Biblioteca
Português
Capítulos
Configurações

A Cúmplice do CEO (PARTE 3)

DEPOIS DAQUELE JANTAR privado no D’Avignon e das revelações mais íntimas feitas a mim por ele, Carlos passou a me tratar de maneira diferente sempre que ficávamos a sós e era quase como se eu tivesse me tornado a sua confidente.

Cada vez que eu o acompanhava num drinque, seja no bar interno do Hotel Carrara ou no espaço VIP do Cassino Santisteban, Carlos me contava um pouco mais sobre como o pai havia construído o império do qual ele agora era o dono e não demorou até que eu descobrisse cada um de seus segredos muito bem guardados.

— A meu pedido, a imprensa da cidade tirou do ar notícias da época que revelavam o verdadeiro motivo que levou o meu pai à morte. Com o tempo, as notícias sobre o passado obscuro do meu velho foram atenuadas e hoje quase ninguém mais lembra do que realmente aconteceu. A memória do povo é curta para esse tipo de coisa!

Estávamos ocupando uma das mesas mais ao fundo do bar do cassino, e dali, quase não era possível ouvir o som eletrônico das máquinas caça-níquel e da gritaria em torno das mesas de pôquer. Um garçom vestido num colete preto e de gravata borboleta passeava entre as mesas anotando e servindo os pedidos. Aquela noite, Carlos tinha pedido um uísque sem gelo e eu o tinha acompanhado.

— O que pode haver de tão errado no passado do seu pai para que as pessoas tenham que esquecer?

Os faróis verdes brilhavam um tanto quanto azulados sob as luzes acima das nossas cabeças. Ele segurou o copo largo com firmeza, tomou um gole generoso do seu cowboy e então, respondeu sem mais rodeios:

— A Castle não é apenas uma empresa que projeta e fabrica equipamentos tecnológicos para uso da indústria de engenharia civil/urbana e do mercado de próteses mecânicas, Sula. As ligas metálicas para a construção de prédios e pontes, os servos-motores, os membros protéticos, as cadeiras de rodas motorizadas… é tudo uma grande fachada para o que realmente comercializamos por de trás das cortinas.

Eu estava realmente curiosa em saber mais.

— Eu percebi que algumas notas fiscais e relatórios de compra e venda que passam pelas minhas mãos, às vezes, me parecem inflacionados demais para o tipo de coisa que a empresa fabrica… mas, não achei que houvesse algo de perverso por trás disso.

Sorri, tendo a minha vontade própria alterada pelo álcool que consumia exageradamente aquela noite.

— A verdade, Sula — e ele se inclinou em minha direção, quase encostando os lábios no lóbulo da minha orelha esquerda —, o Eiras e eu somos mercadores de equipamento bélico. Nós vendemos armas para quem tem dinheiro para comprar. Mercenários, milícias, agentes do Governo, traficantes… dinheiro é dinheiro. E quem estiver disposto a gastar conosco sempre terá um lugar à mesa das negociações.

O sorriso que quase nunca aparecia deu um “oi” tímido e me vi ainda mais interessada no mecanismo usado por ele e o tutor para ludibriar a opinião pública acerca do real papel que a Castle Industrial ocupava como uma das empresas mais lucrativas do seu gênero no país.

— Mas, o que isso tem a ver com o falecimento do seu pai?

Ele me encarou mais uma vez sério.

— Tudo — respondeu de uma vez —, o meu velho se envolveu com as pessoas erradas para continuar em ascendência na cidade e foi julgado e preso por isso. Enquanto ele aguardava pela redução de pena, os nossos inimigos organizaram uma rebelião dentro do presídio e ele acabou morrendo asfixiado dentro da sua cela especial. Se ele fosse mais esperto, o seu fim prematuro seria sido evitado e eu estaria agora em algum país latino tomando mojitos, aproveitando o sol e gastando a grana da família sem mais preocupações.

Eu tinha ficado ainda mais fascinada pela história dos Castellini e não podia mais negar a mim mesma que o poder que a família exercia na cidade de pouco mais do que 180 mil habitantes me deslumbrava. Carlos havia me revelado que o pai fazia parte de uma organização extremamente influente que dominava não só os meios de comunicação locais, mas também a delegacia de polícia, o tráfico de drogas, a câmara dos vereadores e até mesmo o próprio gabinete da prefeitura.

Com a morte do homem, quem agora ocupava a vaga deixada por ele no misterioso conselho era o próprio herdeiro, motivo pelo qual, às vezes, Carlos me mandava mais cedo para casa e não deixava que eu o acompanhasse nas reuniões extraoficiais da qual participava, geralmente, em locais não anunciados.

