Capitulo 3: Definindo os pontos
Parei assim que vi o homem enorme parado na minha porta de braços cruzados e me olhando.
Dessa vez eu consegui identificar seu olhar, e confesso que não gostava.
-Que explicação? - suspirei e caminhei até a porta, mas seus braço fechou a minha passagem.
-Não se faça de cínica. - ele curvou seu pescoço para alcançar meus olhos. - Onde você estava?
-Não te devo satisfação, Marcus. - cruzei os braços e encarei o homem de igual para igual.
-Sim, você deve quando você me deixa malditos quarenta minutos te esperando.
Ele me esperou por tanto tempo?
Isso definitivamente foi uma surpresa para mim.
-Você realmente me esperou? - ele passou a mão no rosto e se aproximou ainda mais.
-Não é isso que está em discussão.
-Eu só fiz uma favor a gente.
-Mais que merda você está falando? - seu braço que estava na porta agora segurou meu rosto. - Você transou com ele?
-O que? - Eu não vou responder essa pergunta.
Eu sai do jantar com o cara, mas nada aconteceu. Fomos para um bar e bebemos algumas bebidas, mas por um motivo desconhecido eu não fui até o fim.
-Sinceramente não estou vendo sentindo nisso tudo. - sua mão bateu no batente da porta e isso me assustou.
-Responde a porra da pergunta. - suas palavras saíram mais como um rosnado.
-O que está fazendo? Você vai acordar a Mayra!
-Foda-se!! - ele segurou meu maxilar com mais forma e me encarou. - Eu não sou um moleque que você faz o que quer. Me responda a merda da pergunta.
-Marcus... - Minha voz começou a falhar. - Regra número um, lembra? - ele deu uma risada anasalada e por um instante parece ter voltado a consciência.
-Droga! - ele me soltou e respirou fundo. - Quer saber? To nem ai. É isso! Estou aqui porque eu realmente mereço uma explicação, estou me fodendo se você transou...
-Eu não transei com ele. - Ele me encarou e fez um "ah" silencioso. -A gente só bebeu e eu acabei me molhando com a chuva e foi só isso.
Não sei por que estava dando explicação a ele, confesso que fui uma má caráter em deixá-lo, mas tudo que eu estou sentindo agora é medo. Meu passado me fez pisar em ovos. E só tenho medo que todo esse desejo nos consuma no final disso.
-Cenoura... - sua voz estava mais mansa. - Fiquei puto, muito puto por me deixar plantado. Na verdade eu nem sei porque tô aqui, ou sei... Sei lá, mas eu me importo com você. E tenho certeza que você fez um mal negócio me trocando por aquele idiota.- Sorri e ele riu abertamente. -Nós somos amigos, certo? - concordei ele pareceu sem jeito. Sua mão deslizou para o bolso e começou a caminhar.
Ouvi os passos dele atrás de mim e por instante me virei.
-Somos uma espécie de amigos colorido agora? - ele parou e por uns minutos, depois se virou.
-Acho que sim. - concordei e ele me encarou com a cabeça inclinada.
-Quer entrar? - ele continuou me olhando. - Acho que tenho alguma bebida digna de um Vice presidente.
-As coisas não vão ficar grudentas, né?
Eu espero que não. Realmente não estou a fim e nem pronta para isso.
-Não. É só seguirmos as regras. - Isso podia dar certo.
Se mantivessem as coisas no eixo e seguirmos as regras, conseguimos manter nosso desejo carnal sem chegar no coração.
-Acha que devo entrar? - sua testa estava enrugada. Tão sexy que me deixa realmente excitada.
Esse homem vale o risco.
-Encare com uma exceção. - ele pareceu refletir mais me seguiu até que eu abrisse a porta. - Não faça barulho, a Mayra está dormindo.
-Eu quase derrubei sua porta a algumas horas atrás, tenho certeza que ela nem percebeu.
Sorri por que ele tinha razão. O sono da Mayra era quase que uma hibernação.
