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Os Egípcios

O povo egípcios não se reduzia aquelas pessoas de rosto fino, lápis preto delineando os olhos e perucas na cabeça. Assim Mia os imaginava mesmo sabendo que eram pessoas.comuns como qualquer outra. Mas a imagem da mídia era forte em sua mente e se surpreendeu em.conhever vários Egípcios que pareciam brasileiros. Havia muita mistura de etnias, as pessoas não precisavam de uma aparência padronizada para provar sua nacionalidade. Ela mesmo não se encaixaria de forma alguma ao padrão brasileiro. Mia era uma mulher de pele clara, qualquer toque lhe deixava vermelha, com hematomas, tinha cabelos vermelhos, longos o que eram sua "marca registrada" Eram volumosos e lindos. Os olhos azuis lhe rendiam muitos elogios e combinavam perfeitamente com seus lábios delicados e rosados. Tinha 1,70 de altura, um corpo bonito, com o peso bem distribuído lhe proporcionando curvas sedutoras. Era uma mulher atraente e de beleza invejável. Poderiam enquadra -la em um padrão de beleza europeu, lhe entregaria a nacionalidade russa, alemã ou italiana. Mas não a ruiva cheia de personalidade era puramente brasileira e tinha muito orgulho disso. Tinha samba no pé, amava a comida brasileira com enfase no churrasco famoso do seu povo gaucho e não negava uma roda de capoeira. Chegou a fazer aulas escondido de seus pais na sua adolescência e amava assistir uma apresentação.

Os Egípcios era muito hospitaleiros e aos brasileiros direcionavam uma receptividade muito mais especial.

Quando o agente apresentou Mia a todos presentes naquela enorme mesa de madeira houve um silêncio constrangedor, todos os homens. a avaliaram com olhos curiosos. Por mais que estivessem acostumados aos muitos turistas uma mulher sempre causava "impacto".

Mia sentiu as faces queimar, ela era a.unica mulher, se no Brasil o preconceito em relação a mulheres na sua profissão já era grande, imagina em países árabes? Mas ela deveria se manter firme, não se intimidar pelos olhares, nem pela cara de decepção de alguns.

Sorriu seu melhor sorriso e os comprimentou cordialmente com seu impecável inglês e c a saudação árabe que havia aprendido que os Egípcios muito apreciavam.

Todos ficaram ainda mais impressionados com a bela brasileira que tomaria a frente do centro de pesquisas científicas.

As apresentações então começaram, Mia não podia memorizar os nomes dos seus colegas de trabalho, eram nomes difíceis de pronunciar.

Passaram informações precisas, sobre o endereço da CPCU, seu horário de trabalho e a costureira que deveria visitar no dia seguinte para pegar seu uniforme.

Foi a reunião mais rápida e objetiva que ela já havia participado.

Mia pode perceber que os Egípcios que eram mulçumanos não a tocaram, nem mesmo com um aperto de mão. Ela já sabia desse fato, tinham muito cuidado com as mulheres. Já os egípcios não mulçumanos eram mais calorosos em seus cumprimentos e a fez se sentir em casa.

O agente perguntou se ela precisava de companhia para ir a algum lugar específico. Mia agradeceu e informou que ficaria bem sozinha. Estava ansiosa por um passeio tranquilo. Para respirar, refletir em como sua vida tinha dado uma reviravolta gigantesca com aquela decisão.

Após uma hora caminhando e observando tudo com atenção resolveu procurar por um apartamento. Não foi difícil de achar e os preços eram ótimos comparando ao aluguel de moradia no Brasil.

Escolheu um prédio modesto a duas quadras do endereço do Centro de pesquisas. Assim poderia ir caminhando até conseguir comprar seu carro. Precisava de informações sobre as melhores lojas de automóveis e planejava aquela tarefa para o dia seguinte.

Tudo que ela almejava aquele momento era descansar.

O apartamento era muito aconchegante e todo imobilado a moda egípcia, com tapetes glamourosos, almofadas com estampas de camelos e Pirâmides. Quadros que mostravam uma peregrinação no deserto. Olhar para aquele quadro recordou de seus sonhos. Lembrou -se com o coração palpitando do homem de pele escura que brilhava na sua direção.

"Que coincidência, estou exatamente no cenário dos meus sonhos... Será que esse homem misterioso existe mesmo?"

Mia pensava enquanto colocava sua mala sob a cama.

Tentaria se distrair colocando suas roupas no armário. Tornaria aquele apartamento um pouco mais "brasileiro" Trouxe fotos da família, entre outros objetos que lembrava sua amada pátria.

Mas seus pensamentos não lhe deram folga, a imagem do homem misterioso invadia sua mente novamente.

Decidiu que no próximo domingo queria fazer um passeio pelo deserto. Queria sentir na pele a sensação que seus sonhos lhe mostravam. Queria provar de certa forma que seus sonhos eram reais.

...

Tomou um banho refrescante e depois colocou roupas leves, uma blusa de seda e uma saia Midi. Caminhou descalço pelo quarto em busca de sua bolsa. Encontrou o celular, havia ali mais de cem chamadas e mensagens. Com tantas informações desde que chegou ao Egito havia se esquecido de ligar para seus pais e para Tânia como havia prometido.

Primeiro ligou para sua mãe, disse que fez uma maravilhosa viagem e o quanto o Egito era místico, bonito e com muita história a cada esquina. Sua mãe como sempre não queria ouvi-la falar de seu destino e sim quando ela voltava para casa e começou a falar dos perigos eminente a turistas desprotegidos na África. A conversa com seu pai também foi um caos, só ele falava, dizia sobre seus negócios e a possibilidade dela voltar e ajudá-lo com os processos. Mia faltou pouco para rir na cara de seu pai. Rir de deboche mesmo, mas se segurou. Seu pai nunca a convidou antes para trabalhar para ele e agora que estava caminhando sob "suas próprias pernas" lhe oferecia uma "vaga de emprego".

Só encontrou um pouco de paz quando ligou para Tânia, mesmo assim o choro da amiga perguntando o que seria da vida dela sozinha a deprimiu. Mia precisava descansar e as ligações lhe deixaram ainda mais exausta.

Desligou o celular, sentiu o corpo relaxando e em poucos minutos adormeceu profundamente.

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