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A Cúmplice do CEO (PARTE 4)

CARLOS AGARROU OS MEUS cabelos com força por trás e encaixou o seu membro totalmente ereto entre as minhas pernas, me mantendo levemente inclinada para a frente. Me encontrou bastante umedecida na parte de baixo e não teve dificuldades em se empurrar para dentro de mim, embora eu estivesse sem prática há vários meses.

— Um pouco mais devagar, por favor…

O meu pedido foi ignorado por ele e embora aquela fosse a nossa primeira vez juntos, ele quis logo mostrar quem é que estava no controle.

Depois de fazer com que eu me acostumasse à sua espessura por muito tempo de costas, o rapaz quis me tomar de frente e se deitou sobre mim soltando todo o peso do seu corpo. Começou a me aplicar beijos sufocantes na boca e entre raras pausas para que eu tomasse fôlego, ele elogiava o quanto eu era quente e úmida.

A cama sob nós permaneceu inabalada, e por muito tempo, apenas os nossos gemidos ecoavam no espaço amplo daquela que era uma das suítes mais caras do hotel de luxo. O Carrara pertencia a Paulo Menezes, o milionário que era também dono do cassino, do principal banco da cidade e de mais um sem-número de imóveis na cidade. O quarto havia sido cedido aos Castellini como um trato de cavalheiros feito há muito tempo entre o banqueiro e Carlos Eduardo Sênior e eu tinha certeza que não era a primeira e nem seria a última mulher a frequentar aquele lugar para o deleite daqueles homens poderosos.

Ao final das primeiras duas horas de práticas sexuais intensas sobre o colchão macio e silencioso, eu estava sentindo dor em músculos que eu nem sabia que tinha pelo corpo, mas Carlos parecia intacto.

Andou ainda nu até o bar, se serviu de mais uma dose do seu cowboy predileto e me ofereceu um copo. Eu estava sedenta.

Enquanto ele descansava deitado ao meu lado, eu passei a observar com mais calma o seu corpo esguio e fiquei admirada. Ele tinha pelos ralos e dourados que percorriam quase toda a área do abdômen até o peito e os seus músculos eram definidos nos braços. Não era nenhum Hércules de força, mas também não era nenhum garoto mirrado e fracote. Fiquei a acariciá-lo enquanto me deitei perto dele. Estava me sentindo muito à vontade e me vi segura para brincar:

— A parte do “praticar sexo casual com o CEO da empresa” estava nas letras miúdas do contrato de trabalho que eu não li ou é uma cláusula nova que ainda não foi adicionada?

Ele estava deitado de costas para a cama e os lábios desenharam uma curva um pouco mais acentuada do que de costume. Sua mão direita se encheu com uma quantidade volumosa dos meus cabelos por trás da minha nuca e ele me forçou a olhá-lo nos olhos.

— As coisas que confidenciei a você essa noite não devem ser comentadas ou sequer mencionadas a ninguém exceto nós dois, está me entendendo?

Carlos estava segurando os meus cabelos de uma maneira meio bruta e apenas fiz que sim com meus olhos focados nos dele.

— Eu tenho inimigos pela cidade que adorariam descobrir cada um dos segredos que se escondem por trás das instalações do prédio que hoje eu controlo e que pagariam qualquer preço para tê-los em seu poder. Eu confio em você, mas se pensar em trair essa confiança, você sabe o que vai acontecer, não sabe?

Aquela era uma ameaça velada e outra vez eu fiz que sim, sentindo os seus dedos tocando a minha cabeça por entre os cachos dos meus cabelos e a dor do puxão começar a causar um ardor em meus olhos.

— Eu… Eu jamais o trairia… Desde o primeiro momento em que pisei em seu escritório, eu sinto aqui dentro — e eu toquei de leve a altura do meu coração com a mão direita, por entre os seios — que eu pertenço a você de corpo e alma. Se deixar, eu vou ser a sua mais fiel companheira. Eu estou disposta a ficar ao seu lado para sempre, a enfrentar toda e qualquer pessoa que lhe queira fazer mal. Eu já sou sua por inteiro. Basta você confiar em mim e me tomar por completo.

Os olhos verdes do CEO jovem e loiro arderam em chamas naquele momento e ele não hesitou em me puxar para cima do seu colo. Enquanto segurava um dos lados da minha face com a sua mão, introduzindo a ponta do seu polegar por entre os meus lábios, eu o fiquei provocando por baixo até que estivesse de novo em riste e nós voltássemos a transar.

— Você é minha por inteiro, hein? — Perguntou, massageando meus seios enquanto me deixava cavalgar em cima dele.

— Sim, todinha sua… todinha!

Carlos me agarrou com força me tomando para um beijo quente e indecente que me deixou ainda mais excitada. Enlaçou a minha cintura com seus braços definidos, descansou as mãos em minha bunda e ficou a me aplicar tapas, mandando que eu afirmasse o que já tinha dito antes.

