CAPÍTULO 8
EM 72 HORAS SERÁ MEU DIA DE GLÓRIA onde finalmente me casarei com Thiffany. Não a vejo desde minha ida a sua casa, a visita a qual despertou sentimentos os quais eu desconheço.
Se eu já estava louco por ela antes, agora não existe palavra capaz de descrever o que sinto, mas uma boa palavra seria obsessão.
Me sento em meu sofá e depois de alguns segundos encarando o notebook, decido mandar mais um e-mail para minha noiva.
De: Vicenzo Salvatore
Para: Thifanny Salvatore
Assunto : Casamento
Como já sabe, em cerca de 72 horas, você será a nova senhora Salvatore. Ansiosa?
Penso antes de enviar. Não fazia ideia do que dizer na mensagem, foi a primeira coisa que me veio a cabeça.
Nunca tive problemas para lidar com mulheres. nunca precisei de esforços porquê antes mesmo que eu pudesse cogitar a ideia de me aproximar; lá estavam elas, aos meus pés.
Porém, os tempos difíceis chegam para todos. aqui estou eu, tentando puxar assunto com minha futura esposa que não dá a mínima para mim.
Poucos minutos depois, uma notificação de resposta chega e sorrio satisfeito.
De: Thifanny Salvatore
Para: Vicenzo Salvatore
Assunto : casamento
Senhor Salvatore, saiba que minha vontade de subir ao altar é inexistente.
Meu maior desejo é que estas 72 horas se tornem 72 anos. Saiba que irá se arrepender eternamente de ter me feito aceitar este casamento, e apromessa que eu lhe fiz no fatídico dia que fechamos contrato ainda esta de pé.
Ela decidiu voltar a mostrar as garrinhas e voltou com sua pose de sempre, era bom de mais para ser verdade, mas não posso negar que também me sinto extremamente atraído por este lado dela, mas isto não quer dizer que lhe darei o direito de infernizar minha vida como a mesma pensa que fará.
Se ela pensa que pensa que apenas porque será minha esposa poderá abusar da minha paciência, ela está muito enganada. Ainda me lembro de sua promessa a qual ela acabou de citar, feita no dia em que decidimos aceitar a união matrimonial apenas por conveniência, ela foi determinada a mostrar as garras e chegou até ser cômico ela achar que eu teria medo de suas ameaças.
Flash back on
-Então, já deve imaginar o porquê de eu estar aqui - ela começa.
-vai aceitar minha proposta, ou melhor, meu pedido de casamento. - confirmo e ela assente.
-Sim, como você mesmo disse, vai ser conveniente a mim, a você e aos negócios. - ela toma um gole generoso da taça e passa a língua nos lábios e isso mexe com minha imaginação.
-Sim, será. Então, iremos oficializar isso neste sábado em um jantar formal com todos e assim poderemos marcar a data do casamento o mais breve possível. - ela arregala os olhos e engole em seco.
-Tão rápido? - ela deixa transparecer sua surpresa -diria até que seu medo - pela primeira vez sem nenhuma tentativa de ocultar seus sentimentos.
-Não foi a você mesma que disse que não gosta de rodeios ou que seja?. - Ela assente novamente.
-Então assim será, e por volta de um mês você será a nova senhora Salvatore. - Ela brinca com os dedos na tentativa concentrar seu nervosismo em algo.
-Para sua infelicidade sim. - Seu olhar é desafiador e repleto de promessas-creio eu- que não são boas.
-Estranho, eu não estou nada infeliz. - Falo com falso entusiasmo e um sorriso cínico nos lábios.
-Veremos por quanto tempo, senhor Salvatore. Acredito veemente que em algum tempo não poderá repetir tais palavras. - Ela sorri com maldade.
Flash back off
Achei realmente patética a sua tentativa de me colocar medo, só estava ainda mais atraído, com medo jamais. Nunca pensei que deixaria alguém agir daquela maneira comigo, se fosse qualquer outro indivíduo já estaria morto com uma bala na testa.
Volto a realidade e escrevo outro e-mail.
De: Vicenzo Salvatore
Para: Thifanny Salvatore
Assunto : Casamento
Aproveite suas últimas horas de solteira, mas com juízo ou já sabe as consequências.
Te vejo no altar.
Fecho o nootbook e para o meu azar a campanhia toca em seguida. Vou até a porta e ao abrir me deparo com a desagradável presença de Ellora.
Ela está bonita mas para mim ela já não parece tão atraente como antes. Veste uma um vestido apertado e que assentua suas curvas suaves e duas pernas longas estão expostas, os saltos a deixam mais perto do meu rosto e seus olhos verdes esmeraldas parecem raivosos.
-Não vai me convidar para entrar? - diz fria.
-Se eu não lhe chamei aqui é porque eu não quero que entre, mas fazer o quê? - pergunto retoricamente.
dou passagem e ela adentra.
-O que deseja? Seja breve pois estou cansado. - digo frio e indiferente na esperança de que ela se vá logo.
-Vim lhe ver. algum problema? - Arqueio a sobrancelha diante seu cinismo.
-Sim, eu estou prestes a me casar. Então, este obviamente é o problema. - encho um copo de wisky e tomo um gole - Não quero levar um tiro no meio da testa por desobecer as leias da mafia.
-Vicenzo, você é o chefe, o novo Don e sabe que isso nunca aconteceria com você. - ela se aproxima a passos lentos e põe a mão em meu peito. - você está acima de todas as regras deste meio.
Retiro sua mão e a pego pelo braço, sua feição muda para uma de medo e isso me agrada.
-Eu posso ser o Don ou o que for, ninguém está acima das leis da mafia e você sabe disso. Eu irei me casar e mesmo que não fosse, não me interesso mais por você. - Ela ela livra seu braço de meu agarre em um solavanco e sua expressão se torna ainda mais fria e raivosa.
-Está interessado naquela patricinha? Vicenzo, ela não passa de uma mimada com pose de intocável e poderosa, mas é uma fraca. - ela cospe as palavras com ódio e eu a olho com o mais puro desdem - Você precisa de uma mulher de verdade ao seu lado, uma mulher adulta e preparada para lidar com tudo isto, uma verdadeira primeira dama. Acha mesmo que ela conseguirá sobreviver muito tempo neste meio? Pode ter tido o melhor treinamento e criação mas ela não tem vocação para isso, só tem pose e pose não é o suficiente. - finaliza.
-Não estou nem um pouco interessado em saber o que você pensa sobre Thifanny, eu não lhe perguntei e quem decide com quem eu vou me casar sou eu. - Digo mais alterado do que eu realmente queria.
-Estamos juntos há muito tempo, deveria ser eu e não ela. Sou preparada para isso, tenho tudo que você precisa e você sabe disso. - cruza os brancos e eu reviro os olhos pela vigésima vez - Uma hora você vai se dar conta de que eu sou a certa pra você e vai voltar. - eu solto um risada nasal
-Supondo que isso aconteça, eu me case com ela e veja que ela não é a "certa". - dou uma pequena pausa para avaliar sua reação que no momento, está impassível e logo volto a prosseguir -Eu iria atrás de você e você me aceitaria de bom grado depois de ser "trocada". Isso não soa patético para você? Seria muita falta de dignidade e amor próprio, e tudo que eu menos preciso ao meu lado é de alguém que não se valoriza e é patética nesta nível. - Desparo as palavras contra ela com ódio e desprezo.
Eu nunca a suportei. Minha relação com ela era basicamente por interesse sexual e outras conveniências mais, mas sua personalidade sempre me irritou.
Abro a porta e faço um sinal para que a mesma saia por ela. Ela pega sua bolsa com raiva e sai pela mesma extremamente irritada, sei que isso não acabou e que ela não vai me deixar em paz tão fácil assim. Não me importo nenhum pouco de meter uma facada no peito da mesma se ela ousar prejudicar meu casamento ou criar mais complicações em minha vida.
slut insopportabile (vadia insuportável)

