Capítulo 3
— Com a ajuda da Judite. “Faço as honras ao convidado”. Que está quase se borrando todo de medo, o entregador começou a implorar para viver, antes de a brincadeira divertida começar. “Bundão”
— Não me mata, poh! Tava só entregando o bagulho, não tenho envolvimento não!
— Não tem envolvimento e tava fazendo o que na minha área? — Tu quer mentir pra bandido? Quer meter o louco pra cima de mim, dá logo nos dentes, seu X9?
Com JUDITE nas mãos, seguro com os punhos no cabo do bastão e desço a madeira na cara desse vacilão.
— Conta comigo, seu cretino?
Uma... Duas... Três... Quatro... cinco... seis… sete… oito…
— Tu vai abrir logo a boca, ou te faço de ração. Tá ligado! — cutuco a carne disforme do seu rosto com a Judite, só para machucar a pele dilacerada, quase mostrando a cavidade dentária.
Com pedaços de carne presos na Judite, olho para a cara do vacilão que está parecendo carne moída.
— Porrah tu tá feio! Pra c@ralho?
— Não tenho envolvimento, não me deixa viver por tudo que é mais sagrado, tava só fazendo meus corre ta ligado.
— Teu corre e ficar de tocaia no meu morro é trazer à cabeça da minha filha daquele jeito? — Nesse momento, o meu coração de pai sangra, eu falhei miseravelmente com Serena.
Serena era o meu tudo!
O meu mundo!
E foi me roubada sem aviso!
O riso dela.
O cheiro de jasmim.
E aquela voz doce e melodiosa me chamando de pai.
— Falhei com a minha princesinha, e não posso fazer o mesmo com Maria Marta, a minha fiel.
Sempre comigo, nos corre da vida. Uma mulher que tá sempre fechando comigo, seja na alegria ou no sufoco.
A dor de perder minha filha me corrói por dentro, e agora, com a Maria sumida, o mundo parece desabar de novo.
Ela era o meu alicerce, meu braço direito, meu amor de guerra.
Se algo aconteceu com ela, eu juro por tudo que eu tenho e já perdi… alguém vai pagar.
Não posso falhar duas vezes. Não posso enterrar mais ninguém que amo.
Caminho com o olhar pesado, a alma corroída pela perda e o coração queimando de raiva.
Com a JUDITE na mão!
O luto pela filha mal cicatrizou, e agora o sumiço de Maria Marta pesa como corrente no pescoço.
A mente fervilha, e ele sente o tempo escorrendo entre os dedos, como areia seca.
“O meu tempo tá acabando, o relógio só anda pra frente”, murmura.
Mas a dor dá lugar à fúria. Ele cerra os punhos e cospe as palavras com veneno:
“Mais esse X9 vai dar nos dentes.”
O código da rua foi quebrado, e ele não perdoa traidor.
Com uma coronhada na testa do desgraçado, vir o seu corpo se dobra de tamanho o chutei o fazendo ficar de costas pra mim e de frente pra Laila.
— Laila se ele mover um dedo sequer, o mate! — A crocodila abriu a boca e se posicionou para atacar, esperando qualquer reação do homem no chão, um simples deslizar de dedo.
Sorrio com satisfação com uma das minhas facas da bainha rasgo o calção do X9 no chão, e passo a faca em sua pele deixando uma trilha de sangue, — O CUZ@O VAI FICAR ARROMBADO .— Qual é a sensação de ter seu cu lubrificado com teu sangue Cria?
— Eu falo, poh ... Eu falo... O DVD tá no bolso do calção, tua fiel não é tão santa como tu pensa, não poh!
— Tu não abre a boca porca pra fala da Maria Marta, não seu vacilão. — faço um corte no meio da suas costas com formato de X de X9.
— A marmita da tua mulher falava pra geral do teu p@u pequeno e de como o Chefe do PAZÉ era homem de verdade, como tu nunca foi! — Tô vendo que o famoso XAVIER, não conhece nem a mulher que dorme na cama do teu lado.
— Lava a boca pra fala da minha fiel, seu CUZ@O. — Teu buranquinho e pequeno demais pra JUDITE. — com a ponta da faca inserida no orifício anal, Xavier faz um corte cirúrgico, abrindo o orifício ate chegar aos testículos. “O pai, aqui se garante” “Doutor XAVIER ”.
Com as lâminas afiadas de Judite, Xavier vai inserindo no ânus do X9, cada centímetro que entra vai rasgando dilacerando, o sangue púrpura pinga e escorre no chão.
Do lado de fora da salinha do desenrolo, o clima é de cobrança. O ar tá denso, quase cortante.
Bruno, encostado na parede com a mão firme na Glock, olhar frio de quem já viu de tudo. Ao lado dele, Lipe gira uma moedinha nos dedos, sorriso cínico no canto da boca.
— Ele não dura nem meia hora na mão do Perigo! — diz BR, sem tirar os olhos da porta, como se pudesse enxergar lá dentro.
Lipe dá uma risada seca, descrente.
— Tu subestima o desespero, irmão... quando o cara tem algo a perder, aguenta mais do que parece.
— Quer apostar? — BR estala o pescoço, levantando a camisa só o bastante pra mostrar que tá pronto pro que vier.
— Uma peça nova. — Lipe responde.
— Fechado.
Os dois apertam as mãos brevemente. O silêncio volta, cortado só pelos gritos abafados vindos lá de dentro.
Do lado de dentro da salinha do desenrolo, a dor tinha nome, cheiro e som.
O X9 — um entregador de olhar perdido e alma já quebrada — pendia num gancho de açougue, cravado na carne viva de suas costas, atravessando a clavícula de trás pra frente.
O metal frio rasgava a pele, os músculos tremiam em espasmos involuntários.
Cada tentativa de se soltar fazia o gancho afundar mais, moendo ossos, puxando tendões, enquanto o sangue escorria quente pela barriga e pingava no chão como uma contagem regressiva.
— Pelo amor de Deus... me tira daqui... eu errei... por favor! — ele berrava, com a voz engasgada de dor e desespero.
Mas a salinha era feita pra isso.
— O DVD… você vai encontrar o que procura... Me mata logo... acaba com a minha agonia!
— Tu vai morrer, quando eu quiser o seu porco, a brincadeira começou a ficar gostosa agora.
O grunhido de Laila era de fome. Puxei a alavanca que movimentava o guincho e o corpo do entregador caiu direto na boca aberta da crocodila, que o engoliu inteiro!
Ainda ouvir o seu grito de desespero e dor durante a queda! — O bolhão de carne moída, se foi. — com uma gargalhada estridente observo.
“Laila”.
Satisfeita pela refeição com carne fresca, foi para o seu lago artificial e mergulhou nadando se afastando Como um bom e letal.
“ CrocoPets”
