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CAPÍTULO 8

SUAS COXAS ESTÃO TOTALMENTE amostra, a pele branca iluminada pela luz baixa do corredor. Os seios estão subindo e descendo pelo seu arfar que começou agora, há um segundo atrás não se ouvia o som das nossas respirações. Os lábios estão entre abertos e eu perco o controle, me deixando levar pelo momento e pela dor da minha ereção e desejo. A agarro com força, em um solavanco em que seu corpo se choca com o meu .

Encaixo meu nariz no seu pescoço, deixando um beijo na pele quente em cima da veia que pulsa o sangue fervendo, inspiro sua fragrância inebriante. Minha mão está em seu quadril enquanto a outra segura seus cabelos sedosos. quando me separo de seu pescoço, ela me encara por um segundo antes que eu tome seus lábios em um beijo possessivo e dominante.

Seus lábios são macios e doces, nossas línguas guerreiam pela dominância do beijo o qual eu estou em vantangem. A pego no colo em um momento de ímpeto e ela não se opõe, ainda no beijo. Aperto sua bunda, é perfeitamente redonda e sua pele parece mais suave e macia a cada toque.

Quando o ar falta em nossos pulmões ela desliza as pernas até o chão, e só suas mãos permanecem segurando meus braços para não perder o seu equilíbrio. Ela se afasta, me fazendo dar um rosnado baixo em protesto.

—Vai continuar negando que é minha e que está quase entregue, depois disso? - Dou um passo a frente e ela não recua. Minha voz é baixa e rouca.

—Foi só um beijo. não assinei um contrato de posse, Dimitri. - ela volta para o tom severo e o nariz empinado, era melhor quando ela estava presa a mim e ocupada demais para dizer algo.

—Ainda não. - A puxo para perto novamente, mas ela tenta se manter no lugar, relutante. Tentativa sem sucesso. - Mas não muda que você é minha, e vai ser minha mulher em breve. Está debaixo do meu teto e tudo aqui dentro é meu, inclusive você. e vejo que está bem perto de aceitar. - sussuro em seu ouvido, ela arfa. - Tenha uma boa noite, noiva. - saliento a palavra.

Sigo o corredor para o meu quarto, não olho para trás. Se eu ficasse um segundo a mais, eu não controlaria meu desejo e a tomaria para mim ali mesmo.

22/03 14:00PM, Moscou

Entro na sala de reuniões da Sede. A mesa rodonda ja esta ocupada pelos representantes. O lugar de Gregory está vazio, ele avisou que não viria, evitando encontros com Diego e tinha uma negociação neste horário, obviamente marcada no mesmo propositalmente.

—Boa tarde. - Cumprimento a todos que se levantam imediatamente, e com um gesto da cabeça dou a ordem de que se sentem e em seguida o faço.

—Por que a reunião? Sei que não houve nada com as boates e as cargas, as armas chegaram na America em perfeito estado. - Olho para Diego de esguelho.

—Vim anunciar meu casamento. Já devem ter ouvido falar que achei a filha do Salazar, a trouxe para Rússia, como também devem saber, e agora ela será a minha mulher.

—Tem certeza de que ele é a mais apta para ser sua esposa? - Dubrov pergunta, me fazendo revirar os olhos. Ele ainda está iludido com a ideia de que sua filha possa me conquistar, no último minuto do segundo tempo. Coisa da minha mãe.

—Eu não vejo quem poderia ser melhor. Ela é uma legítima Salazar, a única que restou depois de quase duas décadas, o sangue dos meus filhos será também dos fundadores.

—Mas também sei que ela foi adotada pelo Salvatore, tem ligação com os Bennaci e é membro da obscurare. E isso é um risco, se ela tiver vontade de voltar para Itália, vamos entrar em uma guerra pelo seu desejo e capricho de ter uma legítima Salazar na linhagem.

—Primeiro, não se refira a mim como um adolescente, Dubrov. - o Repreendo com seriedade. - E eu vejo toda essa influência dela como uma vantagem, com essa união podemos manter uma paz entre as duas maiores máfias da Itália e a Rússia, já que eles não vão querer entrar em guerra contra uma famíliar deles.

—Como pode garantir isso? Eles não vão evitar conflitos por nós. - Me pergunto se ele já está sofrendo de demência pelo excesso de idade.

