Capítulo 5
Solange
Meu peito se aperta assim que a madrinha sai junto com Tenório, assim que o homem chegou ele deu um jeito de ligar pro médico e saiu com a madrinha.
Agora fico preocupada e com medo de ser algo grave.
Escuto um raspa de garganta e ergo os meus e e agradeço a Deus por eu estar sentada, o homem a minha frente é tão lindo que parece um anjo.
Com os cabelos castanhos muito bem arrumado em um topete, o rosto coberto por uma fina camada de barba a boca carnuda e rosada me faz querer provar seu gosto.
O corpo forte e alto com a pele levemente morena o deixa ainda mais lindo.
__Boa tarde... __ a voz do homem soa grave e rouca me fazendo ter arrepios.
__Oi é...
Começo sem saber o que dizer. Mas que merda!
Fala alguma coisa!
Minha cabeça grita enquanto meu coração galopa dentro do meu peito.
__Meu pai saiu? __ merda! O olhar desse homem em mim não me deixa pensar direito.
__Pai?
__Sim, o Tenório. __ sua voz sai firme e arregalo os meus olhos.
Minha nossa senhora das viagens! Esse é o famoso filho do Tenório? Ele bem que me lembrava alguém, mas não imaginei ser o Tenório.
__Oh meu Deus! Cê é o fio dele? __ minha voz demostra a maior surpresa do mundo.
Ele sorri. E minha nossa senhora, que sorriso bonito é esse dese homi.
__Sim, sou eu. E você deve ser a famosa solange. __ e a praga sabe meu nome.
Acho que tô apaixonada.
__É deve ser eu. __ digo envergonhada.
__E meu pai? __ só agora me lembro que ele tava querendo saber do pai e eu aqui babando no homi.
__Ah, o Tenório saiu com a madrinha, foram ao médico.
__Ela está bem? __ a todo momento seus olhos varrem meu corpo e parece que eu tô hipnotizada por esse homem.
__Eu ainda não sei __ digo e novamente a preocupação vem com tudo __ eu espero que sim, que a Deus a proteja.
Por um momento a sala fica em silêncio total até que o filho do Tenório se senta ao meu lado.
__Voce pare ser bem nova. __ sua voz me faz olhar pra ele e quase babar.
__Vinte um.
__Nova. Não pensa em sair daqui da fazenda não?
Sua pergunta me deixa surpresa, e pra falar a verdade eu nunca pensei nisso.
__Eu não. Nasci e cresci aqui, não quero abandonar minha madrinha e muito menos o xucro do Tenório. Eles são minha família.
__Quando eu ainda morava aqui foi difícil me adaptar lá na cidade sozinho com minha mãe.
__Pois não pareceu já que ficou esse tempo todo sem ver seu pai.
Quando me assusto as palavras já tinham saído da minha boca.
__Eu não queria dizer isso...
Começo gaguejando. Eu e sempre minha boca grande.
__Ja percebi que você é bem franca não é? __ ele pergunta com um sorriso de deboche.
__É uma qualidade. __ dou de ombros __ o que cê faz la na cidade grande?
__E curiosa também.
__Ce é sempre grosso assim? __ pergunto já ficando com raiva.
Por um momento ele me encara mais do que eu devia e por vergonha sinto meu rosto esquentar.
Ele raspa a goela e começa dizer:
__Respondendo a sua pergunta, eu administro o maior frigorífico do meu pai lá na capital.
__Uau! __digo tentando imaginar a cidade grande.
Escuta passos e logo vejo Nadir surgiu em nossa frente.
__Que bom que cê tá aqui ainda fia. __ diz sorrindo e cumprimenta o Tenório mais novo __ Boa tarde menino.
Ele sorri e devolve o cumprimento e quase posso ver ela derreter.
__Boa tarde.
__sol querida pode me dar uma ajudinha na cozinha.
__Mas é claro. __ me levanto e sigo atrás dela até a cozinha porém antes vira e sumir das vista do homem eu olho pra traz e vejo seu olhar em minhas costas que me deixa quente.
__E aquela energia lá na sala hein!
Nadir diz assim que entro na cozinha.
__Menina me arrepiei com aquela troca de olhares. __ ela sorri e acaba me fazendo sorri também.
__Nao seja boba, só estávamos nos apresentando.
__Eu acho que se eu não tivesse aparecido era perigosos seis rancar a roupa um do outro no meio da sala mesmo.
Tampo minha boca horrorizada.
__Misericordia mulher! Ele é um metido a riquinho mas é nunca que euzinha ficaria com um homi enjoado igual aquele lá
E é verdade, no dia que eu arrumar um homem pra mim, vou querer um igual eu, me frescura nenhuma e não um mauricinho chato e arrogante.
__Cuidado hein sol, quando cê joga a pedra pra cima se não sabe onde ela vai cair não hein, seu telhado é de vidro.
Bato na madeira duas vezes pra espantar essa pega dela.
__sai de ré trem ruim!
Ela me olha ainda desconfiada, e logo coloca um pouco de carne pra cozinhar na panela de pressão.
Ficamos conversando um pouco, até que escuto um barulho de carro, saio correndo da cozinha eu vou até a porta da sala.
Vejo a madrinha e o Tenório sair do carro e quando a vejo andando bem meu peito se alivia.
Sinto uma presença atrás de mim e prendo a respiração.
__Eles chegaram viu. __ foi quando que a voz desse homi ficou rouca?
Balanço a cabeça pra espantar esse pensamento e me concentro na madrinha.
_Eai, o que a senhora tem? __ Tenório ajuda ela a se sentar no sofá. __ É grave?
