salazar é um sobrenome que não me pertence há muito tempo.

—Acho que podemos pular a parte de que você é adotada e que seu papaizinho de mentira te salvou do seu papaizinho de verdade...- revira os olhos. Já estou ficando farta dos trejeitos teatrais e abusados deste homem. —O ponto é que o passado bateu à porta, e no seu caso, um passado bem atraente. - Aponta para si mesmo.

Quase rio de sua autoestima elevada, ele não é feio, sem dúvida. É forte, alto e tem cabelos pretos, sobrancelhas grossas e uma barba por fazer. Se ele não fosse tão desagradável, eu até me sentiria atraída por ele, mas não. Ah, queridinho. Você ganhou o meu ódio e isso não vai te fazer nada bem se continuar por perto.

-—Eu não conheço você. Você não tem nada a ver com a minha vida e não tem o direito de bater à minha porta para qualquer coisa que seja. Meu pai é Eric salvatore e nada pode mudar isso, então peço que vá embora. - aponto para a saída.

—Oh, o assunto mexeu com você? Eu sinto muito, vamos mudá-lo então, vamos falar do futuro блондинка. - Ele me chama de loira.

—O que você pode saber do meu futuro?

— Há muitos anos atrás, quando seu pai estava vivo, ele preparou um futuro para você. - começa mas eu o interrompo quando rio de escárnio de sua introdução.

—Não é o que parece, ele tentou me matar.

—Para você ver como ele era surpreendente. - Assinto em concordância. —Imagino, que saiba que seu pai era chefe da máfia mais poderosa da Rússia.

—Não quero saber nada que tenha a ver com a Rússia ou a máfia.

—Esse é o problema da máfia, querida. Eles te encontram mesmo quando você não quer ser encontrada... - Cerro os olhos. -Você como primogênita do seu pai, tem um dever a cumprir conosco.

—Eu não tenho - dou ênfase no tenho. — Que fazer nada, eu não devo nada a vocês

—Ah, deve sim блондинка. fique tranquila que não queremos você para capô, já temos um candidato muito melhor que você.

— Então vá até esse candidato.

—Acontece que seu pai pregou uma peça na gente. E você vai fazer uma coisa para nós.

—Podendo ou não, eu não farei nada.

—Você tem duas opções,блондинка. ou se casa com nosso futuro capô ou morre. E qual vai ser?

—Você sabe quem está ameaçando? - dou dois passos à frente, na sua direção.

—Ah, não querida. Isso não foi uma ameaça, foi o que seu pai reservou para o seu futuro. Ele deu ordens bem claras para Dimitri, para ele se tornar chefe da máfia, ele tinha que se casar com você ou te matar. - Volto para o sofá.

—Dimitri é o aspirante a capô? - Arqueio a sobrancelha. —Então ele não vai conseguir, porque eu não vou me casar com ele e ele não vai conseguir me matar.

— Eu estou aqui e posso te matar agora, ou o atirador do telhado vizinho que tem a sua cabeça na mira, Ou quem sabe eu tenha deixado um pequeno presente explosivo em algum canto da casa...- Olha ao redor da sala. —Eu não duvidaria dele, ele quer muito isso.

Tento disfarçar minha surpresa, não vou me perguntar como ele fez isso, porque fez do mesmo jeito que eu um dia fiz, e todo o resto da minha família.

—Se eu morrer, nem você e nem ele vão durar muito. Assim que sair pela porta, será um cadáver assim como eu, e ele, logo após.

—Está falando do papaizinho? Não me leve a mal, o cara é uma lenda e eu o admiro, mas precisávamos cuidar dele. Já olhou seu celular?

—E por que eu faria isso? - Movo a cabeça para a direita minimamente em questionamento.

—Porque lá você vai encontrar um vídeo em tempo real do seus pais na Sicilia fazendo compras no shopping e uns amigos que estão prontos para dar "olá" - Respiro fundo. -Sua mãe gosta de comprar, hein.

—Eu mesma vou até esse Dimitri, vamos ver o que ele tem a me dizer.

