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Capítulo Antonella Ferrari -2

Antonella Ferrari

Quando acordei estava me sentindo ruim, minha cabeça parecia que ia explodir, como era final de semana só ajudei a minha mãe como de costume, e meu pai tinha saído para fazer vendas dos legumes.

Desde que me levantei minha mãe disse que eu estava estranha, eu só disse que tinha bebido com as meninas pois tinha encontrado com elas e que tinha dançado com menino que acabei beijando-o, eu não poderia dizer tudo que realmente tinha acontecido se só com beijo a minha mãe reagiu assim imagina ao saber que já tive a minha primeira vez?

Minha mãe falou o monte de besteira dizendo que isso não era coisa de menina direita. Eu sei que por uma parte ela tinha razão mais poxa eu já tinha 16 anos e só tinha beijado duas vezes, eu vivia mais dentro de casa do que na rua, eu não podia sair, nem ir as festas como meu irmão sempre ia.

Não sabia o porquê de me prender tanto dentro de casa, e como se eles não quisessem que eu não tivesse vida além de casa e estudar.

Mesmo minha mãe chateada fiz de tudo para que ela não contasse para meu pai, os dias foram se passando meu irmão tinha acabado de ligar quando tentei por mais uma vez falar com ele me lembro como hoje de como ele falou comigo.

—Antonella, esse mundo aqui não é para você! E alguém têm que cuidar dos nossos pais. _ ele diz contrariado pelo meu pedido.

—Mas Alisson, eu também quero ter um estudo melhor, um emprego eu nunca vou deixar de ajudar nossos pais, vai por favor irmão fala com nosso pai para poder ir ficar com você! Eu prometo que não vou atrapalhar a sua vida. _ tento mais uma vez.

—Antonella aqui não tem espaço para você, eu moro em um apartamento que mal tem um quarto, eu não tenho como te receber aqui. Você ficará melhor se continuar com os nossos pais, além do mais eu não tenho tempo nem para te ajudar em nada aqui. _ ele diz e isso me deixa com muita raiva.

—Alisson, você estar um perfeito egoísta, só pensa em você! O que custar me ajudar? _ rebato mesmo com raiva.

—Antonella já disse, que não tem espaço aqui para você! Agora preciso desligar.

Ele desligou e nesse momento eu chorei, a única pessoa que poderia me ajudar a ir para cidade grande virou as costas para mim. Como pode um irmão agir assim como ele?

Nesse dia eu fiquei muito brava, me tranquei no meu quarto, e chorei por tudo que venho passando eu não estava suportando viver aqui nesse lugar, eu queria ter mais estudo além de ter uma profissão, e ter meu próprio dinheiro e assim ajudar os meus pais.

Mas eu não iria ficar aqui. Nesse dia eu me lembro de que minha mãe ficou preocupada porque nem jantar eu quis pois ainda estava com muita raiva.

Quando chegou na segunda feira fui para escola, para mim aquilo não estava mais fazendo sentido, pedi o celular de uma das meninas emprestado que queria saber como poderia sobreviver na cidade grande, não assistir a aula nesse dia alegando que estava com muita dor de cabeça. Peguei meu caderno e comecei a notar tudo que iria precisar.

Até mesmo tinha encontrado uma pousada que o valor era em conta, eu só precisava contar o dinheiro que ainda tinha, e começa a trabalhar mais na venda para ganhar um pouco mais.

E assim fui fazendo, nada podia dar errado se passou um mês eu já estava com um valor bom em dinheiro mesmo meu irmão me negando ajudar eu tinha conseguido o endereço dele, tinha esperança de quando eu chegasse lá ele não teria opção e me ajudaria.

Tinha tudo anotado já que não tinha celular, eu sabia que assim que eu saísse de casa eu não poderia voltar sem antes tentar, saberia as consequências em sair de casa e estava disposta a enfrentar cada uma delas.

Comecei a escrever uma carta para meus pais, assim não os deixando preocupados quando eu fosse embora, mais que assim que eu conseguisse me fazer na cidade grande eu viria os visitar, além de ajudar para que eles tenham uma vida mais confortável.

Minha rotina continuava a mesma escola pela manhã depois do almoço ia para venda e ficava a tarde e noite ajudar a minha mãe no jantar e depois estudar um pouco mais e indo dormir.

Mas nos últimos dias eu tinha me sentido tonta, minha mãe reclamou dizendo que eu não estava me alimentando direito, por isso dá tontura eu não estava conseguindo comer direito acredito que o sol estava muito quente porque nada ficava no meu estomago, cheguei acreditar que tinha pegado uma virose como de costume quando o tempo esquentava muito.

Foi quando eu estava assistindo a aula e acabei desmaiando, acabou eu sendo levada para o hospital, que ficava próximo a escola avisaram a minha mãe, ela veio ao meu encontro tive que fazer vários exames porque eu disse os sintomas que estava sentindo, minha mãe ficou do meu lado. Fiquei em observação enquanto os resultados dos exames não saiam.

