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A terra do faraó

Mia já estava "blindada" o suficiente para enfrentar seus pais no momento que lhes revelou sobre sua proposta de emprego em Alexandria no Egito. Sua mãe dizia que aquilo era uma loucura se aventurar por terras desconhecidas, que ela poderia ser morta nós muitos conflitos naquele país. Seu pai não ficou atrás nos julgamentos, dizia que o Egito não merecia a inteligência de sua filha. "Que preconceituoso" Pensou ela lançando um olhar de desaprovação ao seu pai.

Seu pai ainda teve a audácia de perguntar a ela por que ela não escolheu ir trabalhar na Alemanha ou na Itália, ele estaria disposto a patrocinar sua viagem. "Mas para o Egito? Terra de escravos e refugiados?" Mia revirou os olhos com impaciência. Era desgastante conversar com seus pais. Estava feliz demais com sua decisão e nada do que eles dissessem a faria mudar de ideia.

Assim que os dois cansaram de massacrar seus sonhos com julgamentos intolerantes contra uma nação inteira, ela os abraçou e confessou que sentiria saudades.

Não tiveram nem a sensibilidade de levá-la ao aeroporto. Apenas Tânia e seu amado professor Pedro estavam ali para desejar-lhe boa sorte.

Emocionada ela os abraçou. Estava grata por ainda ter pessoas o inspiradoras que podia contar.

Não se permitiu ficar se lamentando pelos pais que tinha. Não adiantaria e afinal de contas eles era daquele jeito mas a amava muito, só expressava de um jeito estranho.

Cheia de esperança de uma nova vida cheia de aventura ela embarcou naquele avião.

Estava ansiosa mas feliz, coração leve, com a certeza de ter feito a melhor escolha de sua vida.

...

Foi uma viagem tranquila, ela estava otimista e mal podia esperar por ser nomeada a Astrônoma chefe do depertamento de pesquisas. Já sabia que seu salário ela assustadoramente alto, seria o suficiente para pagar o aluguel de um apartamento, comprar um carro e se encarregar de seus despesas de sobrevivência. Antes de deixar o Brasil, pesquisou bastante sobre o Egito, em especial a cidade de Alexandria.

Situada ao norte do país e com mais de quatro milhões de habitantes, Alexandria é o principal porto do Egito e um dos mais importantes do mediterrâneo. Atualmente, Alexandria é também a cidade mais ocidental e cosmopolita do Egito.

Sem contar no rico acervo cultural e histórico atraindo turistas do mundo todo, enfeitiçados pelo ar misterioso que há na cidade.

Historicamente, a cidade foi conhecida por seu farol. O Farol de Alexandria e é claro que a aventureira Mia vai querer conhecer de perto essa maravilha do mundo antigo. Já havia feito uma rota de turismo pelas terras dos faraós e seria um desperdício de "vida" ir ao Egito e não conhecer as famosas "Pirâmides de Gize" no Cairo.

Havia passeios para os seis meses de trabalho, ela estava muito empolgada com sua nova vida, distante de tudo que era convencional.

Um agente da CPCU estava a sua espera como lhe informou Pedro. Ele seria seu guia, era um homem de meia idade, de sorriso gentil e segurava uma placa com o nome de Mia. Ela acenou e ele pode se aproximar.

Mia observou que a maioria dos homens ali usavam um turbante e então pode distinguir os homens egípcios dos turistas que usavam roupas ocidentais.

Foram para o carro da empresa espacial. O calor logo a assustou, estava acostumada ao clima de menor temperatura no Rio Grande do Sul, que sentiu a sensação térmica dominar cada poró de seu corpo, tentando se adaptar a temperatura quente do Egito. Ela respirou fundo aliviada quando o ar condicionado do carro foi ligado.

O agente lhe informou que antes de irem a CPCU deveria levá-la para almoçar com os representantes do seu setor para uma reunião extraordinária.

Mia concordou, estava ansiosa para chegar o momento de caminhar livremente pelas ruas egípcias. Estava "louca" para fazer compras, amava a moda oriental e não perderia a oportunidade de experimentar looks da moda Alexandrina.

O trajeto até o restaurante indicado pelo agente lhe rendeu uma boa conversa com ele. Mia agradecia por se dedicar tanto ao seu curso de inglês, os egípcios dominavam muito bem o idioma e só falavam em suas línguas maternas entre os seus.

Nem se arriscaria aprender o Egípcio, nem o árabe, apesar de achar lindo, tinha muita dificuldade de falar o básico. Preferia abusar do seu inglês que era fluente e muito elogiado desde os tempos da faculdade.

O restaurante era um verdadeiro palácio árabe, com muitos tapetes pelo chão, esfinges enfeitando cada estante, busto de faraós, pinturas tipicamente da paisagem desertica nos quadros nas paredes. Ela estava em um universo totalmente diferente do que conhecia.

Estava feliz por aquela aventura, queria ainda mais. Não tinha medo do desconhecido, era destemida e aventureira. Qualidades essas que seus pais reprovava em uma mulher.

Mas ali tão distante de casa ela poderia ser quem ela sempre sonhou, sem precisar dar explicações. Seria dona de seu próprio nariz e conduziria sua vida conforme achasse correto.

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