— Mais fácil do que eu pensei... - diz se levantar.

—Não para o que você pensa. - falo seria.

—Dimitri que tem que se ver com isso, minha missão é levá-la para Rússia, daqui a dois dias eu volto. Esteja pronta.

—Eu vou sozinha. - Falo alto para que ele ouça quando anda em direção a saída e ele volta a olhar para mim.

—Sinto muito, bonequinha, você só entra na Rússia comigo. Não é desconfiança, é só precaução. Aliás, nem pense em me enganar, meus amigos vão ficar de olho nos seus pais até embarcarmos e se quer um conselho, feche as cortinas das janelas.

Maldito! Não pode ser que tenha sido tão fácil de me colocar em xeque, mas é claro, é sempre mais fácil quando a vítima tem família. Mas eu não sou totalmente vítima, e também nunca serei totalmente vilã, eu acho.

Sempre pensamos a respeito de um dia meu passado bater à porta, mas não achei que aconteceria realmente, até porque eu não achei que eu poderia fazer diferença. Não sobrou nenhuma testemunha do dia em que meu pai morreu, mas é claro que ele deve ter deixado algum rastro meu antes de tentar fazer o que fez. Não me resta muita escolha, não posso deixar com que meus pais saibam que eu estou sendo coagida desta maneira, isso desencadearia uma guerra e não quero trazer problemas a cossa nostra e muito menos que alguém desta casa saia morto por lutar por mim.

Flashback

—Ah, não querida. Isso não foi uma ameaça, foi o que seu pai reservou para o seu futuro. Ele deu ordens bem claras para Dimitri, para ele se tornar chefe da máfia, ele tinha que se casar com você ou te matar. - Volto para o sofá.

Flashback

Se ele tinha duas opções e escolheu a que não era me matar, então eu tenho certo poder, seja como filha legitima do Salazar, ou como interesse do novo capô. Já que eu pareço não ter muitas escolhas, vou dar o meu jeito por aqui e ver o que na Rússia pode me interessar. Mesmo nas piores situações, deve-se tirar proveito de algo. E já sei quem pode me ajudar.

—Oi, Ana. - Sofia se afasta de sua mãe após largar de sua mão e agarrou minhas pernas.

— Oi, Sofi. - Abaixo a sua altura, dando um abraço e um beijo estalado na bochecha.- Tia Death, precisamos conversar.

—O que houve, mi muñeca?

—Preciso da sua ajuda, tia. - mordo o lábio inferior. —E acho que é bem grave.

—Problemas com a Penélope? - Pergunta deixando sua bolsa sobre o sofá da sala.

—Pior. Hoje veio um maldito chamado Gregory, ele é russo.

—Gregory? - Ela move a cabeça, totalmente alarmada. Então ela o conhece.

—Sim, eu o odiei. Ele disse que tenho que voltar para a Rússia e me casar.

—O que? Como assim? - Arregala os olhos.

—Dimitri é o novo capô ou pretende ser, não sei bem, seja lá quem for este homem, tenho que me casar com ele. Ou vão matar os meus pais.

— Quem é Demiti, Ana? - Sofia pergunta me fazendo sorrir levemente de sua pronúncia errada enquanto mexe nas pontas do meu cabelo.

— É um amigo do meu pai, Sofi.

— Droga!Droga!Droga...- Ela anda de um lado para o outro. —Eu sabia que isso ia acabar acontecendo.

—Eu preciso da sua ajuda. Preciso inventar algo para meus pais, que me mandaram para um trabalho na Rússia, qualquer coisa. Vou até esse Dimitri.

-Ficou louca? Nunca vou te mandar para a toca do inimigo.

—Eu não tenho muita opção. O tal do Gregory me deixou cercada, e não vou mentir que estou interessada em saber o motivo de me quererem lá, ao invés de me matar.

—E você acreditou nisso? Eu devia ter ouvido o seu pai, você não sai dessa casa, aliás, não sai do seu quarto. vou te trancar e quero ver quem vem atrás de você. - Ela olha para os dois lados repetidas vezes como se temesse que alguém nos veja ou ouça, e provavelmente estão o fazendo mesmo.

