
Redenção de um CEO - Serie irmãos Carter (1)
Resumo
Christopher Carter, um homem frio e determinado, manchado pelos traumas do passado, se lança de cabeça na sua nova função de CEO, disposto a fazer tudo pela empresa. Ele só não esperava trilhar o caminho do amor, e que nesse caminho surgissem tantos problemas e sentimentos desconhecidos. Mayra Mitchell, uma menina boa e gentil e com um futuro promissor, ver tudo desandar quando a função de CEO é ocupada por um novo chefe arrogante. Sua vida vira de cabeça para baixo desde o primeiro encontro. Uma noite, alguns segundos, podem sim mudar o rumo da vida de duas pessoas. Até onde eles estão disposto a ir para viver o amor? "...Eu nunca achei que teria uma chance na vida de encontrar alguém que realmente valesse a pena se entregar..."
PRÓLOGO
~ Mayra Mitchell
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Sábado 31/01/2017
21:00 pm.
Estar sentada em uma mesa com uma série de pessoas que você não conhece, não é bem o final de semana que eu esperava ter, pelo menos não foi para isso que me esforcei tanto para montar essa festa, embora todos parecem estar bem animados.
Talvez o problema seja eu, meu humor não é o melhor, e minha vida parece um pouco bagunçada agora.
Tento sorrir para uma conversa ou outra enquanto seguro a mesma taça de champanhe de quando eu cheguei. Embora esteja com a vida amarga, é bom estar aqui. Confesso que é melhor do que estar em meu apartamento sozinha, chorando por alguém que não merece. Se a Ruby estivesse aqui ajudaria um pouco. Mas a Ruby é como é, não se privaria uma noite toda em uma mesa de conversa sem graça com colegas de trabalho. Ao invés disso, minha colega de casa está a metros de mim em uma conversa bastante calorosa com um cara que não conheço. Essa cena é comum.
Essa é a Ruby. Mulher independente e decidida, bem ao contrário de mim, que sempre me apeguei demais as pessoas, e em um babaca em específico que estragou tudo.
"Não é hora para isso" - sou repreendida pela minha própria consciência que deve estar com pena de mim agora.
Tento jogar minha decadência para o lado e bebo o último gole da minha eterna taça de champanhe e vejo o Marcus, nosso futuro vice presidente. Sua atenção chama a minha, ele tem os olhos pregados a mesa da Ruby e percebo seu olhar de reprovação ignorando a morena ao seu lado. Sempre questionei a Ruby em relação ao Marcus, mas o seu orgulho em mostrar ser um espírito livre, nunca, jamais, em hipótese alguma assumiria algo com um cara como ele.
O pegador. O acessível. O Carter legal.
Marcus é o filho do meio do meu chefe, e digamos que o mais fácil de lidar, responsável, e gato, mas sua fama é de mulherengo. Tem o mais novo, esse vive dando dor de cabeça ao velho Carter, escândalos atrás de escândalos. Não é o que digamos ser responsável e sério, o que é bem ao contrário do seu irmão mais velho. Nosso futuro presidente.
Christopher Carter.
Prepotente.
Orgulhoso.
Presunçoso.
Brilhante.
Confesso que tive curiosidade de conhecê-lo pessoalmente, mas o contato era quase impossível. A única vez quem que tive a oportunidade, fiquei de cama e faltei o trabalho. Mas não lamento tanto, não é um homem de arrancar elogios por onde passa com seu jeito turrão, exceto pela sua aparência.
Que homem!
Já havia passado alguns dias olhando notícias sobre ele. Se não fosse tão arrogante, sua aparência compensaria, o que faz jus a revista da Forbes de ser o Solteiro empresário mais cobiçado de Nova York.
Ao longe vejo ele de costas na mesa com os seus pais. Sua postura é rígida e séria o que me faz tremer só de pensar em trabalhar ao seu lado todos os dias. Poderia não ser tão sacrificante se ele se manter de boca fechada, afinal o cara parece ter sido pintado a mão, parece um deus grego.
Sou interrompida por uma mão no meu ombro.
-O que uma mulher tão linda faz sentada sozinha? - meus pensamentos mirabolantes é interrompidos por Enzo, o chefe de TI. Olho para a mesa cheia e percebo que minha solidão está gritando para todos que passam.
-Hum… só tô cansada demais para qualquer interação. - suspiro - Estou só estou apreciando.
