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Capítulo 8 - Ganhando asas

O PASSEIO COM O ANDERSON ao boliche foi bastante divertido, mas eu não demorei a perceber que o garoto não era nada muito além do que um corpo sarado e um rosto bonito. A sua profundidade de assunto girava em torno de esportes, carros de luxo que ele não tinha dinheiro para comprar e sexo.

Com todo o seu sex appeal não era difícil de conceber que aquele garoto tinha uma lista extensa de conquistas amorosas pela escola, e durante aquele papo no boliche, enquanto lançávamos uma ou outra bola na pista que tínhamos alugado por uma hora, ele me confessou que já havia ficado com várias das nossas colegas de turma.

— Sabe como é… o papai aqui tem estilo!

Eu detestava pessoas arrogantes e Anderson era mesmo do tipo que a cada três frases completas que soltava pela boca pelo menos duas eram de ele se gabando. Eu não estava mesmo a fim de descobrir em quantas das nossas colegas ele já havia passado o pinto, mas depois de um tempo, ele começou a listar cada uma delas. Foi quando o interrompi um pouco chateada:

— Você me chamou aqui pra ficar falando das suas ex-namoradas, é isso?

Ele se retratou de imediato e comentou que nunca tinha saído com uma garota, em suas próprias palavras, “estilosa” como eu. Naquela tarde ensolarada de sábado, eu tinha vestido uma blusa baby-look fazendo conjunto com uma saia de couro. Tinha vestido por baixo uma meia-arrastão e calcei um par de botas de cano curto nos pés. Eu costumava me vestir daquele jeito nas raras vezes que saía de casa na companhia de Elisa para as festas que frequentávamos juntas e nem me achava tão “estilosa” assim.

— Eu conheço cada uma das meninas da turma como a palma da minha mão — disse o rapaz moreno ao meu lado, já preparando um novo arremesso na pista de boliche —, mas você sempre foi um mistério… sempre tão calada, sempre tão “nerd”.

Achei aquilo ofensivo. Naquela época, o termo “nerd” se referia a pessoas sem traquejo social que se limitavam a estudar de maneira compenetrada e a se comportar de maneira esquisita perante as outras pessoas.

— Eu não sou nerd. Não me chame assim.

Anderson jogou a bola pesada na pista e ficou esperando o resultado. Atingiu três dos quatro pinos que ainda restavam no pin deck e se maldisse com um palavrão.

— O que eu quis dizer é que você é diferente das outras meninas, Carla — ele tentou retomar o raciocínio, se esforçando para se fazer entender —, foi isso que me atraiu e me fez te convidar para sair, saca?

Eu tinha “sacado” e resolvi lhe dar o benefício da dúvida pelo resto da tarde.

Após o boliche, Anderson me levou para um bar perto da casa da sua família que ficava no bairro Praça da Árvore, Zona Sul de São Paulo, e de lá, me convidou para conhecer os seus pais.

Como era de se esperar, nenhum dos dois se encontrava quando adentramos a sala espaçosa da casa confortável onde ele morava e só então eu percebi que tinha caído na armadilha mais velha do mundo.

— Você sabia que os seus pais não iam estar aqui, não é?

Ele abriu um sorriso cínico por de trás daqueles lábios carnudos, e pouco depois, nós dois estávamos nos abraçando e nos beijando sobre o sofá de couro da sala.

Por mais que eu o achasse superficial e um tanto quanto convencido demais para o meu gosto, era inegável que o Anderson era um tremendo de um gostoso e eu precisava sanar as minhas necessidades sexuais. Após o meu envolvimento com o meu irmão mais velho, eu tinha ficado com a libido em polvorosa e o menor pensamento envolvendo sexo já me deixava acesa e com muita vontade de praticar.

Após me envolver em todo o seu clima de “pegação” sobre o sofá, o dono da casa, enfim, me arrastou para o quarto que ficava no andar superior da casa. Não esperou nada para arrancar a calça e começar a me exibir o que tinha entre as pernas. Fiquei abismada.

— Vem, Carlinha. Cai de boca no papai, cai!

