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6 Ressaca

Santiago acordou, mas seus olhos ainda estavam pesados e sua cabeça doía. Apesar de ter bebido pouco, ele ainda assim sentiu os efeitos da bebida forte que consumiu. Ele despertou com o barulho do telefone ao lado de sua cama que tocava, ao atender descobriu que se tratava de sua mãe.

— Santiago, filho. Onde você estava? —perguntou ela, com voz de preocupação.

— Oi, mãe. Eu estava aqui, ora! — respondeu sentando-se e esfregando os olhos. — O que houve? A senhora está bem, mãe?

— Eu estou, mas o doutor Marcelo disse que tentou falar com você o dia inteiro e que seu celular só dá na caixa de mensagem. Está tudo bem, meu filho?

— Drogar! — resmungou. — Estou bem sim, mãe, eu já disse. Acontece é que eu saí com um amigo ontem, cheguei tarde e acabei dormindo demais. O celular descarregou, por isso eu não acordei no horário, porcaria!

—Santiago? Você me chegou do que?

— Não foi com a senhora, mãe. Eu vou desligar, preciso ir para o trabalho e já são quase meio dia. — disse ele tentando encontrar algo sobre a cama.

— Mas nem vai comer nada antes de sair? Sua voz parece cansada!

— Não se preocupe, mãezinha, eu como algo no caminho. Beijo, eu te amo!

Ana ainda tentou falar mais, mas Santiago desligou, tomou um banho, vestiu uma roupa e foi para o escritório. Chegando lá Marcelo estava sentado à mesa em sua sala, quando viu o seu pupilo, ele o recebeu com um sorriso sereno.

— Santiago. Fiquei preocupado, não atendeu as minhas ligações. — falou apontando para a cadeira a sua frente.

Santiago suspirou antes de responder.

— Estou até sem jeito, doutor Marcelo. Saí ontem à noite com um ex colega de faculdade e acabei chegando trade em casa. Dormi na esperança de que o celular iria despertar na hora certa, mas o danado descarregou me deixando na mão. — explicou. Marcelo sorriu.

— Não se preocupe com isso, meu rapaz. Eu só queria que estivesse aqui para acompanhar o senhor Mohamad Ahmad Al-Sabbah que foi ver de perto o terreno onde será construído o seu complexo de hotéis!

— Ah, ele! — o rapaz comentou com pouco entusiasmo.

— Sim. Algum problema? — Marcelo perguntou, sem entender.

— Não, problema algum. — Santiago disfarçou. — Mas... como que o senhor resolveu? Mandou outra pessoa?

— Sim, mandeu o Cézar. Ele é novo aqui e precisa aprender a lidar com essas situações caso você não esteja presente. — respondeu o advogado mais velho. — Mas foi bom mesmo você não ter ido com o Mohamad, pois eu preciso que você vá até a Galantis e diga a Roberto que eu mandei buscar a pasta. Ele saberá do que estou falando! — disse Marcelo enquanto examinava alguns papéis.

O rapaz o encarou com indagação. O homem novamente sorriu de forma singela e respondeu.

— Eu sei que você deve estar se perguntando o porquê de eu não mandar um office boy fazer isso. — cruzou as mãos sobre a mesa, para explicar. — Esse documento é muito sigiloso e eu vou te mostrar tudo quando você chegar. Se você tivesse ido com o árabe, eu mesmo teria de ir na Galantis buscar essa pasta, mas como você é a pessoa em quem eu mais confio nesse escritório...

Santiago sorriu e assentiu. Ele disse que faria com prazer, mesmo que o assunto não fosse tão importante. Mas o advogado disse que o rapaz ainda teria e revelou que na sua idade, ele, Marcelo, teve seus momentos de diversão, contou inclusive que quando rapazote, se envolveu com uma garota de programa que o levava a loucura sempre que ficava com ela, mas que desistiu da vida louca depois de se casar. Passados momentos agradáveis com seu mentor, Santiago saiu do escritório e foi até a Galantis, no caminho, com as mãos firmes segurando o volante, ele lembrava da noite de prazer e luxúria que tivera. — Preciso voltar lá de novo! — Comentou consigo mesmo enquanto dirigia.

