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Capitulo 5: Olhar atento

~Ryan Carter

Me levanto e corro atrás da camisinha em minha calça e a visto com uma pressa absurda.

-Aawn... Ryan. - fala com sua voz enjoativa.

-Só fique quieta, docinho. - dou um tapa na sua bunda.

A penetrei e a última coisa que ela fez foi gritar um gemido bem alto. Comecei a me movimentar bem rápido, indo até o fundo e voltando para o final. Estou sendo bruto por que é exatamente isso que ela pede, meto com toda a minha força. Continuo nesse vai e vem quando percebo a umidade, ela gozou, mas continuou até que venho em seguida.

Saio de dentro dela, levanto da cama até o banheiro, tiro a camisinha a enrolado e jogo no lixo. Quando retorno ao quarto a mulher está deitada com os dois se masturbando e quando me viu deu um sorrisinho provocativo.

-Ryanzinho, acha que já está pronto para outra? - ela me provoca.

-Docinho, eu sempre estou pronto para outra. - me abaixei para pegar outra camisinha quando meu celular começou a tocar. -Perdão.

Atendi sem olhar no identificador.

-Fala. - bufei

-Primeiro ponto, deixe a transa para depois. - a voz do Christopher soou. - Segundo ponto, venha me buscar, Mayra se irritou comigo e me deixou sem carro.

Olhei para mulher aberta na cama que agora chupava o seu dedo e enquanto esfregava a sua boceta com a outra mão. Minha vontade era quebrar o celular e fuder a mulher até que ela não consiga andar.

-O que acha que sou? Taxista? - virei as costas. -Chame um táxi, gênio.

-Não, eu quero que você venha me buscar. - revirei os olhos. - Agora vem logo, eu preciso chegar em casa e me reconciliar com a minha mulher.

-Mais que porra! Você briga com sua mulher e sou eu que me fodo? Estou no meio de algo sexual agora. - ele ri e eu sei que ele vai me infernizar até atendê-lo. - Vai se fuder. Onde você está?

-Enfrente a um lugar com um letreiro brilhoso. - ele parece vago. -Eu não conheço, é um restaurante novo.

-Muito específico. - começo a catar minhas roupas. Ignorando a cena pornô na cama. - Vou chegar aí olhando a minha bola esquerda como bola de cristal. Acabou de descrever todo o centro de Manhattan, filhão.

Estou extremamente irritado por ter que parar o meu serviço.

-Ok, irei mandar a localização e venha logo. - Respondeu enquanto vestia a minha cueca.

-Vai se fuder!!!

-Amo você. - disse antes de desligar.

Peguei a calça puxando ela para cima, colocando como celular no bolso enquanto procurava minha blusa.

-Já vai, Ryanzinho? - sua voz definitivamente me irrita.

-Sim, docinho. Uma emergência. - me virei revirando os olhos. Essa era a parte que eu detestava. -Você sabe, irmão antes de bucetas.

Ela resmungou um pouco e se aproximou de mim passando a mão em minha barriga até o meu pescoço e descendo a arranhando minha barriga. Seguro sua mão e a afasto.

-Tenho que ir. - visto minha blusa.

-Calma!! - ela corre para a gaveta e me entrega o seu número. -Me liga!

-Pamela? - ela concordou. Eu nem me lembrava do seu nome, ou talvez apenas não tenha ouvido. -Irei ligar. -Dei uma piscadela.

Sai antes que ela me prendesse em sua casa. Chego em meu carro, junto o cartão com mais os outros do porta-luvas e finalmente recebi o endereço da localização do Christopher.

Dirijo por alguns minutos sendo guiado pelo GPS, quando vejo a placa da rua indicada, e me viro vendo o Christopher com as mãos no bolso provavelmente esquentando-os do frio da noite de nova York.

-Quero saber como veio parar nesse fim de mundo? - Perguntei assim que ele abriu a porta.

O lugar que ele estava em frente realmente havia um letreiro acesso, ou pelo menos três letras da palavra restaurante ainda estava acesso.

-Mayra queria comer em um lugar que lembrasse o interior. - bufou sobrando nas mãos esfregando-as em seguida.

-Vou querer saber por que ela te deixou aqui? - dei a volta na rua e acelerei para sair desse lugar estranho.

