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Cap.05

Natália Narrando:

Depois da minha pessoa arrumar as malas e tals, sai do quarto e as levei até a sala, para descer as escadas que foi o bicho, mas tudo bem, nada que umas duas ou três viagens não resolvessem.

- Me de aqui sua mala, querida. - Cézar fala e pega minha mala.

- Já estamos indo. - Luiza fala e segue Cézar.

- Toma cuidado com meu carro, guri. - Natan fala e sai atrás de Luiza.

- Tomem cuidado na estrada, e aliás sua carta já venceu não foi??? - Minha mãe pergunta.

- Sim, mas eu já pedi outra e eu estou com os documentos do carro do Natan então tá tudo tranquilo. - Luiz fala e minha mãe acente.

- Vamos então? - Pergunto.

- Vamos. - Luiz fala e saímos de casa já encontrando o carro do Natan à nossa espera e Max e Sandy já estavam acomodados no mesmo.

Entramos no carro e logo Luiz deu partida, eu e Luiz fomos pela estrada de terra, já os outros foram pela rodovia por que iriam pegar não sei o que. Eu estava nervosa em estar sozinha com Luiz depois de alguns dias. Queria que ele ficasse quieto e não comentasse sobre o nosso beijo, mas eu sei que ele iria falar algo em algum momento, e eu não sei o que era pior, a espera, o silêncio ou o que ele iria falar.

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Luiza Narrando:

Estávamos na estrada, e eu não parava de pensar nos dois. Eu queria tanto que Nat desse uma chance a meu irmão, garanto que ele a faria feliz, mas também entendo os traumas que ela passou.

- Será que aqueles dois vão ficar juntos? - Natan pergunta.

- Claro, Luiz tá completamente gamado na Nat, e ela nele. - Falo e meu pai rir.

- Prefiro Luiz com Natália do que com qualquer outra. - Meu pai fala. - Mas ele é galinha e pode machucá-la. - Meu pai volta à falar.

- Não, Luiz só ficou galinha depois que Christina morreu pai, e o senhor sabe disso. Eles planejavam até se casar, quando o ex amante da nossa mãe tentou agarrá-la, ela não quiz e ele a matou, por isso que Luiz virou um completo galinha e odeia nossa mãe. - Falo e sinto meus olhos pesarem.

Pensar e lembrar no que aconteceu é doloroso para qualquer um da família, e ainda mais para Luiz.

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Natália Narrando:

Já estavamos na entrada da estradinha de terra quando vejo uma viatura bem atrás de nós.

- O que eles tão fazendo aqui, velho. - Luiz fala e bate no volante.

- Calma Luiz, vai dar tudo certo. - Falo e ele para o carro.

- Documento do veículo por favor. - O policial fala e assim Luiz o entrega.

- Estão indo para onde, com esses cachorros aqui atrás? - O policial pergunta.

- Para o sítio de nossa família. - Luiz responde.

- Nossos pais estão vindo logo atrás, estamos nos preparativos do casamento deles e o casamento será no sítio. - Explico melhor a situação para ele.

- Ah sim, podem ir, aliás vocês fazem um belo casal para serem irmãos. - O policial fala todo simpático e logo Luiz arranca com o carro.

- Ufa! Essa foi por pouco. - Falo e Luiz gargalha.

- Pois é. - Ele murmura. - Fazemos um lindo casal para sermos irmãos. - Luiz murmura.

- Não somos irmãos. - Murmuro também.

- Então podemos ser um casal. - Luiz fala e eu fico sem reação.

- É, podemos. - Por que eu falei isso? POR QUE? Ai meu santo janequine, me ajuda. Agora eu dei todos os motivos para ele tentar e tentar.

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Luiz Narrando:

Ela disse o que eu escutei que ela disse? Se eu já queria ela sem ter esperanças, agora é que eu quero ainda mais. Por mim eu parava esse carro agora e beijava ela.

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Natália Narrando:

Depois que eu falei aquilo, virei minha cabeça para a janela e acho que chochilei, acordei com Luiz me chamando dizendo que já havíamos chegado.

Sai do carro e fui tirar Max e Sandy do carro.