-Desculpa. - o homem puxou a manga da blusa até o cotovelo, revelando suas tatuagens no braço. - Eu fiquei com medo. Eu não quero que isso de errado.
-Tudo bem. Mas na próxima que me dar um bolo, irá se arrepender, Cenourinha.
-Cenourinha? Sério?- Ele gargalhou inclinando a cabeça para trás. - Vamos, não queremos o nosso vice gripado.- me apressei em pegar uma toalha e entreguei ao homem que estava encharcado.
-Engraçadinha! Sabe que seu eu tirar minha roupa corre um risco de você não se controlar, né? - seu sorriso safado me deixa em alerta.
-Vou correr o risco. - caminhei para a porta do meu quarto e sua mão enlaçou a minha cintura.
-Cenoura...cenoura. - sua voz saiu arrastada no meu ouvido. - Vou fazer você se arrepender de me deixar esperado. - ele deixou a toalha sobre a mesa e me agarrou.
Dei uma risadinha quando sua mão bateu em minha bunda dando um gritinho abafada.
-Vamos, temos uma amizade colorida para sustentar. - No mesmo instante sua boca preencheu a minha. O beijo é quente e cheio de tesão me deixando em chamas. Sua mão alcançou a maçaneta e assim que entramos a ele fechou com o pé. - Sabia que sua segurança é uma merda?
-Sério que quer falar disso agora? - falo tentando me livrar da sua camisa branca.
-Sim! eu definitivamente não gosto daqui. - arfei quando sua boca alcançou meus pescoço.
-Sou eu quem tenho que gostar- Sua mão deslizou para o meio da minha pernas.
- Deveria se mudar. - falou taxativo enquanto percorria um caminho castigante até minha calcinha.
-Eu não vou fazer isso, por que você não gosta. - Sua risada anasalada me excitou de uma forma quente que me deixou em chamas.
-Vamos falar disso depois, cenoura. - Sua mão abaixou a alça do meu vestido e depositou um beijo em meu ombro.
-Não, não vamos. - Segurei seu pescoço e cruzei minha pernas em sua cintura. - Agora cala a boca. - tomei seus lábios e ele riu em meus lábios.
-Você quem vai ser castigada, cenoura. - Ele me jogou na cama e ajudei para que ele tirasse meu vestido. - Eu amei o vestido. - com sua brutalidade excitante jogou o vestido no chão. Ele ficou de pé e pude vê a sua urgência em abrir o cinto da sua calça. - Não saia daqui.
Ele jogou o cinto no chão e andou a passos largos a saída do quarto.
Só pode está de brincadeira. Continuei olhando para a porta então ele voltou com um copo escuro nas mãos.
-Você não vai fazer isso.
-Pode ter certeza que sim. - Ele colocou o copo no meu criado mudo e abriu o meu sutiã com maestria. Ele ficou de pé apenas observando minha nudez.
Ele me olhava como se estivesse diante da oitava maravilha do mundo. Conseguia ver com nitidez o tesão em seus olhos.
Confesso que depois de anos, isso não seria nenhuma vergonha, mas me sinto tímida como uma adolescente sob seu olhar.
-Pare já com isso. - tentei minha mão sobre meus seios, mas suas mãos foram mais rápidas e me impediu de tampa-los os prendendo acima da minha cabeça.
-Não faça isso. - ele beijou meus lábios e desceu beijando entre meus seios. Sua língua passou pelo meu bico sensível, já endurecidos e começou fazer movimentos circulares, sua mão apertava o outro e eu me controlava para não gemer alto.
-Isso é para você...- sua boca desceu mais um pouco beijando minha barriga e dando uma mordida que sei que terá marca depois.
Gemi quando sua mão deslizou para minha intimidade e começou alisar sobre o tecido de renda.
-aprender a nunca mais...- sua voz rouca preenchia do o quarto.
