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Capítulo Antonella Ferrari -3

Antonella Ferrari

Depois da conversa que tive com Daniel, eu tinha prometido para mim mesma que nunca mais voltaria a falar com ele ou até mesmo dar notícia sobre o meu bebê, eu faria tudo sozinha ainda não sabia o que me esperava dali em diante, mas não iria permitir que ninguém chegasse perto do meu bebê, ele seria o motivo da minha força contra tudo e todos se fosse preciso...

Sem muitas escolhas fui para pousada e passei a noite toda lá pensando no que eu iria fazer para me manter e agora com um bebê a caminho, eu não tinha muito jeito com criança, mais também não mediria esforço para dar o meu melhor para o meu bebê um pedacinho de gente que estava se formando dentro de mim!

Assim que o sol raiou eu já estava de banho tomado, comi um lanche rápido e estava pronta para seguir para cidade grande, eu tinha esperança que o meu irmão pudesse me ajudar assim, começaria a pensar de como iria cuidar do meu bebê, durante a noite eu fiquei com insônia pensando na forma que os meus pais me tratam como se eu não fosse um nada, um animal agindo daquela forma comigo, eu sei o quanto errei mais a forma que eles me trataram isso me dói muito.

Eu espero que um dia eu possa rever eles e quem sabe me perdoa por ter engravidado ainda adolescente...

Já tinha tomado café, aproveitei e compre um lanchei e fui comprar uma passagem para ir para cidade grande, eu estava ansiosa seria a primeira vez que pisaria na cidade grande, só espero que eu consiga encontrar o meu irmão logo.

Subo no ônibus e fico olhando pela janela a viagem toda, de como as coisas aconteceram comigo, quando ônibus entrou na cidade grande, é ainda mais bonito do que eu tinha visto na internet, estava eufórica, comecei a olhar tudo, começou a entrar na rodovia mais movimentadas onde tinhas muitos prédios, parques um montes de lojas espalhadas em cada lado das pista que tem a frente, cada coisa mais linda que a outra, o motorista avisa que no próximo ponto seria o meu desembarque, já peguei a minha bolsa o papel já estava em minha mãos pronto para começar a perguntar as pessoas como chegaria no endereço do meu irmão.

Se caso não o encontrasse eu iria para pousada que tinha anotado tudo, mas estava pedindo a deus que não fosse preciso assim economizaria para ajudar nas despesas junto a ele.

Assim que o ônibus chegou havia parado próximo a outros ônibus desci o agradeci e segui para perto ontem tinha muitos carros parados, cheguei perto de um senhor e perguntei se ele sabia onde ficaria esse endereço. Ele fez uma careta e disse que não, já me senti frustrada fui mais a frente e perguntei para próximo senhor que estava próximo ao carro, ele disse que ficaria em torno de vinte minutos e para chegar mais rápido o ideal seria ir de carro, no começo fiquei com receio, mas eu precisava chegar logo na casa do meu irmão, ele me cobrou a viagem e entrei em seu carro.

Fui o caminho todo olhando para tentar aprender o caminho, mas ele seguia por vários caminhos pois aqui era de costumes ter várias entradas, e cruzamentos eu já estava ficando com o estomago embrulhado pela viagem que estava fazendo, soltei um ar quando ele disse que tínhamos chegados.

Quando olhei pela janela o lugar era simples, a entrada ficava em um beco paguei o motorista e sai do carro o agradecendo não tinha muito movimentos de pessoas, fui e comecei a seguir o número até encontrar a entrada do número que tinha anotado entrei, era um prédio mais baixos que os outros.

Comecei a olhar o número das portas até encontrar.

Soltei um suspiro de alívio por encontrar logo onde meu irmão estava morando.

Comecei a bater na porta, mais nada de vir atender, comecei aperta a campainha e nada, eu não acredito que anotei endereço errado, só pode ainda era cedo, a não ser que ele trabalhe muito cedo para sair antes das nove da manhã!

Passou alguns minutos e tentei novamente e nada, descido esperar, pois não tinha muita opção, me sentei ao lado da porta do meu irmão com a esperança de que ele chegasse logo, e assim foram se passando as horas, o lanche que tinha comprado já tinha acabado, e eu estava ficando apertada para ir ao banheiro pois já estava ali a muito tempo sentada na porta do meu irmão.

Já passou muitas pessoas por aqui, eles me olham como se eu fosse um animal, com olhar estranho de nojo, cheguei a perguntar a eles mais ninguém disse ter visto o meu irmão por aqui, disse que esse apartamento é raro ter alguém. Nem mesmo sabiam quem era Alisson o que me deixou preocupada eu só podia ter errado no endereço!

Quando eu já estava cansada a senhora que tinha passado mais cedo voltou e fico me olhando.

—Você ainda não conseguiu falar com o dono do apartamento? _ ela me pergunta, parece preocupada comigo.

—Não, acho que devo ter anotado o endereço do meu irmão errado, e eu estou precisando muito ir ao banheiro. _ falo no fio de voz já cansada me segurando para não chorar, pois já estava batendo o desespero aqui nesse corredor sozinha.

