Capítulo 2 - A Voyeur
QUANDO A NOITE CAIU NO LITORAL, Claudia ajudou as meninas a prepararem os quartos e nos separamos em dois dos três cômodos existentes na residência. As meninas já tinham se familiarizado bastante entre elas e queriam dormir juntas. Providenciamos duas camas de solteiro e um colchão trazido do quarto de hóspedes. Naquele ínterim entre a organização dos dormitórios e a hora de dormir, Rachel me pediu ajuda para ajustar uma lâmpada no teto que estava apresentando mau contato e eu me propus a corrigir o defeito.
Fazia um calor quase insuportável no litoral e eu não me preocupei em botar uma camiseta. Tinha acabado de tomar um banho e usava apenas bermuda. Subi num banco para alcançar a lâmpada no teto e as três meninas ficaram me assistindo de suas camas.
— Como ele é forte! — Elogiou Micaela, de repente, com os olhos pregados nos meus braços.
— Meu irmão é um gato! — Disse Rachel sem pestanejar, sentada no colchão trazido do quarto ao lado.
— Ele é! — Concordou Micaela automaticamente, no que tomou um tapa no braço de Kelly.
— Calaboca, menina!
Eu não estava ali para exibir o meu físico mantido à base de muita proteína e exercícios físicos na academia, mas tinha achado curiosa as manifestações de apreço vindo das garotas. A lâmpada voltou a funcionar novamente e eu desci do banco com a sensação de dever cumprido. Aproveitei para brincar com Rachel na tentativa de fazê-la passar vergonha na frente das novas amiguinhas, e disse, entonando uma “baby voice” irritante:
— Já tomou a mamadeira, neném? Quer que eu te conte historinha pra mimir, quer?
Eu sabia que ela odiava ser tratada feito criança, mas em vez de entrar na pilha, falou, maliciosa:
— Me bota pra mamar!
Eu vi nos olhos de Rachel que ela estava usando seu tom mais safado e as outras duas perceberam. Kelly me olhou com ar de curiosidade enquanto eu saía do quarto, mas Micaela me secou com o desejo estampado no rosto.
Em outros tempos, eu não ia perdoar essa ruivinha gostosa, pensei comigo mesmo, relembrando a minha época de cafajeste, prestes a fechar a porta atrás de mim.
— Boa noite, meninas. Juízo, hein!
Aquela casa de férias tinha sido construída em meio a uma mata bastante densa que tomava mais de uma quadra da área em torno da propriedade e nós fomos nos deitar ao som da fauna local. Os grilos cricrilavam intensamente do lado de fora e concorrendo com o barulho que os bichos emitiam, ouvimos as meninas rirem e conversarem até altas horas da madrugada no outro quarto, elétricas.
Claudia tinha estado acesa durante boa parte daquele nosso primeiro dia no litoral e não fazia segredo algum de que estava sedenta por mais sexo. Eu não a tinha saciado totalmente durante a tarde e era como se ela tivesse guardado boa parte das suas energias para quando estivéssemos a sós mais uma vez.
Assim que nós dois acomodamos as nossas hóspedes barulhentas no aposento vizinho, ela surgiu vestida com um conjunto cor-de-rosa de seda bem curto, engatinhou em nossa cama de casal, se deitou e disse, com a sua pele hidratada exalando um perfume muito atraente de flores campestres:
— Sabia que o cricrilar do grilo é o som do macho avisando a fêmea que quer acasalar?
Eu a olhei a meu lado sobre o colchão macio e fui em direção às suas coxas, começando a alisá-las.
— Ah, é? — Perguntei, sem perder contato com seus olhos verdes — E o que eu devo fazer para avisar que eu também quero acasalar com a minha fêmea? Devo cricrilar?
A janela estava arreganhada na parede oeste do quarto. Uma cortina fina se mantinha intocada nas laterais da abertura e não havia qualquer sinal de brisa soprando do lado de fora. A temperatura só aumentava, inclusive sobre a cama.
— Não — ela respondeu com um sorriso sensual estampado no rosto bonito —, se continuar me tocando desse jeito, já vai ser o suficiente para me avisar que está com vontade de acasalar comigo.
Eu deslizei a palma da minha mão direita propositalmente até o meio das suas pernas e acariciei de leve a sua vagina por cima do short. Claudia mordiscou o lábio inferior, mexeu de maneira reflexiva a perna esquerda e deu para ver os pelos de sua coxa se eriçarem.
— Assim?
O seu gemido se tornou mais constante à medida que meus dedos alcançavam mais espaço sobre a sua vulva. Ela fechou os olhos por um instante, relaxou as costas sobre o lençol branco e me deixou continuar. As meninas ainda falavam sem parar no outro cômodo. De vez em quando, as risadinhas da minha irmã Rachel ecoavam pelo corredor.
— Assim mesmo — respondeu a minha namorada, começando a ceder aos meus carinhos —, eu já não tô mais aguentando de vontade!
Claudia costumava fazer um som chiado com a língua sempre que ficava excitada. Aquele era o sinal que compreendia o momento certo do ataque, a hora exata de nós dois nos entregarmos ao prazer.
Apliquei um beijo mais demorado em sua perna direita, já observando o tecido do shortinho rosa se suspender acima da linha das coxas grossas de Claudia.
