CAPÍTULO 1
Ao entrar na Organização sinto o ar frio de sempre, os ar condicionados nunca se desligam por aqui e dificilmente vou me acostumar algum dia. No caminho até a sala de tiro meu nariz se franze ao passar por seis ou sete pessoas que não simpatizo.
Mateo, como todas as manhãs, me espera dentro da sala. O barulho dos meus saltos no piso de porcelanato são o único som que se ouve dentro da sala.
Seguro seu queixo quando chego até ele, sentindo sua pele macia do rosto nos meus dedos. Passo os olhos pelo seu rosto, os cabelos ruivos e sedosos tem apenas uma mexa desalinhada caindo sobre seu rosto, os olhos de pupilas azuis luminosas, é perfeito.
Ah, Mateo, meu amor. Te falta coragem, e espero que você alcance, não quero ter que te trocar.
Colo seus lábios nos meus, dando um selinho.
—Hanna, alguém pode chegar. - Olho por cima do meu ombro para a porta.
—Não importa - Inicio um trilha de beijos por seu pescoço, sentindo sua pele quente perto da veia e seu perfume.
—Você é louca. - mostra um sorriso de dentes alinhados e brancos.
— Por você eu sou...- sussurro perto de seu ouvido, seu pescoço se arrepia, me fazendo dar um sorriso satisfeito sem que ele veja.
—Estamos nos arriscando.
—Não vamos precisar nos arriscar se você me deixar assumir. - meu dedo indicador corre por seu peito quando me afasto um passo para trás dele.
—É claro, não é você que seu pai vai matar.
—Eu não vou deixar ele te matar. E você sabe que sua mãe ainda o contém, mesmo depois de vinte anos.
—Me lembre o números de mortos que seu pai tem na conta só porque olharam para você? - Pergunta com um sorriso. Ele sabe que a resposta dessa pergunta vai servir de argumento pra ele.
—Nos últimos quatro anos, foram setenta e oito. - E sim, eu contei a cada um deles. Sempre gostei de ver meu pai em ação e não me agrado com os olhares de cobiça os quais eu não provoquei propositalmente.
—Não quero ser setenta e nove.
—Não pode fugir disso pra sempre - Ergo o queixo.
—Meu amor, entenda. - Tenta se aproximar para me beijar mas o contenho, erguendo a mão no ar ao ouvir alguém se aproximar.
—Alguém está vindo. - Recuo um passo.
—Hanna. - Meu pai adentra a sala de treinamento, sua expressão se fecha ao observar a proximidade entre eu e Mateo, mas ele não imagina o quão próximos temos ficado nos últimos dois anos - O que fazem aqui, sozinhos? - Arqueia a sobrancelha.
—O de sempre, padrinho, treinando. - Dá de ombros. Olho em seus olhos sem deixar transpassar o quanto reprovo o seu cinismo. Talvez um pouco hipócrita da minha parte, sem dúvida, mas espero um pouco de coragem de Mateo já algum tempo, e ela não vem nunca.
Sendo sete anos mais jovem que eu, ando tolerando muito a sua falta de astúcia, mas vamos ver por quanto tempo eu vou aguentar. O amor nem tudo suporta, ainda mais o meu.
—Tão perto? - cerra os olhos em desconfiança. Meu pai não é tolo, ele anda muito atento com relação a minha proximidade com Mateo, mas assim como meu pai é esperto, eu sou boa atriz e astuta e posso esconder isso pelo tempo que eu quiser.
— ERIC!- Death grita por seu nome, entrando no local. - Aonde você estava?
Onde tem meu pai, tem minha tia Death o procurando com sangue nos olhos. Cômico.
—Não grita, demônio infernal - pressiona o ouvido. Talvez fingindo ter sentido um zunido, mas acredito que não, porque todos nós sentimos isso também. - Estava aqui, falando com os dois que parecem agir de um jeito suspeito.
—Papai, estávamos a meio metro um do outro.
—E a distância ideal é um metro. - Salienta.