-Me deixar esperando.- suas mão foram para as laterais da minha calcinha e a desceu devagar. Ele permaneceu por segundo encarando minha intimidade. Tentei fechar a perna com tamanho descaramento do homem, mas ele as abriu com brutalidade dando um tapa no meio da minha intimidade.
-Ahhhh.... - me contorci quando senti a dor do prazer me invadir.
-Aprenda a ser uma boa menina, Cenourinha. - sua voz era pesada mas podia sentir uma pontada de graça. Tentei me levantar, mas ele não deixou me mover.
Vi quando sua mão se esticou para pegar o copo e colocar o objeto na boca.
Ele me olhava com fogo nos olhos enquanto sua mão trabalhava para abrir mais meus lábios vaginais.
-Marcus, não...aaaaaaaaah... - senti o frio do gelo em sua boca na minha intimidade. Ele usava o gelo somente como utensílio, porque sua boca trabalhava freneticamente. Ele continuou seu movimento de sobe e desce com o gelo.
Peguei a beirada da minha coberta e coloquei na boca para não gritar, mais ainda sim uns gemidos finos e sufocantes saiam.
Senti quando o gelo havia acabado, quando sua língua lambeu de baixo para cima, parando no clitóris fazendo movimento circulares, e tudo que eu consegui fazer é rebolar no seu rosto. Passei a mão nos seus cabelos, trazendo sua boca para o perto possível e senti aspereza da sua barba que agora estava crescendo, fazendo contato com a minha intimidade me levando a loucura. Sua língua continuou fazer círculos no meu clitóris, as vezes sugando. Senti minha intimidade latejar e meu clitóris ficar cada vez mais duro, sabia que estava vindo. Ele penetrou a língua dentro de mim e a movimenta lá dentro em seguida eu vim. Ele lambeu tudo e se levantou tirando rápido a sua calça e rasgando a camisinha que estava no bolso.
Minha respiração estava pesada, e mesmo que eu tentasse tocá-lo, o objetivo dele era me castigar e não deixar que eu tivesse contato com ele.
Observei o homem vestir a camisinha, no seu pau volupo. Com a cabeça grande e minha vontade era de lambe-lo, mas não podia me mover.
Ele sorriu quando viu meu esforço em me tocá-lo.
-Nem pensar. - ele se posicionou entre minhas pernas e segurou o pau bem na minha entrada.
Começou a dar pinceladas bem no meu clitóris que já estava latejando de novo.
-Porra, Marcus!!!! - gemi com urgência.
-Vai ter que pedir. - Sua risada era estúpida.
-Eu não vou pe...aaaaaaaaah...-mais um tapa me fez gritar de tesão.
-Fale que eu sou o melhor! - ele continuou pincelando o pau na minha entrada.
-O que? - minha respiração estava falha. - Não!
Ele continuou. E continuou....
-Você com certeza é um idiota- me rendi a sua tortura e ele me penetrou rápido até o talo.
Ele beijou minha boca e se afastou.
-Eu vou aceitar isso. - ele começou um movimento de vai e vem rápido enquanto eu me mexia, já que não podia fazer tantas coisas.
Nossos gemidos se misturavam e era excitante demais. Com certeza ele é o melhor, mas não diria isso para seu ego inflado.
Ele continuou com o mesmo ritmo até seu pau latejar e gozarmos juntos.
Ele se retirou de mim, retirou a camisinha fazendo um nó e se levantou exibindo a sua bunda malhada.
Ele entrou no quanto de novo e andava como se não estivesse nu, exibindo todo seu corpo escultural. Suas tatuagens eram bastantes, e ele me pare um bad boy, um em sexy.
-Acho que tem alguém na porta. - ele disse naturalmente.
Me levantei em um pulo e me enrolei no lençol.
-Alguém te viu? - ele negou. - Eu vou lá vê. - vesti minha calcinha e coloquei um robe. - não faça barulho.
Eu não seria louca de deixar o Marcus desfilar no meu apartamento. A Mayra não pode sonhar que ele está aqui.