A campanhia toca e eu automaticamente reviso os olhos. Por aquela porta só passa gente indesejada e dessa vez duvido que seja diferente.
Quando a abro vejo que tinha razão e concluo que era melhor a ter mantido fechada.
-O que faz aqui Eric? - pergunto já sem paciência e isso porque ele ainda nem chegou a abrir a boca - Não basta me perturbar no trabalho e agora na minha casa?. - exclamo e ele coloca a mão no peito de forma dramática se fingindo de ofendido.
-Como sempre, está de mau humor. - Ele balança a cabeça em negativo e adentra sem minha permissão. - Eu só vim lhe levar para sua despedida de solteiro. Um homem tem que aproveitar seus últimos momentos antes de amarrar a corda no pescoço. Ainda posso lhe substituir se quiser - o fuzilo com o olhar e ele levanta as mãos em sinal de rendição.
-Não vou permitir que me arraste para um bordel. - Pelo que conheço do meu irmão, ele me levará para um clube qualquer.
-Não é um bordel, é um clube de luxo. - corrige - E é óbvio que irei te levar para um clube, ou você quer passar a despedida de solteiro na Disneylandia vestido de Cinderela? Se quiser eu serei a branca de neve. - Dessa vez não posso evitar rir.
-Me dê um bom motivo para ir com você? - questiono.
Isso está mais que estranho. nem sequer nos damos bem, ele está interessado na minha mulher e me odeia, o que poderia vir de bom nisso?.
-O que está planejando? - pergunto desconfiado.
-Eu não vou tentar te matar se é o que pensa. - sorri cínico.
-Não estava pensando, até agora. - ele revira os olhos.
-Você vai ou não? - balanço a cabeça em negativo.
-Okay....- aceito apenas pela curiosidade. Não sei o que se passa pela cabeça louca e perturbada de Eric mas o que pode acontecer de pior?

