Capítulo.06
22 de Novembro...
OTTIS NARRANDO
Acordei no dia seguinte com batidas extremamente exageradas na minha porta. Mas que merda tá acontecendo? Me levantei do jeito que estava e fui abrir a porta.
— Que bom que acordou querido. — Penélope diz entrando no quarto.
— Mas que porra você quer aqui?
— Eu vim ver se meu marido não está dormindo com nenhuma vagabunda.
— Ah, faça-me um favor, Penélope. A única traidora aqui é você que transava com meu melhor amigo. Vê se para de ser uma desequilibrada e assina logo os malditos papéis.
— Ottis, por favor, não faça assim conosco. Dê uma chance ao nosso amor, são dez anos. — Ela diz se aproximando e passando suas unhas no meu peitoral desnudo.
— Tirei suas mãos de mim, saia daqui e assine de uma vez por todas aqueles malditos papéis. — Digo empurrando para fora do quarto.
— Ottis... — Antes que ela terminasse de falar bato a porta em sua cara, trancando-a em seguida. Mas o que caralho essa mulher quer? Será que não está bem claro que tudo entre nós acabou?
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NYARA NARRANDO
Acordei na manhã seguinte com uma dor de cabeça fora do comum, a única coisa que eu bebi foi champanhe, não tinha porque tamanha dor de cabeça. Me levanto da cama para ir ao banheiro, olho para a cama e percebo o motivo da minha dor, a cama estava suja de sangue, parece que a minha querida amiga resolveu me fazer companhia nas férias. Com isso entendo o porquê de ter ficado tão louca por sexo, a TPM faz coisas com nossa mulheres, devia ter me recordado. Imagine se tivesse ido para o quarto de Ottis noite passada? Acordariamos em uma poça de sangue essa manhã, meu Deus, que vergonha eu passaria.
Tirei os cobertores colocando no local adequado, segui para o banheiro para tomar um banho, não poderia relaxar na banheira pois em segundos ela estaria vermelha.
— Nyara, você pode me dizer o que aconteceu? — Paloma surge dentro do banheiro preocupada. — Alguém te machucou?
— Não, Paloma. Não se preocupe, foi apenas minha menstruação que desceu.
— Por Deus, garota. Parece que está com uma hemorragia.
— É normal nas mulheres da minha família, não se preocupe. Você poderia por favor pedir um chá de alecrim, com boldo, menta e hortelã? E lençóis novos também? Creio que com esse fluxo alto a companheira cólica também irá marcar presença, não não sairei desse quarto.
— Meu Deus, Nyara. Temos que fazer alguma coisa para acabar com isso.
— Eu aguento, Paloma. Aguentei com 25 anos, porque seria diferente agora? E a única forma disso acabar é engravidando, e eu não quero ter um bebê agora.
— Okay. Vou providências os lençóis e o chá. — Ela diz e sai dk banheiro. Optei em por absorventes externos, não queria nada me incomodando internamente.
Sai do banheiro e a cama já estava com os lençóis trocados e o chá estava no criado mudo ao lado da cama, junto com uma bolsa de aguá quente e um chocolate. Paloma, sempre sendo atenciosa.
Sentei na cama, coloquei a bolsa de água quente e segurei com a mão esquerda, enquanto com a direita pegava a xícara de chá e tomava o líquido rapidamente, assim que finalizei, deitei na cama encolhida, tentando não focar na dor que tomava força.
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PALOMA NARRANDO
Deixei as coisas que Nyara pediu e mais alguns mimos e sai a procura de Alissa. Não sei porque sentia que essa garota estava se metendo em encrenca.
— Oi Paloma. — Alissa aparece na minha frente completamente bêbada.
— O que foi que aconteceu com você, garota? Não sabe se controlar? Tem que agir desta forma mesmo? Você acha que Kaio merece que você se perca e se afunde um buraco frio e escuro por causa das merdas que ele aprontou? Se você acha isso, você é mesmo mais tola do que eu pensei.
— Você não tem o direito...
— Eu tenho sim, eu e Nyara passamos pela mesma coisa que você, e você é a única que esta se afundando. Pelo amor de Deus, Alissa. Reaja!
— Eu não consigo. — Ela diz e desaba a chorar. Só era o que me faltava. — Eu o amava, Paloma.
— Eu sei, todas nós amávamos ele. Mas ele é o único que merece pagar por tudo que fez, não nos. E você está acabando com a sua vida, essa bebedeira toda já está se transformando em alcoolismo, Alissa.
— Eu prometo não por mais nenhuma gota de álcool na boca. — Ela diz. — Juro de dedinho. — Ela estica o mindinho para que eu segure, assim faço.
— Promessa do dedinho não quebra, Alissa.
— Não quebrarei. — Ela diz se apoiando em mim.
A levo para o quarto, lhe dou um banho gelado e a coloco na cama. Deixo as duas dormindo calmamente e saio para comer alguma coisa, isso tudo me deixou com fome. Estava sentada a mesa terminando minha deliciosa refeição quando Oliver senta-se a mesa junto a mim.
— Tão tarde para almoçar. — Ele diz sorrindo.
— Me mantive ocupada com minhas companheiras, uma bêbada e a outra com problemas menstruais.
— Nossa. Sobre a bebida é um verdadeiro porre, já sobre o outro assunto não tenho muito o que dizer.
— Pois é. — Digo bebendo meu refrigerante. — O que desejas?
— Sair com você essa noite, de novo. Não é claro?
— Por que quer tanto insistir nisso, Oliver? Sabemos que não passará de um romance de férias.
— Não precisa ser algo passageiro, Paloma. Eu não vou mentir, não sei como é viver um romance, nunca passei por isso, mas a verdade é que quando estou com você sinto algo inexplicável, quando minha pele encontra a sua é como a esperasse a vida toda, meu corpo entra em chamas toda vez que eu te vejo, eu adoro falar com você. Se for apenas um romance momentâneo eu quero viver com você, se for algo mais sério, eu também quero viver com você. E pelo amor de Deus, não me diga que é muito cedo pata que dizer que estou me apaixonando por você, ou que eu não sei o que é isso, porque eu sei que essas afirmações são verídicas, mas eu quero acreditar que o sentimento que está me invadindo é puro e sincero e não tem nada haver com luxúria ou desejos.
— Oliver...— Tento formular uma frase, mas nada sai. — Eu não sei o que dizer.
— Só diga que aceita ser minha, seja somente nessa viagem, ou para o resto de nossas vidas.
{...}