Vou até a porta e não gosto do que vejo.
-O que está fazendo aqui? - Encarei o Jason que está com a cara mais lavada do mundo.
-Preciso falar com a Mayra.
-Não, você não precisa. De você ela já teve o bastante. Agora cai fora. - ia fechar a porta mas seu pé impediu.
-Eu só vou sair quando falar com ela.
-Será que você não pode sair da vida dela, sem machuca-la mais?
Um barulho alto surgiu de dentro do apartamento e ele olhou assustado.
-O que foi isso?
MARCUS.
-Mesmo que eu odeie você, acho que ela merece te dar um pé na bunda. - eu só queria sair dali logo e fazer o Marcus para de tanto barulho. - Eu vou chama-la.
Fechei a porta na sua cara e corri para o meu quarto e vi a gaveta na cômoda aberta e o copo no chão.
-Eu tropecei na peça de roupa e o copo caiu. - bufei. - Sua gaveta de lingerie é bem organizada. Você se considera um louca da ordem?
Encarei o homem incrédula de tal pergunta. Ele ainda nem havia se vestido.
-Você pode calar a boca, e colocar a sua roupa? - ele ignorou e voltou a mexer na minha gaveta. - Pare de mexer nas minhas lingeries. - fechei a gaveta, mas ele conseguiu pegar uma calcinha da cor azul escura de renda.
-Você pode por favor usar isso da próxima vez? - ele segurava a calcinha na mão estendida. - Eu gosto dela.
-E eu gosto que você fique quieto. - abaixei e peguei sua blusa. -Vista-se homem. Preciso dar um jeito de você sair sem que ninguém te veja.
-Quem está lá fora? - perguntou colocando a blusa. Ele realmente não se incomodava de conversar um assunto normal com o seu pau semi ereto a mostra.
É um pervertido.
-Jason... uma longa história. - me apressei quando vi sua cara.
-Temos bastante tempo. - revirei os olhos
Contei a história resumidamente, e ele na altura do campeonato estava xingando o cara. Talvez eu tenha encontrado o parceiro para minhas atrocidades.
-E por isso preciso que você vá antes que eu chame a Mayra.
-E como espera que eu faça isso? O cara esta na porta. - eu sabia disso. Mas eu tinha que encontrar um jeito. - Quer que eu pule a janela?
-Acha que é muito alto? - perguntei ansiosa.
-Nem fodendo. Não sou um fugitivo, vou sair como eu entrei.
-Não você não vai, pelo menos não agora.
Não tinha jeito ele teria que esperar toda a bagunça passar para depois sair. Se eu conseguir mantê-lo quieto no quarto iria dar certo.
-Presta atenção, eu vou chamar a Mayra, resolver a situação e você não vai fazer nenhum barulho.
Ele sorriu concordando como uma criança obediente e em seguida sai do quarto em direção ao da Mayra.
Bati umas cinco vezes até ela responder.
-Domingo... umas seis da manhã, posso dormir? - Mayra estava péssima.
-O Jason está lá fora. - seus olhos esbugalharam e suas expressões ficaram rígidas. - Eu acho que você deve ir e acabar logo com isso. Se quiser eu vou com você.
-Eu vou resolver isso sozinha. - concordei e voltei para meu quarto.
Marcus já estava de cueca e mexia em alguns livros que eu tinha espalhado no quarto que era só de enfeites, já que nunca lia.
-Acho que não posso mais transar com alguém que é tão péssima em escolher livros.
-O que você entende disso? Achei que só soubesse marcas de whisky e nome de modelos.
-Isso também. Mas para sua informação, eu amo ler.
Olhei para o Marcus que falava sério e me surpreendi. Ele não tem cara que ler livros, ou grandes romances... bad boys não devem fazer isso, faz parte da regra.
-Impressionante. - e era mesmo.
-Sou sim!! - dei uma gargalhada e me joguei na cama, deixando minhas pernas balançando para fora. -Já resolveu o problema com o idiota?
