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Capitulo 4: Reconhecendo o desejo

~Christopher Carter

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"Está chovendo e eu corro aceleradamente, para chegar em casa. Quando chego já é tarde, ela está deitada no chão frio e tem a respiração pesada. Sua roupa está suja, seu cabelo espalhado na poça de sangue e seus olhos não têm o mesmo brilho de sempre, está opaco e sem vida...

-Estou grávida. - falou em sussurro com uma grande força. Seus olhos se fecharam e não ouvi mais sua respiração... "

Aquele dia foi o pior da minha vida. Eu perdi a pessoa que se doou por mim. Eu matei a mulher que fez tudo por mim, mesmo que não com minhas mãos, mas o motivo dela estar deitada sem vida no chão era minha. Eu fui negligente, e não me importei nenhum pouco com ela, só pensei em mim. Eu matei a mulher e mais que isso eu perdi meu filho. Aquele que eu nem sabia da existência, mas que eu tinha o pesar sobre mim. Eu nunca me perdoaria. Ninguém me perdoaria. Eu não mereço ser feliz, não mereço nada de bom que a vida tem, não depois de ter tirado a vida dela tão bruscamente. Eu sou um homem quebrado, que usava drogas para lidar com a dor, e sempre sou tentado a voltar a esses antigos hábitos. Sou fraco e totalmente estilhaçado.

Me levanto, e meu primeiro instinto é abrir a gaveta tranca de chave e abrir a pequena caixa vermelha, com frasco e seringa. Eu usava isso toda maldita vez que me sentia perturbado, que esse pesado insistia e me dominar. Pego o frasco, coloco a seringa e pego duas ml do liquido, era só disso que eu precisava. Estendo o braço, e injeto a agua na veia, liberando o liquido. Coloco de vota a seringa na caixa e atranco novamente na gaveta e me deito na cama, esperando que ele tivesse o efeito desejado. Respiro fundo, e deixo adrenalina me dominar. Fecho os olhos e sinto a dor se dissipar do meu peito, a ansiedade se vai. Me sinto sonolento e fora da minha realidade maldita. A sensação de bem-estar é tudo que eu preciso.

Não sei por quantas horas mais ou menos, fiquei deitado na mesma posição, mas senti uma necessidade desenfreada de agua. Me levanto e vou direto para a cozinha vazia, e pego um copo de água. Mais uma vez passaria uma noite em claro, não que o sono fosse meu maior aliado, ele sempre me levava viver a pior noite da minha vida. Faço o que eu faço de melhor. Pego o notebook e me concentro no trabalho. Ele tem sido o meu maior aliado por anos. Avalio alguns relatórios que estavam me preocupando. Percebo alguns erros que me parecem um tanto gritantes. Não havia outra explicação, tinha um rombo. E me pergunto como ninguém viu isso antes? Ninguém pareceu notar. Eu tenho uma infinidade de planos de negócios, mas não posso fazer nada com esses números. Os relatórios financeiros recentes estão abaixo, e alguns meses levando tudo assim, ignorando esses números, iríamos entrar na falência, não posso deixar isso acontecer. Não com a empresa que meu pai soou para erguer, não posso deixar um filho da puta destruir anos de trabalho, não na minha direção.

Me encosto no sofá e passo a mão no rosto e pego o celular.

-Marcus? - ouço a sua respiração pesada e sei que não é pelo sono.

-Espero que tenha um motivo muito bom, para me atrapalhar. - Ouço alguns sussurros - Fala.

-Suspeito que a empresa tenha sido roubada. - falo sem rodeio

-O que?!!! - Gritou do outro lado da linha. -Estou indo pra ai agora. - ele desliga e no mesmo momento mando um email para a Mayra, pedindo alguns documentos e para marcar a reunião.

Não importa se são quatro da manhã, ela é a da minha secretária... e que secretaria! Eu já estive com muitas mulheres ao meus pés e eu sei o efeito que causo nelas, mas a Mayra era de longe bem diferente. Ela tem um olhar que deixa qualquer mulher ao seu redor com inveja. Sua pele morena, me chama atenção de uma forma que nem mesmo eu poderia entender. Eu a desejo, mas não sei se alguém como ela poderia querer só sexo. Ela parecia aquela que gosta de um romance e eu não estou apta para dar. Eu não mereço, e nem quero isso novamente. Preciso me distanciar, ninguém precisa lidar com um fodido drogado. Então preciso olhar-lá com profissionalismo, o que é bem difícil quando somente com sua presença tenho vontade de tocá-la. Ela desperta meu interesse, ela me intriga e eu adoro desafios, mas esse é um que terei que me manter longe.

-Christopher, mostre os relatórios. - Marcus entra na minha sala como um furacão.