Cazzo!
A luz do sol atinge em cheio meus olhos assim que os abro com um pouco de dificuldade. Sinto minha cabeça latejar como se tivesse levado uma pancada e quando finalmente consigo ver com nitidez tenho me localizar.
Ao olhar ao redor vejo que provavelmente estou em um hotel. A cama está totalmente bagunça e há roupas espalhadas pelo chão, e nisso me dou conta de que estou apenas de cueca.
Não consigo me lembrar de nada da noite passada, apenas de virar algumas doses de wisky e flashs de música alta e mulheres dançando.
Faço uma nota mental para não me esquecer de meter uma bala na testa de Eric quando o ver e descobrir o que aconteceu.
Assim que me sento na cama meus olhos se deparam com Ellora que acaba de sair do que suponho que seja o banheiro.
Arqueio a sobrancelha e ela sorri de uma maneira cínica. Se ela soubesse o que está por vir ela não ousaria sorrir dessa maneira.

-O que você está fazendo aqui? - Meu tom sai perfeitamente frio e assustador, sei disso pois, sua expressão muda na hora para uma de pânico e seus olhos se arregalam.
-Não se lembra do que houve, meu amor? - Ela continua a se fazer de desentendida.
-Eu não faça ideia do que Eric e você planejaram mas saiba que é melhor contar logo de uma vez antes que eu descubra do meu jeito, e você sabe qual é. - Não me importaria nem um pouco se ela não soltar a lingua e me dar a oportunidade de tirar cada palavra na base da tortura porque é isso que ela merece.
Para o meu azar ela conta toda a verdade e isso me faz pensar o quão fácil foi tirar uma informação de uma pessoa que faz parte da mafia. isso é péssimo pois mesmo eu querendo muito saber, ela deveria guardar a informação até a morte ou ao menos aguentar algumas horas de tortura.
-Okay, ele realmente ia te levar para uma despedida de solteiro. Só que eu te liguei e ele atendeu seu celular, perguntei onde estavam pelo barulho no fundo e ele me deu o endereço. - Suspira e me encara em silêncio.
-Está faltando informação aí, como não me lembro de nada e como vim parar neste hotel? O que houve aqui? - pergunto me aproximando cada vez mais de maneira lenta.
-E-eu.... - ela gagueja e isso torna meu olhar mais sombrio - Quando cheguei lá você já tinha bebido bastante, então pedi para que uma garçonete colocasse um dopante em sua bebida. - Eu a seguro pelo braço com força e balanço seu corpo.

-Diga o que houve aqui! - rosno.
-Não aconteceu nada, um tempo depois fui falar com você e te trouxe para cá. - sua voz sai firme e acho patética sua tentativa de manter a pose.
-E Eric? - Aquele filho da puta tem muito mais a ver com isso e minha única certeza é que ela está o acobertando por medo do mesmo,Mas se ele não a matar, eu a mato.
-Ele te influenciou a vir comigo. - Eu a puxo pelo braço e a jogo violentamente na cama.
-Fique aí- ela se mantém onde mandei enquanto procuro meu celular e o acho jogado no chão em meio às roupas.
Disco alguns números e convoco meus seguranças, os quais eu não deveria mais andar sem mas isso não importa.
Me visto e poucos minutos depois ouço baterem na porta.
-Entrem - digo ao abrir a porta e eles entram. - Levem ela, sabem para onde. Cuidem para que ela não fuja como se a vida de vocês dependesse disso, porque depende. - Eles afirma em um sinal positivo e eu complemento. - A deem apenas pão e água, quero ela viva, por enquanto.
-Vicenzo!- Ela grita. - Você não pode fazer isso comigo! Temos um passado juntos! Meu pai não vai permitir que faça isso! - Ela diz com o mais puro ódio que emanar de seus poros ao me fuzilar com os olhos e eu solto uma risada nasal.

-Ele não vai sequer saber, e caso saiba, não faz diferença. Eu estou acima dele e retiro o que disse sobre eu não estar acima das leias da mafia, eu estou acima de tudo e todos a partir do momento que assumi o cargo de Don. - Não vou deixar que me atrapalhem, e muito menos meu casamento com Thiffany. Ellora vai aprender a se colocar em seu próprio lugar da maneira mais dolorosa, a matar seria muito generoso da minha parte e menos divertido.
-Sabia que hora ou outra você se tornaria um tirano! - Ela cospe as palavras.
-Chame do que quiser. - viro as costas e ando até a porta mas me viro por um segundo - O problema não é minha tirania, o problema é que você não pode usufruir dela ao meu lado e isso te enlouquece. - Saio pela porta do quarto do hotel e em seguida ela sai segurada por meus homens. Não posso evitar um sorriso maligno brotar em minha face.