-Eu queria estar lá para dar uns bons tapas na cara dele, mas ela tem que resolver isso sozinha.
Eu tenho um instinto protetor desde sempre. Desde que tive que assumir a casa e minha irmã. Não tinha muito tempo para curtir minha vida, para namorar, para sair, para nada, eu tinha obrigações que foram jogadas para mim sem que eu pedisse. Por isso meu instinto é de sempre proteger quem eu amo e quero perto, e a Mayra é como irmã mais nova, assim como a Charlotte e se fosse necessário castrar alguém para vê-la feliz eu faria.
Ele me encarou e se sentou na beira da cama.
-Agora que somos amigos, tenho que vir te visitar nos seus dias sangrento? - ele parecia realmente preocupado.
Meu Deus, Marcus não tem limites.
-Não! Ta louco? Não somos adolescentes de quinze anos na puberdade. - balancei a cabeça enquanto ele se virava para me olhar.
-Que bom, porque eu não me sentiria muito à vontade. Você sabe, eu gosto da parte do sexo e tudo mais, mas construir uma amizade é muito cansativo.
-Cala a boca - me sentei encostando na parede.
Minha cabeça estava gritando, eu precisava saber o que estava acontecendo lá fora.
-Você precisa parar de ver filmes. Procure outros hobby. - falei por fim
-Sexo é meu hobby. - ele disse encostando também na parede ao meu lado. - Eu não vejo filmes. Eles acabam totalmente com a essência dos livros.
O cara é bom de sexo, gato para um inferno e ainda consegue ter uma conversa decente, tudo bem que na maioria das vezes ele fala coisas que me irritam, mas ainda sim era um homem completo.
-Você não gosta de filmes? - ele negou com a cabeça. - Você não ajuda sendo um intelectual, prefiro você falando bobagens.
Minto. Mas confesso que não existe nada nesse cara que não seja impressionante.
-Não é questão de intelecto, ninguém com um QI realmente elevado, iria preferir assistir uma péssima adaptação de um livro no cinema. É uma questão de inteligência.
-Eu gosto de vê filmes no cinema. - falei dando uma cotovelada nele.
-Eu realmente não posso continuar transado com você. - ele falou realmente sério e eu ri.
-Pare de ser idiota. - ele me olhou mas depois ficou quieto.
Ficamos em silêncio olhando um ponto na parede.
E eu comecei a imaginar, como seria ter um namorado? Será que teríamos conversa idiotas como essas? ou apenas passariam momentos juntos, apenas aproveitando o momento?
Algo na sala ao lado me desperta a realidade, era assim que funcionava o amor, ele te fazia acreditar em falsas mentiras para depois pisar em você. Minha família também é um retrato disso. Um dia éramos todos felizes e no outro vivíamos como se não fôssemos do mesmo sangue.
Amor não é sinônimo de algo eterno? E porque um casal se separa da noite para o dia se machucando de maneira egoísta? Eu definitivamente não gosto disso.
Depois de uns anos, vendo tantas coisas acontecerem, eu percebi que não existe amor de verdade, ou pelo menos ele não duraria muito tempo. Então amor, era algo que eu não buscaria. Eu sou sincera, sou real, consigo o que quero e não preciso fingir nada pra isso. Minha vida de liberdade parece muito mais feliz e aceitável, que o amor que parece ser pintado com dor e lágrimas.
-Ruby...
-Não consegue ficar quieto por um segundo? - suspirei fechando os olhos. Lembrar do meu passado não era tão fácil.
-É que eu tô incomodado. Eu não sou um cara para estar sentado de cueca, ao lado de uma mulher gostosa, na cama e não estar fazendo nada. Isso não faz parte do meu perfil. Você poderia me ajudar a manter minha dignidade... - Sua mão começou a brincar com corda do meu roupão, não abria apenas me provocava.
Como resistir um homem falando de sua dignidade sexual, me provocando desse jeito?
