
Resumo
Terceiro livro da coleção Criada por assassinos e treinada para continuar o legado de seu pai adotivo, Hanna Salvatore se dá conta de que não pode fugir para sempre do seu antigo sobrenome. a Máfia Salazar à procura, e se torna impossível para ela fugir de seu destino. Sua relação é ameaçada por Dimitri Devan quando ele vê que só por ela conseguirá tudo o que sempre almejou, entre duas opções : mata-la ou amá-la, ele opta pela segunda, o que poderá culminar na sua destruição completa ou na sua vitória.
PREFÁCIO
SETE ANOS ANTES.....
— Tia Death - Apareço na porta do seu quarto.
-—Um minuto, querida. - ergue o dedo indicador sem colocar seus olhos em mim. —EU JÁ DISSE! ERIC, VOCÊ NÃO FAZ O QUE QUER, TEM QUE MATA-LO COMO O CLIENTE PEDIU. FAZ O QUE EU TO FALANDO PRA FAZER. - Me mantenho estática no lugar, apenas sentindo o apito que meus ouvidos dão em reprovação aos gritos estridentes de sempre — Sim, meu amor? - Desliga o telefone, voltando sua atenção a mim.
— Quero sua ajuda, como a melhor assassina de aluguel que conheço - início uma bajulação, mas não deixa de ser verdade.
— Você sabe iniciar um pedido. - Sorri em aprovação.
— Como estou prestes a começar minha carreira na organização, queria saber porque escolheu ter uma identidade secreta.
— É sempre bom cometer crimes que não pode ser presa, e por outro lado - Gesticula com as mãos — Um matador precisa de clientes, precisa de fama e essa identidade me deu isso. Só que acho que criei uma identidade por que a Angelina não pode fazer o que a Death faz, a Death é única, com ela eu não sinto culpa e nem arrependimento, eu sou outra pessoa. - esclarece, e eu ouço cuidadosamente cada palavra — Além de que todos gostam mais da Death do que da Angelina.
—Amamos as duas. - cruzo os braços — E como decidiu um nome e a sua personalidade de assassina?
—O meu primeiro namorado -- começa, com um olhar nostálgico e perdido pelo quarto — também era assassino. Ele sempre dizia, "O que eu mais gosto na vida é a morte, a morte me deixa louco, me deixa em êxtase e de pau duro... Você faz o mesmo Angelina,
você é minha morte"
— Por que nunca nos contou isso? É perfeito.
—Eu não sei, essa história é meio clichê porque no final eu realmente acabei sendo sua morte, já que meu antigo chefe o matou por dormir comigo. - me mostra um leve sorriso.
—Por mais que seja trágico, é uma bela história de amor. - faço uma cara de aprovação —Eu quero isso, ter um lado meu que é livre e desconhecido.
— E eu imagino que sua mãe e seu pai não saibam desse seu desejo? - cruzando as pernas, ela me encara arqueando a sobrancelha.
—Não sabem e nem precisam. -- dou um olhar cúmplice.
—Eu não gosto de esconder as coisas da sua mãe e você sabe que seu pai odeia quando eu escondo as coisas dele.
— Não vai ter como eles odiarem algo que não sabem que acontece. Tia Death, essa é a melhor alternativa que eu encontrei, e sei que você é a que melhor pode entender e orientar.
—Você não me deixou terminar, querida. Eu não gosto de esconder as coisas da sua mãe, mas adoro esconder as coisas do seu pai.
—Sabia que entenderia. vai me ajudar? - esboço um sorriso.
— Claro que sim, meu amor. Vamos criar uma nova mulher.
Dou um sorriso maldoso pra ela, e solto um grito de animação. - Por onde começamos?
—Por um nome. Sua personalidade tem que refletir seu nome.
—Mas eu não tenho nenhuma trama amorosa, não sei o que poderia ser.
—Mas nomes não precisam vir de uma trama amorosa, eles podem vir de um filme que você goste, de uma pessoa que você admire, de um lugar que você ache especial...- sugere —Só tem que ser um nome marcante.
—Vou pensar sobre isso. - deixo o olhar vago —e depois do nome, o que vem?
—Minha parte favorita são roupas, sapatos e cabelo novo. - Bate palmas.
—Eu vou usar uma peruca? - Franzo o cenho, em dúvida.
—Você quem sabe... - dá de ombros - Eu optei por perucas porque não queria me desfazer do meu cabelo, é uma das poucas lembranças da minha mãe, ela também era ruiva.
—um penteado novo serve? - digo segurando uma mexa do meu cabelo. - Também não quero me livrar disso
- Sim, também podemos usar extensões. Porque os inves deles suspeitarem de uma loira de cabelo curto, eles vão ter uma loira de cabelo longo.
—E como você separa a Death da Angelina? Uma hora as personalidades acabariam se misturando e ..- deixo a frase interminada.
— Sim, e o segredo é nunca se envolver intimamente com seus trabalhos. Eu fiz isso três vezes na vida e deixei três pessoas diferentes conhecerem a Angelina.
— E o que aconteceu?
—Eu acabei arrumando um marido, um irmão retardado e uma melhor amiga boazinha.
Sorrio enquanto assisto à aprovação. Não poderia ter acontecido coisa melhor do que a família que formamos, penso. — Foi um bom erro.
—Sim, mas não é só porque eu dei sorte que você vai dar. Eu não tinha ninguém mas você tem uma vantagem, tem família e amigos. Nunca se envolva, jamais.
—Concordo com a cabeça, um pouco assustada com sua seriedade - Acabei de pensar em um nome e um motivo.
- Qual?
- A junção dos meus pais é caótica, e vai sair algo disso. Já que minha mãe gosta tanto de rosa, vou usar Penélope como nome, e vou me vestir de preto regularmente em homenagem ao meu pai.
—Penélope... -- testa o nome nos lábios — Adorei.- ri.
— Obrigada pela ajuda. Vamos ver até onde a Penélope pode ir
—Com a Death, a Penélope vai descer as mais baixas profundezas do inferno. - Sorri.
