5 Aventuras e desventuras
Maria chegou ao luxuoso hotel onde Mohamad estava hospedado. Logo de cara ela viu o quanto aquele lugar deveria ser sofisticado e caro. Jamal abriu a porta do carro para que a moça pudesse sair, ela chegou ao saguão e todos a olharam pelo quanto estava elegante e bela. Ela foi conduzida através do elevador até o andar onde ficava situada a suíte de Mohamad e quando adentro o local, ficou boquiaberta. O bilionário já se encontrava na porta para recebê-la.
— Seja bem-vinda, senhorita Galantis. É uma honra recebê-la. — disse ele, repetindo o gesto de beijar sua mão.
— A honra é toda minha, senhor Mohamad Ahmad Al-Sabbah. Agradeço a gentileza em me convidar para conhecer seus aposentos. — disse ela, recolhendo a mão.
A suíte onde Mohamad estava hospedado era a mais luxuosa de todo o hotel, com 475m² ela possuía quatro quartos, sendo o principal com 80m², uma piscina na varanda e com vista direto para a praia de Ipanema, uma das mais belas praias da cidade. Também havia ali uma sala de jantas decorada com uma mobília toda trabalhada em mogno, carpetes com desenhos que imitavam peles de animais. Uma cozinha e uma sala ampla com luminárias pendentes por todo o ambiente, que dava um ar de liberdade e tranquilidade. Poltronas com detalhes em madeira que combinavam harmonicamente com a cor das paredes e o sofá retrátil em tom cinza escuro. Quadros e arranjos de flores não muito chamativos proporcionavam vida ao ambiente.
— Puxa, nunca pensei que esse lugar fosse tão bonito! — disse ela admirando a decoração.
— Que bom que gostou, assim vai se sentir bem mais à vontade. Vamos!
Mohamad dispensou Jamal e disse que o chamaria caso fosse necessário. O assistente saiu após cumprimentar as duas pessoas. Então o empresário fez questão de abrir um champanhe e colocou em duas taças, entregando uma nas mãos de Maria.
— Eu proponho um brinde à nossa parceria e que ela dure por muito tempo. — ergueu a taça. Maria concordou. — Sabe, senhorita Galantis...
— Por favor, pode me chamar de Maria. — disse ela interrompendo o árabe.
— Perfeito, assim me sentirei mais à vontade. — falou emboçando um sorriso. — Como eu dizia, não foi somente o contrato que me fez vir até o seu país, pois isso um dos meus assistentes poderia tê-lo feito sem o menor problema! — falou, em seguida bebeu um gole da bebida contida na taça em sua mão.
— E o que teria sido, então?
— Você, Maria!
— Eu? — indagou, admirada.
— Sim, você mexeu comigo desde a primeira você em que conversamos por vídeo. — Agora o homem, segura a mão da mulher a sua frente, com delicadeza. — Desde então eu nunca mais parei de pensar em você e passei a contar nos dedos, os dias e as horas para estar como estou agora, na sua frente!
— Sinto-me lisonjeada por ser tão admirada por alguém como o senhor, senhor Al-Sabbah. — respondeu um tanto acanhada, mas foi interrompida por Mohamad.
— Assim como você, gostaria que não me chamasse mais de senhor. Pode me chamar de Mohamad. — suspirou e depois se levantou para ir até ela. — Não sabe o quanto a desejo para mim, Maria! — concluiu acariciando os ombros descobertos, por trás, da mulher de calos curtos.
Maria suspirava enquanto as mãos de Mohamad percorriam por seus ombros e foi deslizando por seus braços expostos. Foi quando a campainha tocou, era o chefe trazendo o jantar.
— Bem, espero que você goste do que mandei preparar. Tomei a liberdade de lhe oferecer um jantar com comidas típicas do meus país. — disse ele, conduzindo-a até a sala de jantar.
Os dois sentaram-se à mesma, que naquela noite era pequena com apenas duas cadeiras, sendo que ambas ficavam uma de frente para a outra. Velas foram acesas para dar um ar mais romântico, tudo providenciado por Jamal. Para a entrada foi servido Basturma, carne curada, bem temperada, recheada com coalhada e pistache. Maria não estranhou, pois já havia experimentado a iguaria enquanto viveu em Londres. Depois foi servido quibe assado, recheado com cebolas e nozes, também limão para acompanhar. Cada prato possuía um sabor único. Depois o chefe serviu outro prato arrebatador, arroz com lentilhas, cebolas carameladas e kafra. Meu Deus, vou chegar em casa pesando uns cinco quilos a mais, pensava Maria, enquanto comia aquela comida maravilhosa, tudo acompanhado de um bom vinho e para finalizar a pantagruélica refeição, arroz com carneiro, castanha-do-Brasil e nozes.
— Fiquei muito feliz por saber que você aprecia a culinária árabe. Pensei que por você ser brasileira, não estava tão familiarizada. — disse ele erguendo a taça de vinho.
— Como você já deve saber, eu vivi fora do Brasil por quase toda a vida, experimentei a culinária de diversos países e vou confessar — falou inclinando-se mais à diante, na mesa — a comida árabe foi a que mais me cativou!
— Como é bom saber disso, Maria. Mais um ponto positivo. Aceita vir comigo até a varanda, para apreciarmos a vista enquanto conversamos? — perguntou, estendo a mão para que a moça pudesse se levantar.
— Claro que sim, vamos!