—Ele parecia estar falando bem sério. E segundo ele, são ordens do meu pai, antes de ele tentar me matar. -Quase rio de ironia ao dizer isso. Uma hora ele planejava meu futuro e na outra tentativa tirar a minha vida. - Posso ir e tentar resolver isso. deixar que esse homem seja capô e voltar.

—Sophia, vá para seu quarto. - Ordena, a encarando.

—Mas eu quero ficar com a Ana. - Faz biquinho.

—Eu vou até você depois e aí podemos brincar, okay? - a olho sorrindo.

—Tá bom. - Beija meu rosto e sai.

Ela se senta ao meu lado no sofá, e suspira.

—Há muitos anos, seu pai e eu estávamos com medo de que alguém de Salazar viesse atrás de você. seu pai mandou detetives para a Rússia e descobrimos que quem estava no poder era um tal de Devan.- Começo.

—E porque agora eu virei problema deles? - Franzo o cenho.

—Esse tal Devan tinha um filho, Dimitri. que só se tornaria capô com uma condição...

—Se casar comigo. - completo enquanto assinto.

Por um momento me pergunto porque não me mataram quando o Devan estava no comando, mas talvez seja porque eu era jovem e não podia ser uma ameaça, ou porque o plano A, era que eu me casasse e a morte era uma segunda via.

— Suspeitamos que sim, mas nunca tivemos a confirmação. Seu pai ficou louco, queria te trancar no quarto e nunca te deixar sair...- Eu sorrio, essa é a solução do meu pai para tudo quando se trata de nim. —Eu intervi. não achei necessário, disse que ele era louco. - Revira os olhos.

-E é por isso - aponto brevemente para frente com o dedo indicador para indicar o motivo. - Que ele não pode saber de nada. Não quero causar uma guerra ou colocar vocês em perigo, e quero saber mais sobre essa história. Eu vou ficar bem, só preciso que invente algo para o meu pai enquanto isso, sabe que é a única que pode convencer meus pais a não se preocuparem. - Se minha tia Death os garantir que estou segura, eles vão acreditar veemente.

— E quem é que vai me convencer a não ficar preocupada? Por muitos anos realmente não foi necessário, você fez dezoito, vinte e três, vinte e seis... mas agora aquele idiota do seu pai provou que ele tinha razão.

—Eu vou te mandar notícias, garanto que vou ficar bem. Vou usar todas as minhas armas pra isso. - falo segura. — Mas eu tenho que ir, não só tenho, como agora quero. Tia Death, não vou correr o risco de fazerem algo a vocês.

— Não é a sua função nos proteger, é a nossa função cuidar de você... - ela diz docemente. -E a sua mãe, Hanna? Alissa nunca soube de nada, seu pai e eu preferimos poupá-la de tudo.

— Eles vão achar que fui ao trabalho, pode garantir a eles que estou segura. E eu vou garantir a você que estarei mesmo. Por favor...- Junto as mãos na tentativa de persuadi-la.

—Ah, minha muñeca. não quer que a titia vá junto e mate ele? - Pergunta de forma maternal.

—Não, tia. - sorrio - Quero saber mais sobre o meu passado e garantir que ficarão bem. Pode resolver o problema com meus pais por mim?

—O que eu não faço por você? Mas ouça bem, quero que me ligue todos os dias e que me mande todos os nomes dessa máfia. vou investigar até a terceira geração... E se você não me atender, vou até te buscar ouviu? - Eu sei que ela está falando a verdade e concordo com um gesto.

—Prometo que sim. Obrigada, tia. - a abraço.

— De nada.

Agora eu só preciso que o desgraçado do Gregory venha e me leve até o meu destino. Posso convencer ele de que nunca irei reivindicar meu lugar e sumir para sempre, pegar a minha fortuna como herdeira e o deixar livre para ficar com quem quiser. E ainda vou poder saber do destino que me esperava, na verdade não sei exatamente do que eu estou em busca, além de proteger os meus pais, é claro. Mas o tempo dirá.