-Bom, por que havia uma garçonete nos atendendo, ela literalmente estava dando em cima de mim e a Mayra cismou que eu estava flertando com a loira na sua frente, ou olhando para seus peito. - balançou a cabeça se encostando na poltrona.

-E você pelo menos olhou os peitos dela? - falei rindo.

-Não, claro que não. - revirei os olhos.

- Ok, perdi o interesse na sua vida sentimental.

-Pois deveria. - olhei pra ele. - Você será meu padrinho de casamento. O Marcus e a Ruby aceitaram.

-Sério? - ergui a sobrancelha. - Cara, estou honrado.

Não é porque não sou um cara adepto a casamentos, ou qualquer coisa que envolva um relacionamento longo com uma pessoa que não ficaria feliz em vê o meu irmão mais velho construir sua família. Na verdade, no grande fim da vida é exatamente isso que todos esperam. Talvez um pirralho para cuidar, uma esposa para te encher, e uma casa para morar e pagar todos os imposto que o o governo cobra. Mas por que não me vejo assim? não me vejo vivendo nada disso, na verdade me vejo como um velho ainda em forma pegando o máximo de mulheres possíveis.

Viajar, gastar dinheiro, beber, transar com mulheres... é um ótimo plano de vida.

-Tem consciência que vai ter que casar, sair das casa dos nossos pais, arrumar um emprego em um dia, Certo?

Ignorei a sua fala e continuei dirigindo até a sua casa no final do mundo, sem dar muita importância às suas expectativas.

Eu sei que tenho que tomar as rédeas da minha vida, sei que preciso investir em alguma coisa que realmente compense, ao invés de passar noites e noites em bares e camas diferentes. Mas e se eu não atingir todas as expectativas que todos esperam? Se eu não me tornar um grande empresário? Se eu for uma simples pessoa movida pela sua paixão pela arte? E se eu não me casar? se eu não quiser ter uma mulher faladeira como a Charlotte.

Por que diabos pensei nela como um exemplo? Nem faz contexto com minha linha de raciocínio.

-Sabe que não há nenhuma motivação em casamentos, quando eu tenho que te levar em casa por que sua futura esposa te deixou em um restaurante por uma suspeita. - me concentrei na estrada e lancei o pensamento da pirralha de lado. - Não me sinto motivado.

Ele rir.

-As turbulências fazem parte do voo, Ryan. - ele se endireitou no banco. - Sabe qual é a melhor parte? - olhei para ele esperando a resposta. - Quando chegar em casa, irei fazer o melhor sexo de reconciliação.

Revirei os olhos.

-Sexo é sexo. - ele ri - Posso conseguir isso fácil e pra ser sincero, não há nada melhor que poder escolher quem você vai dormir sem preocupação. Posso olhar para os peitos de uma garçonete sem ser punido.

-Ouça o que eu digo. - Pego a pequena estrada entre os bosques e sei que o papo terá fim. - Eu já estive desse lado, Ryan. - olhou no relógio. -Não existe nada melhor que chegar em casa e saber que existe alguém te esperando. - balanço a cabeça ponderando sua fala. - Não há sexo casual que supere isso.

É certo que o pensamento de viver uma vida inteira solitário não me agrada muito. Mas eu tenho uma vida para pensar sobre isso, uma vida para decidir quem será a pessoa que eu terei que viver o resto da minha vida. Tenho tempo até que surja alguém que me faça realmente desejar essa vida monótona.

-Pronto, Cinderela, está entregue antes da meia noite. - falei assim que cheguei em frente a sua casa.

-Eu te convidaria, mas... - ele olha novamente ao relógio. - Está tarde e você sabe...

-Sexo de reconciliação. - revirei os olhos e ele fechou a porta.

-Não esqueça que você é oficialmente o padrinho mais disponível. Precisa ajudar no que necessário. O meu outro casal está bem ocupado, com todas as coisas da gravidez, o Marcus mal deixa a Ruby Respirar e como você...

-Sou solteiro, ok. Não me importo. - só concordo porque não consigo imaginar nada que seja tão difícil que um padrinho de um casamento poderia fazer. - E meu par... ela é gostosa? solteira? não que eu me importe com isso.

Ele rir, se curva um pouco e coloca a cabeça para dentro do carro e olha bem em meu rosto.

