Capitulo 2: Acerto de contas
De uma coisa eu tenho certeza, não me arrependo nenhum pouco de ter proposto tal acordo a Ruby, não quando ela vem ao jantar com esse vestido de foder o meu psicólogo.
Com certeza esse vestido foi feito com esse propósito. Ainda mais no corpo dela.
Ruby não é uma mulher com curvas extravagantes, mas tem tudo na medida certa, e eu definitivamente gosto da forma que seu corpo encaixa em minha mãos.
Olho para mulher conversando com um dos gerentes da nossa filiais, o que me deixa impressionado com o tamanho mal gosto dela. Não posso interferir, mas com certeza ela poderia ter conseguido coisas melhor. E eu sou a coisa melhor.
Eu sou a pessoa que vai fazer ela se arrepender de ter vestir esse pedaço de pano do diabo. Ela não vai sair daqui com esse péla saco, não gosto da ideia de dividi-la.
Encaro ela sem disfarçar, até que ela se levanta e eu a sigo.
Depois da quase transa no banheiro, tentei ao máximo esconder a turbulência que se formou no meio das minha pernas. Caminhei com a mão casualmente no bolso para disfarçar e me sentei na mesa da minha família.
-Viu o Christopher? - meu pai perguntou enquanto o procurava entre os rosto do salão.
-Não. Mas vou procurá-lo. -ele assentiu e me levantei indo a sua procura.
Passo os olhos pelo salão a procura do Christopher, mas o que vejo não ajuda em nada na minhas regiões baixas. Ruby saindo do banheiro ajeitando o cabelo que eu baguncei. Sua boca e como imã para a minha. E como se chamasse meu nome em silêncio.
É só manter as regras. - repito como um maldito mantra.
Desvio o olhar e resolvo descer o anda. Assim que as portas do elevador se abre encaro o homem andando apressado.
-Pai está te procurando. - Sou empurrado para o elevador de novo.
-Ok. - Reparo nele e percebo sua boca toda borrada de batom.
-Ok?- Por que sua boca está manchada de batom? - Eu sabia o motivo, mas tenho que saber de quem era o batom.
-Que?Merda!!! - falou virando- se para o espelho.
-Sr. Presidente, que maneira mais interessante de dar as boas vinda a empresa.- O christopher sempre foi o mais centrado e certingo. Vê-lo tendo tal atitude me deixa intrigado.
-Vá se ferrar.
-Quem estava lá embaixo? - nem que eu tivesse que olhar cada boca com batom borrado eu descobriria.
-Ninguém. Chega desse assunto. - dala assim que sentamos em nossos lugares.
-Que assunto? - Meu pai perguntou curioso.
-Nada que realmente valha a pena.
-O nosso presidente estava lá embaixo, com a boquinha toda suja de batom - Me viro para o Ryan que ri.
-O que? Christopher, quem diria que...
Olho para cima e vejo a Mayra. Esta belíssima. Conheço ela a tres anos, e mesmo que eu joguei todo meu charme a ela, nosso relacionamento e bem de amigos, mesmo que me contato com ela se resuma na empresa.
-Mayra!!! - Por coincidência olho pra boca dela e vejo o batom vermelho que até poucos estava na boca do nosso presidente.
-Quero te apresentar o seu novo presidente. - meu pai o apresentou e meu olhar passou para o Ryan.
Ele me olhou entendo o que eu queria dizer e já tínhamos achado autora do batom borrado.
Meu pai e Christopher finalmente subiram no palco e começou a parte chata da festa. Se bem que tudo se tornará chato depois do quase ocorrido no banheiro e o que vai ocorrer quando isso acabar.
-Eu percebi seu olhar para a ruivinha. - Ryan encostou em mim e cochichou.
-Ruby? - perguntei.
-Até concordo os seu interesse, ela é realmente uma ruiva bem quente. - sua voz era suja e eu nao gostei.
Não tenho o costume de compartilhar nada, e com certeza a Cenoura não seria uma dessas coisas.
-Não seja idiota. - revirei os olhos e bebi mais um gole do meu champanhe.
-Vocês podem calar a boca? - Dona Vivian nos repreendeu novamente e acatamos a ordem rapidamente.
Tentei ficar focado na merda do discurso mas não dava, não quando minha mente viajava para aquele corpo que eu tanto precisava.
Finalmente a palhaçada acabou, teria que aguentar por mais uns instantes e fingir paciência, afinal eu sou o novo vice presidente e a há tantos puxa sacos que quer algum tipo de mérito então vem nos bajular. Cumprimeto toods em uma velocidade da luz e começo a andar apressado para o subsolo onde a noite realmente teria início de verdade.
