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Capítulo Antonella Ferrari -4

Depois do acolhimento que recebi da senhora Carmem e Cecilia, me sentir até mais segurar por estar aqui na cidade grande. Elas cuidaram de mim de um jeito que nunca tinha visto antes, era como se eu fizesse parte da família delas sem mesmo ter o sangue delas correndo em meu corpo! Nunca serei tão grata a elas pelo gesto que fizeram comigo uma desconhecida.

Sei que no começo foi difícil eu me adaptar, pois era muitas informações, a senhora Carmem conseguiu marcar uma consulta para mim, ela queria ter certeza de que eu e o bebê estivéssemos bem divido as emoções que estava tendo nos últimos dias que me deixaram um pouco abalada, pois eu comecei a ficar abatida nos dias seguintes a minha chegada ali na cidade grande.

O médico tinha explicado que seria a mudança em meu corpo, e o meu psicológico pois eu não planejava o bebê e o meu humor iria mudar ainda mais, ele explicou que isso seria passageiro e que estava tudo bem comigo e o bebê, o médico iria sempre me acompanhar para ver o desenvolvimento do meu bebê até a tão chegada hora do nascimento do meu pacotinho, me senti grata por isso.

Cecilia tinha falado com a amiga dela, que ficou de ver com a chefe dela uma vaga para mim, eu estava com esperança de que tudo poderia se tornar possível e minha vinda para cidade grande poderia ser algo bom para mim.

Enquanto eu não começo a trabalhar, Cecilia me ajudou para conhecer todos os lugares da cidade, assim se caso eu precisasse resolver ou comprar algo eu não me perderia já que aqui é muito grande, eu tenho que sempre aprender os caminhos ou estaria frita!

Ela me ajudou com algumas roupas, assim eu não ficaria tão por fora, e ainda me vestir bem já que vim só com uma mochila e não tinha muitas coisas dentro dela.

Eu quis dar o dinheiro para elas mais não aceitaram, disseram que o melhor a fazer era guarda que naquele momento elas não estavam precisando.

Durante esses dias sem trabalhar passeamos muito, conheci cada lugar incrível fui até mesmo no shopping! É muito lindo, lembro o quanto fiquei impressionada de como era grande por dentro, as lojas de roupas que tinha o seu charme, era coisa de outro mundo.

Tínhamos passado na frente da loja de bebê, e me peguei pensando no bebê.

Como seria quando ele chegasse ao mundo?

Será que eu seria uma boa mãe para ele?

E se eu não conseguir e falhar como mãe?

Eram essas perguntas que me atormentava toda noite.

Cecilia tinha visto como fiquei e decidimos entrar na loja para ver as coisinhas de perto.

As cosias de bebê são muito lindas e fofas dá vontade de aperta só de imaginar o meu pacotinho dentro delas. Acabei comprando um sapatinho na cor vermelha, pois a senhora Carmem disse trazer boas energia para o bebê, assim cada uma comprou uma lembrancinha para meu pacotinho. O meu bebê nem tinha nascido e já estava ganhando os seus primeiros presentinhos de pessoas que iriam encher ele de muito carinho. Me senti mãe comprando algo para meu bebê, uma sensação boa eu não conseguiria explicar só sentindo para saber.

Dona Carmem foi me explicando o que teria que comprar com passar dos meses, são coisas essenciais para uso do bebê.

Decidimos que quando chegamos em casa faremos uma lista, e aos poucos eu iria comprar cada item daquele assim não ficaria tão pesado para comparar tudo de uma vez já que estaria sozinha nessa.

Eu sabia que elas iriam me ajudar, mas eu queria ter esse prazer em ter de comprar para o meu pacotinho a cada item daquele, o meu amor pelo meu pacotinho só aumentava a cada dia mais, e sabia que elas os amariam da mesma forma, eu sentia isso e eu me apegava a isso pois o bebê teria muito carinho envolvido.

Depois das compras na loja de bebê, a Cecilia nos chamou para lanchamos na praça de alimentação, seguimos para lá mais antes de chegamos eu tinha visto um homem que parecia muito com o meu irmão, com um grupo de pessoas ao redor dele, ali ele não se parecia com meu irmão franzindo que tinha saído de casa com 14 anos e sim outra pessoa um homem feito, o Alisson estava muito mudado eu paralisei e Cecilia acompanhou o meu olhar...

—Antonella, o que aconteceu? _ ela me pergunta.

—Menina, você ficou pálida! _ dona Carmem diz.

—Não aconteceu nada. _Tento mudar a direção do meu olhar, só eu sei o que senti quando o meu irmão não me queria ali perto dele, o vendo ali agora nem mesmo sabia o que estava sentido era uma mistura de emoções incluindo mágoa pelas suas palavras ditas e acusatórias contra mim.

