Capítulo.03
21 de Novembro...
PALOMA NARRANDO
Acordei no dia seguinte muito alegre por sinal, não estava com ressaca, pois o álcool se esvaiu de meu corpo no momento em que tive aquela noite maravilhosa na praia com Oliver.
Sub: Mas a pergunta que não quer calar, terá jantar ainda essa noite? Ou ele já conseguiu o que queria?
Não fode sub, não me deixa confusa. Mesmo que não tenha jantar, eu não vi aqui atrás de um amor, vim curtir, e foi isso que eu fiz ontem a noite.
— Bom dia belas. — Nyara diz saindo do banheiro vestindo um maiô com uma canga amarrada na cintura.
— Não grita caralho. — Alissa diz colocando a mão na cabeça.
— Parece que alguém bebeu todas e está com uma ressaca. — Nyara diz pegando uma bolsa feita de crochê, muito chique. — Eu estou de saída para um dia maravilhoso na piscina do hotel e logo após o almoço seguirei para a praia. — Nyara diz saindo do quarto.
— Te encontro me breve. — Digo levantando e indo para o banheiro.
Assim que sinto a água do chuveiro tocar meu corpo, lembro da língua de Oliver passando por todo meu corpo, me arrepio inteira. Que homem é aquele meu Senhor? Será que ele faz isso com todos os turistas?
Sub: Não seja boba, Paloma. Lógico que ele aproveita as férias alheias para preencher seu caderninhi de conquistas.
Não fode sub. Sou libriana porra, não me deixa mais confusa do que eu já estou.
Terminei o banho e segui até o quarto, colocando um maiô, vestindo uma saída de praia por cima, peguei uma bolsa de pano colocando minha carteira, celular e cartão de entrada do quarto. Sai do quarto vendo Alissa ainda capotada na cama, essa aí só vai acordar mais tarde, com uma ressaca pior ainda.
Entrei no elevador vazio, e ainda com meus pensamentos na noite de ontem. Senti meu celular vibrar dentro da bolsa então o peguei, era uma mensagem de um número desconhecido.
" — Espero que nosso jantar ainda esteja de pé, passo para te buscar as 20h. Esteja pronta por favor, espero de todo coração que não tenha apenas abusado de meu corpinho. - Oliver.K"
Parece que ele não queria apenas sexo, parece que terei um romance nesse Natal. Confesso que estava precisando dessa atenção masculina sob mim, depois do desastre que foi perder a pena na guerra, e depois do meu casamento desastroso, preciso me divertir, preciso me sentir desejada por alguém.
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NYARA NARRANDO
Estava no restaurante do hotel, finalizando meu café da manhã, quase almoço. Quando Paloma senta na cadeira a minha frente com um sorriso mais bobo do mundo.
— Transou né filha da mãe. — Digo bebericando meu refrigerante gelado.
— Sim. Foi incrível, e hoje vou jantar com ele.
— Adoro! — Digo olhando-a.
— E você, o que fez ontem a noite?
— Depois que sai de lá fui para o nosso quarto, bebi um vinho na banheira ao som de Adele, depois li um livro na sacada, e então deitei na cama e dormi.
— E o gostosão?
— Fugi dele. — Digo como se fosse a coisa mais natural do mundo.
— Por que garota?
— Se ele sequer abrisse a boca para me desejar um boa noite, eu iria me atracar na boca dele, e deixar ele fazer o que quisesse comigo. Porra, Paloma. No dia seguinte me sentiria péssima, você sabe que não sou isso, o tesão reprimido faz coisas com nossa cabeça.
— Entendo. É melhor mesmo ir com calma, mas acho que você não vai conseguir fugir por muito tempo. — Ela diz, levanta e sai da mesa, me deixando sem entender absolutamente nada.
— Bom dia, Nyara. — Aquela voz diz bem atrás de mim. Porra!
— Bom dia, Ottis. — Digo tentando parecer o mais calma possível.
— Está fugindo de mim? — Ele diz se sentando na cadeira ao meu lado e pondo uma mão na minha coxa.
— Não. Jamais, longe de mim. — Digo e ele sorrir como se soubesse que eu estou mentindo.
— Vou fingir que acredito, enquanto você finge que é verdade. — Ele diz e aperta minha coxa, me fazendo respirar fundo com a sensação que sinto entre as pernas.
— Ottis... — Tento formular uma frase enquanto tiro sua mão na minha coxa, antes que minha boceta ficasse ainda mais molhada e ele percebesse.
— Aceita sair comigo hoje? — Ele diz de uma vez, colocando uma mexa do meu cabelo atrás da orelha. — Não aceito não como resposta.
— Já que não tenho para onde correr. — Digo me levantando. — Estarei pronta as 20:30h, no momento estarei curtindo esse sol maravilhoso. — Digo, pego minha bolsa e saio do restaurante indo até a piscina.
Puta merda! Como consegui me controlar? E não dá na cara que estava extremamente excitada pronta para transar com ele em todas as posições existentes e inexistentes. Eu preciso me conter, senhor.
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ALISSA NARRANDO
Acordei com uma dor de cabeça mais forte do que antes, olhei no celular e já marcavam 14:00 da tarde. Me levantei com muito custo, tomei um analgésico e fui para o banheiro, fiquei uma hora dentro da banheira até a dor da minha cabeça sumir, quando finalmente não tinha mais dor, saí da banheira, coloquei um biquíni mini e uma canga amarrada na minha cintura, sai do quarto só com a cara e a coragem e fui para o restaurante comer algo. Após terminar minha refeição segui para o bar, e o mesmo cara que dançou comigo ontem a noite estava de bar men.
— Olá senhorita. — Ele diz indo.
— Oii, querido. Tudo bom?
— Tudo ótimo. O que quer hoje? Martine ou Bourbon?
— Martine. — Digo tentando lembrar o que eu fiz com ele.
— Aqui esta. — Ele coloca o martine na minha frente.
— O que eu fiz ontem?
— Só bebeu demais, dançou de mais, me beijou também. — Ele diz rindo.
— Oh! Me desculpe. — Digo.
— Relaxa.
— Fizemos algo a mais?
— Jamais, Alissa. Não transo com mulheres bêbadas. — Ele diz sério, me passando confiança. — Te deixei na porta do seu quarto com sua amiga Paloma, e fui embora.
— Podia ter me levado para seu quarto. — Digo.
— Prefiro levar você para o meu quarto quando estiver sóbria. — Ele diz dando uma piscadela me deixando completamente sem ar. Porra!
Sub: Achou um igualzinho você.
Assim que eu gosto, gostoso e direto. Acho que essas férias não serão tão tediosa quanto pensei, pretendo aproveitar muito com esse deus grego aqui na minha frente.
— Vai ter um lual hoje a noite, quer ir comigo?
— Aceito. — Digo. — Pelo amor de Deus, eu devia estar muito bêbada mesmo. Eu não lembro seu nome.
— Otávio. — Ele diz me olhando tão ardentemente, ele morde o lábio inferior me deixando de calcinha molhada.
— Ótimo, Otávio. Te encontro no Hall do hotel às 21:00.
— Okay. — Ele diz e vai atender um casal.
Saio de lá com meu martine na mão. Sigo na direção da piscina do hotel e encontro Paloma e Nyara deitadas nas espreguicadeiras, me junto a elas.
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