Entrei no meu carro e esperei.
Dez.
Vinte.
Trinta minutos.
Quando se passou quarenta minutos a minha raiva já estava a altura. Percebi que tinha levado um toco.
Tiro meu celular do bolso e a primeira coisa que penso e mandar mensagem para ela e cobrar alguma satisfação.
-PORRA NENHUMA! - bato a no volante e deixo meu celular no bolso de novo. - FODA-SE A RUBY.
Eu não mando mensagem para mulheres, ainda mais pedindo satisfação, por um maldito toco. Eu não vou correr atrás dela, não vou mesmo. No mínimo deve esta com aquele babaca do jantar, eles se merecem.
Liguei o carro e encontraria uma maneira melhor de acabar minha noite. Assim que iria sair, minhas expectativas voltaram quando vi a porta ser aberta, mas logo elas baixaram a zero denovo.
-Indo para casa? -Ryan entrou batendo a porta em seguida.
-Bate a porta do rabo. - falei dando partida
-Estressadinho? - bufei.
Não estou estressado. É perda de tempo me preocupar com um sexo casual.
-Vamos no Christopher.
-Por que eu ir lá? Tenho mais coisas para fazer.
Eu não podia negar, estava com raiva e muita raiva. Maldito orgulho masculino.
-Tem? Vamos lá, uma noite dos irmãos. O cara dá assumindo a presidência, quando vamos ter essa oportunidade de novo?
Talvez fosse uma ideia boa. Minha noite estava acabada mesmo, graças aquela diaba ruiva.
Mudei a rota e segui até o apartamento do Christopher.
-Espero não te vê pelado. - entramos no quarto.
-Que diabos estão fazendo aqui? - enchi -Uma reunião de irmãos- Ryan fala pegando o copo
-Que inferno! Eu não convidei vocês.
-É...mas nós precisávamos disso.
-Pois é, quanto tempo não temos um tempo só pra gente? - Pergunto enchendo outro copo.
-Quem deixou vocês entrarem? - Ryan levanta a chave. - me lembrem de trocar a fechadura.
-Largar de ser tão turrão. - Me joga na sua cama e recebo um olhar de repreensão. -Não me olha assim, essa expressão séria pode me conquistar, é tão sexy.
-Vá se ferrar. Falem logo o que estão fazendo aqui. Preciso descansar
-A tal Mayra te cansou tanto assim? -Foi a vez do Ryan receber o olhar de repreensão. - Grande irmão, não irá conquistar a garota com essa expressão.
-O que? Que diabos a Mayra tem haver com isso?
-Chris...- Me levantei rindo e dei dois tapinhas nas costa do Christopher -Foi fácil juntar dois com dois. Ela estava usando o mesmo batom que estava na sua boca.
-Vocês são idiotas.
-Hum...fiquei curioso. - Rayan falou coçando a cabeça - Era realmente ela, Christopher?
- Você não me respondeu. - disse gritando e batendo na porta - o seu silêncio responde. Christopher, você é um cara muito ferrado
-Que diabos de assunto é esse?
-Você pegou a sua secretaria. - na verdade é quem não gostaria de fazer isso? Mas Christopher sempre foi o dono da verdade, a moral impecável e me admiro tal atitude.
-Que inferno! Eu não sabia. Eu só vi uma mulher com algo que eu desejava. Merda!
-Vai ser um inferno trabalhar com ela. - Falo em um tentativa patética de conter o riso. Eu realmente amo essa situação.
-Como vai ser? Olhar ela, sem imaginar ela em sua mesa, com aquela saia apertada... -Ryan falava ainda parado na porta. Eu concordo. Para mim é uma puta dificuldade vê a Ruby o tempo inteiro.
confesso que não tinha o objetivo de dormir com ela de novo, mas quando eu vi já estava enlaçado. Eu costumo manter distância segura das mulheres que me relaciono na empresa, mas ela, eu não posso ser idiota e ignorar a forma que meu corpo reage a ela. Eu tenho vontades constantes de beijá-la, e olha que isso não faz parte do meu perfil. Meu desejo para ela esta cada vez mais difícil de disfarçar.
-Cala a boca!
-Como será que ela vai te olhar?
-Ela não sabe que sou eu.
-Como assim? - Levanto a sobrancelha confuso.
-Estava escuro. E... agi por impulso.
-Você? O dono da razão? O racional, agiu por impulso? Você está muito fodido. - quero passar longe dessa realidade. Compromisso não é para mim.