Em relação à comprimento e espessura o garoto não deixava nada a desejar ao Mauro e eu me ajoelhei um tanto quanto afoita para começar a lhe fazer carícias orais e o satisfazer como ele bem esperava que eu o fizesse.

— Minha nossa! Onde foi que aprendeu a fazer desse jeito! Cacete!

Eu não era tão experiente no assunto, mas o jeito que Mauro havia me ensinado a fazer nele também funcionava em outros homens e aquele era o meu primeiro teste fora de casa. Pela cara de Anderson em pé diante de mim, eu estava me saindo bem.

Após o sexo oral, o garoto grande e forte quis retribuir e me senti um pouco envergonhada em tirar a roupa diante de um quase estranho. Por mais que estudássemos juntos há quase dois anos, eu não tinha muita intimidade com Anderson até aquele momento e senti o meu rosto queimar quando ele se livrou da minha calcinha e começou a cheirar as minhas partes íntimas.

— Que cheiro bom, Carlinha! Nossa! Você me deixa maluco!

Comigo sentada de pernas abertas na beirada da sua cama, Anderson segurou as minhas coxas e começou a penetrar a sua língua dentro de mim. Sorvia o meu suco fazendo barulho e tilintava o meu sininho com muito talento, me tirando o fôlego. Sem parar de me elogiar enquanto me chupava vorazmente, ele passou a me penetrar o dedo médio da mão direita sem parar de me lamber e aquilo me causou o primeiro orgasmo da tarde.

— Eu sabia que você era gostosa, mas não esperava que fosse tanto!

Segundo as minhas amigas Elenice e Fátima, eu tinha sido elencada por Anderson e os seus amigos tarados como a garota mais gostosa da sala em uma votação livre feita por eles. Eu tinha vencido a Ana Maria Santoro — que era uma garota linda de olhos verdes e cabelos loiros ondulados — por uma diferença de dois votos e tinha entrado no radar dos garotos depois disso.

Aquelas competições eram ridículas, mas realmente tinha gente que as levava a sério. Longe de estar preocupada em quem era a mais ou a menos gostosa da turma, eu só estava querendo me satisfazer na companhia do Anderson, e nesse quesito, o garoto de pele escura em cima de mim deu conta do recado.

Transar com alguém com quem eu não possuía grande intimidade era um tanto quanto estranho de início e assim que passou todo o meu tesão, eu saí da casa de Anderson um pouco frustrada comigo mesmo. Enquanto fazíamos sexo sobre a cama de solteiro, tudo tinha sido extremamente satisfatório, mas foi só o garoto gozar e a gente começar a se vestir que todo o encanto passou como num passe de mágica.

Na segunda-feira de manhã, passei por um verdadeiro interrogatório com as minhas amigas e nenhuma delas quis sossegar enquanto eu não lhes contasse os detalhes do que eu e o Anderson tínhamos feito juntos. Fiz um resumo tirando as partes mais picantes, mas elas ficaram bastante impressionadas pelo pouco que lhes contei.

— E ele é mesmo gostoso como dizem? — Quis saber a Elenice me puxando pelo braço enquanto avançávamos pelo corredor da sala de aula.

— Muito — confessei aos risos —, tem uma pegada incrível!

Enquanto as minhas amigas se orgulhavam de mim por ter “pegado” o garoto mais popular do colégio, o número de rivais que eu conquistei por conta da minha aproximação a ele só aumentou. Tive que enfrentar um sem-número de olhares enviesados em minha direção e mais uma porção de promessas de surras que eu levaria se continuasse a me encontrar com o Anderson.

A fim de aumentar um pouco mais o seu ego e alimentar ainda mais a já tremenda fama de pegador que ele tinha, o jogador de basquete meio que me ignorou ao longo da aula toda, mas quando deu o horário da saída, correu feito um cachorrinho adestrado abanando o rabo atrás de mim e me chamou para visitar a sua casa aquele início de noite.

— O meu pai vai trabalhar até tarde e a minha mãe tem cabeleireiro agendado à noite. Topa dar uns amassos?

Eu não tinha nada a perder e acabei aceitando o convite.

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