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Inferno - Kezabel e Arazyal

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Amon Ra
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Notas

Resumo

Duas ex-amigas e atuais arqui-inimigas terão que se unir se quiserem sobreviver.

amorromanceAmor trágico / Romance angustiantePoderosos juntos / Casal forteAmor que cresce com o tempoAmigos de infânciaPar perfeitoSangue quente / Cheio de energia

#1

No Inferno não há céu.

Literalmente.

Uma grossa camada de nuvens negras cobre o plano de ponta a ponta como um teto vivo, suas revoluções expondo o vermelho em seu interior feito magma semi-derretido. E assim na terra como no céu, rocha incandescente fluía através de planícies, vales e rios vulcânicos, dando a este mundo um aspecto um tanto… infernal.

Mas não só de calor vivem os demônios.

O Inferno é, na verdade, um lugar rico em ecossistemas. Abaixo do teto celestial é possível encontrar pântanos, cadeias de montanhas, rios, oceanos, florestas espinhentas e…

Ela.

A Fortaleza-Muralha.

O único ecossistema artificial de todo o Inferno.

Uma construção iniciada há milênios por sabe-se lá quem, sabe-se lá por quê e que até hoje é ampliada, reformada e modificada por cada uma das facções e civilizações que ali habitam.

Como diz o nome, a Fortaleza-Muralha é uma… fortaleza que é ao mesmo tempo uma… muralha. Bem óbvio. Em uma imagem, é um castelo comprido que se estende de horizonte a horizonte. Seu longo corpo acompanha as ondulações do terreno, cada seção exibindo seu próprio visual e estilo. Em alguns trechos, a base ondula, mas o topo segue reto. Em outros, a base segue reta e quem ondula são as construções em seu topo, cada torre, cada prédio, com um tamanho diferente. E em outros, tudo ondula, base e topo, o solo enrugado e as árvores negras gigantescas em seus jardins dando forma ao trecho.

Uma outra maneira de descrever a Fortaleza-Muralha seria resumi-la a uma tripa de países. Países pequenos, confinados dentro de suas paredes, porém com costumes, cultura e até línguas distintas. E, como acontece em qualquer condomínio, é óbvio que haveria brigas. Só que nesse caso, sem um síndico e com cada trecho contando com sua própria indústria de mineração e produção de objetos afiados, as “brigas” se tornam “guerras”.