—Mas vão por ela. - Falo mais alto, Diego move a cabeça devagar para encarar Dubrov, sua pose e expressão são impassíveis e não sei de que lado ele está, não importa muito. - E eles sempre evitaram guerra com a Rússia, até Nikolai estragar tudo, mas sua máfia já está eximada, por culpa dele mesmo e por nossa. - faço referência a ação passada e eles assintem, alguns com sorrisos no rosto. - Não se trata apenas de que ela é uma legítima Salazar, e sim de que ela pode nos trazer muitas vantagens apenas por existir. Alguma outra objeção?

Eles se entre olham, negando com a cabeça.

—Pelo que vejo, Dimitri tem razão, é muito bom ter todas essas vantangens nas mãos, então não vamos deixar que interesses pessoais se tornem empecilhos. - Diego fala olhando para Dubrov. - E devo supor que vai deixar Gregory no seu lugar de subchefe. - indaga.

—Sim. Ele já estava exercendo isso enquanto meu pai estava doente, não vejo porque seria diferente agora. Ele tem toda minha confiança.

—Que assim seja. Traga sua esposa para a cerimônia de apresentação após o casamento, ela será marcada e estará resolvido. A próposito. - Se arruma na cadeira. — Diga a Gregory, já que ele está ausente nesta Reunião, que ele nos apresente uma esposa o mais breve possível.

—Por quê a urgência? - Arqueio a sobrancelha. É quase uma retórica, sabemos a resposta, e não é só tradição e lei, e sim uma perseguição.

—Porque ele tem que ter uma mulher ao lado, como todos nós temos ou um dia tivemos. caso não se case, ele não vai poder ocupar seu cargo, é a regra e você sabe.

—Sem trata apenas disso? - Questiono.

—Sim. - afirma cinicamente.

—Vou avisar a ele, ciente de que a ideia não vai o agradar.

—Não estamos aqui para agradar seu amigo, Dimitri. Ele tem que seguir as regras e lidar com as consequências se não o fizer.

—A reunião está encerrada. E aviso desde de já que não vou aceitar nenhum tipo de comentário adverso sobre minha escolha de esposa, nem para mim e nem para ela. - corro o olhar pela mesa, me demorando mais em Dubrov. - E como representantes, avisem suas famílias e subordinados, também não quero que ninguém a toque ou a olhe demais, gosto de proteger o que me pertence e caso algum dos filhos de vocês pense em algo com a minha mulher, estarão mortos. Podem ir.

22/03 15:57PM

—Dimitri, sabia que eu tenho coisas para fazer e não posso vir correndo toda vez que você me chama?- Entra na sala, ficando parado do outro lado da minha mesa.

—Senta. - Ignoro seu tom, guiando seu olhar para a cadeira com o meu- Más notícias pra você, meu amigo. - O olho em lamentação.

—Eu disse não ia naquela reunião... Você sabia. - Ele se senta. Eu assinto em concordância, mas ele deveria ter ido.

—Você vai ocupar meu lugar, oficialmente. como sabe. -Começo.-E Diego mandou que eu te desse a ordem de se casar. —Vou direto ao ponto, não tem porquê fazer rodeios.

—O que? Esta brincando, idiota? - Ele eu ri com escárnio e contráriação mas eu mantenho meu tom sério, sem visco de humor.

—Não. Você tem que se casar o mais rápido possível se quiser o meu lugar.

—Seu lugar? É meu lugar...- dá de ombros. — Antes mesmo do seu pai morrer, eu já fazia esse trabalho. E você o de capo, agora esta me dizendo que não posso mais assumir o meu cargo? - Seu tom se eleva e com um olhar eu mostro que quero que se controle. Gregory tem razão, meu pai já estava doente meses antes e eu fazia o trabalho de capô mas o título ainda era dele, e o meu lugar era ocupado por Gregory, nada oficial, éramos apenas substitutos.

—Eu só estou seguindo as ordens do conselho.

—Então agora você segue ordens? Aquele velho cretino manda e você obedece? - Se levanta.

Eu o olho sem dizer nada. Eu sempre segui as regras, é a coisa certa a se fazer para que tudo funcione como se deve, não posso achar que porquê sou capô, tenho o direito de passar por cima de tudo que faz com que a máfia funcione perfeitamente, como as engrenagens de um relógio. Todos sabem que prezo pela disciplina e tenho que dar o exemplo.

—Existe um conselho e ele tem que ser respeitado. Se fosse algo absurdo eu iria me opor, mas é o certo.

—Me obrigar a casar? É loucura.

—Pode não se casar mas vai ficar fora do cargo. É uma decisão sua, eu só respeito as leis e não posso, ou melhor, não vou fazer nada por você neste caso.

— Tudo bem, eu me caso. - Cede - mas vai ser com a mulher que eu escolher e você e o conselho vão ter que aceitar.