Mostrou para ele tudo. Os relatórios passados, as diferenças como no balanço que é apresentado aos acionistas aparece uma linha crescente dos lucros, enquanto nos relatórios os números caíram gradualmente a cada fechamento de mês.

-Quem acha que pode estar por trás disso? - Marcus fala com o semblante pesado.

-Não sei, mas vamos descobrir.

Nos concentramos em estudar o relatório com bastante concentração nos preparando para a reunião.

-Como você acha que os acionistas irão reagir? - Marcus estava jogando no sofá com um copo de café mão.

-Não sei. Mas é algo que precisamos enfrentar. - Falo me levantando olhando o relógio que marca cinco e quinze da manhã. - Agora vá embora. Você está fedendo a sexo.

-Teria sido o melhor se não tivesse me atrapalhado - fala colocando o copo na mesa e se levantando. - Da próxima vez arrume uma mulher para você ao invés de ficar sonâmbulo e atrapalhando minha foda.

-Vá se ferrar, Marcus. - falo subindo a escada e ouço ele gritar.

-Procure uma mulher pra você. - Por um inferno a única mulher que eu quero no momento é a maldita da minha secretária.

Chegando ao meu quarto, sei que não há tempo para dormir, e a ideia de injetar mais uma dose me ocorre, mas evito esse pensamento e agradeço por isso. Preciso chegar cedo e organizar as coisas para a reunião. Me concentro em montar uma apresentação, para uma das reunião, não dando abertura para o sono. Ainda estou puto por saber do roubo. Meu pai deu o seu sangue para construir esse império, e agora um maldito havia o roubado. Eu vou descobrir o fundamento desse roubo e o vingaria com as minhas próprias mãos. Minha alma já tinha sido entregue ao diabo naquela noite, não há nada que eu não possa fazer, que altere essa condição. Não há mais solução pra mim, e eu usaria bem desse ponto ao meu favor.

-Seja lá quem for, ele irá me pagar.

Chego por volta das oito e meia. A empresa está começando a ficar movimentada enquanto todos tomam o seus postos. A Srtª Evans já está devidamente no seu posto olhando algo em seu celular.

-Bom dia. - seu rosto empalidece e rapidamente guarda o celular.

-Bom dia, Sr. Carter. - fala sem graça.

-Srtª. Mitchell ainda não chegou? - falo olhando no relógio. Ela está atrasada. Sem esperar a sua resposta sigo para minha sala, ignorando a mesa da secretária vazia. Depois de mais alguns minutos vejo através do vidro fumê da minha sala, ela depositando sua bolsa em sua mesa. Ela está com uma saia apertada. Não sei como ela vai me encarar depois da grande descoberta. Eu gostava daquela mulher, sem pudor, sem regras, cheia de desejo daquela noite. E a queria firmemente.

-Na minha sala. - Falo ligando para o telefone, que ela atende em só toque.

Vejo cada passo dela, antes de entrar em minha sala.

-Bom dia, Sr. Carter. - Ela está nervosa, mas seu olhar está triunfante. Sua cabeça está erguida, como se a noite não tivesse dito importância, quando na verdade eu sei que ela me deseja, eu percebo em cada reação que o seu corpo tem.

Encosto na quina da mesa e cruzo as pernas levando meus braços cruzados ao peito.

-Precisa de algo? - Seu corpo fica rígido quando começo a me aproximar dela. Ela se mantém estática e me encarando. - Está a meia hora atrasada, Srtaª.

-Eu sei, me desculpe. - fala firme. - Tive que pegar o metrô hoje. - me aproximo mais dela.

-Você mais que ninguém deveria saber que eu detesto atrasos. - falou bem perto dela. - Você deveria ser punida por isso. - falo com a voz carregada de malícia. E ele recebe bem isso, já se ajeita e sua boca convidativa se abre várias vezes. Estou prestes a beijá-la, quando caio em mim. Me afasto e me sento novamente em minha cadeira. Ela continua parada me olhando. - Terá que cumprir hora extra. - Falou me desviando dela. Começo a olhar papéis aleatórios em minha mesa, só no objetivo de me manter focado e não fazer nenhuma das coisas que minha mente devassa está pensando.

-Sr. Carter, foram só trinta minutos. - Ela me olha perplexa.

-Está questionando, Srtaª? - pergunto apoiando o cotovelo na mesa, finalmente depositando o meu olhar ao seu.

-Não vou entrar no seu jogo, Carter. - ela se endireita mudando o peso da perna. - Se é assim que deseja, farei a hora extra, sem problemas

-Ótimo. - falo sorriso ladino -Preciso dos relatórios que te pedi nesta madrugada. Temos uma reunião daqui alguns minutos. - Ela assentiu

-Irei preparar tudo. Se não tiver mais nada, irei voltar ao trabalho. - acenei com a cabeça e autorizei a sua saída.

