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Capitulo 1: Proibida

"Eu não tenho certeza se meu coração está funcionando

E o seu está batendo o dobro do tempo

No fundo você sabe que eu não valho a pena

Não é o suficiente, querida, tudo que faço é te fazer chorar.

Você merece mais"

______~ Ryan Carter~_________

Alguns meses antes...

Acordo com o barulho do telefone tocando, mas me sinto incapaz de abrir os olhos. Qualquer movimento que eu faço a minha cabeça parece sair de órbita. Com uma dificuldade abro os olhos, sentindo um inferno de dor de cabeça. Pisquei umas porção de vezes até identificar onde está o meu despertador. Vi o meu celular na cômoda cinza então me estiquei ao máximo para alcançar.

Mãe. - seu nome explode na tela.

Resolvo ignorar a ligação, pelo menos até eu me localizar. Volto para a minha posição de inércia pós ressaca, tentando somente me lembrar onde é que eu estou. Forcei os olhos e encarei a parede a minha frente de cor meia laranja, vermelho, talvez até rosa, com alguns quadros de cor preta. Olho para o lado da cômoda cinza e vejo novamente a cor predominante que eu não consigo identificar,mas nada disso me ajuda a lembrar de que maneira eu vim parar aqui.

Me viro e olho para o lado e vejo uma mulher negra deitada dormindo. Sua maquiagem está borrada, e está apenas com a parte de baixo do seu corpo coberta, e seu seios estão expostos. Tento me lembrar pelo menos o nome da mulher, mas não consigo nem me lembrar de que maneira cheguei aqui, lembra o nome seria o impossível. Me arrastei pela cama, e tento me sentar e percebo que também estou nu. Olho além das minhas pernas e ali está mais uma mulher. Uma loira. Está de bruços e totalmente nua.

O meu celular toca mais uma vez, e a morena ao meu lado se mexe. Me estico mais rápido e pego o aparelho colocando-o no silencioso. Preciso sair daqui antes que algumas delas acorde e comece a exigir coisas.

Puxo a coberta e deixou a mulher ao meu lado nua. Dou uma última olhada, e uma coisa eu tenho por certeza, fiz ótimas escolhas ontem a noite. Seu corpo é de tirar o fôlego. Ignoro a visão da negra ao meu lado e me esforço para colocar o meu pé em prontidão para me levantar.

Fico de pé e quando olho para o chão, vejo a terceira caçada da noite, uma morena de longos cabelos pretos está deitada ao chão de lingerie vermelha, pelo menos a parte de baixo.

Mas que porra aconteceu aqui?

O chão está repleto de garrafas vazias, que explica a minha grande ressaca, camisinhas que explica a quantidades de mulheres espalhadas pelo chão. Mas eu não sei onde estou, ou como cheguei aqui!!

Me enrolei no lençol, pego o meu celular e começo procurar por minhas roupas espalhadas no chão. Encontro minha cueca, seguido por minha calça, mas não encontro minha camisa. Continuo a minha caçada mas desisto quando vejo mais uma vez a mulher que estava ao meu lado se mover e apalpar a cama.

Ando em disparada para qualquer direção e percebo que cheguei na sala quando vejo o Joe jogado no sofá com mais uma mulher em cima dele.

Mais que Caralho!!!

Olho ao redor procurando a minha camisa em meio às garrafas, mas não encontro. Meu celular vibra novamente em minha mão e o nome mãe continua insistindo. Ignoro a chamada e vou ao encontro do Joe.

-Ei, cara!! - Catuco ele que resmunga, mas não se move. - Joe, caralho!!

-Que? - abre os olhos rápido. -Droga. - coloca a mão livre na cabeça e reclama.

-Temos que sair daqui. - ele me olha. Em seguida olha para a loira em cima dele, passa os olhos pela sala e volta para mim.

-Onde a gente está? - dou de ombros e pego o celular para conferir a hora.

10:23

-Achei que pudesse me dizer. - ele balançou a cabeça e se moveu despertado a loira, lentamente.

-Docinho, ele só precisa sair de baixo de você. - a loira deu uma grande gargalhada e quando se virou caiu no chão ainda rindo.

Joe se levantou e estava nu.

-Pelo amor de Deus. -virei a cara.

Ele vestiu a sua calça e camisa que estavam espalhados sobre a mesa de centro, e quando ouvimos a voz ao longe. Voltei a olhar quando ele já estava vestido.

Ele parecia como eu quando acordei, desorientado, procurando qualquer coisa que nós aponte em que merda de lugar nós estamos.