—Não foge do assunto. - ela ignora a reclamação do meu pai, e é isso que me faz sorrir interiormente - Eu já te disse que você tem que estar pronto e na minha sala às 15:00 para me levar para almoçar. - desfere um tapa em seu braço esquerdo.
—Eu vou contratar uma dama de companhia pra você, e você vai me deixar em paz.
—Ela não vai não. - Nego.
—Pode tentar, guapo, mas você vai continuar sendo meu motorista particular.
—Onde está a mamãe? - Pergunto quebrando qualquer chance dele argumentar e estender a discussão.
—A madrinha disse que quer fazer um jantar especial hoje, porque faz tempo que não jantamos todos juntos. - Informo, Mateo. Fazendo com que todos nós nos entre olhamos.
—Alissa está na cozinha de novo. - Protesta, Death. Essa é a trama familiar que se estende por anos, mesmo que vez ou outra critiquemos os dotes culinários da minha mãe, ela nunca realmente para e segue sobre a alegação de que até os melhores falham.
—Eu não quero comer mais. - falo.
—Mesmo que esteja intragável, e vai estar, não ouse dizer isso. - É a vez de meu pai tentar proteger os sentimentos dela, mas sempre que a comida está intragável, ele é o primeiro a fazer uma crítica sutil.
—Já se passaram vinte e um anos que ela começou a tentar e ninguém nunca me contou. Já está na hora. - olho para todos para ver quem se candidata
— Eu voto no Eric. - Death, começa a votação.
— Eu também voto. - O olho como se pedisse desculpas pela traição.
—Vocês são todas traidoras. - fala com repúdio. —E você? - arqueia a sobrancelha para Mateo.
— Foi mal, mas vou com a maioria.
—Está preparado para o sofá? - Ela pergunta, cruzando os braços e recebendo em troca um olhar mais que fulminante.
—Eu não vou contar nada. Então, só vou ingerir aquela comida mortal.
—Eu obrigo você a falar - rebate.
—E magoar sua amiga? Acho que não.
—Eu não vou magoá-la, você vai.
—Eu tenho que ir. - Olho para Mateo, que faz menção em se afastar.
— Vai se encontrar com a Paula? - Sua mãe o questiona com um sorriso no rosto. Oh, não, tia Death. Ele não vai, a menos que queira ter sérios problemas posteriores.
—Não, mãe, eu não vou me encontrar com ninguém.
—Ela vive ligando lá em casa. - Por incrível que pareça, fico surpresa com o fato.
—Ela vive porque é louca. Meu lance com ela já acabou faz tempo. - Acho que ele diz isso mais para mim do que para ela. Está me escondendo algo, Mateo?
—Então talvez devesse deixar isso bem claro para ela. - sugiro.
—Quer que a mamãe dê um jeito?
—Não, deixa que eu resolvo os meus problemas. - Ele realmente faz, fugindo deles.
— Mas ela pode fazer isso por você, ninguém melhor do que a tia Death para dar um jeito em alguém. - sorrio e meu pai me fuzila - e o papai. - o dou um abraço lateral.
—Eric, assuma, eu sou melhor que você para resolver problemas.
—Ninguém é melhor que eu quando o negócio é matar. - fala, convencido.
—Isso porque você é um selvagem, eu que sou civilizada. sei levar as coisas no diálogo.
-Todos têm diálogos com as minhas armas.
— Há algumas pessoas que não conseguem ser convencidas no diálogo, então acho que essa Paula precisa que seja do jeito difícil. - Me pronuncio. Eu mesma vou dar um jeito nessa menina.
—Ninguém vai matar ela. deixem a Paula em paz. Já vou indo. - Dá as costas para nós, mas não sem antes me dar um último olhar de aviso.
—Ele deve ser adotado. - Meu pai franziu o cenho.
—Ele puxou o pai. Infelizmente. - ela balança a cabeça.
Recebo um crachá onde está escrito "visitante" e sorrio para o segurança do hall de entrada do prédio que me entregou o mesmo, próximo às catracas. O elevador que entrou está vazio, no fundo dele há um grande espelho limpo, sem marca alguma de toques.