Me inclino mais na cadeira e só tento me manter controlado. Eu não sei o que acontece, mas eu perco totalmente a minha força perto dela. Seu olhar doce e ao mesmo tempo cheio de fogo me desmonta e me faz quebrar as regras para ter uma noite com ela. Sinto que fico sempre no limite com ela. Eu odeio isso.

Me levanto e pego a pasta e sigo para sala de reunião, seguida pela maldita. A sala já está cheia e Marcus dá início a reunião, explicando a maldita situação e métodos de saída disso. Não acho que nenhuma das proposta do Marcus sejam realmente boas, mas precisamos começar de algum lugar. A reunião segue normal, até que um sussurro do lado oposto da sala me chama atenção.

-Marcus, pare! Acho que Srtaª. Michel, tem algo pra falar. - Não que ela não chame minha atenção naturalmente, mas ela estava realmente prendendo a minha atenção me impossibilitando de prestar a devida atenção nas palavras do Marcus.

-Eu? - Confirmo com a cabeça. - Não me desculpe, eu não...- Olho em seus olhos e vejo aquele maldito olhar de novo.

-Vamos!!! Deve ter alguma coisa pra falar. - Mantenho o meu olhar intenso ao dela, enquanto ela desvia o olhar.

-Me desculpe, mas não fiz nada que atrapalhasse o curso da reunião. - a encaro bem nos olhos.

-Fale, agora. - ela me encara. - Vamos vai em frente. Estamos ansiosos para ouvir o que tanto murmurava a ponto de atrapalhar uma reunião importantíssima. - ela me olha nervosa, seus olhos estão fitos em mim, enquanto ela não sabe o que fazer com a mãos -Vamos, não tenho tempo.

-Bom, se o senhor quer mesmo a minha opinião, acho que manter as empresas abertas e demitir mais funcionários não traria nada de positivo a empresa nesse momento. - fico realmente interessado ao que ela tem a dizer.

-Ah é mesmo? E por que não? - todos estão em um silêncio absoluto, ninguém tem audácia dela de expor o que pensa.

-O óbvio, neste momento reduzir ainda mais o quadro de funcionários trará menos produtividade a empresa, e isso trará consequências tanto para o senhor, tanto para o nome da empresa. - faço um sinal para que Marcus se sente, e apoio o meu cotovelo na enorme mesa de vidro. Fito meus olhos no dela, e sinto que ela fica ainda mais tensa.

-E qual solução você sugeria?

-Bom, pode parecer louco. - ela solta uma risada, que faz meu coração apertar, " mais que merda é essa?" - A minha sugestão seria um golpe de marketing. Fechando as duas empresas filiais, seria um choque inicial no ramo da publicidade, perderíamos alguns investimentos inicialmente. Ficaríamos nas empresas que realmente que estão nos produzindo lucros, quando finalmente conseguimos reabrir as empresas fechadas, o seu nome será ainda mais conhecido, como o homem que nasceu das cinzas e ainda traria de volta os funcionários que estiverem disponíveis, rendendo emprego e uma melhoria na economia. Quanto aos funcionários, poderíamos reduzir o quadro, mas manter uma pessoa em duas funções é..- Ela estava começando a se empolgar.- Desculpa, mais trabalho mal feito. Poderíamos contratar estagiários, assumem essas funções com salários bem menores. E logo após isso, milhares de investidores viria por conta da sua fama, talvez pudemos começar com pequenas emp....- Percebo algumas pessoas se admirarem com a ideia, o que não é ruim, só estou puto por ela ter pensado nisso.

-Obrigado, Srtª pela opinião. - ela que sorria até então, fechou a cara. - Estão todos dispensados. - todos saem da sala sem falar nada. Marcus é o único que permanece estático.

-Não pode negar que a ideia é muito boa.

-Eu sei que é. Só não sei se devo confiar totalmente nisso, é um plano bem arriscado.

-É, mas até agora foi a solução mais completa que tivemos.. - fala abrindo o paletó e arrumando as pastas. - Superou até a minha.

-INFERNO!! -Não consigo pensar. Marcus me deixa na sala e eu sigo pra minha, ignorando ela sentada na mesa do lado de fora.

A Ideia dela foi ótima, mas é algo bem arriscado. Qualquer erro poderia jogar a empresa por água abaixo.

Noite caiu e entre milhares de reunião estou novamente em minha sala, aceitando que essa é a minha melhor solução.

-Na minha sala.- ligo para o seu telefone e logo em seguida ouço batidas. - Entre e sente-se.- posso ver o temor em seus olhos. E eu sei que ela estar com medo, seus passos são lentos e calculados, abraçada a sua agenda.

- Eu confesso que fiquei interessado na sua proposta. Mas ela é no tanto, um pouco arriscada. - falo olhando nos seus olhos.

