Capítulo 6
Capítulo 6
"O que eu estou fazendo?", foi a primeira coisa que Ohana pensou quando ouviu as palavras saírem dos lábios dele.
Ela estava em Pânico, não imaginou que a conversa tomaria esse rumo e muito menos que Dante aceitaria uma proposta como aquela. A noite estava rendendo surpresas, mais do que o coração da morena podia aguentar.
— Como? — ela perguntou, claramente perdida em sua própria proposta, completamente desnorteada.
— Me fez uma proposta e eu aceitei — ele confirmou, mais uma vez, pondo o dedo anelar embaixo da fina alça. — Por que essa cara assustada?
Claro que estava se divertindo, seu olhar não negava aquilo. Os olhos âmbar brilhavam com o melhor dos humores enquanto analisava as feições assustadas da mulher à sua frente. Ela, com toda certeza, não esperava que ele aceitasse a proposta e, para Dante, aquela era mais uma vitória, sempre gostou de ser surpreendente.
Os olhos dele se fixaram nas duas esmeraldas brilhantes a sua frente e, inclinando o corpo para frente, Dante estendeu para ela o copo, onde havia somente um último gole restante.
— Precisa de um incentivo extra? — a provocação chegou aos ouvidos de Ohana e isso a fez despertar do torpor em que estava, piscando diversas vezes os olhos antes de se afastar e pegar sua bolsa.
— Eu preciso estar sóbria — ela falou, unindo as sobrancelhas e apertando as pernas uma na outra, tentando conter o nervosismo.
Na tentativa vã de ganhar tempo, a morena pegou sua bolsa e abriu, tirando de lá um pequeno caderno, sua caneta e um gravador delicado e prateado, apertando o botão lateral para iniciar a gravação da entrevista.
— Tem certeza que vai gravar isso? — Dante perguntou, claramente malicioso.
— Preciso ter suas respostas em mãos para transcrever depois — respondeu, suspirando, levemente irritada com a constante malícia na voz do astro.
Dante bebeu o último gole e se serviu de um pouco mais de Whisky. Estava, como sua acompanhante, surpreso com o rumo que a conversa havia tomado. Mas não podia negar que achava interessante, jamais havia conversado daquele modo com uma jornalista e muito menos com uma tão bonita.
Bebeu um outro gole e encarou a morena, que parecia se preparar para começar, vestindo um ar mais sério e contido. No entanto, vê-la colocando aquela capa de seriedade somente o deu mais vontade ainda de provocá-la até que não houvesse mais uma gota de decoro em seu ser, faria daquele seu objetivo da noite.
— Então… Dante — Ohana começou, abrindo o caderno e anotando a primeira pergunta. — Você ascendeu no mundo da música muito rápido, mais rápido do que muitos outros artistas que estão nesse ramo há muito mais tempo que você. Qual seu segredo?
Ohana esperava que, com essa pergunta, ela encontrasse um caminho para seguir mais adiante, para falar sobre coisas mais pessoais, para procurar por informações inéditas, sendo assim, estava torcendo em seu íntimo para que ele cooperasse.
Dante, por sua vez, não parecia tão empenhado nessa função. Ouviu a pergunta, desceu os olhos para os lábios da repórter e depois deslizou o anelar para baixo através da alça, alcançando a perigosa zona que dava início ao decote do rubro vestido.
— Vou responder, apesar de achar que você consegue ser mais criativa que isso — ele falou, vendo as bochechas claras cortarem à medida que ela o ouvia. — Eu tenho o que as pessoas querem, meu bem…
A resposta, simples e curta, veio acompanhada de uma nova aproximação, dessa vez mais perigosa e quente. Dante levou os lábios ao ouvido de Ohana e, sussurrando, voltou a falar:
— Beleza, talento e ousadia, isso me fez subir — então, quando parou de falar, prendeu sensualmente o lóbulo da orelha dela entre os dentes, expirando profundamente, fazendo seu hálito quente chegar ao pescoço da ruiva, que se arrepiou.