NA GALANTIS

Roberto chegou bem cedo e encontrou Clarice Sabrina em sua sala. Ela terminava de organizar tudo para quando seu chefe chegasse. Ele entrou exatamente quando a mulher de quatro apanhando um cinzeiro que servia de adorno para a mesa, no chão. O tio de Maria estava se sentindo mais aliviado já que o seu suposto filho se recuperava cada vez melhor, só não se lembrava de absolutamente nada de seu passado. O homem olhou para aquele traseiro enorme virado para ele e não resistiu, foi até a secretária, pegando-a de surpresa.

— Desse jeito você acaba comigo. — falou puxando-a para si. — O que quer? Me deixar louco de tesão logo cedo?

— Ah, que susto. É você! — ela disse abrindo um sorriso. — Faz tempo que não pega desse jeito. O que aconteceu?

— O que aconteceu é que eu quero você e quero agora! — disse ele, beijando o pescoço da mulher e deslizando a mão pelo seu corpo.

— Mas aqui? A dona Maria ode nos ouvir.

— Ela não nos ouvir, ela nem chegou! — ele continuando a acaricia-la.

Roberto sentou-se na poltrona que ficava ao lado de sua mesa. Clarice Sabrina já tinha seus fetiches e nesse dia ela se colocou de quatro e caminhou engatinhava fazendo movimentos sensuais com o corpo, depois ela abriu a braguilha da calça de Roberto e começou a estimular seu órgão com a boca. O homem gemia de prazer enquanto ela o estimulava com a boca e com a língua. Vendo que já não aguentava maias, Roberto a sentou sobre a mesa, fez com que ela abrisse as pernas e arrancou-lhe a calcinha, em seguida ele adentrou a mulher em movimentos firmes e intensos. Clarice Sabrina gemia loucamente tentando se segurar para não chamar a atenção de quem estivesse do lado de fora.

Priscila chegou e como sempre, foi arrimara a sala de sua chefe, quando escutou barulhos de gemidos vindos da sala ao lado. Ela se aproximou da parede para ver escutava mais alguma coisa.

— Que pouca vergonha — comentou consigo mesma — essa Clarice Sabrina é uma descarada mesmo!

Foi quando a mulata foi surpreendida por Josias, que entrou de uma vez pregando-lhe o maior susto.

— Priscila, você... o que está fazendo aí? Que feio, Priscila, ouvindo a conversa dos outros de novo? — ralhou o rapaz.

— Aí, que susto, Josias! — ela reclamou. — Por que você sempre tem que chegar desse jeito? Feito um bicho que chega sem avisar? E aquilo dali está é longe de ser uma conversa, viu!

— E daí? — Josias a admoestou. — Deixem que faça o que quiserem, depois você vai ser chamada para testemunhar alguma e só sobrará pra você. Lembre-se de que a corda sempre arrebenta do lado mais fraco.

— Mas que é fio, isso é. O doutor Roberto é casado.

Tenho pena da esposa dele, a dona Sabrina. Ouvi dizer que ela é tão bonita, não merecia isso! — respondeu, com os braços cruzados.

— Tá, mas vamos deixar os patrões foderem do que jeitos e com eles querem. Eu gostaria de saber mesmo era se você topa sair comigo um dia desses!

— Sério, Josias? Eu topo sim, a final a gente já se conhece a tanto temo. — ela respondeu com um singelo sorriso. O loiro retribuiu o sorriso. — Mas já vou logo avisando que sou moça de família. Vai ser só um encontro entre amigos e nada mais!

— É... não era bem isso, mas — ele deu uma pausa — já é um começo, morena. Tchau!

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