— Será que a gente espera até as meninas dormirem? — Sussurrei.
Ela arqueou uma das sobrancelhas com o cenho franzido e fez que não, balançando a cabeça de um lado para o outro.
— Acho que não aguento até lá. Vem! Vem!
Em pouco tempo, eu tinha deixado Claudia nua sobre a cama e comecei a engolir o seu sexo com a mesma volúpia que sempre me era despertada em nossos momentos íntimos. Ela tinha afastado bastante as duas pernas e segurava em minha nuca com firmeza, não permitindo que eu afastasse os meus lábios e a minha língua da sua vagina. Assim como de tarde, ela estava encharcada lá embaixo e não foi nem um pouco difícil levá-la ao gozo tão logo a acariciei oralmente. Estava contendo os próprios gemidos mordendo o travesseiro e quando subi em cima dela já não aguentando mais a pressão, gemeu em meu ouvido:
— Mostra como você é mau, Ralph. Me come bem gostoso, come! Seja um menino mau! Muito mau!
Agarrei uma de suas coxas e comecei a penetrar Claudia com todo o ímpeto possível. Aquela publicitária conseguia me deixar num estado de desespero muito grande sempre que me provocava daquela maneira tão sexy, me incitando a ir cada vez mais longe, cada vez mais fundo, e eu me deixei levar. Em pouco tempo, o eco das batidas de nossos corpos em choque começou a soar alto dentro do quarto e tivemos que maneirar a intensidade. As meninas continuavam acordadas àquela hora e não queríamos chamar a sua atenção para o que estávamos fazendo ali.
Mudamos de posição e eu a agarrei por trás, sem mais pausas na penetração.
— Nossa, Ralph! Quanta… vontade… nossa!
Ela estava ofegante e fazia caretas ao gozar, me puxando para beijos longos, evitando gemer alto. Eu estava inclinado atrás dela, segurando firmemente os seus seios grandes enquanto ouvia os seus pedidos sussurrantes:
— Assim acaba comigo. Acaba, acaba!
Num dado momento, eu me sentei na cama e Claudia se encaixou em mim de frente. Já devíamos estar ali por mais de uma hora e não havia qualquer sinal de cansaço em seu rosto. Estávamos ambos com os corpos bem suados. Os cabelos loiros da moça estavam agora molhados em sua testa e gotículas salgadas escorriam por entre seus seios. Eu adorava vê-los sacudindo enquanto a gente transava com vontade e aquela era e melhor posição para que aquilo acontecesse. Assim que se encaixou de volta em mim, ela ficou em cima sentando com bastante força e eu a segurei pela bunda, a deixando se divertir à vontade.
— Senta gostoso, Cacau! Isso! Assim!
A mulher era imparável. Apoiada com as duas mãos em meus ombros, ficou quicando sobre mim de maneira alucinada, sem dar qualquer demonstração de que já estava satisfeita ou que queria fazer uma pausa. Se inclinava cada vez que eu atingia um ponto mais sensível em sua intimidade, depois, me presenteava com um sorrisinho de malícia, voltando a cavalgar logo em seguida, ainda mais determinada.
A certa altura, esquecemos que devíamos pegar leve já que tínhamos três adolescentes bastante curiosas a uma parede de distância e tanto eu quanto ela paramos de conter nossos gemidos e nossos grunhidos. Claudia estava agora me castigando enquanto pressionava as coxas em volta do meu quadril para não deixar que eu me movesse. Segurou a minha nuca com a mão direita, me fitou bem dentro dos olhos, iniciou uma sequência de sentadas ainda mais intensas e sorriu antes de dizer:
— Faz dentro de mim, faz. Não se segura não!
Ela sabia que eu não conseguiria resistir por muito mais tempo. Eu estava mesmo prestes a ejacular, mas ela acabou gozando antes de mim. Se desmanchou em gemidos abafados em meu ombro, alisou a minha pele e mordiscou de leve o lóbulo da minha orelha direita. Continuou incitando:
— Faz dentro, amor. Para de se segurar…
Em todo aquele tempo, eu não tinha percebido que a porta do nosso quarto estava entreaberta e meus olhos se voltaram para o lado de fora do cômodo subitamente. As vozes das meninas não estavam soando como antes do outro lado da parede e eu percebi que tinha alguém nos observando.
Eu não sei há quanto tempo ela estava ali olhando pelo vão da porta, mas enquanto a sua mãe continuava sentando em meu colo e se contorcendo de prazer sobre a cama, de costas para a porta, Kelly estava nos espionando com bastante interesse.
— Goza, meu amor! Goza!
Do momento em que avistei Kelly até o instante em que comecei a gozar em Claudia foi um espaço muito curto de tempo. Consegui controlar o gemido que ameaçava sair da minha garganta por muito pouco, mas a moça em cima de mim não se poupou da mesma maneira. Ela continuou se mexendo de maneira a tentar me esgotar e dava para ouvir o seu riso de pura satisfação enquanto eu me esvaía embaixo de seu corpo. Fechei os olhos por alguns instantes e quando os abri de novo, Kelly ainda estava lá do lado de fora a nos assistir escondida. Havia agora, no entanto, um olhar de satisfação em seu rosto e seus lábios estavam curvados num sorriso em minha direção. Parecia ter gostado de tudo que tinha visto ali dentro.