-Ryan!! - olhei para o cara ao meu lado. - Joe, cadê vocês? - uma voz que eu não reconhecia, mas aposto ser de uma das mulheres

-Vamos, antes que ela nos veja. - falei já me virando para a porta que eu aponto ser a saída se eu estiver com sorte.

-Sabe que está sem blusa, né? - fala meio atrapalhado.

-Sim, eu sei.

Saímos pela porta e o lugar que encontramos estava longe de ser as ruas de Nova York. A rua está deserta e muito peculiar.

Que merda de lugar é esse?

As rua é estreita, e tem muitos carros estacionados, mas parece um silêncio total, como se fosse quase uma cidade fantasma. As casas em sua maioria, inclusive a que acabamos de sair tem uma formato germinado.

-Onde estamos? - perguntou com a mão na cintura.

-Eu não sei. - olhei ao meu redor. - Se lembra de alguma coisa?

-Não. - maneia a cabeça. Na verdade, me lembro que a minha mulher me traiu.... - Ele arregala os olhos. - Porra!!! Ela me traiu!!! Filha da puta.

Ele enrugou a testa e colocou a mão no bolso e estreitou os olhos.

-O amor é um filho de um puta. - continuo olhando para a sua recém retomada consciência. - Eu definitivamente odeio o amor.

-Entendemos o seu chifre, agora consegue reconhecer alguma coisa?

Meu celular vibra e eu percebo que não posso mais ignorar.

-RYAN CARTER!!! - fala assim que eu atendo. - VOCÊ SABE QUE DIA É HOJE? - gostaria de saber qualquer coisa. -MEU ANIVERSÁRIO!!!

Merda, minha mãe dá muita importância a esse dia.

-SE POR ACASO O MEU FILHO DISSIMULADO AINDA TEM A DECÊNCIA DE SE IMPORTAR COM A SUA VELHA MÃE, SUGIRO, QUER DIZER EU EXIJO, QUE ESTEJA NA CASA DO MARCUS HOJE A NOITE. JUNTE TODA A SUA RESSACA, SUA NOITADA E VÁ!!!

Claramente uma conversa plausível, onde não tive nem condições de me defender ou inventar alguma desculpa, ela só jogou e desligou o telefone em minha cara.

-Dona Vivian? - Joe paga o celular no bolso.

Concordei, mas a sua iniciativa de colocar as mãos no bolso me deu uma ideia.

-Vasculhe os bolsos. - coloquei a mão no bolso achei mais duas camisinhas, sem carteira e chicletes. - Alguma coisa interessante ai? - ele levantou a chave. Chave do meu carro. - chegamos aqui de carro.

Agora as coisas estavam tomando um rumo. Olhei pela rua em meio ao carros parados a procura do meu Civic preto.

Comecei a caminhar apertando o alarme enquanto o Joe me seguia reclamando e xingando a sua ex ou atual esposa. Dou mais uma apertada e vejo o meu carro mal estacionado na esquina da rua.

-Me impressiono de estarmos vivos. - Ele partiu seu lamento e parou ao meu lado. - Olha ali, vamos pedir uma informação.

Uma menina um tanto nova, andava do outro lado da rua, com o fone de ouvidos, roupa de caminhada e sendo puxada por um cachorro. Nos aproximamos da menina que tomou um susto tirando o fone de ouvidos. Sorri, mas seus olhos desceram para a minha barriga e permaneceu ali por um bom tempo.

-Bom dia, docinho. - ela colocou a mecha do cabelo discretamente atrás da orelha e sorriu. - Sabe me informar onde estamos?

-Portland. - meus olhos se arregalaram. - Estão perdidos?

- N...não. Obrigado, docinho. - pisquei para ela e voltei a caminhar a passos rápidos até o meu carro. - Estamos a malditos seis horas de Manhattan.

Como podemos ter chegado tão longe por causa de uma transa? Chegamos ao limite e parece que só eu que estou preocupado com isso, porque Joe está verificando o seu hálito, parece até esquecido que levou um chifre e foi isso que nós trouxe aqui, até compreendo ele não tem a dona Vivian que vai me matar caso eu não chegue pontualmente a sua festa.

-Acha que estou com mau hálito?

-Cala boca e entra no carro.