—Ninguém mencionou alguém específico - dou de ombros. - Achei sua noiva o mais rápido possível. Não quero Diego enchendo meu saco por causa disso

—Passar bem, Dimitri. - Ele sai ainda irritado, batendo a porta. Sei que está mais incomodado porque a ordem vem de Diego, que não aceita que Nádia não o queira.

Encho um copo de cidra no bar ao fundo da minha sala. Bebo um gole do líquido quando volto a me sentar na cadeira, minha mente viaja para a noite em que Hanna esteve em meus braços, sob a minha posse enquanto eu apreciava seu gosto. Também sinto raiva, uma revolta mortal por pelo pensamento tortuoso de que ela tenha sido de outro, que ame outro. E eu preciso acha-lo e o matar, a partir do momento que a vi, ela se tornou só minha e não vou permitir que seja diferente.

Meus dedos ficam brancos quando o sangue foge dos meus dedos pelo aperto no copo de vidro que está prestes a se quebrar pela pressão.

A porta é batida quatro vezes, deixo o copo de lado enquanto cedo a permissão para que entrem. E me arrependo.

—Seu pai não está mais aqui, Daria.

—Eu vim... falar com você. - Ela não tem o tom manso e medroso que usa de costume. Sua expressão parece forçada para parecer sexy. O que ela está fazendo?

—Novamente, não vejo que assunto pode ter comigo. - falo em descaso.

—Eu fui com a Hanna comprar um vestido de casamento. - começa, o que eu tenho a ver com isso? Penso.—E Dimitri...- se sente na cadeira do lado oposto da minha mesa. —Ela não estava feliz, a deixe livre. Ela ama outro, não é justo que tenha que passar a vida com você amando outro, nem para ela e nem para você. Você merece ser amado de volta e eu posso lhe dar isso.

Rio nasalmente. Minha única reação, não consigo dar a ela nem um olhar de pena.

—Tudo bem. - ela sorri com a minha resposta. —Se era só isso, já pode ir.

Ela bufa, encolhendo os ombros. E dando a volta na mesa de vídro, se senta em cima da mesma, de frente para mim. Seu decote é revelador demais, nunca a vi usar algo como isso, os cabelos ruivos estão presos em um rabo de cavalo e os lábios estão pintados de vermelho sangue.

Cerro os olhos sem entender sua aproximação. Espalmando as mãos atrás de si na mesa para apoiar o peso, ele você o salto na minha cadeira, do lado da minha perna e as pernas lentamente.

—O que está fazendo? - arqueio a sobrancelha, meu tom de sai rígido.

—Estou te mostrando. - morde o lábio inferior. — Eu me guardei para você durante toda a vida. - suspira. —E quero que você me tome para você.

A encaro com absurdo. Ela se manteu virgem para mim. Para um dia se casar comigo, é uma pena que tenham sido anos desperdiçados. Eu não sinto desejo em vê-la assim, exposta e entregue para o meu prazer. Ele é atraente mas minha mente está ocupada com a lembrança daquela noite, das minhas que Hanna me deu e que me deixaram transtornado. Era ela quem eu queria desta maneira para mim, pra que eu me afundasse em sua intimidade tomando seu prazer. Daria não me causa nada.

—Por que está agindo assim? você não é assim, Daria. - Tento ser condescendente, ela está apaixonada e não quero humilha-la, mesmo que ache seu apelo patético e lamentável.

—Porque é o que você gosta. A Hanna é assim, ele fala desse jeito e se veste assim...- suspira, fechando as pernas e as juntando enquanto permanece sentada na mesa. - Eu achei que era isso que te atraia.

—Isso me atraí porque é nela, porque ela é assim e ela me atrai. - Mudo o tom para algo mais sério mas sem ser arrogante. —Ela é a única mulher que me atrai e tentar cópia-la de maneira caricata não vai fazer com que eu te deseje.

—Você a ama? - Me afasto dela ao empurrar o corpo para trás com a cadeira. Eu ignoro sua pergunta, não vou responder isso, não devo explicações a ela e não sei exatamente a resposta, mas se tivesse que responder, diria fascinado, obecado, não apaixonado.

—O que está fazendo aqui, Daria? - A voz da minha mãe soa surpresa, não pela presença de Daria, certamente, e sim por ela estar em cima da minha mesa. Ótimo ela não ter chegado um minuto atrás.

—Ivana! - Ela arregala os olhos, corando de vergonha. Se coloca de pé novamente e vira para direção da minha mãe, que a olha dos pés a cabeça com repúdio.