-Você vai ama-lá. - seu tom parece sarcástico. Ele retoma sua postura e dá mais uma risada se afastando. - É a Charlotte.

-Você só pode está de brincadeira comigo, né? - gritei mais ele já estava longe.

Não pode ser ela, eu não quero que seja ela. O Marcus vai pirar, com certeza ele vai querer me castrar antes de entrar com ela na igreja.

De repente a imagem da garota surge em minha mente, acomodado com um sorriso. Ela não em tudo feia, e se tirar que ela tem aqueles olhar diferente, um que ela só faz para mim. Um olhar que me deixa totalmente confuso sobre o que eu realmente posso ou não devo fazer. E tem mais essa história de que todos a tratam como cristal, e eu sou a marreta. O que na verdade todos estão certos, mas não podem me culpar por ousar demais do proibido. Se ela não fosse tão faladeira, se não fosse tão inocente, ou se não tivesse a mania irritante de me irritar e me fazer sorrir em instantes, talvez e só talvez eu teria um olhar mais atento a ela. Com certeza há algo nela que não vi em nenhuma outra, uma peculiaridade que ainda não defini se são boas ou ruins.

Piralha, já está tomando meu tempo demais. Que droga!!

-Ela valeria a pena?

Acordo com meu celular gritando em meu ouvido

Acordo com meu celular gritando em meu ouvido. Apalpo a mão pelo criado mudo ao lado direito da minha cama e resmungo quando a merda do celular cai ao chão. Demoro uns minutos até me socializar com o dia e me levantar para pegar o meu despertador inoportuno. A bateria saiu do lugar e me deu mais um trabalho antes de conferir quem era a pessoa indesejada.

Numero desconhecido. - Não tenho o tal numero em minha agenda, então retorno a ligação, porque me acordar a essa hora precisa ser algo estritamente importante.

-Alô?

-Ryan!! - a voz suave mais agitada soa do outro lado.

-Charlie? - resmungo me jogando na cama. Onde diabos conseguiu meu numero?

-Sim, quem mais seria? - revirei os olhos com seu comentário sem nexo. - Ontem a Mayra me convidou para ser sua madrinha e logo depois disse que você seria o meu par, isso não é de mais?

-Me diz que me ligou para algo mais importante que isso. - falo sem ânimo.

Eu não estava nenhum um pouquinho animado em entrar com os braços cruzados na pessoa que subitamente está me fazendo perder muitos tempo em pensamentos mirabolantes. Muito menos ser castrado sem oportunidade de fazer sexo nunca mais em toda a minha vida.

-Não, sem humor. - Ela se move e parece engolir alguma coisa. Por que isso parece sexy? - Estou ligando por que como nós somos o casal de padrinhos mais disponíveis, temos uma lista enorme de coisa a serem feitas. A Mayra me pediu para organizar o casamento dela, Acredita? - franzi o cenho rindo da sua euforia. - Ok, que eu posso ter apelado um pouco, mas não há nada demais em garantir que o Maroon 5 toque em seu casamento, como naquele clipe. - ela parece respirar pela primeira vez desde que começou a falar. - Acha que eu consigo? - sua voz soa preocupada.

Desde quando consigo identificar tons de voz, sem ser o volume de gemidos?

-Acho que sim, estamos em Nova York e não é como se a família Carter fosse uma desconhecida. - Me sento na cama, com o cotovelo na perna e alisando o cabelo. - Posso tentar te ajudar.

-Sério? Acha mesmo que consegue? - dou um sorriso ladino fechando os olhos. - Seria incrível!

Sorrio mais abertamente imaginando a cara de criança fantasiosa que estaria fazendo agora. Acho que eu defino a sua peculiaridade com o boa. A sua inocência me encanta, eu não posso negar.

-Tudo bem, posso voltar a dormi agora?

-Não, precisa me pegar em dez minutos. - Pegar? Mas que merda de pensamento sujo é esse agora? - Temos um lista de coisa para fazer, e bom... Não tenho carro e nem dinheiro para resolver tudo de táxi... E como você é o padrinho...

-Disponível, ok eu já entendi. - olhei no relógio do celular marcando sete e meia. - Virei o motorista da vez. Chego em meia hora.

-Dez minutos, Ryan.

-Meia hora. - ela bufa e eu sorrio.

-Vinte e não se fala mais nisso. - reviro os olhos.