Fizemos uma porção de paradas o que tardou ainda mais a nossa chegada, além das nossas parada para recompor a consciência, outras para comer e muitas para ir ao banheiro. Mas em tudo, tive que ouvir o Joe falando da sua esposa a viagem inteira me deixando confuso de que maneira ele realmente se sente em relação a ela, porque ele parece um pouco bipolar, chorar de amores e em seguida range os dentes de raiva. O ponto alto da viagem foi quando ele finalmente caiu no sono e parou o seu lamento melancólico que eu não dou a mínima importância.

O dia já está escurecendo quando paro em frente a casa do Joe.

-Cara, chegamos. - ele reclamou e se virou. - Vamos, tira logo seu rabo daqui. Tô com pressa.

- Eu não quero mais entrar aí. - bebê chorão.

-Cara, ela não está aí! Agora entra, toma um banho e vai dormir. - ele concordou abrindo a porta. - Nada de Whisky, só deita e dorme.

-Você é foda. - mais uma vez o transtorno. - A noite foi foda.

Se eu pudesse me lembra seria útil.

-É... Foi sim. Agora vaza. - ele deu uma última risada e subiu os degraus da frente da sua casa.

Sai cantando pneu até a minha casa, rezando para que Dona Vivian já tenha saído, ainda estou com resíduos de ressaca e não gostaria nem fodendo de receber sermão. Dirijo feito louco, de hora em hora confirmando a hora em meu relógio.

Chegou na mansão, entro e percebo a ausência do carro do meu pai, mais por precaução entro pelas porta do fundo, indo direto para a escada e subindo a mesma correndo, como um foragido indo para o meu quarto. Assim que chego, sã e salvo me jogo na cama e deixo meu corpo relaxa por pelo menos alguns minutos.

-Achou que ninguém ia perceber que você chegou? - abro os olhos imediatamente.

-Mãe!!!! - me esforço para levantar e ir ao seu encontro. -Feliz aniversário!!!

Ele está de braços cruzados e parece não está muito adepta a receber o meu abraço, mas faço assim mesmo.

-Você está cheirando a bebida! - continuou de braços cruzados. - Você precisa ser mais responsável, Ryan. A vida não gira em torno do que você acha ou gosta de fazer...

-Qual o problema nisso? - perguntei me jogando novamente na cama. -Se gostamos por que não fazer?

Ela se aproximou com o dedo apontado e expressão dura, como se estivesse lidando com uma criança.

-Qual o problema? Irresponsabilidade. - revirei os olhos. - Você sabia que hoje era um dia importante e eu queria todos comigo de manhã no café.

-Tudo isso por causa de um café? - me sentei apoiando o corpo nos braços -Eu mesmo posso te fazer um café se quiser.

-Não é pelo café, é por que todos estamos cansados das suas atitudes irresponsáveis, cansados de vê você achar que a vida é só bebida, noitada e mulher...

-Querida, hoje é seu dia. Deixa que eu resolvo daqui. - meu pai apareceu na porta colocando a mão no ombro da minha mãe.

-Ele precisa crescer, Arnold. - disse antes de sair deixando meu pai me olhando.

-Eu não vou entrar em uma grande discussão por que hoje é o dia dela, e não quero estragar mais do que você já fez. - suspirou -Então eu sugiro que esteja pronto e na casa do Marcus em uma hora.

-Claro, Capitão. - dei um sorrisinho.

-Estou falando sério!

-Eu também. - acenou me lançou mais um olhar e saiu.

Eu só tenho entender o motivo de tudo isso? Sério? Isso porque eu não tenho interesse em ficar enfurnado um escritório pequeno, atolados de papéis para assinar? Isso não é para mim, trabalhar desse jeito não é.

Eu tenho outra paixão, que vai além de papéis, uma paixão que só os olhos atentos conseguem reconhecer, que só os que são sensíveis sentem. Algo que me motiva, me inspira, me deixa fascinado.

Abro a gaveta da cômoda e vejo o meu maior objeto de fascinação. Penso que se eu fosse alguma coisa, seria isso. É disso que eu gostaria de viver, é disso que eu gostaria de passar as horas do meu dia fazendo. Por que é isso que eu realmente amo.

-Estamos indo. - olhei assustado para a porta. -Esteja lá, só isso que te peço. Não me decepcionei mais, meu filho.

Concordo. Ouvi o seus passos se afastando então voltei o olhar para a gaveta aberta.

-Ninguém entenderia. - fechei a mesma e me levantei.

Vou direto para o meu banheiro, e tomo um banho que mais parece que está lavando a alma. Deixo a água fria cair por um longo tempo em minha cabeça, na tentativa de aliviar a dor. Meu corpo parece que foi moído por um trator, que deixou só os restos para a minha existência.

