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Capítulo 3 - parte 2

O caminho até a empresa foi feito com velocidade e pressa. Ethan guiou o carro pela estrada vazia que levava até a empresa com velocidade o suficiente para quebrar inúmeras leis de trânsito, mas aquilo não importava muito, afinal, o caminho que levava a alcateia até a empresa era uma rodovia que apenas quem morava em Lakemoonutilizava, logo, não costumava ser movimentada ou ter uma fiscalização rígida.

Ele fazia aquele caminho em quase todas as manhãs, algumas vezes mais rápido que outras, e não demorou até ver os portões da empresa, imponentes, erguendo-se na entrada da empresa, movimentada como sempre. As indústrias Bankov empregava a maior parte de Lakemooncom salários muito justos, apesar do monopólio que tinham sobre a região.

Bankov guiou o carro para dentro e estacionou, cumprimentando os seguranças, lobos de sua matilha disfarçados entre os humanos para manter o perímetro seguro.

A matilha garra sangrenta havia decidido, há muitos anos, manter uma convivência pacifica com Lakemoone, atualmente, proteger a cidade era um dos trabalhos da alcateia, mesmo que ninguém soubesse.

Ele caminhou rapidamente em direção ao prédio central da empresa, completamente em vidro, que reluzia sob a luz do sol, um centro luxuoso e tecnológico em meio a mata verde.

Assim que chegou até o elevador e entrou nele, apertando o botão que o levaria ao andar presidencial, ele suspirou levemente, olhando para o relógio e percebendo que estava apenas dois minutos atrasado, não foi tão ruim, afinal.

Assim que Ethan saiu do elevador, sentiu duas mãos pesadas segurando suas costas com força e o sacudindo, enquanto um riso divertido chegava aos seus ouvidos.

— Ha, ha, meu bom amigo Ethan, obrigada, obrigada — Jhon disse, rindo vitorioso enquanto, ao longe, Sirius resmungava. — Apostei com Sirirus que Loren não te deixaria sair da cama na hora certa e, por dois minutinhos, esse otário agora me devem cinquenta pratas.

— Apostou cinquenta dólares que eu me atrasaria? — Ethan perguntou, incrédulo.

— E eu apostei cinquenta que não, já que você é sempre tão pontual — Sirius falou um pouco mais alto, ainda olhando para a tela de seu computador, insatisfeito. — Logo hoje você resolveu se atrasar cara, serio?

— Na próxima, me avisa das suas apostas e eu tento te ajudar — Ethan retrucou, se sentando em sua cadeira logo atrás de sua mesa, abrindo seu notebook. — O que temos para hoje?

— Três reuniões com a equipe do projeto para a universidade da cidade, uma outra com os funcionários do setor de produção e o Jhon precisa comprar flores pra garota dele — Sirius listou, digitando rapidamente em seu teclado.

— Flores pra Nora? — Ethan perguntou, olhando para Jhon, que encolheu os ombros. — Não sei o que tá acontecendo com ela, mas ela anda meio estressada ultimamente, então queria fazer uma surpresinha.

— Desde quando você é tão sentimental? — Sirius cutucou o amigo, o alfinetando de forma acida.

— Se você tivesse achado sua companheira entenderia, mas como ninguém te quer, fica aí amargurado — o outro devolveu, irritado. — Não precisam vir comigo se não quiserem.

— Não, eu vou, quem sabe pego algo pra minha mãe também — Ethan disse, dando um tapinha no ombro do amigo. — Tenho certeza que a Nora vai gostar.

— Espero que sim, to cansado dela tentando me matar em toda lua cheia — Jhon brincou, rindo.

Como sempre, ele era o mais bem-humorado do trio.

Eram amigos desde a infância, os três tinham o habito de vagar pela cidade quando eram apenas crianças, fazendo o inferno nas casas das pessoas que moravam perto da mata, acabando com jardins, cercas, provocando animais, eram uns pestinhas. Depois de um tempo, com a idade, ficaram ainda mais amigos, até que Ethan assumiu a alcateia e nomeou Jhon como seu beta e Sirius como seu Gamma, não havia em quem Ethan confiasse mais que nesses dois, eles eram os únicos que podiam ocupar tais cargos.

O resto do dia passou lentamente entre uma reunião e outra. A empresa era como um grande centro, haviam três prédios grandes e outras pequenas estruturas, cada uma com sua função. Atuavam no segmento de construções, fabricando soluções ambientalmente aceitáveis, eram os pioneiros na ação de preservação ambiental nas construções, algo que os Bankov se orgulhavam.

