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Submissão de um LIBERTINO - Serie Irmãos Carter (3)

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May Lover
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Resumo

"Eu ultrapassei os limites. Eu me apaixonei" O amor procura abrigo, onde não há moradas. Ryan Carter. O mais novo dos irmão e o mais inconsequente. Não deseja responsabilidades e repudia compromissos. Não se importa com ninguém além de si mesmo. E não tem objetivo de cuidar do amor de uma "pirralha." Charlotte Evans. Irmã mais nova de Ruby. Sonhadora, nerd e sem experiência. Uma romântica incorrigível. Procurar entender o mundo, após o termino da sua faculdade, mas ela escolhe o pior homem para exercer tal função. Ela se apaixona por um libertino. Ele tem desejos por uma pirralha. Pode uma mulher sonhadora e romântica se tornar fria e determinada? Ou um libertino, se tornar arrependido e submisso? Uma noite. Um grande erro. O erro que mudara pessoas, e o tempo se tornara o maior aliado em suas mudanças. "Eu me curvo a você"

romance

PRÓLOGO

Estou cobrindo a minha nudez com os lençóis fino da cama, tentando esconder o meu corpo franzino. O meu sorriso continua estampado no rosto, eu não consigo nem por um segundo deixar de pensar que eu sou a mulher mais feliz no mundo nesse exato momento.

Ele já está de pé, vestido a sua cueca e sua calça e não cansa de passar a mão em seus cabelos castanhos que eu muito gosto de tocar. Ele parece nervoso, mas ignoro as suas reações, por que eu não posso fazer nada, mal consigo controlar os fogos de artifício que estão explodindo dentro da minha barriga.

Foi muito mais que pensei, mais do que todas as vezes que eu fantasiei. Tudo bem que não teve velas, nem flores, nem uma declaração, mas teve ele a pessoa que eu estou apaixonada, e eu sei que nos conectamos nessa noite.

Essa é a vida real, fora das fantasias mirabolantes que as histórias nos ensina acreditar. Foi real, sei que o que fizemos foi amor, eu sei disso. Sei que ele também sentiu.

Me levanto ainda enrolada no lençol, e me aproximo dele, colocando a mão em sua cintura e apoio a minha cabeça em suas costas.

-O que está fazendo? - sua voz não parece mais delicada. Mas ignoro.

-Eu não sei muito bem como lidar com isso... - sussurro. - Você sabe, eu nunca... - fiquei constrangida só em falar sobre isso com ele.

Ele riu e eu também.

-Charlotte... - sua mão retirou a minha da sua cintura e se afastou olhando para mim. - Não tem com o que lidar. Já aconteceu.

Ele me olhou nos olhos e deu um leve sorriso antes de se virar para ir procurar sua blusa.

-Já aconteceu? - puxei mais o lençol. - Eu achei que tivesse acontecido alguma coisa além disso.

- Não seja tão infantil. Nós fizemos sexo e foi só isso. - vestiu a blusa e se sentou na cama para colocar a meia. - Isso não é conto de fadas, garota! Eu quiz e você também, as pessoas fazem isso o tempo inteiro.

Minha cabeça estava baixa, e meus olhos começaram arder por não querer chorar, eu não queria parecer uma criança na sua frente, não mais do que ele já imaginava que eu fosse.

-Foi…- me odeio por ser um idiota em sua frente- Foi... Mais que isso para mim. - ele me olhou com a sobrancelha erguida. - Eu... Eu realmente achei que tivesse sido mais que uma noite...

-Pirralha!!! - ele se levantou de um jeito desleixado ignorando as minha crises. - Não leve tanto isso em consideração - segurou minha bochecha. - Apenas esqueça isso.

-Esquecer? - ele continuou com a mão no meu rosto. - Foi a minha primeira vez e além do mais... - ele continuou me olhando com tédio. - Eu me apaixonei por você.