-Droga!!! Não to vendo sentido nessa conversa.
-Eu vejo e muito. - Ryan insistiu - aposto que quer tê-la de novo.
-Claro que não.
-Você realmente vai fingir que não? As coisas estão piores do que eu imaginava.
-Saem da minha casa.
-Assuma que quer ela.
-Não tem nada para assumir- ele parece irritado. Mulheres tem mesmo esse poder? Ah se tem, principalmente se ela é uma baixinha de cabelo cor de cenoura e te dá um bolo. Sim elas tem esse poder.
A Ruby tem esse poder. Ela me deixa estressado só em abrir a boca, eu odeio isso. Mas o sexo compressa.
Mas agora estou estressado e sem sexo. Eu definitivamente odeio essa mulher. isso não vai ficar assim.
-Assuma.
-Não vou assumir nada. São quase uma da manhã e vocês ficam enchendo a porra do meu saco com isso.
-Assuma. -Ryan insisti
-Quantos anos vocês tem?
-ASSUMA.
-Que merda! Ok, eu ainda quero dormir com ela. Satisfeitos? Agora vão encher a porra do saco de outra pessoa. Vaza!!!
-Ok - Ryan levantou a mão em rendição. - Mas a garrafa é nossa.
-Fora!!!!!! - sai pegando a garrafa e entreguei ao Ryan.
Saio da casa do Christopher e percebo a chuva cair, entro no carro correndo e fecho.
Não me importa que horas são, ou se chove ou não, estou com raiva e eu não vou conseguir dormir assim. Quem ela acha que é? não pode me dar um bolo e achar que vai ficar por isso mesmo. Isso pode acontecer com qualquer homem, mas não comigo. Eu não levo fora, não levo bolo. Ela tem que aprender com que ela está lidando. Não sou nenhum idiota que ela costuma sair.
A chuva começa a aumentar e minha raiva aumenta junto.
Eu espero muito que ela esteja no seu maldito apartamento. Espero que ela não tenha me trocado.
Acelero o carro ignorando a tagarelice do Ryan, sobre a forma que eu olhava para a Ruby e segui para minha casa.
Como não olhar para ela? A mulher é um inferno de linda e acende um armagedom em mim, mas também desperta toda minha fúria. Não existe meio termo nela.
-Cai fora! - parei em frente ao portão da nossa casa e destravei as portas.
-Ta indo para onde? - falou enquanto abria a porta para sair.
-Não interessa. - bati a porta e cantei pneu
Ela vai ter que me explicar.
Estou parado em frente ao seu prédio, molhado pela maldita chuva
Estou parado em frente ao seu prédio, molhado pela maldita chuva.
As vantagens de ser gerente e agora vice presidente é ter acesso a informações privilegiadas. Tudo bem que para isso precisei acordar umas três pessoas que trabalham para mim, para conseguir seu endereço, mas foda-se.
Entro com uma facilidade absurda ao prédio e isso me assusta. A segurança desse lugar é um lixo. Como ela pode morar aqui?
Caminho até o elevador e conto impaciente para que essa merda chegue logo ao seu destino. Assim que a porta se abre, empurro as portas para que se abra mais rápido e caminho a passos largos até seu andar, à procura do seu apartamento.
202.
Lembro bem da Sr. Huniver falar esse número umas trocentas vezes, por que não conseguia entender sua língua enrolada pelo sono.
Ando mais uns passo e acho o maldito apartamento.
Toco a campainha. Uma, duas, três vezes.
Foda-se o horário, ela que pensasse nisso antes de me deixar plantado no estacionamento.
Perco a paciencia e comeco a esmurrar a porta.
Nada. Depois de cinco minutos e nada.
Olho no relógio que marca quatro e meia da manhã. Ela vai ter que aparecer.
Encosto na porta e passos saindo do elevador me prende.
Ela parece perdida procurando algo em sua bolsa.
A filha da puta estava com outro cara!!!! Ela me trocou por aquele imbecil do jantar.
Sinto minha cara esquentar de raiva, ou melhor de ódio. Ela definitivamente perdeu a noção do perigo.
Me desencosto da parede e encaro bem a mulher, que enfim termina a luta com a bolsa e me olha com a chave na mão.
-Marcus? - ela parecia espantada. É se espanta mesmo, porque não estou para brincadeiras, cenourinha endiablada.
Reparo toda a situação e não gosto do que vejo. Salto na mão. Cabelo molhado.
Ela transou com ele. Ela transou com o otário.
-Acho que me deve alguma explicação.