-Ok, pirralha. Estarei ai em vinte minutos.

-Tchau tchau. - fala um pouco murcha.

-Até.

Desligo o telefone e continuo olhando para o mesmo em minha mão e o sorriso formado no rosto. Chega se engraçado o seu jeitinho, ela com certeza tem tudo para conquistar qualquer homem.

-Mas que merda é essa? - tiro o sorriso do rosto e me levanto deixando o celular na cama. - Vá esfriar a cabeça, Ryan.

Estou a alguns minutos atrasado do tempo proposto. Então estaciono o carro e peço o andar ao porteiro e subo quase correndo por que de alguma forma ou motivo eu quero estar no horário certo em sua porta. Subo elevador, aperto o seu andar e acho o seu apartamento, dou um batida e espero que ela apareça.

-Precisamos mesmo fazer uma cópia para você, Jessie. - Sua voz soa baixinho além da porta.

Jessie?

Ignoro o pensamento de que ela poderia está esperando um outro homem e espero que ela abra a porta. Assim que ela faz seus olhos se arregalam e eu me arrependo de ter batido. Ela está enrolada com uma micro toalha, até a metade da sua coxa. Eu não consigo evitar em olhar para suas pernas, subindo o olhar até onde a toalha esconde o resto do corpo. Sinto minha boca secar, e meu corpo esquentar. Sua perna é linda, e só a presciência do que ela esconde debaixo dessa toalha está me deixando um pouco alterado.

DROGA!!!

-Ryan...é...Ryan!!! - percebo pela sua voz o tom de vergonha então imediatamente volto olhar para os seus olhos.

-O que eu teria visto se tivesse chegado minutos antes? - dou um sorrio malicioso e percebo que ela fica cada vez mais vermelha. - Ei!! Não precisa corar.

-É.... - ela segura ainda mais a sua toalha e desvia os olhos de mim. - Para, entre logo.

Dou um sorriso e assim que eu entro ela se vira de costas para fechar a porta e então eu me aproximo dela e sussurro em seu ouvido.

-A toalha cai bem em você. - Ela fica parada enquanto eu me afasto.

Droga, que diabos está acontecendo comigo? Estou ficando louco??

-Quer alguma coisa, um copo na água... quer dizer... -Fala meio nervosa, e quando se vira ela me olha de um jeito único, que está me deixando paranoico.

-Você tem que parar de fazer isso. - Ela tem que para!! - Onde é o banheiro? - Que merda, essa garota me deixa excitado somente com um olhar!!!

-Segunda porta a direita. - fala ente os dentes.

Nem olho novamente para ela e ando apressada para a porta indicada. Entro me olhando no espelho, vendo minha cara pegar fogo, abro a torneira jogando varias conchas de água na cara.

Que merda foi isso, cara? Pareço um homem que nunca viu uma mulher enrolada em uma toalha. Jogo mais uma concha de água no rosto desejando que toda essa excitação desenfreada termine. Bora Ryan, põe a cabeça no lugar! Você sempre teve o controle de tudo e de todas, não vai se deixar levar por uma pirralha qualquer... e porque ainda estou pensando nela? Eu bem que queria saber a resposta dessa pergunta.

Desligo a torneira me encaro pela última vez no espelho me repreendendo por atitude tão infâmia. Ela é a garota pirralha, sem atrativos, a que você foi proibido de chegar perto, a que você não quer machucar. Se concentre nisso e esse dia terminará bem, sem nenhum dando aparente. Respiro uma porção de vezes e saio do banheiro. Estou rezando para que ela já esteja vestida com o máximo de roupa possível. Assim que passo pelo corredor, vejo um das portas entreaberta e um simples jogar de olhar me fez cair.

Lá está ela, secando os cabelo com a toalha ainda enrolada. Eu sei que eu deveria sair, deveria passar direito e ir para a sala, esquecer tudo que vi e me sentar, mas meus olhos não consegue desgrudar da cena e o pior é quando vejo a toalha descer pelo seu corpo, revelando suas costa e uma maldita bunda gostosa.

-Cof cof cof - ouço uma falsa tosse e me assusto. - Acho que deveria está na sala, querido.

Me viro quase como um criminoso sendo pego no ato e olho a morena me olhar de olhos estreitos. Ela me parece no tando conhecida.