Aí meu bom Deus, se minha madrinha morrer eu não sei o que que eu ei de fazer nessa terra.
__Nao é nada com que se deva preocupar sol. __ Tenório responde.
__Oras Tenório, ela desmaiou como que não é nada.__ eu vi ela desmaiando na minha frente, será que a madrinha tá com alguma coisa ruim e eles não quer me falar__ Fala a verdade pra mim, cê tá morrendo madrinha?
__Solange! __ Tenório me repreende, mas eu preciso saber.
__E-Eu estou grávida. __ escuto a voz da madrinha e acho que eu estou tendo alucinações.
__O que!
Ela me olha com os olhos cheios de lágrimas e diz com a voz embargada.
__É, estou esperando um bebê.
Lentamente as palavras entram nos meus ouvidos e corro até ela e abraço.
__Ai. Meu. Deus! Isso é sério mesmo madrinha? __ ela confirma sorrindo. __ Aí tenho vontade de pular de alegria.
Abraço ela com força, na verdade sem muita força pra não machucar o bebê. Estou tão feliz, a madrinha merece ser feliz.
__Parabnes! Vamos ter bebês nessa casa!
__Foi uma surpresa pra gente também sol. __ a voz de Tenório me faz olhar pra ele, eu amo esse homem como se fosse meu pai, e por ele fazer minha tia feliz eu o amo ainda mais.
O Tenório e a Laura foram os pais que eu nunca tive, ambos cuidaram de mim desde de bebê.
__Parabnens também Tenório, aposto que vai ser uma moça.
Ele leva a mão até o peito e me olha fingindo dor.
__Assim eu não irei aguentar até os sessenta.
__Ara! Agora mesmo que océ tem que aguenta vem mais um bebezinho por aí.
Ele sorri todo bobo.
Na hora da janta foi uma festas, todos comentando sobre o novo Tenório, e o Tenório disse que no próximo sábado vai fazer uma grande comemoração em nome do novo Tenório que vem por aí.
Quando da minha hora de ir embora a madrinha pede para o Ramom me levar até em casa.
__Ramom querido, cê poderia levar a sol até a casa dela?
__Claro. __ diz solícito.
Me despeço da madrinha com um abraço e quando vou abraçar o Tenório ele sussura no meu ouvido me deixando horrorizada;
__Estou contando que cê será minha nora.
Me despeço de todos e logo eu e Ramon começamos a caminhar.
Pra quebrar o silêncio eu falo;
__Ce tá calado. Não vai me dizer que ficou com ciúmes?
Ela da um sorriso que deixaria qualquer uma com as pernas bambas.
__Pelo contrário, estou muito feliz menina. É bom saber que meu pai realmente seguiu em frente e estar vivendo uma fase feliz da sua vida.
__Menina? É sério isso?
__É o que você é.
Resolvo não falar mais nada e quando estamos chegando perto da minha casa de baixo da escuridão de uma árvore onde a luz não pega.
__O que...?
Jogo meus braços ao redor do seu pescoço e colo nossos corpos, fazendo que nossas bocas quase se encostem.
__Isso não é um jogo.__ rosna.
__Quem disse que eu estou jogando.__ rebato.
Ele desliza a barba pelo o meu pescoço me arranhado e me deixando arrepiada.
__Voce é apenas uma menina.
Ele me encara por um tempo e aproveito pra aproximar minha boca da sua orelha.
__Tem razão, e eu não me envolvo com velhos. __ desprendo meu corpo do seu e saio correndo em direção a minha casa.
Me encosto na porta com o coração desgovernado, isso foi apenas uma brincadeira Sol.
Espero meu corpo se acalmar e sigo em direção ao meu quarto, ainda sentindo o cheiro gostoso do seu perfume.
*
*
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Ramom
Eu fui promovido a irmão mais velho com quase trinta anos!
Vejo a diabinha correndo pra longe e por um momento tenho vontade de ir atrás dela e mostra pra ela quem é o velho.
Ainda consigo sentir o cheiro fresco que emana dos seus cabelos e seu corpo fino bem próximo ao meu.
Desde de o momento em que bati meus olhos nela mais cedo sentir uma coisa se movendo dentro de mim, e quando cheguei na sala de casa e topei com ela fiquei ainda mais encantado com sua beleza.
Ela é linda. Meiga. Desbocada e faladeira e agora acabei de descobrir que adora um jogo.
Eu não achei que teria interesse em alguém daqui, não é preconceito, mas o tipo de mulher que me atraí, ou melhor, que me atraia é loiras, altas, bronzeadas e modelos.
Se ela topar podemos ter algo puramente carnal, ninguém precisa saber e ambos saem satisfeitos.
Começo a andar de volta pra casa e vou a merda do caminho todo pensando nessa feiticeira.
Eu nunca fui homem de me abalar de primeira com mulher, geralmente agente flertava, depois saímos pra depois vim o desejo de transar.
Mas com a sol eu toparia pular todas as fases e ir direto pra última.
Aquela pele branca e os lábios cheios me fazem imaginar coisas que estão longe de ser pura.
Quando chego em casa, Laura e meu pai ainda estão na sala.
__Obrigado por ter levado aquela teimosa. __ Laura diz.
__Nao há de quer. Agora se me dão licença papais frescos eu irei subir e tomar banho.
Me despeço deles e subo até meu quarto, depois que eu tomo banho me jogo na cama só que o sono não vem, e minha mente perversa se volta novamente para a sol.
__Ah quando eu por as mãos em você, você nunca mais vai esquecer de mim. __ resmungo sozinho no meu quarto.
