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CAPÍTULO 4

OLHO CONSTANTEMENTE PARA MEU relógio de pulso. A garçonete aparece pela terceira vez, e desta eu decido fazer os pedidos por mim mesmo, caso minha companhia não goste, paciência. Não sou um homem que gosta de esperar.

A garçonete anota os pedidos e sai claramente frustrada por suas tentativas de me seduzir serem totalmente ignoradas novamente.

Cagna (Vadia)

Ao focar meus olhos na porta vejo quem eu tanto esperava. Vindo até mim com toda sua beleza e divindade. Tenho que admitir que quando se trata de aparência, essa mulher é totalmente desprovida de defeitos.

E presto il mio (E em breve minha)

A cada passo que a mesma dá eu fico mais encantado com sua beleza. Seu vestido destacando suas curvas fazem meu membro se apertar em minhas calças, suas pernas torneadas me fazem pensar em como ficariam ainda mais perfeitas em volta de mim. Seus seios ficam totalmente marcados no vestido e isso me deixa ainda mais exitado.

Os cabelos pretos e rebeldes a dão um ar selvagem e determinado conjunto a seus olhos claros, e tudo em perfeito contraste com seus belos traços.

O nervosismo de Thiffany é evidente - ao menos pra mim - qualquer um que a visse pensaria que está perfeitamente segura mas eu sabia que não era assim.

Ela finalmente para em minha frente e eu volto a realidade focando no que realmente importa.

-Tomei a liberdade de fazer os pedidos, espero que não se importe. - ela dá de ombros.

-Vamos acabar logo com isso. - ela suspira.

-Ansiosa? - perguntou com humor na voz e ela revira os olhos, atitude que me deixa levemente incomodado e espero que isso não se torne um hábito.

-Não, só quero ir logo para casa. Não vejo porque prolongar coisas que podem ser rapidamente resolvidas, não gosto de rodeios. - ela responde com sua habitual ousadia.

-Entendo.

O garçom trás os pedidos e rapidamente se retira. Abro a garrafa de vinho e encho as taças no mais absoluto silencio, um silêncio desconfortável que pede para ser rompido por um suspiro que seja.

-Então, já deve imaginar o porquê de eu estar aqui - ela começa.

-Vai aceitar minha proposta, ou melhor, meu pedido de casamento. - confirmo e ela assente.

-Sim, como você mesmo disse, vai ser conveniente a mim, a você e aos negócios. - ela toma um gole generoso da taça.

-Sim, será. Então, iremos oficializar isso neste sábado em um jantar formal com todos e assim poderemos marcar a data do casamento o mais breve possível. - ela arregala os olhos e engole em seco.

-Tão rápido? - ela deixa transparecer sua surpresa -diria até que seu medo - pela primeira vez sem nenhuma tentativa de ocultar seus sentimentos.

-Não foi a você mesma que disse que não gosta de rodeios ou que seja? - Ela assente novamente.

-Então assim será, e por volta de um mês você será a nova senhora Salvatore. - Ela brinca com os dedos na tentativa concentrar seu nervosismo em algo.

-Para sua infelicidade sim. - Seu olhar é desafiador e repleto de promessas-creio eu- que não são boas.

-Estranho, eu não estou nada infeliz. - Falo com falso entusiasmo e um sorriso cínico nos lábios.

-Veremos por quanto tempo, senhor Salvatore. Acredito veemente que em algum tempo não poderá repetir tais palavras. - Ela sorri com maldade e isso me exita.

-Eu não me ameaçaria desse jeito se fosse você. Não é qualquer um que tem a sorte de me responder do jeito que faz e sair vivo, não abuse da sorte. - Aviso. Ela solta uma gargalhada decreta e sexy que me faz querer dar belos tapas em sua bunda e fode-la cima desta mesa.

-Eu aconselho que seja uma boa esposa e tente conviver em paz com seu futuro marido. Casamentos no nosso meio são para sempre, não há volta. Quando disser "sim" diante da justiça e da igreja, não haverá salvação e você será eternamente minha, até o último de nossas vidas.

-Realmente. Até o último dia de nossas vidas - ele ri sarcasticamente e eu arqueio a sobrancelha. Sei muito bem qual a intenção dela ao dizer isso, o que me faz rir internamente.