—Me chamo Carmem, venha comigo você pode usar o meu banheiro, e se você tiver o número do seu irmão pode ligar para ele da minha casa.

—Muito obrigada senhora Carmem, me chamo Antonella! _ vou junto com ela subindo os degraus para chegar em seu apartamento.

Ela abre a porta e já me diz onde fica o banheiro, sigo de imediato para o banheiro. Essa foi por pouco, lavo o meu rosto e minhas mão e saio do banheiro encontrando senhora Carmem na salinha dela. O apartamento é bem pequeno mais com aquele ar de aconchegante, cantinho de casa de mãe, pelo menos era assim que eu estava me sentindo ali.

—Você deve estar com fome, porque não se senta um pouco, enquanto eu preparo um lanche! _ ela diz.

—Não precisa, não quero incomodar, muito obrigada por ter deixado usar o seu banheiro. _ agradeço o seu gesto, já que foi a única que se importou desde que me viu no corredor.

—Não será incomodo nenhum, agora se sente, porque não aproveita e liga para seu irmão, quem sabe ele deva chegar logo. _ ela diz já me dando o telefone para ligar.

—Muito obrigada, não sei o que seria de mim se a senhora não tivesse aparecido. _ falo já com os olhos vidrados em lágrimas.

Pego o papel e começo a ligar para o Alisson.

Tento por duas vezes mais ele não atende.

Fico pensando de que eu tenha feito uma escolha ruim, já que cheguei aqui nada deu certo para mim, desde que meu pai me expulsou de casa.

Respiro fundo e tento pela última vez pedindo a deus que ele atenda. Ele atende e eu respiro aliviada.

—Alô! _ ele fala do outro lado.

—Alisson sou eu, Antonella!

—O que você quer? _ ele diz rude comigo.

—Eu preciso falar com você, irmão!

—Antonella, eu já sei o que você aprontou, não pense que eu irei te ajudar porque eu não vou! Já tinha deixado claro que eu não tenho como cuidar de você aqui!

—Alisson, por favor só vamos conversar, eu estou precisando tanto de você, irmão? Por favor não me deixa aqui assim! _ falo em tom de súplica para ver se amolece o coração dele.

—Eu não quero saber onde você está, para mim você não existe, pensei que você fosse outra pessoa, como pode fazer isso com os nossos pais? As pessoas que te criaram com tanto carinho te dando de tudo para você os envergonhar desse jeito? Você não tem coração! _ ele diz e isso me sobe uma raiva, como ele se atreve a falar de coração se ele não possui um?

—Alisson, eu não fiz nada de mais, sei que errei mais isso não justifica a forma que eles fizeram comigo e nem você! E se estar se referindo porque eu estou grávida aconteceu, agora não venha me falar de que eu não tenho coração porque eu tenho mais que você que abandou nossos pais lá e nunca mais apareceu só sabe falar pelo telefone.

—Esqueça que tem um irmão, você foi um erro em nossas vidas, para mim você morreu! _Ele me diz apenas desligo e começo a chorar, pelas palavras que ele disse que me magoou a senhora Carmem me traz um copo de suco e me entrega.

—Tome um pouco vai te ajudar a acalmar.

Ainda chorando pegou o corpo e começou a tomar e respirar fundo, tentando me acalmar eu vou me quebrar ainda mais na frente dela.

—Obrigada, eu preciso ir, me desculpar mais uma vez. _ falo no fio de voz, eu tenho que ver o que vou fazer agora que não tenho ninguém por mim aqui.

—Antonella me desculpe, mas acabei ouvindo a sua conversa com seu irmão, já tinha notado de que você não é daqui, por que não ficar aqui em casa para se acalmar? Assim você pensar melhor no que vai fazer de hoje em diante.

—Eu não quero incomodar a senhora, já me ajudou muito. _ Confesso.

—Já disse que não irá me incomodar, venha comer um pouco e depois você decidiu o que vai fazer.

—Está bem. _falo e vou para mesa e começo a comer o sanduiche que ela tinha feito.

—Eu moro aqui com a minha filha, ela ainda estar no curso dela daqui a pouco ela chega, quem sabe ela possa te ajudar. Fico pensando de com ela fala de sua filha com tanto carinho que os olhos dela chegar a brilhar.

— Eu morava no interior com meus pais, mas eu sempre quis vir para cidade grande, esse era o meu sonho que aos poucos estar se transformando em pesadelo a cada minuto que fico por aqui.

—Não fale assim, isso é só passageiro, mais o que houver para você sair de casa assim? _ ela me pergunta com um olhar preocupada.

—Eu acabei engravidando e meu pai me expulso de casa, tinha esperança de que eu pudesse contar com meu irmão mais até ele virou as costas para mim.

—E o pai do bebê? Você já contou a ele?

—Sim, e acabei descobrindo que ele estava de casamento marcado e ainda me aconselhou a tirar o bebê. _ falo com raiva lembrado das palavras do Daniel.

—Meu deus. Mais a criança não tem culpa por ele ser assim, criança é um presente de deus, só ele dar a vida e tira e ninguém mais! _ ela diz.

