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4 Poder e Seução - parte II

NO DIA SEGUINTE

Assim que terminou o expediente, Maria foi rapidamente para sua casa, escolheu o seu melhor vestido, melhor calçado e melhores acessórios. Chamou Celina para que a ajudasse a se arrumar.

— Celina, eu chamei você aqui por que você é a minha melhor amiga no Brasil.

— Nossa, dona Maria, eu fico lisonjeada ao ouvir isso da senhora. — disse a empregada, que agora passaria a ser governanta. — Como eu posso ajudar?

— Me diga e seja sincera. Esse vestido está bonito para eu me encontrar com uma pessoa muito especial? — perguntou ela, empolgada.

— O que foi? A senhora voltou com o seu Santiago? — a mulher indagou, Maria fez cara de nojo.

— Que Santiago o que? Santiago agora é só um grande amigo. Eu vou me encontrar com o empresário Mohamad Ahmad Al-Sabbah. — falou olhando com um olhar meio perdido.

— Ih, pelo jeito que a senhora quase flutuou sem sair do chão, esse tal de Mohamad sei lá das quantas, deve ser o homem. Mas pra ser sincera com a senhora — disse Celina fazendo ar de suspense — esse vestido aí está que é uma formosura só, dona Maria! — concluiu sorrindo e cruzando as mãos.

— Aí, você me assustou. Mas obrigada, agora ajuda eu a me trocar?

— Mas claro!

O vestido de Maria era longo, com a saia do mesmo ligeiramente rodada, de apenas uma alça sendo esta, do lado direito e um detalhe franzido no esquerdo. As costas eram simples, porém, para mulheres que optavam por cabelos na altura dos ombros, que era o seu caso, o visual ficava ainda mais elegante. Para os cabelos, ela optou por usá-los presos atrás das orelhas com o auxílio de pomada de modelar, isso fazia com que os brincos no formato retângulo, em brilhantes, se destacassem. A sandália era aberta na parte da frente, presa aos pés por correias, porém, por conta de o vestido ser bastante comprido, pouco, ou, quase nada se notava de seu calçado, as sandálias eram na cor preta. Ela também usou um colar de brilhantes que fazia parte do conjunto do qual os brincos pertenciam. Com o pescoço à mostra, o acessório fez com que seu look a deixasse ainda mais sensual, apesar de a roupa ser bastante elegante.

— Minha nossa, parece até uma princesa da realeza! — disse Celina, admirando a beleza de sua patroa.

— Tem certeza de que não ficou exagerado, Celina? — perguntou ela, preocupada.

— Claro que não, menina. A senhora está linda!

— Tá bom, Celina, vamos deixar combinado uma coisa a partir de hoje, tá legal. Para, entendeu, eu não quero mais que você me chame de senhora. Eu me sinto uma velha de oitenta anos quando você se refere a mim desse jeito! — falou, ouvindo a buzina do lado de fora.

— E como eu devo chamar a senhorita, então?

— Me chame do que você quiser, menos de senhora! — disse a jovem, saindo pela porta, em direção à limosine enviada por Mohamad.

— Então eu vou chama-la de “menina”! — gritou, Maria acenou com a mão, dando um tchauzinho.

*

Santiago estava em seu apartamento, quando sentiu falta de Maria, então resolveu ligara para ela no seu celular. Mas a ligação acabou dando na caixa de mensagem, isso por que na pressa de sair, a jovem acabou esquecendo o mesmo em cima da cama. Ele tentou uma, duas, três vezes e vendo que seria inútil, discou o número da mansão.

— Alô, Celina! — disse ele. — Eu queria falar com a Maria, estou ligando no celular, mas ela não atende. Sou eu, o Santiago.

— Ah, seu Santiago, a menina Maria não está. Eu nem sei se deveria falar...

— Falar o que, Celina? Vamos, pode falar, eu não vou dizer que foi você. — disse ele, já desconfiando.

—Acontece é que a menina Maria foi num jantar de negócios com um tal de Mohamad, sei lá o que. É um estrangeiro aí!

— Ah sim, o Mohamad Ahmad Al-Sabbah.

— Esse mesmo. O senhor o conhece?

— Ele contratou a empresa da Maria para fazer uma construção muito grande. Foi bom ela ter ido mesmo. Era só isso, Celina, muito obrigado e tenha boa noite!

Santiago ficou inseguro quanto ao jantar que Maria teria com Mohamad. O ciúme lhe corroía por dentro, ainda mais pelo fato de que o término do relacionamento com ela não fora sua culpa.

— Quer saber, eu cansei de ficar correndo atrás de você, Maria. — falou abrindo o guarda-roupa, vestiu uma camisa de mangas longas na cor cinza escuro, calça jeans, calçou um tênis na cor da camisa e saiu. Apenas avisou a sua mãe, Ana, de que iria passear com os amigos e dormiria no apartamento, em seguida ligou para Maurício. Ele encontrou o amigo na saída do prédio, que já aguardava por ele.

— Então, vai querer ir pra onde?

Santiago contou a verdade, de que estava sofrendo por causa do descaso de Maria e que queria mesmo era algo que o fizesse esquecê-la, então Maurício disse que o amigo estava precisando mesmo era de uma boa noitada e que tinha o lugar ideal para isso. Chegando no respectivo local, Santiago ficou pasmo, era uma casa noturna onde havia diversas mulheres.

— Maurício, que lugar é esse? — perguntou o advogado mais alto.

— Esse é o lugar onde homens com os mesmos problemas que os seus, vêm afogar suas mágoas! — o amigo falou, passando a mão em uma das meninas que chegou mais perto.

— Maurício, eu não acredito. Você me trouxe em um cabaré?

— Opa, não fala essa palavra em voz alta. — advertiu. — Cabaré, não. Casa de diversão para homens adultos e agora pare com esse espanto todo. Parece até um menino de dez anos! — ralhou. — Agora vamos nos sentar e curtir a noite, quem sabe até dar uma boa trepada. Eu vou!

Santiago sacudiu a cabeça, mas por estar tão entediado, decidiu ficar. Mais uma vez, mesmo separados, Santiago e Maria pareciam pensar a mesma coisa, ambos tentavam buscar esquecer um ao outro da forma que achavam certa. Mas será que aquilo era uma boa ideia?

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