Sua mão escorregou do meu rosto lentamente, me olhando com um olhar incrédulo. Meu maldito coração ainda se mantém firme, ignorando todas as evidências, me assegurou na esperança de que ele vai retribuir, vai corresponder, mas tudo que ele faz é voltar para a cama e apoiar o cotovelo na perna e de cabeça baixa ele balança a cabeça.

-Não... Não... - ele continua balançando a cabeça.

Isso é tão longe do que eu imaginei. Não é só a falta das rosas, ou das velas, está tudo errado. Não é assim que deveria ser, ele deveria me abraçar e dizer que sente o mesmo, mas ele não faz nada que eu sonhei a minha vida inteira.

-Que merda, Charlotte!!! - esbraveja assim que tento me aproximar. - Eu avisei que isso não podia acontecer - me olhou com fúria. - Mais que inferno!!!

Andou para o outro lado do quarto procurando alguma coisa.

Ele me avisou, avisou que não deveria me apaixonar, mas eu como uma boba, tão apegada ao amor acreditei fielmente que ele poderia mudar, ele poderia se apaixonar, poderia me vê mais que uma menina inocente, que ele poderia me incluir na sua vida.

Eu acreditei e me apeguei firme nisso.

-Eu sei... Me desculpa. - minha voz começou a falhar e não consegui mais controlar as lágrimas. - Eu fui além do limite eu sei, mas olha nós podemos fingir que nada disso aconteceu...

-Mas aconteceu, Charlotte! - passou a mão em seus cabelos. - É por isso que eu não transo com mulheres assim, ainda virgem? Onde estava com a cabeça? - ele parecia estar em uma discussão pessoal. - Merda, merda!!

Pegou a carteira da bancada e colocou no bolso. Seu olhar está duro, frio demais e até me machuca ser olhada assim por alguém que eu confiei, que eu me entreguei, que me permiti me apaixonar.

Tento uma última aproximação, tento alcançar seu rosto, mas ele segura os meus pulsos.

-Olha só, esquece isso. - disse friamente. - Esquece essa noite, esquece toda essa bobagem de estar apaixonada. - Ele está chamando o meu sentimento de bobagem. Meu coração dói, mas continuou o encarando. - Você vai encontrar uma pessoa melhor, fomos burros demais em deixar isso acontecer. Isso vai gerar um grande problema, então esquece isso e saiba que estou fazendo só um favor a você.

Ele soltou meu pulso com brutalidade, se virou calçou a última peça restante, pegou a chave do seu carro em cima da cômoda a girou na mão, abriu a porta sem nem olhar para trás e bateu a porta tão alto que tudo em mim sacudiu.

Ele estar com raiva. Com raiva de mim e dos meus sentimentos.

Meus olhos continuaram fitos na porta. Sou uma masoquista, eu sei que tipo de cara ele é, sei que ele não vai voltar atrás, mas ainda espero que ele volte por essa porta e diga que tudo foi uma brincadeira, que está apaixonado, mas isso não acontece.

Pedaços.

Invisíveis.

Pedaços invisíveis do meu peito se estilhaça como um vidro. Sinto minha pernas falharem e caio lentamente ao chão frio do quarto, minha pele em contato com o chão, não é nada comparado a frieza dele, a forma que ele me tratou como um lixo.

Seguro minha perna contra o meu peito, apoio a cabeça no joelho e deixo que as lágrimas finalmente caem. Sinto o peito rasgar, é uma dor insuportável. A sensação é que meu coração foi arrancado sem aviso, ele o arrancou sem dó.

Eu não mereço isso. Não mereço essas lágrimas, não mereço ser tratada assim, não mereço ser pisada.

Tento secar minhas lágrimas, pedindo para que a dor pudesse sanar, mas não alivia. Não para. Isso é tão sufocante.

Olho para a porta e seco novamente as lágrimas, me dizendo que eu não vou passar por isso de novo, nunca mais vou ser tão humilhada assim.

-NUNCA MAIS, RYAN CARTER.