Eu nunca mais vou beber desse jeito.

Termino o banho, enrolei a toalha na cintura e saiu indo ao quarto e a primeira coisa que vejo é o copo de água e uma aspirina.

-Ah, Dona Vivian. - ando apressado ao remédio e tomei como se fosse salvar a minha vida.

Me arrumo, coloco uma blusa polo preta, junto com uma calça Jeans e um tênis, coloco o relógio confiro que já estou em cima da hora. Passo o perfume, passo os dedos pelos cabelos jogando-os para trás e desço para o carro.

Minha primeira idéia é comprar um buquê para a Vivian, sei como ela se importa com essas bobeiras. Então essa é a minha primeira parada antes da casa do Marcus.

-Posso ajudar? - uma jovem muito bonita vem ao meu encontro.

-Sim. - passo os olhos pela loja e volto para ela. -Eu não faço idéia do que escolher aqui. São tudo mato.

A mulher rir eu senti que sua risada era só para me impressionar.

-É para alguém especial? Namorada, noiva...

-Não. . - a mulher abriu bem os olhão. -Só me dê o que você mais vende na loja, docinho.

Ele concordou e saiu me deixando sozinho em meio a uma mar de mato que eu nem sei se podem ser venenosos. Retornou com um buquê de rosas vermelhas e algumas rosas, tudo em um embrulho espalhafatoso, que acho inacreditável que alguém realmente goste de ganhar essa coisas.

-Debito. - passo o cartão e ela me entrega o buquê, mas antes olha para o cartão.

-Hum... você é dos Carter. - ela insere o cartão e passa para mim colocar a senha.

-É... mas não me confunda com os sem graça dos meus irmãos. - ele sorria - Digamos que eu sou o mais divertido, dentre eles.

-Ryan Carter, o mais novo. - pisquei para ela. -A mídia expõe bem as suas diversões.

-É um dom. - ela me entregou o cartão junto com outro cartão com seu número.

-Quando estiver disposto a me apresentar o Carter divertido. - seu sorriso é malicioso.

-Claro, docinho.

Coloquei o cartão na carteira, e continuei com o seu cartão na mão, segurando o buquê na outra mão. Entrei no carro, coloquei o buquê no banco de visita e peguei o cartão da mulher, sem olhar o nome escrito e abri o porta-luvas, jogando lá junto com mais um monte de cartão que recebo ao longo das minhas saídas cotidiana.

Ligo o carro e me preparo para a tediosa reunião de família.

Cheguei já abrindo a porta dando de cara com o casal logo na entrada

Cheguei já abrindo a porta dando de cara com o casal logo na entrada.

- Olá casal. - disse sorrindo. - E... - Meus olhos vão direto a pequena novidade atrás deles.

-Charlotte Evans. Irmã da Ruby. - ela passou na frente e prontamente estendeu a mão.

Como um bom cavalheiro, levo a sua mão delicada e pequena até a minha boca.

-Minha irmã caçula. - Ruby se pronunciou.

Olhei bem a menina,, que de primeira vista é interessante, mas de segunda é só uma criança que tem mexas rosas no cabelo, para mostrar alguma personalidade.

-Ryan Carter, irmão mais novo do idiota ali. - Charlotte deu uma risadinha que eu conheço bem.

-Charlotte, você não estava indo socializar? - Ruby como uma ursa protetora se pronunciou mais uma vez.

É divertido vê a Ruby querendo proteger a sua irmã mais nova, como se fosse uma criança, o que na verdade é o que ela aparenta ser.

-Acho que posso esperar vocês. - olho para a menina e levanto a sobrancelha.

-Não, acho que não. - a cena é cômica.

-Flores para a minha mulher, Ryan? Quer morrer? - Marcus fala pela primeira vez.

-Eu gosto do perigo, irmãozinho. - dou um sorriso de lado.

A flores não era intencionalmente para a Ruby, mas só em vê a situação e ainda pode usar disso para causar um pequeno tumulto na mente da Ruby, vale apena. Ruby pega o buquê e entrega a menina a despachando da sala quase em uma ordem de afasta-la de mim.

-Fica longe da minha irmã. - colocou o dedo dentro da minha cara.

-Que maneira mais hospitaleira de me receber.

-Estou falando sério, fique longe dela. Senão eu vou arrancar seu pau. -Marcus estava logo atrás de dela.

