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Prólogo – Ele acordará em breve

Oi amores, tudo bem? Estamos de volta com a aventura do nosso demônio favorito! Lembrando que essa história é uma criação minha, e que acrescentei minha visão dos Deuses já conhecidos e citados nela. Por tanto, são de minha total responsabilidade. Escrevo por prazer, logo, não sou profissional. Espero aprender e evoluir com todos vocês. Estou sempre aberta ao diálogo, lembrando que sempre é bom manter o respeito com os coleguinhas.

Para aqueles que estão começando a ler por esta história, a primeira parte da série está no app NovelToon. Devido eu ter fechado contrato com eles, não posso tirá-la de lá. Trarei alguns capítulos dela aqui, apenas como degustação, pois faz parte do contrato não divulga-la inteira em outras plataformas.

Sem mais nada a dizer, espero de coração que gostem, pois como já mencionei no livro anterior, essa história é muito especial para mim.

Beijos e um cheiro a todos, desejo um ótimo mergulho no mundo de Khan e Aiyê.— Queen B.

***

Foi despertado por uma energia obscura que invadiu o quarto. Reconhecendo-a no mesmo instante, abriu os olhos e se levantou. Cobriu Lia para que continuasse aquecida, e rumou para a sala da pequena cabana.

— Que novidades trás para mim hoje... Naphula? – Interrogou depois de fechar a porta de correr, e se sentar na cadeira de palha.

— Consegui localizar a Rainha, meu Senhor. Ela tem ido a todos os lugares onde a energia do Rei está sendo deixada.

Franziu o cenho ao ouvir aquilo.

— Atraída tão facilmente? Achei que odiasse Khan. – Comentou pensativo.

— A ligação entre Abati e Inati é profunda, e os sentimentos intensos demais para simplesmente ignorá-los, wenidimi (irmão).

Foi surpreendido com a presença de Sitri e Haures, tinham surgido a seu lado esquerdo sem que percebesse a aura deles. Estavam cada vez melhores em esconder suas presenças.

— Tem razão, e isso significa que temos uma chance! – Afirmou.

— Naphula, avise Nezha, diga que se prepare. Logo o Rei da Conquista despertará! – Anunciou sorrindo, uma euforia percorria por seu corpo.

— Sim, senhor. – Naphula assentiu, se teleportando por meio da fumaça escura, desaparecendo em seguida.

Passando a mão na cabeça de Haures, obteve a atenção dos olhos vermelhos.

— Como ele está? – Quis saber.

— Dorme tranquilo, mas os sonhos se repetem. São sempre com Inati.

Ouvir aquilo fez seu peito apertar. Seu irmão estava destroçado, o amor que sentia por Aiyê nunca desapareceria. Ainda que Trinity estivesse fazendo uma verdadeira bagunça nas memórias dele, ela era a única que ele não esquecia.

— Vamos recuperá-lo, prometo. – Jurou, vendo os leopardos abaixarem a cabeça.

Ainda que possuíssem uma força descomunal, na forma de pensar, eram apenas crianças. E como toda criança, sentiam falta dos pais. Alguns dias ficavam tão tristes que sequer falavam, sentiam tudo o que Khan e Aiyê sentiam e sofriam em silêncio.

Tiraria seu irmão daquele lugar, não importava o que tivesse que fazer. Romperia quantas regras fosse preciso para aquele propósito!

Ouviu Lia se mexer na cama, e levantou. Precisava se juntar a ela, antes que percebesse que tinha saído.

— Descansem, logo nos encontraremos com Nezha. – Recomendou, e os viu voltar para a dimensão umbral.

No entanto, antes de deitar na cama, sentiu outra energia. Aquela noite estava agitada. Retornando para a sala, encontrou Ose ajoelhado de frente para a cadeira. Estava a sua espera.

— Meu senhor, trago notícias do submundo.

— Diga. – Pediu, se sentando novamente.

Falava baixo e fazia o mínimo de barulho. Entendendo seu motivo, o demônio prosseguiu.

— Belzebu está focado em se aproveitar da situação do Soberano Beleth. Aliou-se aos Descendentes Celestiais deste mundo, e procuram pela Rainha.

— Isso é uma péssima notícia. – Mencionou irritado.

— Em partes, meu senhor. Apesar dos inimigos estarem se unindo, também ganhamos aliados. – Revelou. Se curvando, Cheng apoiou os cotovelos nos joelhos e o encarou.

— Quem?

— Rei Paimon e Rei Belial assumiram abertamente o apoio ao Soberano. No entanto, seus respectivos representantes aparecerão somente quando Rei Beleth despertar.

— Entendo... Bem, não importa. – Deu de ombros voltando a se encostar na cadeira. — Ele acordará em breve. – Revelou vendo os olhos vermelhos de Ose brilharem na penumbra do cômodo.

Os Arcanjos não se uniriam a nenhum dos lados, pois estavam em sua própria busca por Uriel. Temendo o peso da punição, Rafael havia se entregado de bom grado.

Não esperava que o pai de Aiyê os ajudasse, Apollyon nunca se uniria com ao algoz da própria filha. Porém, sabia que ele não negaria parte de seu exército a ela.

Precisavam dela, não apenas para libertar Khan, mas para ganharem mais força contra Belzebu e a Ordem.

— O que está fazendo? – Foi pego de surpresa com a indagação de Lia, e virou o rosto na direção da porta.

Coberta por um robe rosa de seda, ela se encostava no batente lateral direito da porta, o olhando com curiosidade.Não podia ver Ose, e isso deixava a situação ainda mais engraçada. Se o tivesse ouvindo conversando, diria que estava ficando louco, ao imaginar que estava falando sozinho.

— Pensando. – Mentiu, e viu Ose rir.

— A essa hora? Não é trabalho, é? Porque se for, eu vou bater em você! – Ameaçou, se aproximando.

Sentando em suas pernas, beijou seu rosto e o abraçou. Retribuindo o abraço dela, olhou para Ose e riu sem jeito.

“Depois conversamos melhor.” – Disse por meio de pensamento.

Acenando com a cabeça, o demônio desapareceu no meio da fumaça, que naquele momento estava invisível.

— Não está com frio? – Ela perguntou, se afastando para olhá-lo.

Usava apenas uma calça de moletom. Por mais que o clima das Maldivas fosse refrescante, pela madrugada o vento trazido pelo mar tornava as noites frias.

— Estou. – Confessou.

Pegando em sua mão, ela desceu de suas pernas.

— Vamos voltar pra cama, você pensa amanhã.

Rindo, a seguiu sem resistência. Naquele momento não queria pensar em mais nada além dela.

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