—Por que está vestida assim tão vulgar?

—Eu....- ela quase gagueja, e eu assisto a cena com indiferença.

—Vista uma roupa descente, você é uma boa moça, prendada. Não deveria se portar como a vulgar da noiva do meu filho, foi só se amigar com ela e já está sendo influenciada.

—Eu já vou indo, senhora. Tenha uma boa tarde. - Se despede com um beijo e não me olha antes de sair, provavelmente pela vergonha.

—Não se refira a minha mulher dessa maneira, mãe. - Falo com fúria.

—Mas eu não estou falando nenhuma mentira, Dimitri. Sua esposa é uma mulher vulgar, e venenosa, mas é claro que você está encantado demais pela beleza dela para poder enxergar isso.

—Eu enxergo, mãe. Eu só não concordo com seu ódio dela que não tem fundamento e não vou permitir que a trate desta maneira na frente dela como fez aquele dia.

—Eu já disse que a trato como ela merece.

—Então não vou querer que esteja no meu casamento e nem que frequente a minha casa, se não respeita minha mulher, não ficará por perto.

—Está vendo como está agindo por ela? Novamente volta a querer me afastar de você por causa dela. E saiba que minha desaprovação por ela não é infundada, Dimitri. Não é apenas porque sei que Daria seria melhor, e sim porque vi no olhar aquela cobra como ela realmente é, ela vai te destruir Dimitri. Ainda mais que não quer estar aqui, e eu conheço esse tipo.

—JÁ CHEGA, MÃE! - aumento o tom após bater a mão na mesa, dando um basta.

—Não use esse tom comigo.

—Então não volte a repetir o que disse. Fiz uma reunião hoje para anunciar oficialmente meu noivado com a Hanna, e todo o conselho concordou. Hanna vai se casar, vai ser minha mulher a marcaremos como uma legítima Salazar. - digo por fim.

A encontro sentada no sofá da sala com um netbook no colo.

—Como foi com a cerimonialista? - Pergunto parado na soleira da porta de correr feita vidro.

—Ela teve que adiar, disse que virá amanhã. E a reunião?

—Todos concordaram com nosso casamento, não seriam estupidos de se opor. Ninguém vai poder impedir que se case comigo. - Ando até o sofá onde ela está sentada, me colocando ao seu lado. - O que vai dizer a seus pais?

—Que vim fazer um trabalho na Rússia, matar alguém da máfia que por coincidência, era a Salazar. Você me achou, descobriu quem eu era e se aproximou de mim, então eu fiquei perdidamente apaixonada e vamos nos casar. Não posso dizer que estou sob ameaça, e ele também não acreditaria que você não sabia quem eu era quando se interessou por mim, então essa história vai ter que servir.

—De acordo. - assinto. — Minha mulher é muito sagaz. - Toco em seu queixo e ela move o pescoço para me olhar, suas mãos fecham o Notebook sem olhar.

—Você não imagina o quanto. - sussuro, seu rosto está perto do meu, então coloco a mão em seus cabelos tomando seus lábios, e ela não recua.

Segundos depois ela está em meu colo, ela sente minha ereção em contato com sua virilha e continua o beijo, passando os braços pelo meu pescoço enquanto aprofunda o beijo.

—Se entregue...- sussuro em seu ouvido. Ela não responde, apenas se levanta e me estica a mão, eu aceito de bom grado. E seguimos para o andar de cima, desta vez eu a guio até meu quarto. Fechando a porta atrás de mim. Há uma poltrona branca perto da parede, ela empurra meu peito e eu sento no mesmo.

Ajoelhada no meio das minhas pernas ela abre meu cinto sem tirar os olhos azuis dos meus. Sua mão massageia minha ereção por cima da cueca, e a revela, tirando-a da mesma. Ela passa meu membro nos lábios macios me fazendo soltar um gemido de satisfação, sugando-o em sua boca enquanto a língua faz movimentos que me levam a loucura.

Prendo seus cabelos em minhas mãos, empurrando mais sua boca e ela o toma ainda mais fundo na garganta sem cessar. Os movimentos contínuos de vai e vem chegam ao fim quando jorro em sua boca. tira meu membro da boca depois de dar uma última chupada, tirando qualquer vestígio do líquido branco. Me encarando com os olhos lacrimejantes, os cílios molhados, passa o dedo polegar nos lábios e sorri maliciosamente.

Antes que eu assimile o que houve ela se coloca de pé e sai do quarto sem olhar para trás, eu não a impeço ou faço menção de o fazer. Apenas suspiro, jogando a cabeça para trás no encosto da poltrona.

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