—Têm certeza? Você reconheceu alguém ali? _ Cecilia me pergunta olhando em direção onde o Alisson está.

—Sim, aquele que estar com a camisa vermelha é o meu irmão, o que se dizia ser._ falo no fio de voz.

—Então é aquele babaca que te deixou triste! _ ela diz já indo em direção ao meu irmão mais a impeço de ir segurando o seu braço.

—Por favor, não vale apena, só vamos embora, por favor? _ peço eu não quero confusão.

—Antonella, não vamos embora só porque ele está aqui, até entendo de você não querer falar com ele, mais não vai ficar saindo do lugar por causa dele. _ Cecilia diz já me levando para o outro lado, mas acaba que o meu irmão olha em nossa direção, ele fica surpreso ao me reconhecer eu apenas balanço a cabeça decepcionada ao ver ele ali tão bem. Vou em direção me negado olhar de novo para ele. Como Alisson mudou nem parece o mesmo de quando saiu da casa dos nossos pais.

—Não fique assim, ele não merece, ele pode não perceber mais ter você como irmã é uma sorte grande, e deixe que o destino irá mostrar a ele isso! _ senhora Carmem diz tentando me animar.

—Obrigada.

Nesse dia, fiquei me perguntando se ele tem tempo de sair e ficar por aí por que então ele não foi ver os nossos pais esses anos todos que estar por aqui?

Depois desse dia eu não tinha visto mais ele, e o apartamento com tempo descobrir que era do Alisson, mais que ninguém morava nele, o que é estranho.

Alguns dias se passou e Cecilia me levou para conversar com a chefe da amiga dela.

Ela já sabia da minha história e disse que me daria uma chance.

Estava muito ansiosa pois eu queria me sentir útil naquela cidade, e quem sabe trabalhando isso me ajudaria ver as coisas de outro modo!

Na segunda estava muito empolgada a Cecilia não pode ficar comigo pois tinha curso, mas a amiga dela Katia ficou comigo, tinha me explicado de como era a chefe dela, confesso que tinha sentido o um pouco de medo, mas eu precisava fazer daqui alguns meses meu pacotinho iria nascer e eu precisa ter o meu canto e as coisinhas necessária, eu sempre souber fazer de tudo dentro de casa e fora também não iria deixar a insegurança me dominar agora. Eu não queria ser um peso para senhora Carmem e nem para Cecilia, elas já me ajudaram muito era o mínimo que poderia fazer ajudar com o pouco que iria ganhar.

Quando a senhora Charlotte pode me receber, senti um friozinho na barriga mais fui, eu já tinha na minha cabeça que eu já tinha um não então eu tentaria de tudo para receber um sim!

Não sei se era só comigo mais a forma que ela me tratou me deixou meio receosa.

—Qual o seu nome menina? _ ela me pergunta agora olhando para mim, me deixando ainda mais nervosa.

—Meu nome é Antonella!

—Antonella, um lindo nome, me fale um pouco sobre você? _ quando ela me perguntou isso, e agora o que eu vou falar, nunca fiz isso antes, meu deus me ajude a me sair bem!

— Bom, como sabe me chamo Antonella, tenho 17 anos e estou grávida, morava no interior com meus pais, mas devido as circunstâncias acabei vindo morar aqui na cidade grande para fazer a minha vida junto como bebê que estou esperando. _ falo receosa.

—Você não está com o pai do bebê? É solteira? _ ela pergunta e começa anotar em um bloco de nota em sua mesa.

—Não. E sou solteira e o meu bebê só poderá contar comigo e com mais ninguém. _confesso.

—Então você é mãe solteira? Interessante. _ ela diz e sinto que ela não vai me dar a vaga, eu preciso fazer alguma coisa ou perderei essa oportunidade.

—Senhora, não se preocupe, pois, eu darei o meu melhor trabalhando aqui, eu prometo de que a senhora não vai se arrepender de me ter com sua funcionária, pois farei e darei o meu melhor aqui em sua loja. _ falo já no fio de voz mais tento ser confiante em minha voz.

—Eu sei que você dará o seu melhor, você começa a trabalhar aqui amanhã, passe na minha assistente que ela irá pegar os seus documentos e pegar a sua medida para o seu uniforme! _ ela diz e eu fico sem acreditar que tinha conseguido a vaga.

—Muito obrigada, senhora Charlote, eu prometo sempre dá o meu melhor. _ saio de sua sala e falo com assistente dela que fica impressionada por saber que eu irei começar a trabalhar na loja.