— Você é minha, Sula? Só minha?

— Todinha sua, senhor… todinha…

Depois daquela noite intensa no interior da suíte do Carrara, eu e o meu CEO nos tornamos cúmplices. Eu tinha feito questão de demonstrar a ele o quanto eu passaria a ser de sua total confiança, e de uma maneira ou de outra, o herdeiro não duvidou da minha palavra.

Como eu tinha confidenciado em nossa alcova, eu havia me sentido atraída por ele de uma maneira magnética desde que pisara pela primeira em seu escritório e era em nome daquela atração que eu pretendia dedicar cada um dos dias de vida que ainda me restavam a Carlos e à Castle. Eu era dele e era a seu lado que eu desejava estar.

Alguns dias depois, a cidade se viu tomada por uma sequência de ataques terroristas que começou a causar todo tipo de tumulto e perturbação à paz dos moradores. São Francisco d’Oeste já era uma metrópole violenta mesmo antes da guerra de gangues que havia eclodido nas ruas por conta do controle do narcotráfico local, mas naquele período, me deslocar de um ponto a outro que fosse para buscar um café na Coffee Land da esquina, era como caminhar em um campo minado pronto a nos fazer em mil pedaços.

Por causa daqueles conflitos armados com foco nas periferias, mas que também estava afetando os moradores dos bairros mais nobres, Carlos tinha ficado ainda mais irritado no dia a dia e eu sabia que algo de muito grave estava acontecendo. Embora, a princípio, ele não quisesse me envolver naquela história para me proteger, certa tarde ele me chamou em seu apartamento na Zona Norte e me contou tudo sobre o barril de pólvora que São Francisco d’Oeste havia se tornado.

— Lembra dos inimigos que eu comentei com você certa vez? — Eu estava sentada ao seu lado no sofá de couro da sala de estar. Assenti com a cabeça à sua pergunta — Eles tentaram hackear os servidores da Castle Industrial, roubaram cargas valiosas que saíam da cidade para serem vendidas fora… eles destruíram a fábrica que o meu pai fundou no interior de São Paulo… os canalhas mandaram tudo pelos ares!

Eu nunca o tinha visto tão transtornado. Me levantei do meu assento, me aproximei dele e fiz com que aninhasse a sua cabeça entre os meus seios procurando tranquilizá-lo.

— Vai ficar tudo bem. Você tem aliados. Eles hão de arranjar uma solução para conter essas pessoas que estão te atacando. Tudo vai se resolver.

Carlos enlaçou os braços em torno dos meus quadris e enquanto eu o acariciava os cabelos, suas mãos começaram a me apertar forte por baixo da saia que usava.

— Ah, Sula! Às vezes eu sinto que só tenho você para me apoiar. O mundo está desmoronando ao meu redor… você é o meu único porto seguro.

As carícias começaram a ficar mais intensas por baixo da minha roupa e eu senti que ele tinha ficado excitado com a minha aproximação. Fazer sexo era uma das formas que Carlos tinha de extravasar as pressões que o seu cargo de presidente do grupo Castle exerciam sobre ele e eu me sentia bem em poder ajudá-lo daquela maneira.

— Isso, meu senhor… descarrega essa tensão. Me usa. Pode me usar.

As mãos se fecharam em torno da minha bunda e ele começou a abocanhar os meus seios por cima da minha blusa. Facilitei o seu serviço desabotoando a roupa e ele não esperou mais nada para colocar os meus bicos na boca um a um, sugando com violência.

— Você é minha, Sula… todinha minha!

Sem paciência para esperar que eu a deslizasse pelas pernas, Carlos puxou a minha calcinha pequena de maneira bruta e a rasgou nas laterais. Abaixou as calças, me botou sentada de frente em seu colo e me fodeu com muita pressa. Senti dor.

— Só você faz eu me sentir seguro, Sula… só você.

Agarrado a mim feito um animal feroz, Carlos ficou estapeando a minha bunda mandando que eu cavalgasse com cada vez mais força. Alternava a língua entre os meus mamilos e a minha boca sem parar de me tocar um só instante com as mãos.

— Você é o meu porto seguro, Sula…

Eu existia para servi-lo e não me envergonhava disso.

Após algumas horas de sexo e de uma massagem relaxante, saí do apartamento do jovem Castellini com a sensação de dever cumprido. Ele parecia bem menos nervoso e tinha ficado mais focado em descobrir uma solução para os seus problemas.

Caminhei até o elevador de serviço do prédio a fim de não levantar suspeitas da minha presença ali num fim de semana e prometi a ele que quando fosse necessário, era só me chamar. A partir de então, eu sempre estaria presente, e com o tempo, como eu tinha planejado, me tornei a pessoa em quem ele mais confiava no mundo inteiro. Eu tinha o meu CEO na palma da minha mão e ele nem sequer desconfiava disso.

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