Ohana inclinou o pescoço levemente para a lateral, gesto que fez o corpo de Dante vibrar vitorioso.
— Você parece bem seguro para alguém que oculta a própria identidade, por que faz isso? — ela foi direto ao ponto, sentindo-o sugar levemente o lóbulo.
Talvez a aproximação tenha sido rápida demais, mas a quem ela queria enganar? Tirar uma casquinha dele não seria um problema, principalmente quando isso também ia lhe render as informações que tanto queria.
— Essa informação é mais cara… — Dante murmurou, em tom rouco e um pouco arrastado.
Então, deixando a orelha de Ohana, seus lábios chegaram à curva do pescoço, onde aspirou o delicioso aroma que ela tinha, era doce e delicado, delicioso para ele. Após isso, Dante roçou os dentes na pele macia e a tocou, lentamente, com a ponta da língua, antes de sugar o local, pegando-a de surpresa.
Ohana ofegou, apoiando a destra no ombro forte e firme de Dante, apertando-o levemente. Aqueles toques eram perigosos demais, afinal, ela não podia negar que já estava em chamas.
— Não combinamos nada sobre preços — retrucou Ohana, fechando os olhos.
— Tem razão — ele confirmou, beijando o pescoço dela com intensidade, arrancando um rouco e quase inaudível gemido dos lábios da morena. — Isso significa que eu posso cobrar quanto eu quiser…
— Não exatamen… — apesar de tentar, ela não foi capaz de terminar a frase, pois Dante novamente deslizou a língua por seu pescoço,descendo devagar para perto do decote enquanto deixava os olhos intensos e maliciosos fixoe nós dela.
— Nem sempre eu quero ser um astro do rock — ele respondeu, sua voz levemente abafada pela pele quente da morena. — Tenho uma outra vida que prefiro não misturar com esta, são coisas diferentes e que precisam se manter separadas.
A resposta foi satisfatória, mas a felicidade de conseguir informações úteis não foi maior que o choque que percorreu seu corpo quando a língua macia dele tocou o vale entre seus seios, que ficava exposto entre o decote.
Dante deslizou a língua pela pele dela e sentiu as unhas finas de Ohana cravarem em seu ombro, ao passo que a via jogar a cabeça para trás e fechar os olhos, lhe dando um sinal claro de que ele poderia continuar.
Enquanto ele se divertia, Ohana tentava manter a última gota de sanidade que lhe restava, mas a tarefa era difícil demais. Seu corpo respondia a cada toque e, no fundo de sua mente, ela tentava culpar o tempo que passou sem ser tocada por ninguém por essa sensibilidade. No entanto, não tinha certeza se a sua seca era culpada, ou se Dante a desestabilizava a ponto de entregar-se sem sequer pensar nas consequências.
— Uma outra vida? Então a música não é seu principal negócio? Não vive disso? — o tom de Ohana era vacilante, trêmulo diante dos toques que, em momento algum, cessaram.
Dante estava ouvindo com atenção e, apesar de estar claramente concentrado em sua tarefa principal, ele sabia exatamente o que estava falando e o que não deveria falar.
Seus dedos se enrolaram na alça fina e, fechado-se contra ela, ele a puxou, vendo a morena dar um pequeno pulinho do estofado, assustada. Porém, antes que Ohana se levantasse, os lábios quentes e grossos de Dante cobriram a pele de seu ombro deslizando para baixo, e jogando para longe o retalho da alça destruída.
— O que aconteceu com as perguntas clichês dos jornalistas? — ele perguntou, erguendo os olhos para a morena, que o encarou com um ar vitorioso.
— Não gosto de clichês — ela respondeu, sustentando o olhar repleto de malícia, desistindo de lutar por um momento e inclinando a cabeça para trás.
Dante, por sua vez, deixou o copo de lado, afinal, agora, havia algo mais interessante para provar com os lábios que não o Whisky. Avançando um pouco mais, ele apoiou as duas mãos na cintura da morena, apertando com certa força, a puxando para si sem esperar por uma permissão.