— Agora que sabe sobre esses detalhes mais secretos sobre os meus negócios, você pode me acompanhar nessas reuniões mais privativas, Sula.

Eu estava me sentindo incapaz de controlar os meus próprios desejos, mas naquele momento, não era o uísque falando por mim. Era a minha própria voz dizendo:

— Eu vou adorar ser a sua cúmplice.

O carro escuro dirigido por Valdo, o motorista dos Castellini de pele parda e olhar discreto, estacionou à porta do Hotel Carrara por volta das onze horas da noite. Carlos dispensou o serviçal com apenas um gesto e logo em seguida, nos dirigimos juntos até a recepção. Eu sabia de antemão que o meu patrão possuía uma suíte no décimo quinto andar da luxuosa hospedaria em seu nome e bastou que ele estendesse um cartão por sobre a superfície lisa do balcão para que o homem do outro lado lhe entregasse uma chave em mãos.

Subimos lado a lado os quinze andares pelo elevador e não trocamos nenhuma palavra naquele ínterim.

Por dentro, eu estava explodindo de ansiedade, mas sabia disfarçar muito bem os meus anseios, uma das razões pela qual tinha sido aprovada em meus testes para servir como a sua assistente pessoal.

Carlos abriu a porta para que eu entrasse primeiro e passou a chave com a tranca. Luzes automáticas se acenderam sobre as nossas cabeças depois que atravessamos a antessala. O vi tirando os sapatos ainda próximo ao balcão de um bar particular fixado à leste da suíte e ele mandou:

— Tome um banho e me espere no quarto.

Não tínhamos combinado nada anteriormente, mas eu não era nenhuma garota inocente para não saber o que estava prestes a acontecer dentro daquela suíte. Como ele pediu, eu me dirigi ao banheiro ao fundo do quarto. Despi as minhas roupas, liguei a ducha e comecei a me lavar sem muita pressa ou afobação. Apesar de ele ser um rapaz comprometido, eu sabia exatamente o papel que a fotógrafa branquela ocupava em sua vida e não havia qualquer remorso da minha parte em cair nos braços do homem com quem ela dividia a sua vida há bem mais de um ano.

Quando retornei ao quarto enrolada apenas com um roupão branco que tinha sido colocado estrategicamente ao lado do box, os meus cabelos ainda caíam molhados em minhas costas. Caminhei em direção à cama, flexionei uma das pernas e me sentei à sua espera. Dava para ouvir o som dos cubos de gelo tilintando no copo na parte de fora, mas não demorou para que ele se juntasse a mim.

Eu estava trêmula quando ele estacou a menos de um metro de distância, em pé diante de mim e quase me encharquei inteira quando o ouvi dizer com voz sussurrada:

— Vamos ver se o que tem embaixo desse roupão corresponde ao que eu fantasiava sempre que te via chegando em minha sala, pronta a me servir.

Carlos correu o dorso do indicador direito suavemente em meu rosto e deslizou a mão grande até a gola do meu roupão. Fiquei parada enquanto o tecido grosso começava a deslizar pelos meus ombros, descortinando a minha pele nua.

— Perfeitos!

Carlos se ajoelhou diante de mim tão logo abaixou a minha roupa até a altura da minha cintura. Observou com olhos atentos os meus seios e testou a sua firmeza percorrendo a ponta dos polegares na parte inferior dos dois. Circundou as minhas aréolas com delicadeza e então, acariciou os mamilos. Um a um. Devagar.

— Simplesmente perfeitos.

O herdeiro dos Castellini mandou que eu me virasse de costas com um gesto e eu o obedeci. Segurou a minha cintura me mantendo ajoelhada sobre a cama, então, se apressou em me despir por completo. Tateou os meus quadris com firmeza antes de se encostar a mim por trás, depois, aplicou um beijo em meu pescoço que me desmontou inteira. Senti cada um de meus pelos se arrepiar e algo quente começou a escorrer de dentro de mim.

— Eu sabia que você era a melhor escolha entre tantas outras candidatas ao seu cargo, Sula. Nenhuma delas seria tão perfeita quanto você.

Um novo estalar agora mais próximo do meu lóbulo e senti pela primeira vez as nossas peles se tocando. Carlos já havia se livrado da sua calça e não havia mais nada que impedisse o que estava prestes a acontecer no interior daquela suíte.

Baixe o aplicativo agora para receber a recompensa
Digitalize o código QR para baixar o aplicativo Hinovel.