Minha mãe sempre me olhando estranho, eu não sabia por que ela começou a me questionar se eu estava ganhando peso, disse que só um pouco, tinha shorts meu que ficava um pouco apertado mais isso era porque as vezes eu comia muito doce na venda quando estava lá, o que não deixava de ser mentira!

Eu já estava ficando com medo, será que eu estava com alguma doença grave minha mãe não é de ficar assim quando eu pego uma virose, olhar dela estava de pura preocupação.

Quando o médico nos chamou para falar o que tinha eu quase morri ao ouvir o que ele estava me dizendo.

—Antonella o que você tem não é nada grave! _ ele diz tranquilo, e só assim consigo ficar calma, pelo menos eu não vou morrer.

—O que ela tem doutor? Por que isso não é normal o que ela está sentindo? _ minha mãe questiona para o médico.

—Ela está grávida! _ ele diz e minha alma sai do meu corpo de imediato!

—Eu o quê? _ eu pergunto para entender o que ele acabou de dizer.

—Como grávida? _ minha mãe pergunta olhando para mim agora.

—Antonella estar gravida no exame dela mostra alterações e nos meios dos exames solicitei de gravidez, devido os sintomas que ela estava sentindo e só confirmou o que eu previa positivo no exames HBCG. _ ele diz e eu começo a suar frio. Eu não consigo falar nada eu estava em choque.

—Antonella, você estar no começo da gravidez e necessário que você marque uma ginecologista para te encaminhar para obstetra e assim ficar sendo acompanhada no decorrer da gravidez é essencial fazer o pré-natal para que você e o bebê fique bem é essencial nos três primeiros meses de gestação...

Ele escreve uma receita e me estende o papel, meus olhos estão vidrados em lágrimas, apenas sibilo obrigado e me levanto e minha mãe vem logo atrás de mim.

Estou sem chão, como eu não percebi isso, mais como foi a minha primeira vez cheguei a pensar que não teria problema, aperto meus olhos já imaginando o que virá quando meu pai souber.

Assim que saímos da entrada do hospital minha mãe aperta o meu braço me puxando para um lugar mais afastado consigo sentir em seu aperto o quanto ela estar com raiva.

—Você ficou louca Antonella? Como você foi fazer uma besteira dessa menina? Eu sabia que não era para ter deixado você sair para festa! Agora me fala quem é o pai dessa criança? _ ela diz com raiva ainda apertando o meu braço.

—Calma mãe, eu não queria engravidar, mais aconteceu eu não sabia que eu poderia engravidar assim de primeira. Ninguém nunca me falou ou explicou nada! _ confesso sem saber o que fazer.

—Como não sua burra? Você estragou a sua vida agora! _ ela diz com desprezo com uma cara de nojo para mim.

—Mãe é uma criança, não precisa a senhora falar assim. _ rebato já derramando lágrimas que eu estava tentando segurar.

—Você tem que falar com o pai dessa criança agora, ou vai me dizer que você não sabe quem é? _ ela me pergunta e nessa hora eu me sinto tão suja pela forma que minha mãe estar me tratando como se eu fosse uma puta.

—Eu vou falar com ele. Mais não agora.

—Vamos para casa. _ ela diz com tom de voz seca andando na minha frente enquanto eu tentando absorver tudo que acabou de acontecer.

Vou em direção entramos em uma condução e vamos o caminho todo em silêncio, não sei como vai ser a reação do meu pai quando souber que estou grávida.

Que ele possa pelo menos me ouvir e não me tratar como a minha mãe fez, como se eu estivesse uma doença, ao invés de um bebê.

Eu sei o quanto isso vai mudar minha vida e meus propósitos mais eu não vou renegar um filho e muito menos tirar. Eu com 17 anos grávida, o que eu vou fazer? Já tinha um proposito em ir para cidade grande! Minha cabeça começa a doer só de pensar como vou fazer para cuidar de uma criança.

Chegamos na avenida e vou o caminho todo me sentindo mal, deve ter sido porque eu não comi nada, mais não me atrevo a falar para minha mãe, já estar sendo duro receber esse olhar dela, então continuo tentando controlar as minhas emoções e tentando não cair aqui.

Entramos em casa e para minha sorte o meu pai não estava, vou direto para meu quarto, sigo direto para o banheiro e só aí me permito chorar em desespero porque eu não sei o que vou fazer, nem mesmo peguei o número do Daniel, o que vou fazer meu Deus me dê um sinal!

Coloco uma roupa prendo o meu cabelo eu preciso em organizar tenho que saber como meu pai vai reagir ao saber da gravidez, só peço a Deus que ele não me bata, solto um suspiro e saio do meu quarto e vou em direção da cozinha preparando um lanche e começo comer ali sozinha na cozinha e vendo como eu iria fazer para achar o Daniel, eu sei que ele pode não acreditar em mim, mas preciso fazer isso se ele vai assumir ou não isso já vai ser com ele.