17/03 19:20PM, Moscou, Russia

Gregory abre a porta do carro para mim, a coisa que mais quero é que ele saia do meu campo de visão. O vôo foi extremamente cansativo mas dominou com maestria a arte de ignorá-lo.

—Senhorita Salazar. - fecha a porta do carro, dando ênfase no Salazar.

—Garanto que esse nome que você tanto salienta vai te trazer muitos problemas. - Digo em um tom cheio de promessas, que talvez não se cumpram, se eu tiver a sorte de conseguir voltar para a Itália, serão só promessas ao vento.

—Para mim? Você não é problema meu, senhorita Salazar.

—Ainda...- sorrio para ele pelo reflexo do retrovisor. - Estamos longe?

Observo o caminho que fazemos em alta velocidade. Está perto do fim do inverno em Moscou, o chão está coberto por uma camada fina de gelo e neve. A temperatura ao que indica é de 2° graus.

—Com pressa de conhecer o futuro marido? - revira os olhos. Parece que ele está tão interessado em se livrar da minha companhia quanto eu da dele.

—Pressa de me livrar da sua companhia. - corrijo. Claro, há muita curiosidade em conhecer o famigerado Dimitri, mas eu não diria isso a Gregory.

---A recíproca é a mesma. Dimitri está me devendo muito por me colocar de babá da noivinha mimada. - Suas mãos passam em cima dos cabelos negros.

—Imagino que sim. - assinto com a cabeça.

—Se tudo der certo para mim e para você, não nos veremos mais.

—Acho que tudo já deu errado para mim então.

—Talvez seja só o começo. - Faço o resto do trajeto em silêncio.

—Você não imagina o quanto está certo, mas como eu disse, você não é problema meu. Vou deixar Dimitri lhe dar as boas novas, por enquanto seja bem-vinda a Rússia, Senhorita Salazar. - Diz ele após chegarmos à mansão.

Os portões enormes se abrem para que o carro entre e se fecham em seguida. Um enorme jardim trilha o caminho até a mansão. A sua frente há inúmeras árvores de folhas verdes escuras cobertas por uma camada de neve e cascatas de água posicionadas por perto.

A mansão em si tem quatro andares e grandes janelas, algumas que ocupam do teto ao chão. A casa é bem iluminada por luzes amareladas do lado de dentro e sua arquitetura é semelhante a de um castelo. Os Devan clareamento gostam de esbanjar riqueza e poder, e nisso eu me identifico muito.

—Acredito que seu chefe esteja me esperando? - falou caminhando para dentro.

—Sim, seu futuro marido a aguarda.

— Muito romântico da parte dele. - O olho por cima do ombro enquanto ele me segue pelo hall de entrada da casa.

No meio do hall espaçoso e vazio há uma escada de via dupla e eu sigo o olhar para cima da mesma, e sobre minha cabeça, um enorme lustre.

— Vejo que fez bem o trabalho, Gregory. - Uma voz masculina imponente, entretanto branda chega aos meus ouvidos antes que eu pouse os olhos sobre o dono. Ele é alto, por volta de um e noventa de altura, o corpo é musculoso na medida certa, seus cabelos são de um castanho claro avermelhado e os olhos azuis.

— Depois conversamos. - diz a Gregory atrás de mim. Volto a olhá-lo por cima do ombro, ele faz uma expressão de surpresa a qual não entendo e depois sorri.

—Tudo bem. tenha uma boa noite, capô. - Ele dá um ênfase à última palavra e sai.

—Dimitri Devan. - Ele se apresenta como se eu já não soubesse, estendendo a mão no ar, a qual eu encaro.

-—Hanna Salvatore. - Estico lentamente o braço para apertar a sua mão. —Mas vejo por aqui que gostam de usar o Salazar.

—Em breve será Devan. - Ele diz isso quando nossas mãos já estão unidas, seu toque é forte demais e suas mãos frias e macias. E pela primeira vez, olho no olho. E minha intuição não errou, aqui tem realmente algo que pode me interessar muito.

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