Encarei meu reflexo pálido no mesmo, as lentes castanhas quase incomodam meus olhos e observei se a o aplique loiro está no lugar, assim como o aplique da franja que cai sobre minha testa, tampando. O sobretudo rosa está bem passado, sem qualquer amassado, as botas da mesma cor até às coxas completam o look. Com maquiagem consigo modificar alguns traços do meu rosto que fazem toda a diferença, mas sem fazer parecer que não é natural.
—Srta. Penélope? - Uma mulher negra de cabelos cacheados na altura dos seios para a minha frente. O batom vermelho pinta seus lábios carnudos, seu corpo é bem moldado por um terno feminino. Eu lhe ofereci um sorriso.
—Sim. - Afirmo com a cabeça, minhas mãos estão juntas a frente do meu corpo segurando uma bolsa Chanel rosa em uma pose tímida.
— Aceita alguma bebida? - A mesma segura um bloco de notas perto dos seios, o qual dá uma breve olhada.
—Não se preocupe, não é necessário. Mas muito obrigada. - Ela Assente.
—O senhor Sales já irá lhe receber. - Ela sai de meu campo de vista voltando para o balcão, fazendo um telefonema que acredito que seja para o mesmo.
Não demora muito depois disso para que ela me guie até a grande porta de madeira, depois de três batidas na mesma, ela a empurra.
Dentro, vejo que a sala tem uma decoração vitoriana. Um sofá na mesma parede onde fica a porta, e a frente, uma mesa de madeira polida e grande, onde do outro lado há a minha vítima.
Um homem de quarentena e poucos anos com uma boa aparência, olhos castanhos escuros e cabelos lisos e grisalhos. Ele veste um terno preto onde no bolso há um lenço vermelho e uma gravata da mesma cor. Abre um sorriso quando me sento na cadeira do outro lado da mesa.
—Em que posso ajudá-la? - Seu tom incisivo me dá uma boa oportunidade de me retesar no lugar.
— Soube que o senhor é o melhor advogado da cidade, então vim até aqui na esperança de que pudesse me ajudar. - Minha voz é mansa e pausada, no fim dou um sorriso como se dissesse "por favor" e ele concorda com a cabeça. E claro que concordaria, eu estaria pagando, mas algo dentro dele diz que a aparência e comportamento submissos da Penélope, o dão algum poder.
—Farei o melhor para que consiga uma vitória no seu caso. Pode começar me contando qual seria o seu problema. - Se arruma na cadeira.
— Claro. - tusso duas vezes e olho para o canto da sala, onde há um armário com duas garrafas de bebida e dois copos.
— Aceita uma bebida?
—Acho que sim... - Ele faz menção em se levantar mas eu o faço primeiro, o dando um sorriso sem mostrar os dentes. - Se importa se eu pegar? Eu não quero ser abusada mas, o senhor deve estar cansado, já é de tarde e não quero que se incomode para pegar algo para mim, posso fazer isso. - Falo as palavras rápido demais, tropeçando umas nas outras.
—Muito gentil da sua parte, senhorita.
Eu me afasto, indo até o fundo da sala e colocando os copos virados para cima. Abro uma das garrafas de whisky e coloco o líquido cobre no copo, jogo dois cubos de gelo e sutilmente pego um pequeno frasco de plástico no bolso interior do sobretudo e jogo algumas gotas em seu copo.
—O meu caso é sobre meu ex namorado - Começo a contar quando me viro de volta para ele, levando os copos.
— Ele anda a perseguindo? - Pergunta ele quando pousou seu copo à sua frente.
—Sim, terminamos a algum tempo e ele não aceitou muito bem...- mordo o lábio inferior timidamente. — Então eu queria pedir uma ordem de restrição contra ele, posso trazer todas as provas necessárias para isso, mas por favor, faça com que ele não possa mais se aproximar de mim. - Deixo uma lágrima escorrer por meu rosto que tem uma expressão de desespero.
—Está com alguma prova aqui?