A alça arrebentada deixava o decote ainda mais revelador. A lateral do seio esquerdo estava totalmente exposta e, se não fosse pela mão de Ohana, que mantinha parte do tecido no lugar, ela estaria bem mais exposta aos olhos do homem mascarado.
— Não… A música não é a única coisa que eu faço da vida — ele respondeu, encostando as costas no sofá ao passo que a puxava para seu colo.
Ohana não se negou, pelo contrário, acomodou uma perna de cada lado do corpo dele e, quando Dante a puxou contra si, inclinando o quadril para cima, a morena ofegou, abrindo os olhos subitamente ao sentir a pressão do volume que havia na calça dele.
Por um momento ela pensou em se levantar e correr para fora dali, as coisas estavam indo longe demais, ela sequer havia visto o rosto dele. Mas o pensamento logo se foi, no exato momento em que, aproveitando-se de sua distração, Dante segurou firmemente os fios negros entre os dedos e, puxando-os, tomou os lábios macios para si.
Diferente do que estava acostumada, aquele não foi um beijo terno e gentil. Dante beijava de forma voraz, intensa e até um pouco selvagem, era a paixão ardente, o fogo que consumia tudo, não o amor gentil. Sua boca, quente e macia, tomou os lábios de Ohana com intensidade, sugando o lábio inferior da morena e prendendo-o entre os dentes.
Quando ela lhe deu espaço, a língua macia e maliciosa entrou em sua boca e, com tiastria, a levou ao céu. Naquele momento, não havia mais controle ou racionalidade, ela simplesmente se entregou.
Largando o caderno de qualquer jeito em qualquer lugar, Ohana levou as mãos até a nuca dele e, passando as unhas pela pele clara, ela desceu para as costas, arranhando-as com força quando Dante voltou a colar seus corpos. Seu quadril se moveu quase que involuntariamente, rebolando sobre ele e arrancando um gemido rouco do fundo da garganta de Dante, que se surpreendeu com a atitude, mas adorou a iniciativa.
Não havia mais limites, ao menos não por um tempo, e ele aproveitaria cada segundo.
O gosto da boca dela era, com certeza, viciante e delicioso. Dante a beijava com toda a intensidade que conseguia, queria tudo naquele momento, queria sentir as coxas grossas presas contra sua cintura, as unhas descendo contra sua pele e o marcando deliciosamente.
Queria sentir a textura da pele macia e cheirosa com a boca, e era o que faria naquele momento.
Deixou os lábios dela somente para descer com a língua em direção ao pescoço, escorregando e deixando uma e outra marca no caminho, até chegar ao decote que mal se mantinha no lugar. Ohana não resistiu quando ele tocou a mão que segurava o decote, sequer se deu conta quando ele a tirou, estava tão imersa no prazer e no desejo que mal se lembrava de onde estava.
Dante puxou a segunda alça com força e, sem muito esforço, ela também arrebentou, assim, instantes depois, o tecido escorregou devagar pelo corpo da morena, parando no quadril, deixando seus seios completamente à mostra.
As mãos firmes dele subiram pela cintura fina, apertando com força a pele macia ao passo que explorava, sem pressa, a lateral do corpo de Ohana. Ele a tocava como se observasse uma obra de arte e, quando chegou aos seios fartos da morena, seus dedos se fecharam contra eles, apertando-os com delicadeza e pressionando os dedos sobre os mamilos rosados, antes de substituir uma das mãos pela boca.
Naquele momento, Ohana não conseguiu conter o gemido que, desta vez, saiu alto e claro. Foi curto, fino e manhoso, acompanhado por um mover do quadril que o fez estremecer de desejo e prender, bem devagar, o mamilo delicado entre os dentes enquanto levava a mão livre a bunda dela, apertando com força, tentando conter seus próprios impulsos.
O calor irradiava entre os dois e, qualquer um que presenciasse uma cena como aquela, juraria que eles eram amantes há muito tempo, tamanha a sintonia que tinham.