-Eu.. é...não queria, quer dizer não... - estou tão nervoso que estou tendo dificuldades de formular um se quer palavra.

-Uhum... - estreita ainda mais os olhos. - Charlotte, acho melhor fechar a porta. - Me viro quase no instante, e meus olhos cruzam com o dela antes do bum da porta vir e esconder o seu corpo. - Ryan, né? - concordo. -Me acompanhe.

Me sento no banco e tento voltar a respiração normal e apagar da minha mente qualquer coisa que eu tenha visto nesse apartamento. Eu preciso apagar, preciso esquecer o corpo dela. Não posso criar pensamentos eróticos com ela.

-Eu sou Jessie. - volto a minha atenção a morena a minha frente. - Estava na festa surpresa da Ruby.

Então Jessie é uma mulher.

-Ah, me lembro agora. - falo sem jeito.

Ela ri e coloca a mão na cintura.

-Você parece mais comportado do que eu pensei.

-Não entendi.

-Bom, você estava parecendo um cachorro no cio olhando uma mulher pela fresta de um porta. - eu definitivamente me sinto ofendido.

o Pior é saber que é exatamente assim que eu estava. Como um virgem necessitado em ver peitos de alguma mulher. Por que eu estava olhando ela pela fresta, se eu tenho a mulher que eu quiser?

-Eu não estava...

-Vamos, Ryan. - ela aparece na sala completamente vestida e nem consegue me olhar nos olhos. Me levanto e a acompanho até a porta.

-JUÍZO !!! - Jessie grita antes que a gente saia.

Juízo é exatamente a coisa que e alguém precisa colocar em minha cabeça. Seguimos até o elevador, os dois em completo silencio, como se falar fosse trazer algo mais constrangedor. Eu me mantenho quieto mais por está tentando manter a minha mente limpa de sujeiras. Estou com ela sozinha em uma caixa metálica e não quero sair daqui sabendo que fiz alguma besteira. Me concentro em algum ponto no teto do elevador, evitando o máximo olhar a ela. As portas finalmente se abrem e eu suspiro aliviado por conseguir passar por isso.

No carro o silencio me incomoda, mas não quero falar sobre o assunto, me lembrar de nada que vi. O caminho permanece assim até que percebo que nem ao menos sei onde devo chegar.

-Charlie... para onde estamos indo? - pergunto segurando firme no volante e sem olhara para ela.

-Sabe que não fiz de propósito. - ela sussurra. - Eu não tinha a intenção que você visse aquela cena. - Bom, ela não parece bem e parece determinada em fala sobre.

-Achei que era mais uma técnica de conquista. - sorri tentando quebrar o gelo.

-Não, claro que não. Eu nunca faria isso.

-Pois deveria, sua bunda é linda. - olho para ela só para ter a oportunidade de vê-la corar. - Se tivesse me mostrado ela antes, eu já seria seu. - ela me da um tapa no braço.

-Não seja idiota!! Eu nunca mostraria o meu corpo para conseguir algo com você.

-As mulheres sempre usam desse artefato. - Me aproximo dela. - E funciona comigo.

-É por isso que você é tão fútil? - olho pra a ela fingindo está ofendido. -Mas eu não sou como as outras mulheres. - ela parece bastante irritada.

-Ok, me desculpa. - suspiro. - Você não é nada parecida com as outras mulheres e eu sei disso.

Eu não faço a mínima ideia de qual sentido da palavra ela compreendeu, mas ela não é de longe parecida com as mulheres que eu fico. Ela é muito mais que isso, ela vale muito mais que o tratamento que todas elas recebem. Ela não deveria nem ser comparada.

-Vamos fazer o seguinte. - ela me olha. - Eu vou esquecer o que eu vi e você esquece que me viu, Certo? - ela parece contrariada.

- Não queria voltar ser a pirralha em seus olhos.

-Onde nós vamos? - pergunto desviando do assunto.

-Bom, temos uma lista. - ela tira da bolsa um bloco de papel. - Mas a nossa primeira parada é encontrar o lugar para o casamento e nosso alvo é um lugar rústico. Vamos para o interior.

Concordo acelerando o carro, dando a volta para ir ao inteiro de Nova York. Eu não faço ideia de como vai ficar a maneira que irei olhar ela daqui para frente, mas tenho certeza que agora o meu olhar está muito mais tento.

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