-Cunhadinha, fique calma. Eu não tenho pretensões de me aproximar dela. - Não tenho mesmo, mas vê a Ruby perturbada com a possibilidade é divertido.

-Ótimo.

-Você a ouviu. É a irmã mais nova dela, cara. Não chegue perto. Ela realmente fará o que prometeu.

Eu só não entendo essa super proteção em uma de uma garota.

Eu não vou fazer nada com ele, primeiro que ela é só uma menina, uma pirralha, e eu não sou nenhum pai muito menos professor. Segundo, eu nunca faria nada que traísse a confiança do Marcus.

Então, sim. Charlotte é uma garota proibida.

Voltei até a sala, me sentei ao lado do Chistopher e Marcus, mas tudo parece diferente. As conversas deles estão diferentes, não me encaixo mais nisso, e para ser sincero eu não quero me encaixar. Não quero ser proibido de beber meu boubou, não quero ser controlado, não quero ter uma família, não quero ter que pensar em outra pessoas, não quero me apaixonar, não quero nada que me leve a ficar presa a alguém.

A vida é tão curta e o mundo é tão pequeno, existe um monte de possibilidades para se viver, para se aproveitar, e me casar não se encaixa em nada do roteiro da minha vida.

Olho para a caixinha que o Marcus me deu, e guardo no bolso. As pessoas fazer m juras de amor, fazem tantas coisas achando que o amor é para sempre, quando nao é. O amor é passageiro, o amor é só momentos, por que me prender a algo que vai passar? Se eu posso viver uma vida inteira fazendo o que eu quero sem me preocupar?

Não há nada de errado nisso. É o melhor plano de vida que alguém pode ter.

Depois de ouvir as histórias, vou até a cozinha e lá está a garota proibida. Sentada como uma criança na cadeira de maneira bem infantil, segurando o

Angel no colo.

-Ryan? - minha mãe me chama. - Já conheceu a Charlotte?

Concordo apoiando o corpo no balcão e segurando meu copo.

-Sim, o Marcus e a Ruby me falaram dela. - falei olhando para minha mãe.

-Ela está terminando a faculdade... - virou para a menina. - está cursando o que, querida?

-Relações internacional e nacional. - disse toda tímida.

-Como o Christopher. - meu pai entrou na conversa e já sabia que isso voltaria para mim. - Ele pode ter conseguir um emprego para para você, um estágio quando terminar.

-Sério? - seus olhos quase brilham. Patética. - Isso seria incrível!!!

Todos riram com a possibilidade dela entrar para a empresa e eu só revirei os olhos e tomei o outro gole do Wisky.

-Eu adoraria ter uma filha. Está vendo o Ryan, ela tem só dessenove anos...

-Vinte, muito em breve. - fala quase desesperada.

Tenho até vontade de rir pela sua pressa em querer me impressionar.

-Ela poderia ser minha filha, eu gostaria de ter uma menina. Mas Deus só me deu três ogros para cria. - revirei os olhos.

-Ótimo dona Vivian, provou seu ponto. Agora posso dá o fora? - bebi mais um gole da bebida.

-Não, claro que não. - respirei e enchi mais o copo, me virando a para a jovem irmãzinha.

-Irmãzinha Carter? Sabe que esse sempre foi o sonho dela - me aproximei dela que parecia totalmente atenda ao que eu falo. - Talvez, ela até me troque por você.

Ela riu sem graça e me olhou bem nos olhos. Reparei que os dela é verde, um tom claro mais verde.

-Eu não sei se daria para ser sua irmã, ou sei lá... Acho que poderia ser uma prima, talvez uma bem distante, irmã é um laço muito forte... - ela começou a falar desenfreadamente. - eu poderia ser até uma conhecida, vizinha...

-É entendi. Irmã não, conhecida sim.

Ela riu emcabulada, e olhou para a pequena no seu colo.

-Dessenove anos... Eu me lembro dessa minha fase.

Não era muito distante da minha hoje, mas confesso que as consequências era mais feroz.

-É, mas estou quase fazendo vinte, quer dizer levando me consideração que falta alguns meses pra isso, mas se for repara não está tão longe assim, mas também não estou na menoridade eu sou maior... - arquei a sobrancelha e ela parou por um instante. - Estou falando de mais né? - concordei. - É, eu tenho essa mania. Uma amiga diz que quando eu começo a falar parece que nunca vai ter fim, eu falo, falo, falo e nada parece capaz de me fazer parar, quer dizer todo mundo fala, mas outras pessoas..