Acho que fiquei tão cega todos esses anos na barra do Jason, que não percebi que na empresa havia tantos caras bonitos. O Enzo é um. Bem alinhado em seu terno, barba rala e cabelo preto bem penteado, o que é incrivelmente estranho para alguém que exerce uma função de nerds.
-Incrível como precisamos de algo nesse nível para apreciar algumas coisas. - ele sorri. Ele está flertando?
-Como por exemplo? - Ainda sei fazer isso?
-Você! - ele é direto que me deixa sem graça -Trabalhamos tanto tempo e não havia reparado quão linda é -Ele está flertando e comigo. -Estava cego, certamente…
-Tenho certeza que nossos chefes ficariam orgulhosos em saber que estamos tão focados no trabalho. - ele sorrir e se prepara para sentar na cadeira que acabou de ficar vazia.
-Enzo? - É voz do meu chefe. Sr. Carter Pai. Um senhor alto, de boa aparência, cabelo grisalho e bem para um senhor de setenta anos preste a se aposentar.
Arnold Carter é um homem incrível. Durante todos esses anos, sempre reservado e focado. Mesmo com tanto trabalho, sempre fez questão de conhecer cada funcionário desta empresa pelo nome, o que o torna ainda mais admirável.
-Poderia emprestar a minha secretária por um minuto? -Sua classe é espetacular.
-Claro Sr. Carter. Com licença. -ele se levanta e sorri para mim em seguida. Sr. Carter se senta na cadeira vaga e se dirigi a mim.
-Primeiro gostaria de agradecer. Está tudo magnífico!
-Senhor, não precisa...
-Na verdade, preciso. Não só por isso -referiu-se a festa. - mas também pelos seis anos que esteve comigo. Sendo uma secretária exemplar.
-O senhor está me deixando sem graça. -Sorri tentando esconder minha vergonha.
-Só quero te pedir uma coisa. O meu filho, Christopher. -ele ficou tenso de repente. -É um ótimo menino, responsável, dedicado, comprometido, mas é um casca dura de roer. Espero que tenha um pouco de paciência, e o ajude como me ajudou, e que se deem bem.
-Prometo que farei o que for necessário para manter o mesmo nível de trabalho.
-Eu sei que sim, filha. -disse batendo em minha mão. -E chega de Senhor, me chame de Arnold.
-Desculpa senhor... Arnold -sorri e vi a Sra. Carter se aproximar.
-Querida, você está linda! - diz sorrindo.
-Obrigado. A Senhora também. - falo sorrindo. Vê os dois me faz lembrar da minha mãe e o meu pai sempre foram tão apaixonados e isso me pensar que será que o amor tem mesmo um fim? Como já diz nos votos de casamento, na saúde e na doença, até que a morte nos separe. Tenho certeza que teve sim um prazo de validade para o meu pai, o amor deles foi expirado antes mesmo da parte "até que morte nos separe". Eu deveria saber, amores nem sempre são reias, e eu que pensei finalmente ter encontrado o meu, mas acabou antes mesmo dos falsos juramentos ao pé de um altar.
-Estamos em uma festa, sem formalidades. Nada de senhora, só Vivian. -Apenas assenti. - Arnold, querido! Precisa se preparar. Logo é o discurso. - ela diz suavemente e ele se põe de pé.
-Claro!!! Tenha um boa festa... Ah, como pude me esquecer. Tem um documento em minha sala, preciso entregar para um dos nosso financiador. Você poderia pegá-lo?
-Arnold!!! Estamos em uma festa. -veio a repreensão de sua esposa.
-Se não for incomodo...- disse cabisbaixo
-Não! Sem problemas. A noite é de vocês. Eu irei buscá-lo.
O doce casal sorriu e saíram em direção a uma mesa de senhores.
Desço mais um andar, e consigo ouvir o meu salto estalar no chão de porcelana. A sala da presidência é a última do corredor. A porta está aberta e tem alguém sentado na cadeira virado para o paredão de Nova York. A única luz que existe é o reflexo dos prédios ao redor, que não me deixa ver quem está sentado.
-Senhor, a festa é no último andar. Não deveria está aqui. - falo esperando alguma resposta mas ela não vem. Minha curiosidade quer que eu chegue mais perto, mas minhas pernas não obedecem.
-Senhor? - de repente todas as luzes dos prédios ao redor se apagam.