Dante não se lembrava de quando esteve tão excitado e completamente envolvido com alguém assim. Não se lembrava da última pessoa que o havia deixado com tanto desejo, mas aquilo não importava, não naquele momento. Tudo o que ele queria era continuar, bem devagar, desbravando o corpo dela com os lábios e com outras partes de seu próprio corpo, tudo o que queria era saciar todo o seu desejo se enterrando dentro dela e se derramando completamente.
Loucura? Talvez, mas ele nunca foi muito bom em refrear os próprios impulsos e desejos.
Ohana sentia o meio de suas pernas quente e molhado, denunciando todo o desejo que se acumulava em seu corpo desde o primeiro momento em que o viu. Seu corpo implorava por mais toques, preferencialmente sem que as roupas os impedissem.
Mas, diferente de Dante, Ohana se lembrava do que viera fazer ali, e sabia que, se não parasse, não conseguiria voltar atrás.
— E o que faz além da música? — ela perguntou, jogando os cabelos para trás e o olhando com malícia e desejo.
No entanto, antes que Dante respondesse a pergunta, três batidas soaram na porta e fizeram Ohana despertar do transe de desejo em que estava.
— Dante, temos que ir — a voz de Lucian soou, mas ele não entrou no ambiente, sabia que não queria ver o que estava acontecendo lá dentro. — Cinco minutos.
Dali de dentro, Dante conseguiu ouvir os passos se afastando e, ainda com uma das mãos sob a bunda de Ohana, ele afastou os lábios dos seios da morena, que agora estavam levemente úmidos e com os mamilos entumecidos pela excitação.
— Para responder isso eu preciso de um pagamento mais substancial — ele sussurrou, olhando para ela e sorrindo de forma maliciosa. — Essa é uma pergunta bastante importante.
Enquanto falava, seus dedos ágeis desciam da bunda dela em direção a coxa, adentrando o vestido com tranquilidade, percebendo Ohana se arrepiar diante do toque. O caminho que os dedos percorreu foi lento, mas ela sabia exatamente onde eles iriam parar.
Não demorou muito para que Dante chegasse a lateral da calcinha da morena, agarrando-a sem pressa e brincando com o tecido enquanto o puxava para baixo devagar.
De início, Ohana tentou ouvir a voz da razão, porém, ela era baixa demais comparada a ambição pela resposta e ao tesão que ele provocava. Enquanto ele a olhava com um sorriso malicioso e safado, Ohana ergueu o quadril lentamente, sentindo o tecido fino e rendado descer por suas pernas enquanto ele tirava a calcinha, que não demorou muito para estar nas mãos dele e bem longe de seu corpo. Go
Quando ela se sentou novamente, Dante sentiu o calor retornar, assim como o desejo, mas não tinha tempo e, se voltasse a tocá-la, não conseguiria parar. Por isso, enrolou o tecido e o escondeu na mão, mas não sem antes olhar a calcinha preta e pequena que ela usava, imaginando-a dentro da peça por um momento.
Então, voltando sua atenção para a morena, que agora parecia extremamente tímida ao se dar conta do que havia feito, Dante roçou seus lábios nós dela, beijando-a intensamente mais uma vez, empurrando seu quadril entre as pernas de Ohana e gemendo baixinho entre os lábios carnudos, amaldiçoando Lucian por querer ir embora tão cedo.
— Existem vários CEO's em Manhattan, quais as chances de você me encontrar? — ele sussurrou, soltando-a e invertendo as posições, mordendo o lábio inferior de Ohana antes de se levantar e, sem nenhuma outra palavra, sair do camarim, fechando a porta.
Sozinha, Ohana demorou longos minutos para voltar a si. Foram muitos segundos deitada naquele sofá tentando recuperar o fôlego e a sanidade, mas a sensação dos dedos de Dante ainda estava em sua pele, bem como o delicioso toque de sua boca.
"Como cheguei a esse ponto?", foi a primeira coisa que ela pensou, quando se deu conta de que, agora, estava sozinha, com um vestido com alças rasgadas e sem calcinha no camarim vazio.