-Bom, é aí que mora a parte ruim do plano. - ria nervosamente.

-Muito bem. Preciso que marque uma reunião com os acionista mais fluentes e me de a relação de estagiários e de empregados. - ela anotava tudo que eu dizia - Quero todas as informações, os desenvolvimento, a produtividade de cada funcionário. Eu mesmo farei o trabalho sujo. E a próxima reunião, você mostrar aos sócios que esse plano é viável. - Ela regalou os olhos e engoliu um seco

-Eu? - Levantei a sobrancelha e ela riu de nervoso. - Eu não posso...

-Pode e vai. - Me encostarei na cadeira. - O plano é seu, e você trabalhou a anos com o meu pai, sabe como convencer os velhos da sala. - Ela meneou a cabeça parecendo concordar. - Prepare apresentação, e os convença, embora acho que não será uma tarefa difícil, eles ficaram impressionados com a sua ideia. - Ele franziu a testa como se estivesse impressionada com o elogio.

-Você não pareceu muito animado. - Me alfinetou e eu dei uma leve risada.

-Maya, eu acabei de assumir a presidência, tenho um plano de negocio que pode ir por agua a baixo com qualquer deslize, e os acionista estão desejando isso, e descubro um rombo de milhões na empresa, e a minha secretaria chega com uma proposta maluca? - Ela continua me olhando, segurando a sua agenda. - Eu estou no limite aqui.

-Eu entendo. Mas sei que o senhor é capaz de reverter isso - ela sussurrou. - Não é como se você já não fosse grande no ramo dos negócios. - Então ela sabia de mim mais do que imaginei.

-As revistas aumentam.

-Até sobre sua vida amorosa? - ela perguntou e eu franzi a testa.

Sei bem o que as revistas dizem ao meu repito em ralação as mulheres com quem eu saio.

-Interessada na minha vida particular? - ela se endireita na cadeira e tosse.

-Não, Sr. Carter. - estreitei os olhos, e ela desviou o olhar de volta para sua agenda. - Mais alguma coisa?

-Vamos trabalhar juntos parti de amanha, então chegue cedo e se acomode na minha sala. - Ela arregalou os olhos e quase me deu vontade rir. - Eu não vou te morder Mitchell. - Embora esse seja exatamente o meu desejo. - Mas a ideia é sua, precisamos trabalhar nisso juntos. - Senti minha perna formigar por ter proposto essa ideia idiota de chama-la para trabalhar na minha sala, e ela umedecendo os lábios a cada segundo não alivia nada na minha vontade de mate-la longe. - Mitchell!!! - ela me olha assustada como se estivesse saído de um transe.

-Oi... Estou anotando.- sua atenção está no bloco, e a minha na sua boca.

-Não faça isso! - Ela tem que parar de comprimir os lábios.

-Isso o que? - ela me olha confusa, mas ao longe eu percebo a sua malícia.

-Você não sabe o desejo que causa em mim, não é mesmo? - falo me encostando na cadeira dando um sorriso ladino.

-Sr. Carter...- me levanto e vou em sua direção. O seu olhar acompanha cada movimento.

-Você deveria se lembrar que não costumo controlar muito bem os meus desejos. - Chego perto dela e aproximo de seu ouvido. - Ainda se lembra disso?- mordi seu lóbulo e ela deixa escapar um gemido. Sem mais delongas, a levanto e ela vem sem nenhuma restrição e a sento na mesa. Me coloco no meio de suas pernas e percorro minhas mão entre sua coxa e ela começa a tirar meu paletó, enquanto tomo tempo me concentrando em depositar beijos e mordidas em seu pescoço

-Senhor Carter, não podemos. - Ela fala e meu controle parece voltar ao normal.

Me afasto dela, e sinto como adrenalina do meu corpo estivesse alta, caminho novamente para o meu lugar, apoio as mãos na mesa, por que eu sei que não devemos fazer isso. Respiro fundo e volto olhar para ela que já está de pé.

-Ok, vamos focar no que importa. - Ela concorda, mas também tem a respiração ofegante. -Imprima o relatório mensal dos últimos seis meses, e vamos analisa-los juntos.

Eu não precisava desse documento impresso, poderíamos abrir tranquilamente em nossos iPad, mas eu precisava de um minto para me recompor antes de voltar a trabalhara o lado dela. A empresa já está quase vazia, e teríamos muito tempo ainda para estarmos lado a lado. Mas eu quero manter tudo no profissional. Sentei na minha cadeira, jogando o meu corpo, respirando fundo ainda olhando por onde ela passou, sentindo meu corpo queimar, adrenalina pulsar, mais do que quando injeto na minha veia. Nesse momento eu notei o quanto eu desejo essa mulher.

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