Quando estou terminando o meu lanche o meu pai entra na cozinha com uma cara nada boa o seu semblante estar de raiva.

—Eu quero que você saia da minha casa! _ ele grita comigo.

—Pai, por favor me deixa explicar! _ peço implorando.

—Não tem pai, eu não tenho uma filha vagabunda que nem sabe quem é o pai dessa criança. _ ele diz e isso me doí.

—Eu sei quem é pai, por favor me deixar ficar até me resolver, por favor.

—Eu quero que você saia agora da minha casa, ou vou te arrastar para fora dessa casa! Você é uma vergonha para essa família! _ ele grita agora pegando no meu braço com força. Me solto do seu aperto e corro para meu quarto trancando a porta, começo a chorar vou até a minha bolsa começo a colocar algumas roupas, vou até o meu esconderijo e pegou o dinheiro começo a aguardar tudo pego o papel que tinha feito para quando eu fugisse, começo arrumar a minha bolsa, a carta cai no chão, e o deixo ali.

Eu só peço a Deus que eles possam me perdoar um dia pelo que aconteceu.

Saio do meu quarto e meus pais estão na sala.

Não paro e não falo com ninguém apenas saio da casa deles sem nem olhar para trás, ainda desnorteada sem saber direito o que eu vou fazer.

Quando chego no centro, fico pensando para onde eu irei eu não posso ir para cidade grande agora, vou chegar de noite vai ser ruim para encontrar os lugares, descido ir para cidade vizinha quem sabe consigo encontrar uma das meninas e me dizem onde posso encontrar o Daniel?!

Pegou o dinheiro e vou até a condução entro, vou o caminho todo pedindo a Deus que eu o encontre, sei que não namoramos estou me sentindo tão perdida, só preciso que ele me fale que vai ficar tudo bem, e que vai me ajudar só preciso que ele me fale isso, esse seria o meu apoio...

Vou o caminho todo mentalizando isso no caminho, chego no centro e vou dar uma volta começo a andar.

Já rodei isso tudo! E nem sinal dele, eu começo a me cansar, quando eu decido ir até uma pousada que tem aqui perto eu o encontro saindo de uma casa, consigo o reconhecer mesmo estando longe, espero ele sair e vou em sua direção, assim que chegou perto, ele se assustar com a minha presença.

—Antonella! _ ele diz meu nome surpreso.

—Oi Daniel, eu preciso falar com você! _ eu falo e quando ele levanta a mão para tocar no meu ombro vejo a uma aliança em seu dedo.

Eu paraliso olhando. Ele acompanha o meu olhar.

—Vamos naquela lanchonete, lá podemos conversar melhor.

Ele diz me saio do seu toque.

Ele é comprometido! Agora me sinto ainda mais burra por ter me deixado ser levada por um momento de tensão, como fui tola! Isso é o que deixa o desejo falar mais alto.

Entramos na lanchonete e me sento e ele se senta na minha frente.

—O que você queria falar comigo? _ ele pergunta sendo direto respiro fundo e falo.

—Eu estou grávida. _ falo olhando para ele.

— Sério? Agora você vai me dizer que o bebê é meu? _ ele pergunta com tom de ironia, e isso me sobe uma raiva.

—Sim, até porque eu só tive você. _ falo no fio de voz com muita vergonha que estou sentindo agora.

—Antonella o que tivemos foi só um momento, eu não acredito que esse bebê seja meu, e outra eu não vou assumir nada até porque eu estou de casamento marcado, e não será você que vai destruir o meu noivado, então acho o mais certo a se fazer você tirar essa criança, já que não foi planejada e muito menos desejada. _ ele diz e nessa hora me dar uma vontade de bater nele, me controlo porque não vale a pena.

—Esse bebê pode não ter sido concebido entre pessoas que se ama, mas te garanto que ele não precisa ficar perto de uma pessoa assim como você, eu quero que você se dane, que seja muito infeliz no seu casamento de merda, e espero que você nunca tenha filho, porque nenhuma criança merece ter você como pai! _ falo já alterada e saiu da lanchonete com muita raiva que estou a ponto de voltar e quebrar a cara dele por falar tamanha besteira.

Vou em direção a pousada pensando como irei fazer agora.

Eu só tenho o meu bebê, os meus pais me viram as costas, e genitor do meu filho o rejeitou, e agora o que eu faço? Grito em pensamentos...

Daí você já imaginam o quanto foi duro para mim, ter que enfrentar uma gravidez sozinha, sem apoio dos meus pais e até mesmo do genitor do meu filho!

Eu acho que nem se eu tivesse salgado a santa ceia, iria pagar tanto como eu estou pagando esses anos.

A única coisa boa que aconteceu na minha vida foi a chegada do meu filho, o meu pequeno príncipe!

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