-Se não fosse loucura, diria que isso foi uma ameaça. - Levanto levemente a cabeça e ela sorri amarelo.

-Foi só uma confirmação do que disse. Está com medo?

-Não, pessoas como eu não tem medo. - digo totalmente seguro e não estou mentido.

-Todos nós temos algum medo, um ponto fraco. - afirma e seu olhar se mantém no meu.

-Está dizendo que tem medo de algo? - pergunto curioso.

-Claro, como eu disse, todos temos um ponto fraco. O negócio é não deixar ninguém saber qual é. não se dá ao inimigo a arma para te matar. Tudo bem ter um ponto fraco, mas não se deve deixar saberem qual é. É tudo questão de sobrevivência. - Ela fala cada palavra de maneira convicta e isso me deixa totalmente instigado.

-Está dizendo que considera seu futuro marido um inimigo? - pergunto com vitimíssimo.

-Você sabe a resposta. Ou vai me dizer que considera sua futura esposa a pessoa mais confiável do mundo? Confiaria em mim de olhos fechados? Baixaria a guarda e me contaria seus piores segredos? Claro que não. Muito menos sob as circunstâncias dessa união matrimonial - ela diz a última frase com total desdém e ironia.

-Tem toda razão. Não confio em você, mas não tenho medo, sou muito bom em me proteger. - Isso sai como um aviso, para que ela pense muito bem antes de tentar tramar qualquer coisa.

-Bom saber. - acena com a cabeça.

-Temos que resolver algumas coisas em relação às cláusulas do casamento. gosto de regras, mantém as pessoas sob controle e não seria diferente em meu casamento. - falo sendo direto.

-Diga.

-O casamento pode não ser feito sob nossa livre e espontânea vontade, mas ele será de verdade. - a informo.

-Entendi o que quis dizer. Normalmente uniões matrimoniais no nosso meio são totalmente voltadas em aparência, em parecer felizes e estáveis. Quando na verdade os dois fazem o que bem querem por baixo dos panos, não dormem juntos, sem relações sexuais - a menos que seja na intenção de gerar um herdeiro- e principalmente, sem fidelidade. E você não quer isso, estou certa? - Pergunta e eu afirmo. Gosto da audácia dela. Thiffany tem tudo que precisa para ser a mulher perfeita para mim, tem boa aparência, coragem, inteligência, frieza e sagacidade.

-Completamente certa - afirmo novamente - Eu não divido o que é meu, e gosto das coisas feitas na maneira convencional. Se vamos fazer isso, que seja direito. Quero poder desfrutar do seu belo corpo, sua companhia, e somente eu. Caso contrário, sabe o que fazemos com traidores. - ela solta uma risada nasal e eu a fuzilo com o olhar.

-Ok, senhor possessivo. Saiba que se for assim, exijo o mesmo, gosto de exclusividade. - ela cruza as pernas e solta um suspiro que faz seus seios subirem e descerem, chamado minha atenção para tal área.

-Estamos de acordo- digo

-Negócio fechado. - reafirma ela.

Eric adentra minha sala e imediatamente suspiro e paro o que estava fazendo enquanto ele se senta na poltrona em frente à minha mesa.

-Não sabe bater na porta? - digo o fuzilando com o olhar e o idiota dá de ombros, oque faz com tudo na vida.

-Como foi com a minha futura cunhada gostosa?

Não sei quando mas vou acabar cravando uma bala na cabeça desse desgraçado. Meu querido irmão tem o grande poder de me irritar.

-Primeiro de tudo, olha como fala da minha mulher, Segundo que não é de sua conta. - seu sorriso cínico aparece novamente.

-Que mal humor. Acordou com o pé esquerdo? - ri

-O que você quer aqui? - a pergunta que sempre faço quando o mesmo aparece no meu campo de vista ecoa pela sala.

Ele só vem até mim quando precisa de algo, mesmo que a necessidade seja de me irritar. Isso acontece desde que nos damos por gente, e pelo visto não vai mudar, a menos que eu mude isso com uma bala na cabeça desse idiota.

-Só queria saber como foi com a princesinha Lázarri. - Fala de maneira indiferente.