Em nova York tem muito isso, blecaute. Mas tem que ser agora? Estou diante de alguém que pode ser uma maníaco, estuprador, talvez até um assassino... "Chega de séries" faço uma nota mental. Ainda sim o meu medo fica mais latente quando ele se vira e caminha em minha direção. O homem é extremamente alto, sua postura é rígida. Sinto o seu perfume amadeirado e viril me fazendo ficar com vontade de chegar ainda mais perto e sentir o seu cheiro. Tenho vontade de falar algo que o pare, mas também quero que ele se aproxime.
"o que estar acontecendo?"
Sinto um choque em meu corpo quando suas mãos pegam em meu braço. É algo novo, algo diferente. A sua mão começa a subir, subir e subir, parando em meu pescoço. Eu não consigo ter nenhuma reação, meu desejo é beija-lo, "o quão louco isso parece?" Muito!!! mas eu quero beijar o desconhecido. E não demora até que isso acontece.
Seus lábios macios encontram os meus. Inicialmente lento, mas desejo por algo mais rápido, e como se ele pudesse ler minha mente, sua boca me toma por completo. Sua língua toma conta da minha boca e sua mão toca a minha cintura me levando para mais perto, perto o suficiente para sentir seu volume em minha barriga. Minhas mãos se insinua pelo seu pescoço, para aprofundar ainda mais o beijo. Mas ele, com suas mãos, segura os meus punhos no alto para me bloquear, ficando a sua mercê. Com desejo de mais, suas mãos pegam em minha bunda e me levanta de modo que as minhas pernas fiquem agarradas em seu quadril e a minha intimidade bem encostada ao seu volume. Esse simples toque desperta em mim coisas que estavam adormecidas a anos. O desejo de ser possuída. Minha intimidade começa latejar tanto, desejando ele, que tenho vontade de rasgar a sua calça e fazer parar. Minha calcinha está totalmente molhada, implorando por ele.
"Será que realmente vou fazer o que estou quase fazendo?"
A pressão em meus punhos são diminuídos, de repente ele me coloca em cima da mesa e se encaixa entre minhas pernas. Nosso beijo está cada vez mais feroz, sinto sua mão aperta o meio das minhas coxas, e seu dedão faz movimentos circulares em minha intimidade por cima da calcinha molhada. Sabendo bem o efeito que ele está causando. Nossas bocas se descolam por um minuto, para recuperar o fôlego, mas o seu dente prende o meu lábio inferior como seu eu fosse louca de parar esse beijo.
Minha consciência pede para parar imediatamente. Mas está claro que meu cérebro entrou em pane no momento em que as luzes se apagaram.
Sua habilidade e sua vontade em seus toques, não me deixam duvidas do que vem a seguir. Deslizo minhas mão em sua cintura definida, enquanto ele desliza a mão entre minha intimidade. Subo minha mão lentamente pelo seu peitoral, e ouço um suspiro de excitação. Não ouvimos nada, somente os nosso gemidos abafados pelo beijo. Quando sinto que sua mão está prestes a ultrapassar a barreira que a calcinha estar ocupando, as luzes voltam.
Ele rapidamente se alinha e antes que eu consiga vê o seu rosto, consigo ouvir os seus passos no corredor.
Estou sem fôlego, ainda meio perdida, não entendendo muito bem o que acabou de acontecer.
"Eu estou ficando louca!!"
É o único pensamento que consigo formular. Estava preste a me entregar ao completo desconhecido. Mas eu não tenho culpa, o seu cheiro me inebriou, sua boca me tomou de uma forma, que tudo que eu queria era implorar por ele dentro de mim. Esse não é o meu feitio, óbvio que não. Eu não me entrego a qualquer um, mas estava preste a me dar a alguém, na mesa do meu chefe.
Minha respiração está pesada, e em cada inalação posso sentir o perfume dele impregnado em mim. Havia até me esquecido o que tinha vindo fazer. Eu não tenho nem presença de espírito para me recuperar. Estou em outro mundo, um mundo imposto por um desconhecido perturbador!
-O documento!!! - é isso! Vasculho a mesa bagunçada a mesa e vejo o documento que ele precisa. - Ok, acho que preciso arrumar isso. - Faço uma organização rápida e desesperada, como se estivesse a ponto de ser pega no flagra. Termino e finalmente ajeito o meu vestido e tento manter a minha postura. Respiro lentamente para normalizar e seguir para o elevador.
Não sei o que mais me deixa louca, minha curiosidade de saber quem é ou por desejar saber o que aconteceria se não tivesse ido embora. eu só sei que meu corpo clama por mais. Lidaria com a vergonha amanhã, mas ainda sim preciso de mais.