E desde que Ethan assumiu a presidência, a empresa aumentou ainda mais seu faturamento, gerando mais empregos, tanto para a cidade, quanto para a alcateia.

Ele estava se mostrando um líder exímio, em ambas as funções, mas sabia que isso não o livraria da responsabilidade de encontrar uma Luna. E esse foi o pensamento que não deixou sua cabeça durante todo o dia, tirando sua concentração.

Quando o sol estava quase se pondo, Jhon fechou seu notebook e pegou seu paletó, o colocado enquanto okhava para os amigos.

— Vamo, antes que a floricultura feche — apressou os outros dois, que resmungaram.

— Cara, você acha flor em qualquer canto dessa floresta — Sirius resmungou, entrando no elevador ao lado de Ethan.

— Não acho as flores favoritas da mina companheira em qualquer canto da floresta, Sirius.

— Parem de brigar e vamos logo, se você chegar sem essas malditas flores, é capaz da Nora te colocar para dormir ao relento hoje! — Ethan brincou, apertando o botão do elevador que os levaria para o térreo.

***

Aquele foi o primeiro dia de Lucy.

A inauguração da floricultura foi um sucesso, bem, ao menos foi melhor do que ela imaginou que seria.

No dia anterior ela foi até o local para receber o seu carregamento de flores e plantas, tinha de rosas a suculentas, e levou o dia inteiro para arrumar tudo dentro da loja, decorar as prateleiras, organizar os buques prontos e pendurar a fachada que trouxe consigo na viagem, desenhada por sua própria mãe antes do acidente.

O instalador a colocou no dia anterior, as ove da noite, mas ela não se importou em ficar lá até mais tarde esperando isso, ver a placa ali lhe deu uma força de ânimo e lhe aqueceu o coração.

“Floricultura Sussurros do vento”, era esse o nome que Elaina desejava colocar e foi esse o nome que Lucy colocou. Sua mãe dizia que o vento levava o aroma das flores para os apaixonados, sussurrando no ouvido deles juras de amor. Sua mãe sempre foi uma mulher muito romântica, apesar de nunca ter se envolvido com ninguém além de seu pai, quem Lucy nunca conheceu.

Quando o seu primeiro dia acabou, havia vendo vários buques, principalmente de rosas, e também muitas suculentas. Os comerciantes do centro foram extremamente receptivos e vários compraram flores e plantinhas para decorar suas lojas. Dorinha e Jorge a visitaram logo cedo e a senhora fez questão de deixar uma marmitinha com almoço para ela logo que a tarde chegou, já que Lucy mal teve tempo de respirar naquele dia.

Estava apenas colocando as plantas maiores para dentro antes de fechar, o movimento do dia foi ótimo e ela estava feliz, com certeza passaria em algum lugarzinho para comprar um lanche antes de ir para casa e dormiria como uma pedra para acordar bem cedinho no dia seguinte.

Mas antes que ela fechasse de fato, um carro preto elegante parou a frente da floricultura.

Do lado de fora, Ethan, Jhon e Sirius discutiam dentro do carro sobre o que Jhon deveria comprar. Quais tipos de flores mulheres como Nora gostam? Ele estava nervoso, tudo o que queria era agradá-la.

— Tenho certeza que o que você comprar ela vai gostar — Ethan disse, saindo do carro e sentindo o cheiro de rosas e tulipas acerta-lhe em cheio no rosto.

Era tão forte, quase sufocante.

Mas desde quando cheiravam tão bem assim?

A intensidade do cheiro o distraiu tanto que, quando percebeu, Sirius e Jhon já havia entrado no estabelecimento, e ele precisou apressar o passo para alcançá-los. Ele caminhou rapidamente em direção a entrada, empurrando a portinha de vidro e ouvindo o sino tilintar. Dali, podia ouvir a voz de Jhon, mesclada a uma voz feminina risonha e doce que parecia cantar para ele.

Os olhos de Ethan se fiaram na figura pequena que mostrava a Jhon alguns buques e ursinhos de pelúcia, e ele lhe pedia conselhos quanto a sua escolha. Mas suas vozes soavam para Ethan como plano de fundo enquanto ele puxava o ar com força, inspirando o aroma delicioso que atiçava todos os seus sentidos. Não era somente o cheiro de flores, ele tinha certeza, não poderia ser. Era doce, arrepiava cada pelo de seu corpo, e fez Rowan rugir, deixando os olhos de Ethan vermelhos como fogo por um momento enquanto ele a olhava sorrir para Jhon de forma gentil e delicada.

“É ela!”, Doria rugiu, fazendo o coração de Ethan errar as batidas. “COMPANHEIRA!”

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