CAPÍTULO 6
ESTOU ABUSANDO DE TODO MEU CONTROLE para não arrancar a cabeça de Eric neste momento, sinto o sangue correr mais quente por minhas veias e fecho minhas mãos em punho.
-Prazer revê-lo, Eric? - Thiffany estende a mão para o bastardo e ele deposita um beijo nas costas de sua mão. Imediatamente tomo sua cintura em meu braço de maneira possessiva.
-Vejo que lembrou do meu nome, princesa. Como não lembraria? Sou inesquecível. - É patético vê-lo jogar seu charme barato em cima de Thiffany, ela franze o cenho e sei que também achou a audácia desse palhaço ridícula.
-Se prefere pensar assim... - ela rebate e deixa o resto da frase no ar.
-Imagino que não tenha nada de importante pra fazer aqui, então faça o favor de sair da minha sala e não me atrapalhar mais. - Minha voz sai mais autoritária do que gostaria, mas não dou atenção a isso.
-Como meu irmãozinho está de mal humor, como sempre- ele dá de ombros - vou indo para não irritar mais a fera. Até mais Princesa - Ele pisca para Thiffany que apenas acente.
-E pare de chamá-la assim. - falo com raiva e ele finalmente sai da minha sala.
-Nota-se de longe que são irmãos. - comenta enquanto eu tranco a porta.
-E por quê? - assumo que me senti levemente ofendido.
-Não sei, acho que o ego, prepotência, jeito galanteador. - esclarece. - Aliás, por que trancou a porta?
-Gosto de privacidade. - A lanço puxa para meus braços novamente em um solavanco e ataco seus lábios que há muito tempo desejava. A sensação de sua boca na minha é ainda melhor do que eu podia imaginar, tudo se encaixa perfeitamente e seu gosto me deixa ainda mais faminto pelo contato.
Desço minhas mãos para seus seios e sinto sua pele macia por baixo do tecido da roupa- a qual estou ansioso para tirar do caminho - enquanto minha outra agarra seus cabelos aprofundando o beijo.
Paramos o beijo por falta de ar. Thiffany corre os olhos por meu corpo e para em minha calça social onde meu membro está visivelmente ressaltado.
- Não devíamos.... -Antes que ela termine a frase a impresso na parede e retiro seu vestido.
Cazzo(Caralho)
-Vou te fazer minha, bella. - digo decidido.
-Hm... - ela geme se conseguir contestar.
Paro por um segundo e observo seu belo corpo, é totalmente perfeito e claramente feito pra mim. Seus seios são do tamanho perfeito com auréolas rosadas, suas curvas me puxam como um imã e me dão vontade de mandar as preliminares para o inferno e me enterrar dentro dela.
A jogo violentamente no sofá do escritório e perco a noção do tempo olhando em seus olhos que transbordam excitação e luxúria.
Abro suas pernas e admiro seus belos lábios inchados de excitação. Corro meus dedos para seu clitóris o esfrego, penetrando meu dedo na mesma, sinto toda sua humanidade, ela está ansiando por mim e isso me faz o homem mais malditamente feliz do mundo.
-Por favor.... - Ela implora com a voz chorosa de excitação.
-Oque você quer, Thiffy? Peça que eu lhe darei - Vê-la implorar esta fazendo meu pau pulsar.
Sou tirado de minha bolha onde tudo está perfeito por uma batida na porta. Thifanny automaticamente sai do meu enlaço e se recompõe, ela balança a cabeça como se estivesse tentando expulsar algum pensamento e volta seu olhar a mim.
-Algum problema? - pergunto com um sorriso cínico e ela nega.
-Acho melhor abrir a porta. - diz sem expressão alguma enquanto alinha seu fios de cabelo no lugar, e no que parece ser um piscar de olhos ela já está perfeitamente apresentável.
-Vou matar o filho da puta que ousou bater na minha porta.
Ando até a maldita porta movido pela força do ódio e assim que abro me deparo com meu pai com cara de poucos amigos. Ele verifica seu relógio impaciente e quando se dá conta de que o observo arqueia uma sobrancelha.
-Acha que tenho o dia todo? - Pergunta puto.
-Estava ocupado - digo sem mais.