NA BUATE
Santiago olhava de um lado para o outro e via muitas pessoas dançando e bebendo. Observou também que vários homens eram conduzidos por mulheres para algum lugar no interior do estabelecimento, sem dúvidas, aqueles homens e mulheres iriam fazer explodir as emoções que certamente estavam à flor da pele. Mas o rapaz, hora em volto pensava em Maria. Que droga! Preciso parar de pensar em você. A essa altura já deve estar lá com aquele ricaço e nem se lembra de mim. Foi então que uma das garotas que trabalhavam no estabelecimento se aproximou.
— O que faz um homem lindo desse aqui sozinho? — a mulher vestida de vermelho, falou. — Posso me sentar com você?
— Ah, sim. Pode sim. — disse ela um tanto tímido.
— O seu amigo ali me pediu para te fazer Companhia, pois ele parece estar meio ocupado no momento. — disse ela. Os dois olharam para o lado e Maurício estava sentado em um sofá sendo acariciado por duas mulheres, uma loira e uma ruiva. O advogado sorriu acanhado. — Sou Kelly, posso ser sua Companhia nessa noite?
A mulher por pseudônimo de Kelly, era muito bonita. Era dona de um corpo escultural e sua pele bronzeada a deixava ainda mais desejável. Estava vestida em um espartilho vermelho feito de couro sintético, cujas curvas de seu corpo ficavam ainda mais provocantes e um short azul escuro e curto feito do mesmo material. O cabelo era preso em um rabo de cavalo. A maquiagem não era muito chamativa, pois os olhos grandes e verdes da mulher dava ao seu rosto uma aparência bela em harmonia com seus lábios volumosos e sobrancelhas que deixavam o olhar penetrante, além dos cabelos escuros como a noite. O salto alto fazia a imaginação dos homens ficar ainda mais fértil quando ela caminha sobre o mesmo.
— Estou vendo que você é novo por aqui, mas prometo que vou cuidar muito bem de você, meu bem!
O tempo foi passando e o rapaz decidiu se deixar levar por aquela emoção nova. Ele bebeu algumas doses de uísque, mas parou alegando querer aproveitar cada momento ali. Foi então que Kelly o chamou para um lugar mais reservado, pois ali eles teriam mais liberdade. Ele olhou para Maurício e o amigo assentiu com os olhos para que ele fosse. Chegando em uma espécie de sala vip, o homem e a mulher agora poderiam dançar de maneira mais provocante, ela esfregando seu corpo dele. Santiago sentiu que seu órgão começou a rígido, ele estava a fim de sexo naquele momento, então agarrou a mulher pela cintura e segurou em seus cabelos por trás. Ele seguia os movimentos dela enquanto beijava o pescoço cujo perfume lembrava as rosas do campo. A música eletrônica seguia tocando.
— Uhh, estou vendo que você começou a pegar o espírito da coisa. — disse ela sentindo o volume do moço em suas nádegas. — Venha, deixa eu cuidar disso!
Kelly ficou de joelhos diante de Santiago e o homem inclinou a cabeça para trás no momento em que sentia os lábios macios da mulher lhe proporcionar as mais incríveis sensações, ele suspirava de prazer enquanto acariciava os cabelos dela.
— A gente pode fazer isso, aqui? — perguntou entre sussurros.
— A gente pode tudo, meu bem! — respondeu dando uma pausa. — Você pode fazer o que quiser comigo!
— Está bem, eu quero você!
Kelly pegou Santiago pela mão e o levou até um quarto todo decorado em vermelho e com luzes vermelhas. Os dois se despiram e a mulher falou que certamente o advogado iria querer algo diferente, então subiu na cama e se colocou de quatro numa posição que o deixou ainda mais ereto. Ele então de encontro a ela e depois de colocar o preservativo, a adentrou devagar. Quanto mais o prazer aumentava, mais ele acelerava os movimentos, arrancando gemidos delirantes da mulher que estava presa a ele e assim seguiu até que chegou ao clímax de seu prazer, num gemido abafado e satisfatório.
— Uau, que delícia de homem! — disse ela se jogando exausta, de costas na cama. — Você precisa vir aqui mais vezes!
— É, preciso sim! — confirmou, todo suado com a respiração ofegante.
NO HOTEL
Maria observava a vista da praia de Ipanema, quando Mohamad, que havia ido ao banheiro, retornou trazendo uma taça de champanhe para ela e outra para ele.
— Sabia que você está divinamente bela, essa noite? — mais uma vez elogiou a morena.
— Obrigada!
— Você parece tímida, distante. Te incomodo com minhas investidas? — perguntou fixando os olhos nos dela.
— Não. E peço desculpas por ter lhe dado a atenção que merece, mas...
— Mas, o que? — perguntou, levantando o rosto da mulher, com um leve toque no queixo, com a ponta do dedo indicador.
Maria abaixou as vistas enquanto sentia o toque sutil do árabe em seu rosto. Novamente ela o encarou. Ele aproximou o rosto para beijá-la.
— É desconfortável quando o seu corpo está em um lugar e o seu pensamento está em outro. — disse ela esquivando-se do homem a sua frente.
— Eu te entendo, bela. O coração é uma parte do nosso corpo da qual não temos o controle. — falou segurando as duas mãos da mulher por entre as suas. — Mas saiba que eu não desistirei de conquistar seu coração, Maria. — Suspirou afastando-se dela. — Mas o bom nisso tudo é que agora sei que tenho um adversário e já vou logo dizendo — ele voltando-se para ela — eu jamais recuei em uma batalha!
Os dois passaram mais alguns minutos conversando, então Maria comentou que deveria ir. Mohamad demonstrou insatisfação em seu pedido, porém, ele sabia que Maria não era uma mulher como as outras e tinha certeza de que um dia ela seria sua.