- Vamos meus amores. - Falo e vou levando os dois até a parte em que eu acho que é o lugarzinho do Max.  - Pronto meus lindos, fiquem ai que eu vou pegar ração e água pra vocês.  - Falo e volto até o carro só que Luiz já esta vindo com o saco de ração nas mãos e as vazilias em cima do saco. Eu vou até ele e pego as vazilias.

- Coloca ração nesta aqui que eu coloco água na outra, e aliás na onde tem uma torneira? - Pergunto.

- Tem uma torneira ali do lado do espaço da casinha deles. - Luiz fala e eu vou até la.

Depois de colocar comida e água para o meus bebês, resolvemos entrar para ver o que havia de bom para comer, fizemos pipoca e decidimos assistir filmes.

- Que tal assistimos minha série favorita? - Sugiro.

- E qual séria? - Luiz pergunta.

- Diários de um vampiro, lógico. - Falo como se fosse o óbvio.

- Pode ser, mas depois vamos assistir The Walking Dead. - Luiz fala e eu concordo com à cabeça e logo ligo a TV ao Wi-fi da casa. Séries ai vamos nós.

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Luiz Narrando:

Depois de um tempo assistindo, Natália dormiu, então à levei para o quarto e desci para fazer o almoço para o povo, sim pessoas, eu sei cozinhar.

- Que cheiro maravilhoso. - Ouço à voz de Amanda.

- Eu conheço esse cheiro muito bem, não acredito, Luiz você está cozinhando? - Luiza pergunta incrédula.

- Sim Maninha, estou cozinhando. - Falo rindo.

- Ai minha nossa senhora, Nat trouxe meu irmão de volta eu tenho que agradecê-la, cadê ela? - Luiza fala.

- Tá no quarto, dormindo. - Falo.

- Okay então, vou da um pulo na cachoeira, vamos amor? - Luiza fala.

- Vamos sim. - Natan responde e eles saem de minha vista.

- Nos vamos na cidade aqui perto, voltamos antes da janta. - Amanda fala.

- Okay. - Falo e logo os dois saem de casa e eu continuo fazendo o almoço.

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Carlos Narrando:

Estava a uns dias pensativo, tentando administrar meus pensamentos confusos.

- Amor? - A chamo.

- Sim? - Cecilia indaga.

- Que tal voltarmos para o Brasil? Quero ver minhas filhas. - Falo.

- Claro amor, também quero ver meus filhos, apesar que Luiz tem ódio de mim. - Cecilia fala. - E aliás, Luiza não sabe que você é pai dela. - Cecilia volta à falar.

- Mas isso podemos resolver. - Falo e ela sorrir e logo nos beijamos.

- Estou louco para ver a cara de seu marido quando descobrir que a caçulinha não é filha dele, e a cara de Natália quando descobrir que tem uma irmã. - Falo e Cecília gargalha.

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Natália Narrando:

Me acordo e vejo que não estou na sala, então me levanto por que estou com uma fome desgramada, mas me da uma vertigem e eu seguro na parede, passo a mão em meu nariz e quando olho tem sangue em minha mão.

Meu Deus! Oque tá acontecendo comigo?

Vou até o banheiro, tomo um banho e a tontura passa e o sangramento também, deve ser só um mal estar, não vou atrapalhar o casamento de minha mãe e Cézar. Já estou ótima!

A mudança de tempo de frio para o quente faz sair sangue de meu nariz. É normal!

Depois de me vestir, desço as escadas encontrando Luiz na cozinha.

- Hummm, que cheirinho bom. - Falo e ele olha para mim sorridente.

- Senta ai que eu te sirvo. - Luiz fala.

- Não sabia que cozinhava. - Falo.

- Tem muitas coisas sobre mim que você não sabe senhorita Bitencourt. - Luiz fala misterioso.

- Bem que você poderia me contar não é senhor Medeiros? - Falo.

- Quem sabe, se você fizer o mesmo sobre você? - Ele pergunta.

- Combinado. - Falo e apertamos as mãos.

- Pronta para ir para a cachoeira? - Ele pergunta.

- Sim. - Falo.

- E aliás você está linda. - Ele fala e eu sorrio.

- Obrigada. - Falo e logo saimos de casa.

Eu estava deixando rolar, estava flertando com ele e me permitindo gostar dele. Luiz não vai me fazer sofrer, não vai ser canalha igual Gustavo foi, tenho que pensar no melhor e não no pior.

{...}

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