-Temos coisas para resolver, estou atrasado para um compromisso, então poupe me tempo e saia da minha frente para que possamos resolver logo isso. - Me afasto da porta lhe dando passagem e sua expressão muda quando se depara com Thifanny.
-Ah, senhorita Lázarri, que prazer em vê-la. - ele beija as costas de sua mão e a lança um falso sorriso.
-É um prazer revê-lo, senhor. - Diz formalmente e vejo que ela olha para porta de canto de olho, o que demonstra sua enorme vontande de sair correndo desta sala.
-Bom, eu tenho que ir. Até mais - ela se despede sem muita cerimônia e vai até a porta.
-Depois continuamos nossa conversa, querida. - Ela suspira e fecha a porta atrás de si.
-Vejo que teve progressos em sua relação, bom. - Meu pai comenta e demonstra satisfação.
-O que deseja? - sou direito.
-Vou sair em viagem após seu casamento, sem previsão de retorno. Já não estou mais em idade de preocupar com negócios, tenho dois filhos criados e que estão em perfeita condição de fazer isso por mim, e além disso também, é a obrigação de vocês. Só retornarei em caso de extrema necessidade, o que não será necessário se fizerem tudo como se deve, espero que não me decepcionem. - Diz por fim e reviro os olhos.
-Faça o que achar melhor. Aonde vai? - pergunto apenas por curiosidade, não que eu me importe muito.
-Prefiro não dizer. mas, se necessário, sabe como me encontrar. - assinto.
Ao chegar ao meu apartamento a única coisa que me passa pela cabeça é o quão grande está minha vontade de terminar o que comecei de manhã com minha querida noiva.
Lei mi fa impazzire(Ela me enlouquece)
Abro o notebook e escrevo um e-mail para Thiffany.
De: Vicenzo Salvatore
Para: Thifanny Salvatore
Assunto: Lindo dia
Querida futura esposa, saiba que ainda não acabamos a nossa conversa, ainda temos assuntos pendentes, então não pense que pode simplesmente fingir que nada aconteceu.
Hesito alguns segundos antes de enviar, mas antes que me dê conta, a mensagem já é enviada para caixa de correio de minha digníssima noiva.
Poucos segundos depois o som da notificação ecoa e eu imediatamente abro sua mensagem.
De: Thifanny Lazarri
Para: Vicenzo Salvatore
Assunto: Lindo dia
Senhor Salvatore, acho que nossa "conversa" acabou a partir do momento em que saí de sua sala, não temos nada pendente a resolver. caso tivéssemos, tenha certeza de que eu resolveria com prazer.
Sorrio sem perceber. Por algum motivo sua petulância me diverte e admiro sua forte personalidade, coisa que em qualquer outra pessoa me faria perder a paciência.
Torno a escrever outra mensagem, as coisas estão ficando interessantes.
De: Vicenzo Salvatore
Para: Thifanny Salvatore
Assunto: Cinismo
A maneira como se faz de desentendida me diverte, porém, no momento prefiro que admita que não esqueceu o que houve, mas caso continue com sua simulação, terei o prazer de refrescar sua memória, e sei que irá gostar e muito de recobrar suas lembranças.
Aperto em enviar. Olho para os lados impaciente na espera de uma resposta e ela logo vem.
De: Thifanny Lazarri
Para: Vicenzo Salvatore
Assunto : Prepotência
Acho que deveria tratar esse grande narcisismo que têm. Não aja como se estivesse louca para me jogar em seus braços, porque não é assim.
Boa noite e passar bem.
Pisco algumas vezes desacreditado.
Sfacciato (Atrevida)
Ela gosta realmente de jogar, mas ela não faz ideia de com quem está lidando, sou o dono do tabuleiro no qual ela joga. Ela teve a ousadia de me rejeitar.
Por que isso me deixa ainda mais interessado?
Vou até meu quarto e tomo um longo banho, onde minha imaginação se liberta e todas as fantasias envolvem a bela morena de olhos claros e língua
Afiada.
Sai do banho e visto uma roupa qualquer. Desço até a garagem e me animo ao vir minha linda lamborghini, um sorriso automaticamente brota em meus lábios.