-Está fazendo de novo.

-Desculpa.

-Ei, acho que essa foi a única palavra singular que disse até agora.

-Eu sou muito falante, as vezes. Não sei me como parar.

Concordei achando esse assunto entediante demais, então já ia me afastando, para seguir para a sala de jantar, quando ela me parou.

-Voce parece alguém interessante, estou certa? - a pirralha está mesmo flertando?

Sorri e ela também, vindo logo atrás de mim.

-Eu sou o tipo de cara que você não vai quer e conhecer. - seu sorriso sumiu e lhe lancei uma piscadela, indo em direção a minha cadeira para me sentar.

Eu não a conheço, mas ela não parece o tipo de menina de uma noite, ela não parece ter maturidade para viver uma aventura, então sim eu sou o tipo de cara que ela nem deveria se aproximar, eu sou o cara que pode destroçar um coração sem nem mesmo se importar, e pra ser sincero não quero o carma de uma pirralha nas minha costas.

Continuei sozialir com todos na mesa, recebendo olhares contante da garota. Mas na verdade tudo que eu quero é sair da qui e poder tomar um banho e dormir em paz, por isso dou graças a Deus quando tudo termina. Comemoramos o aniversário, teve o pedido de casamento, e no final os convidados estavam sozinho, quando os anfitriões resolveram sair da sua própria casa para uma lua de mel adiantada.

Me despedi da minha mãe, Cecília e do meu pai e já estava de saída quando sou parado na porta.

-Ryan!! - sua voz fina e levemente irritante me faz parar. - Acha que pode me dá uma carona?

Ela só pode estar brincando!!

Tenho certeza que isso deve ser o limite da questã " fique longe", e eu não quero ultrapassar a linha e ter a responsabilidade de uma criança.

-Acho que o Christopher pode levar você... - coloquei a mão no bolso. - Posso falar com ele.

-Não!! - quase gritou. - Eu já falei, mas ele não pode. Parece que o Dylan está meio enjoado, e tem as duas cadeirinhas, a Mayra e as coisas... - ergui a sobrancelha. -Dê novo né? - concordei. -Dê todo modo, eu posso pegar um táxi.

Táxi, em nova York a essa hora? Olhei bem para a garota recém chegada na vidade, sem entender merda nenhuma e pensei que eu teria mais culpa se algo acontecer com ela em um táxi, do que em apenas levá-la em casa.

-Não, eu te levo. - abri a porta da frente e segui até o meu carro, ouvido o seus passos atrás de mim.

-Apartamento da Ruby. Eu poderia ficar aqui, mas como minhas coisas estão lá, então acho que seria melhor.

Concordei ligando o carro.

Eu conheci o trajeto do seu apartamento quando a pequena cenoura convenceu o Marcus a não pagar empacotadores e então essa função foi transferida a mim, Christopher e o Marcus.

Mulheres e suas manias.

-Então, você é formado em alguma coisa? - dirigi rápido para chegar logo.

-Não. - quanto menos falar melhor.

-Não tem interesse? - surpirou.

-Não. - virei a curva, agradecendo por Marcus morar em uma lugar fácil e de rápido acesso ao apartamento em questão.

-Por que, não? - olhei de solslaio e ela parece realmente interessada em qualquer coisa que eu disser.

Olhei para ela, mas logo voltei para a pista, olhando a rua movimentada da noite, virando mais uma esquina e chegando na rua do apartamento.

-Olha, eu recebi ordens para me manter longe de você, e eu farei isso. - seu rosto estava ficando vermelho. Parei enfrente ao prédio. -Então, sugiro que você esqueça qualquer paixaozinha ou sei lá como vocês falam, por mim e vamos conviver em paz, não quero problemas com meu irmão.

Ela parece que a qualquer momento iria chorar.

-Ruby me trata como uma criança, ela precisa saber que eu sei escolher com que eu saio ou não.

Ri.

-Não, você não sabe. Se soubesse estaria agora namorando com algum universitário, que tenha os mesmos sonho que o seu. Não tendo interesse em um libertino que não fica com a mesma mulher mais de uma noite.

Ela ficou sem fala pela primeira vez. Sua boca abriu um pouco, como se eu tivesse dito a pior coisa do mundo.

-Agora vá, e seja uma boa Irmã.

Ela me deu uma última olhada, abriu o cinto saiu sem nem olhar para trás e bateu a porta como uma criança fazendo birra.

-Pirralha!!! - ri olhando ela entrar no prédio, dando partida logo depois.

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