-Não vai desistir, não é mesmo? - sou bem direito. Sei que meu irmão demonstrou tanto interesse quanto em Thiffany, mas para infelicidade dele, nela ele não toca.

-Claro que não, irmão. Eu quero ela tanto quanto você , e eu não desisto do que eu quero. Nunca - ela fala com raiva e eu sorrio.

-Para tudo tem uma primeira vez, essa é a sua. Ela já aceitou se casar comigo, Thiffany é minha. - falo possessivamente.

-Vamos ver por quanto tempo - ele rebate e essa é uma das poucas vezes que Eric diz algo de maneira séria, sem risadas, cinismo ou ironia.

-Se encostar a mão na minha mulher eu mato você, independente de laços de sangue. Nunca nos gostamos mesmo, não seria sacrifício para nenhum de nós acabar com o outro. Está avisado. - falo por fim.

-Você também está irmãozinho. Quando menos esperar ela estará na minha cama, e será minha. - ele fala por fim e sai.

Vou até a mesa ao lado do sofá se canto e encho um copo de gelo com whisky, virando tudo de uma vez.

Acho bom que ele não tente nada, não vou exitar em acabar com ele. Ninguém toca no que é meu, muito menos Eric.

Ele é apenas dois anos mais novo que eu, e desde que nos damos por gente não nos damos bem. E ele tem uma necessidade enorme de me irritar, querer o que é meu e se sobressair em tudo. Um narcisista de merda, assim como meu pai. Não posso julgar totalmente, porque isso é uma característica dos homens da família Salvatore, o quê queremos nos tomamos e tudo se baseia em nossos desejos e vontades.

A diferença é que ele não luta pelo que ele tem interesse, seus interesses são os meus, se eu quero, ele tenta ter e isso não é bom pra ele, porque sou capaz de qualquer coisa pra proteger o que é meu. Nunca me importei dele se relacionar com as mesmas mulheres que eu, elas não significavam nada pra mim, mas Thiffany é minha desde que a desejei e ela, ele não toma.

O telefone em cima da mesa toca e eu atendo rapidamente.

-Senhor Salvatore, A senhorita Ferrari está aqui.

-Mande entrar.

Desligo sem mais palavras e reviro os olhos irritado. Não sei o que Ellora quer e não estou com paciência hoje.

Ela adentra a sala com sua típica expressão fria e ao me ver dá um sorriso malicioso.

-Oi. - ela diz ao beijar minha bochecha.

- O que veio fazer aqui? - Pergunto sem rodeios.

-Resolver coisas com seu pai. Passei aqui pra falar com você. Pelo visto não está de muito bom humor. - ela pega o copo de whisky da minha mão e toma um gole.

-Que bom que notou. Já passou aqui, já falou comigo, então já pode ir embora. - minha voz sai fria e ela franze o cenho.

-Okay então. Ela vai até a porta e quando está para sair, dá um passo para trás, oque me deixa decepcionado.

-Isso tudo é por causa da filha do Lázarri? - diz com receio.

-Minha futura esposa? - sou direto.

-Futura esposa? - sua sobrancelha se arqueia e sua expressão demonstra surpresa e raiva.

Sei que essa não é a melhor maneira de terminar com alguém. Mas estou sem paciência e fui direito ao ponto, espero que ela saiba que isso é o fim e suma de vez.

-Isso significa que você me trocou por ela? - ela fala incrédula.

-É exatamente isso que significa.

-Você tem a mim, se quiser casar a gente pode...-sinto pena dela pela tentativa em vão.

-Eu quero ela, sinto muito. A gente ficou por um tempo, foi legal, o sexo era bom, mas era só isso. - ela passa a mão pelos cabelos e sai porta a fora mas antes deixa seu aviso.

-Não acabou ainda.

Jogo o copo na parede e me jogo no sofá. Ela não vai atrapalhar meu casamento com Thiffany, antes disso eu a mato. Ela sabia que nunca tive a intenção de ter nada sério com ela, sempre deixei isso claro. Eu jogo limpo com as mulheres, sou sincero e elas aceitam minhas propostas totalmente cientes das minhas intenções e de seu lugar em minha vida. Com Ellora não foi diferente, então ela que não banque a mal amada ciumenta, pelo bem da pele dela.

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