- Não, acho que esqueci meu celular no carro. - eu falo fingindo procurar no meu sobretudo - É que eu sou tão distraída, se importa se eu for buscar? Tem muitas ameaças dele por mensagem, vindas de vários números e eu estou com muito medo.
— Em meia hora entro em horário de almoço, pode pegar seu celular agora e quando voltar, podemos tratar a respeito em um almoço.
—Sim! - movo a cabeça repetidas vezes em afirmativa. — Muito obrigada por me ajudar, senhor. Serei eternamente grata. - junto as mãos.
— Não há de quê. A senhorita é uma mulher aparentemente muito gentil e é muito linda, é compreensível que deixe alguns homens loucos, mas não justifica o abuso.
—Sim, sim. Eu vou no carro, pegar o celular, eu volto em um segundinho. - aproximo o dedo indicador ao polegar para fazer um sinal de pouco.
-- Certo, senhorita.
Eu me afasto da mesa indo até a porta e parando na mesma, dando mais um sorriso.
— Pode me chamar só de Penélope.
Do lado de fora do prédio, deixo que dez minutos se passam e subo novamente para o sétimo andar. A mesma mulher que me atendeu a pouco sai da sala aos gritos, o rosto cheio de lágrimas faz o rímel escorrer.
—Com licença, é que eu trouxe as provas do meu caso para o senhor Sales e....- Ela me corta.
—Ele está morto. - diz horrorizada.
— Como?! - exclamou, levando a mão até a boca e deixando as lágrimas escorrerem. - Eu estava agora ali e....
—Eu entrei e ele estava desacordado na mesa, e seu coração não bate mais. - chora —Ele desmaiou e caiu sobre o vidro do copo...
—A senhorita tem que chamar uma ambulância. - Balanço as mãos no ar.
—Estão chegando, mas já é tarde demais...
—Eu sinto muito. - A abraço, e ela chora ainda mais.
Matar envenenado é sem dúvida uma das melhores maneiras. Assim que a ambulância chegar, tudo vai parecer uma morte natural. Não vão achar vestígio algum no organismo e meu trabalho de hoje estará oficialmente finalizado. A mulher se separa de mim, limpando as lágrimas e a olho com uma falsa expressão de piedade.
Ah, querida. Ele merecia.
—Alissa, que farinha você usou nessa torta? - remexe na torta que esfarela mais a cada toque.
— Uma da embalagem azul que estava no armário. - dá de ombros - Está assim porque você tá comendo errado.
—É a farinha que a Sophia estava usando pra fazer massinha. Ninguém toca na torta, a farinha estava vencida. - Mateo diz se afastando de sobressalto como se fosse explodir.
—Ué - Sofia franze o cenho em uma expressão de dúvida.— titia, mas a mamãe disse que não era pra comer.
—hãm...- minha mãe dá de ombros após olhar para os lados. — Mas você pode brincar com a torta - lhe entrega —Pode ir. - gesticula com a mão como se estivesse varrendo o ar para a saída da cozinha.
—Tá bom. - Concorda. —Ana. - Ela deixa um beijo em minha bochecha quando me abaixo e sai.
A vejo se afastar cada vez mais até que saia de nosso campo de vista.
—Por que não deixa que contratemos uma cozinheira, mãe?
—Porque eu posso cozinhar para minha família, e vocês gostam muito. Como vão viver sem minha comida?
—Como, eu não sei, mas acho que viveremos mais.
—tia Alissa, a sua comida é incrível. - Sorri, Mateo para ela.
—Está vendo. O Mateo gosta. - Seu sorriso vai de orelha a orelha.
— Claro, mãe. - assunto em concordância. —Vamos conversar sobre uma coisa, Mateo - O puxo pelo braço a caminho da sala, parando no meio da mesma.
-—Que tal...- me aproximo a passos lentos, como uma predadora vai a sua vítima. - Irmos para o meu quarto? - passo a língua nos lábios.
Olho em volta a procura de alguém, vendo que todos estão distantes o suficiente, ele me puxa pelo braço até a escada. Subimos às pressas atentos a qualquer chance de sermos pegos, e quando chegamos ao quarto, passo a chave na tranca.