Bato na porta e segundos depois ela é aberta, e tenho a visão mais fudidamente perfeita do mundo. Thiffany está apenas com uma camisa que vai até suas coxas perfeitamente torneadas e seus seios fartos estão marcados na blusa, seu cabelo está preso em um coque bagunçado e ela usa uns óculos de grau que a deixa fudidamente sexy. Perco o ar por alguns segundos e só me dou conta de que estou quase babando quando sou trazido de volta a realidade por estalos na frente do meu rosto.
-Está surdo, Salvatore?! - ela gesticula encostada na porta.
-Oi amor. - digo divertido.
-O que faz no meu apartamento? Como sabe onde eu moro? Como sabe que eu me mudei? Como chegou aqui em cima?! - ela dispara várias perguntas sem nem mesmo respirar.
-Bom, vamos por partes - a acalmo e ela me lança um olhar interrogativo - vai me deixar entrar primeiro? - ela suspira e me dá passagem enquanto revira os olhos.
Me jogo em seu sofá e começo.
-Então, estou aqui para lhe fazer companhia, sei que se mudou pois se tudo de você, sei que mora aqui pelo mesmo motivo já citado, e como subi, já sabe - Ela franze o cenho- pelo elevador. - solto uma risada.
-Nossa, que sem graça. Idiota - eu sorrio ao ver sua cara de irritação.
-Tá bom, eu subornei o porteiro, depois de apontar uma arma para cara dele.. -ela abre a boca em O. - Isso não vem ao caso.
-Apontou uma arma na cara do porteiro do meu apartamento?! Qual o seu problema?!. - Ela parece irritada e descrente.
-Ah, vários. - Ignoro sua pergunta e me volto para televisão.
-O que está assistindo? - olho curioso a tela da TV.
-Crepúsculo. - Ela responde animada depois de se sentar ao meu lado.
-O que é isso? - Pergunto curioso, ainda mais por sua empolgação ao falar o nome do filme, ela parece gostar muito.
-Assiste, já que está aí mesmo. - Ela dá de ombros e reinicia o filme - Vai adorar... Ou não.
Sorrio divertido e franzo o cenho.
-Que filme idiota.
Thifanny está de pernas cruzadas no sofá e uma almofada no meio de suas pernas, ela me olha indignada e bate a almofada em mim.
-Não é idiota! Você é idiota! - Ele continua a me atacar com a almofada.
-"Aí Bella, não posso ficar com você, eu sou um monstro!" - imito o personagem idiota do filme e ela faz um bico que me dá vontade de morde-lá.
-Fala sério, é um filme de vampiros que brilham no sol, não tomam sangue humano, e ela não fica com a garota por um motivo que ninguém sabe qual, e ainda faz o maior drama!.- digo indignada com o péssimo roteiro.
-Você não sabe de nada! - diz batendo a mão na testa.
-Você que gosta dessa porcaria sabe?! - debocho
-Você é um imbecil. Não fala mal do meu filme. - Suas bochechas ficam mais vermelhas ainda.
Paro por um segundo para observá-la. nunca a vi tão bela, ainda mais linda sem maquiagem, sem roupas sensuais - mesmo que mesmo com essa ainda pareça extremamente sensual - sem saltos ou sua pose de intocável, poderia dizer até que parece vulnerável, mas isso ela nunca será.
-Pode até gostar mas não pode dizer que é bom. - ataco.
-Não é bom, é incrível. - Ela joga a pipoca que há pouco estava na mesa de centro em mim.
-EI! - Desvio mas mesmo assim ela me acerta.
-Já está tarde. Anda, cai fora da minha casa. - Ela me empurra até porta.
-Você é uma péssima anfitriã. - digo já na porta.
-Até mais, Salvatore. - dito isso, dou com a cara na porta.
Sorrio.
Nunca pensei que ver um filme bobo de adolescentes seria tão divertido, foi o mais perto que eu cheguei de diversão em muitos anos. Toda ideia de "diversão" na minha vida se resume em bebida e mulheres, e agora esse tipo de diversão acaba de parecer menos legal.
Já dentro do meu carro recosto a cabeça no banco e deixo minha mente vagar por alguns minutos e ela imediatamente se volta à Thifanny, que tem sido dona dos meus pensamentos nos últimos dias.
Eu já a achava extremamente intrigante com sua pose de Fame fatal, mas é ainda mais interessante quando está totalmente aleatória a problemas externos, onde não precisa de uma postura de chefe.
Seja lá o que houve com ela hoje, eu gostei. E isso me preocupa.