—E acabou que agora fiquei sozinha sem apoio de ninguém. Uma coisa que era para ser bom e tentar mudar de vida, e agora estou sentindo na pele de como tudo estar dando errado, só estar mostrando que nada para mim dá certo.

—Antonella nunca desista dos seus sonhos, as vezes temos que enfrentar muito obstáculos pela frente para poder realizamos os nossos sonhos, lembre se de que nada fácil vale apena, quem sabe lá na frente isso tudo venha fazer sentido! Tenha fé que tudo dará certo no final.

—E o que eu mais quero..._ falo pensativa, término de comer e fico olhando para o nada, pensando no que realmente eu vou fazer.

—Porque você não toma um banho e tentar descansar um pouco, essa viagem até aqui deve ter sido muito cansativa para você. Quando eu terminar o jantar vou te chamar, assim você vai se sentir melhor e veremos em que podemos te ajudar.

Aceito a sua ajuda e vou para banheiro tomo um banho e derramando toda minha angústia nas lagrimas, me permito ser uma fraca e ficar pensando no que eu vou fazer agora, estou na cidade grande, sozinha, sem apoio de ninguém e ainda grávida.

Saio do banho ela me pede que eu fique em seu quarto, aceito e acabo pegando no sono, eu não sabia o quanto eu estava cansada só me dei conta de que meu corpo estava pesado pelo cansaço foram muitas emoções desde ontem...

Quando acordei já estava de noite ouvi duas vozes diferente, me levantei ainda sonolenta, arrumei os meus cabelos que estava bagunçado e fui em direção a sala e encontro uma mulher junto com a dona Carmem.

—Antonella, essa é a minha filha Cecilia! _ senhora Carmem me apresenta a sua filha.

—Prazer, me desculpa estar assim na sua casa. _ falo me desculpando, em vez dela ficar brava apenas abre um sorrio e me dá um abraço, fico emocionada pelo seu gesto, pela primeira vez desde que cheguei me sinto acolhida.

—Não têm problema, a minha mãe já tinha me dito que você estava descansando. Como você estar se sentindo agora? _ ela pergunta agora me olhando.

—Estou mais sonolenta que o normal, mais vou ficar bem! _ falo e ela começa a rir.

—É normal pelo seu estado! Mas venha que minha mãe fez uma sopa que é de comer rezando!

Vamos para mesa nenhuma delas me deixam fazer nada fico até sem graça. Elas se sentam e começa a comer. E realmente a sopa estava uma delícia.

—Estava conversando com a minha mãe, sobre você! É uma pena estar acontecendo tudo isso com você, mas quero que saiba que pode contar com a nossa ajudar, sabemos que aqui é pequeno, mas como minha mãe disse, é que nem um coração de mãe sempre vai caber mais um. _ Cecilia diz animada.

—Você poderá ficar aqui com agente, sem problemas até porque eu não ficaria tranquila com você por aí pela essa cidade sozinha e ainda gravida. _ dona Carmem diz me fazendo engolir o nó que se formou em minha garganta, a pessoa que nunca vi, me ajudando enquanto as pessoas que têm o meu sangue me viram as costas. Como pode isso?

—Muito obrigada, pelo carinho e atenção que estão tendo comigo, mas eu pretendo trabalhar, e assim posso ajudar vocês nas despesas do apartamento. _ Dona Carme abre um sorriso.

—No momento você só precisa se cuidar, e não se preocupe com as contas, um passo de cada vez. Está bem! _ela diz para me deixar tranquila.

—Está bem!

— O que você fazia quando você morava com seus pais? _ Cecilia me pergunta.

—Eu estou no último ano do ensino e trabalhava na venda do amigo do meu pai.

—Quantos anos você tem Antonella? _ dona Carmem me pergunta.

—Eu tenho fiz 17 anos.

—Você é muito jovem, mas já tem um jeito de uma adulta! _ ela diz nos fazendo rir.

—Infelizmente só tenho o jeito, queria ter essa sabedoria também de como ser uma adulta.

—Logo você terá, quando nos tornamos mãe acabamos que amadurecemos um pouco mais rápido! _ ela diz.

—Você precisa ter acompanhamento médico, por conta da gravides, mais amanhã eu vou ver com uma amiga na loja dela se tem alguma vaga lá, você não fará nada pesado só atender os clientes, acredito que será o melhor para você no momento. _ Cecilia diz.

—Sério? Muito obrigada Cecilia por me ajudar! Eu serei eternamente grata por tudo que vocês duas estão fazendo para por mim. _ falo já indo abraçar ela.

—Estaremos aqui para te ajudar, não se preocupe!

E assim foi a minha primeira noite na cidade grande, conheci pessoas nova com o coração cheio de bondade que me ajudaram muito no começo só tenho de agradecer o carinho que tiveram por mim na época.

Graças a deus encontrei com algumas pessoas que tinha um coração bom, mais que infelizmente encontrei com várias que não vale apena nem dar um bom dia!

Esse dia me lembro de como me sentir bem-estar ao lado de pessoas que eu nunca tinha visto e que conheci, era como se elas me protegessem e aquecessem o meu coração na época!

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