Minhas costas se chocaram com a parede fria de gesso quando ele me prensa na mesma. Retribui seu beijo na mesma intensidade, passando os braços em volta do seu pescoço.
—Não me chame mais assim, Hanna. - se separa. — A minha mãe pode acabar desconfiando e a tia Alissa é desatenta, mas não é burra.
—Não se preocupe. Eles só ficariam surpresos, podemos lidar com isso.
— Eu não posso lidar se seu pai quiser me matar.
— Já disse que não deixaria, eu asseguro. Meu pai faz as minhas vontades, ninguém que morreu por suas mãos teve uma intervenção minha.
— Hanna, já falamos disso. Não faz essa cara, meu amor, é preciso. - ele beija meu pescoço.
—Não é, Mateo. - Falo deixando escapar um gemido. Ele se afasta abruptamente de mim quando a porta é batida repetidas vezes
—Hanna - A voz do meu pai me chama do outro lado, no corredor. Levo o dedo indicador à boca, para que ele mantenha em silêncio e depois aponto o fundo do quarto com o queixo, para que ele vá para o closet.
Abro a porta do quarto depois de checar se não há nenhum indício de que há alguém aqui ou se é possível ver Mateo. encarnado meu pai no batente, eu sorrio.
—Oi.
— Tem um cigarro? - corre os olhos para dentro do meu quarto.
— Claro. - Vou até o criado mudo, pegando uma caixa, entregando-a em sua mão. —Não conte a minha mãe que eu te dei isso. ela acha que você parou mesmo.
—É por isso que eu te amo - pisca, saindo da porta e sumindo pelo corredor, bato a porta novamente.
—Pode voltar, Mateo. - suspiro de frustração.
— Só o tio Eric para pedir um cigarro para a filha. - ri.
—Ele assaltou meu frigobar algumas vezes.
—Senta aí, gatinha. Vamos conversar - Aponta para a minha cama coberta por uma lençol preto, no pé da mesma há um sofá debaixo da mesma largura que a cama, no mesmo tom. corro os olhos pela cama,me sentando na mesma. Já imagino o que Mateo tem a dizer, um de seus defeitos é ser completamente previsível.
—Diga, Mateo.
—Gatinha, as coisas estão complicadas. Você não colabora, até parece que quer que eles descubram. - Fica em pé a minha frente.
—O segredo deixou de ser atraente há algum tempo. E a intensidade disso ser secreto se perdeu, então sugiro que tome coragem para assumir o que temos. - Me deito no meio da cama, apoiando meu peso nos cotovelos, ainda o encarando à minha frente.
— E você por acaso quer ter um relacionamento sério?
—Talvez - faço um leve movimento com a cabeça para a esquerda, como se ponderasse a ideia.
-Talvez não, é sim. Eu te conheço Hanna, sei que você enjoa fácil dos homens. O que acontece quando eu descer lá embaixo e dizer que estamos transando? Seu pai vai apontar uma arma pra mim e a minha mãe vai aponta a arma pra ele, você quer acabar com a nossa família só por um capricho? - solto uma risada mínima, mexendo meus ombros com um sorriso de escárnio, voltando a me sentar e retirando o peso dos braços, eu o encaro severa.
—Não trate minhas vontades como capricho. Você sabe muito bem que eu não faria isso se não estivesse segura do que quero e sinto. - mudo meu tom de voz para um mais baixo e sutil - Mas, posso esperar mais. Só entenda que não será para sempre - Toco seu rosto.
— A nossa situação é muito complicada, gatinha.
Seus lábios tocaram meu pescoço quando ele se aproximou para usar de persuasão sexual, mas isso não funciona comigo de verdade, mas é bom que ele pense que sim.
—Vou ceder, só porque é você.
-Eu prometo que vamos resolver tudo isso em breve. - Diz subindo em cima de mim. E também sabemos que isso é mentira, Mateuzinho. Mas eu sou melhor nisso do que você.