-Marcus!!! Mayra está na sala...
-Ah, vamos lá cenoura... - sua mão agora entrou na abertura do meu roupão e deslizou os dedos lentos na minha barriga. - Podemos fazer tudo bem silencioso.
-Não, para... - minha boca dizia uma coisa, mas meu corpo implorava por isso.
-Ruby??? - A voz da Mayra soou do outro lado da porta e eu corri, porque ela tem mania de simplesmente abri a porta sem bater.
-Calma, não abre! Estou me vestindo.. - Me coloquei de pé e procurei no quarto o lugar que pudesse esconder o homem. Mas onde caberia um homem de quase dois metros?
-Já passamos disso, né... - vi a maçaneta girar e eu corri para fechar a porta. - O que ta acontecendo? Tem alguém aí?
Eu não costumava trazer pessoas constantemente para meu quarto, mas também não era algo inusitado.
-Sim! - encostei na porta e respirei fundo. Olhei o homem rindo andando em minha direção enquanto mordia os lábios. Ele tinha olhar de um predador, e tenho certeza que eu era a sua presa. -Desculpa, eu não deveria ter trago alguém, mas aconteceu e... - balancei a cabeça negativamente para que ele parasse mas seu sorriso era de diversão. Sentia sua boca sugar meu pescoço e me sentia molhada de novo.
-Tudo bem... - fechei os olhos e tentava abafar qualquer bramido.- Jason já foi, e você sabe... - ela fez uma pausa que me preocupou mas eu não podia pensar muito bem no momento. Tentei empurrar ele mais ele parece um armário. - Não tinha outro jeito... - um gemido escapuliu . -Está tudo bem?
-Uhum...- minha voz saiu fraca
-Olha eu vou da um volta, preciso pensar um pouco.
-Ok- a mão do Marcus estava fazendo movimentos na minha intimidade que já estava úmida. - Eu vou resolver isso aqui, e depois a gente conversa...
Ouvi os passo se distanciando e a porta ser aberta em seguida fechada.
-Você pirou? - empurrei o Marcus que agora parecia mais disponível a se mover.- Se ela descobre que é você...
-Ela não vai descobrir. - seu sorriso sacana me irritava.
Já é péssimo esconder isso dela, se ela descobre seria um caos.
-E ela não vai, por que você vai embora agora. - Peguei sua calça, seu cinto e seu sapato no chão
-O que? E a história da amizade colorida? - empurrei suas coisas no seu peito enquanto ele parecia indignado.
-Já deu por hoje, amiguinho. - abri a porta e ele me seguiu até a sala abri a porta e o empurrei para fora.
-Ante de eu ir, cenoura... eu tenho uma pergunta.
Estava nervosa por que a Mayra poderia simplesmente aparecer, e ver o nosso vice sair do nosso apartamento as sete e pouca da manhã de cueca não seria legal.
Mas sabia que se não ouvisse ele dificultaria as coisas.
-Fale!!! - disse olhando para os lados do corredor.
-Por que não transou com o cara? -sua pergunta me pegou de surpresa. Voltei meus olhos para homem que parecia interessado, não se importando com sua ausência de roupa.
-Regra numero 1... não interferi.... - ele deu uma risada amarga.
-Eu não to pedindo exclusividade, por que sei que nenhum dos dois fará.- Concordo. Mesmo que fôssemos ótimos na cama,ninguém deixaria sua liberdade. - E não estou interferindo na sua vida sexual....só estou curioso.
Essa era uma ótima pergunta. Pena que não tinha resposta.
Ele continuou me encarando, e sabia que não tinha resposta ou eu não queria realmente encarar a verdade.
-Não sei!! - falei e ele riu. -Agora vá!- fechei a porta rápido, e me encostei recuperando o ar.
Me fazendo questionamentos que simplesmente poderia ter resposta óbvias, mas eu não encontrava algo que realmente fosse verdade.
Por que não fui até o fim?
