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Capítulo.05

PALOMA NARRANDO

Estávamos a uns minutos conversando, ele é tão interessante e divertido. Parece um jovem no início de seus 18 anos, mas a verdade é que ele já tem 33 anos.

— O que você faz, Paloma?

— Eu sou médica. Servi por muito tempo, foi lá que pedi minha perna. — Digo.

— Sinto muito por isso. — Ele diz segurando minha mão.

— Não por isso. — Digo sorrindo. — Me aposentei mais cedo, acabei me tornando sócia de minhas amigas na empresa do meu ex marido.

— Ex marido?

— Eita! Não era para dizer assim, na lata. — Digo respirando fundo. — Fui casada por sete anos, enquanto estava na guerra, ele me traia com minhas amigas.  — Ele arqueia uma sobrancelha. — Elas não eram minhas amigas, nos tornamos amigas após descobrir essa traição, nos três estávamos sendo enganada.

— Caralho, que filho da puta.

— Pois é. — Digo bebericando do champanhe mais uma vez.

— Não tenho nenhuma história para lhe acompanhar. — Ele sorrir. — Nunca me relacionei com ninguém, até agora.

Fingir que não escutei a última parte, iria dar uma de sonsa. Não iria criar expectativas de ter algo a mais com ele, fora dessa viagem, eu seria louca se imaginasse meu futuro com ele.

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ALISSA NARRANDO

Aquela festa na praia Estaca incrível, e eu estava adorando a companhia de Otávio, ele era realmente um combo perfeito. Bonito, inteligente, divertido, gosta de curtir a vida, e flertava comigo na maior intensidade mostrando que o desejo era mútuo.

— Quer sair daqui? — Sussuro em seu ouvido.

— Quero. — Ele diz mordicando minha boca antes de selar nossos lábios em um beijo voraz.

Entre um beijo e outro chegamos no seu quarto no hotel, quebramos algumas coisas no percurso, mas nada que um cartão de crédito não pague. Em um piscar de olhos eu já estava completamente nua em cima da cama dele, sua cabeça estava entre minhas pernas e sua língua explorava minha boceta, me fazendo gemer alto, eu estava pouco me fodendo para os vizinhos. Eu só queria sentir esse momento, não saberia se poderia sentir isso outras vezes, então iria aproveitar ao máximo.

Otávio foi subindo, fazendo uma trilha de beijos por meu corpo nu até chegar em minha boca e me beijar vorazmente me fazendo sentir meu próprio gosto.

— Acho que estou em desvantagem. — Digo me referindo as suas roupas.

— Não seja por isso. — Ele diz tirando peça por peça até restar a cueca.

— Espera. — Digo me levantando e jogando ele na cama. Subo em cima dele, beijo sua boca e vou descendo até chegar no cós de sua cueca, tiro-a com a boca e abocanho seu pau, chupando escutando seus gemidos enlouquecidos.

— Mulher... — Ele geme. Inverte as posições, e me penetra, grito com a sensação maravilhosa que me invade. — Vai acordar o hotel todo. — Ele diz rindo.

— Foda-se! — Digo beijando-o. — Só me fode.

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NYARA NARRANDO

O jantar foi maravilhoso, andamos um pouco na praia e resolvemos voltar para o hotel. Estávamos no elevador quando eu tento abrir minha boca para falar alguma coisa, ou pelo menos tomar coragem e beijá-lo, mas nenhum dos dois acontece, então Ottis faz no meu lugar. Ele me beija, um beijo tão calmo e sedento, ele parou o beijo e me olhou no fundo dos olhos, eu sentia desejo saindo de todos os seus poros, se misturando com o meu desejo por ele.

— Nyara....— Meu nome sai tão sexy em sua voz rouca. — Eu não vou te levar para minha cama, pelo menos ainda não.

— Por que? — Pergunro confusa.

— Não quero que você seja oega de surpresa. Eu estou me divorciando, ela ainda não assinou os papéis, mas logo assinará. Tecnicamente não estou solteiro, mas não deito na mesma cama que ela a um ano, ela insiste em não desistir, mas já acabou. — Minha cabeça deu um giro de 360° graus, senti um enjoou forte e meu estômago revirar.

— Tem certeza que não tem volta?

— Não tem mais volta, Nyara. Quando ela resolver mentir para mim, e colocar uma terceira pessoa na relação sem me avisar.

— Oh! — Digo pondo a mão na boca. — Sinto muito. Por um momento esqueci que homens também podem ser traídos.

— Também?

— Sim, fui traída. — Digo tentando não proceguir com esse assunto. — Sei que não pode constar nos altos que você tinha uma amante, mesmo não sendo verdade. Quando estiver com os papéis assinados, me procure, irei adorar terminar essa noite. — Digo, as portas do elevador abrem justo no mei andar, dou um beijo no canto de sua boca e saio do elevador indo para o meu quarto.

Eu não sabia ao certo como me sentia a isso que acabou de acontecer, talvez fosse um sentimento de gratidão por sua sinceridade comigo, mas também de frustração por não transar com ele, como eu estava pensando de aconteceria. Eu realmente não sabia o tanto que queria isso até agora, frustrante.

Entrei no quarto e me joguei na cama olhando para o teto, soltei o ar que nem sabia que estava segurando e então peguei meu celular, estava cansada de ver as sempre as mesmas mensagens, ligações e até mesmo E-mails, será que eles não se tocam que eu não quero falar com ninguém, muito menos sobre os chifres que levei de Kaio? Mais que droga!

Jogo o celular na parede bem na hora que Paloma entra porta a dentro, tomando um susto com meu celular agora em pedaços no chão.

— Achei que estaria transando a essa hora. — Digo.

— Também achei que estaria. — Ela diz se jogando na cama suspirando como uma apaixonada.

— O que houve?

— Foi um jantar maravilhoso, depois nos pegamos no carro, um policial bateu no vidro do carro e fomos embora.

— Adorei. — Digo dando risada. — Meu boy, está se divorciando e disse que não queria me esconder algo tão sério. Então esperaremos o divórcio vir.

— Puta merda. Que vida essa sua em?

— Nem com segundo homem eu tenho sorte, eu sei.

— Não é isso garota. Pelo menos ele foi sincero, já pensou se a louca da futura ex esposa aparece fazendo o escândalo depois de vocês terem transado? Seria horrível, eu odiaria.

— É, eu sei. Eu também odiaria, me sentiria enganada e provavelmente não iria querer olhar na cara dele nunca mais. — Digo me sentando na cama. — Mas por outro lado eu queria muito transar, estou subindo pelas paredes.

— Estou vendo. Precisa apagar esse seu fogo urgentemente. — Paloma diz entrando no banheiro.

— Eu sei. — Digo me deitando novamente.

— O jeito é esperar o boy se divorciar, ou encontrar outro.

— O problema é que eu não quero outro. — Digo e ela sai do banheiro.

— Mania de se apaixonar rápido. — Ela diz me olhando cruzando os braços.

— Você queria o que, que eu fosse igual a Alissa que não sabe escolher um homem só?

— Não a julgue, ela está assim depois do Kaio.

— Não estou julgando, apenas estou dizendo. Cara uma teve seu modo de agir depois do que aquele infeliz fez. A realidade é que ele foi o culpado de tudo isso, de nos tornarmos quem somos hoje.

— E eu o odeio por isso. — Paloma diz entrando no banheiro de novo.

O assunto acabou ali, eu virei para o lado da cama e deixei meus olhos fecharem, e então dormi.

{...}

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