No começo não entendi direito mais quem sou eu para dizer algo, dei a minhas documentações algumas eu não trouxe mais disse que não tinha problema, pegou a minha medida e amanhã eu começaria a trabalhar, então o ideal era chegar até meia hora antes para poder me vestir adequada e ver como funciona tudo por ali.

Sai da sala da gerência e fui até a Katia que tinha me ajudado ela ficou muito feliz, ficou surpresa pela forma que a senhora Charlote me tratou, aos poucos tudo estava se encaixando em minha vida, eu só queria trabalhar e isso já estava dando certo!

Lembro de quando eu cheguei na casa da senhora Carmem contei a novidade, ela ficou muito feliz e me disse que eu tinha muito potencial e não deixasse que ninguém me dissesse ao contrário.

Quem diria Antonella trabalhando em uma das melhores lojas de joia da cidade! Isso me subia um pouco de insegurança porque eu não queria que nada desse errado.

Assim que Cecilia chegou contei a ela, o quanto ela ficou animada isso me deixava feliz eu tinha duas pessoas que sentia muito orgulho de mim, e estava na torcida para que eu pudesse ser alguém na vida e ser feliz!

E assim foi quando eu comecei a trabalhar na renomada das lojas de joia Scintillante.

Confesso que no começo foi um pouco difícil por mais que a fosse uma atendente teria que saber um pouco sobre as joias para poder oferecer a melhor joia que combinasse com a cliente!

No meu primeiro dia me lembro como hoje, de como a Cecilia me ajudou a fazer o meu cabelo e maquiagem, eu não poderia errar já que estava trabalhando em umas das lojas bem frequentadas do centro da cidade.

Cheguei cedo como a assistente da minha chefe me pediu, coloquei o meu uniforme que era uma calça de linho fino na cor escuro e uma blusa de seda com a logo marca da loja no tom bege claro, no começo me sentir desconfortável, no primeiro dia fiquei de sapatilha pois eu não tinha um salto para finalizar o meu uniforme.

Era muitas informações, a Katia sempre me ajudando com o cliente me deixando atender, no começo fiquei muito nervosa pois não tinha muito costume de falar com pessoas assim desse nível, eu ficava com medo das pessoas não compreendessem no que eu estava falando.

Alguns dos clientes nem queriam ser atendidos por mim, por dizer que não saberia o que eles desejariam, por pouco não chorei, me contive e tentei de toda forma dar o meu melhor, fui almoçar e a Katia ficou conversando comigo, me explicando a forma que eles tratavam que não era para me levar para o coração, pois isso eles nem tinham um, mais que um dia eles iriam perceber o meu potencial como atendente.

Quando eu retornei do almoço, a senhora Charlote me chamou em sua sala, fiquei com medo, quer dizer que eu tinha feito alguma besteira, mal comecei e já iria ser mandada embora nem cheguei a ficar no cargo um dia, acredito que esse seria o recorde das demissões...

Fui com o meu coração apertado, a assistente dela tinha um ar de riso, parece gostar de ver o meu desespero no momento. Quando eu entre a senhora Charlote ainda estava no telefone fiquei próximo a sua mesa a espera dela finalizar a ligação, lhe dando um pouco de privacidade com a minha distância de sua mesa.

Parece que a cada minutos que estava passando ali me deixando ainda mais nervosa. Não demora muito ela encerra a ligação, e me indicar para sentar-se. Vou e fico só esperando ela começar.

—Quando você veio ontem me disse que daria o seu melhor, eu acreditei então por que você não acredita em seu potencial? _ ela diz seguida me pergunta e agora eu fico sem entender nada.

—Não entendi!?_ falo tentando entender onde ela quer chegar falando isso.

—Antonella, quando você entrou aqui na minha sala, se mostrou decidida a tudo para obter a vaga que nem mesmo estava disponível, mas me mostrou que iria fazer o seu melhor, isso me deixou bastante confiante, mas eu quero que você acredite no seu potencial, você é capaz de atender qualquer cliente que frequente a minha loja, não importa nome ou sobrenome faça apenas o seu melhor, e não deixe que nenhum cliente lhe coloque para baixo. Mostre quem está no controle é você! _ quando ela diz isso me lembro dos clientes que não quiseram ser atendidos por mim.

—Mas eu não posso forçar eles serem atendido por mim. _ confesso ao lembrar de como eles me olhavam.

—Por isso mesmo, você não precisa forçar mais precisar ser mais confiante. Você tem futuro, não deixe que ninguém tire isso de você! Agora pode voltar ao seu trabalho. _ ela diz é fico sem entender como ela viu, se só estava eu e Katia na loja? A outra menina nem mesmo tinha chegado. Ela tem razão preciso confiar ainda mais no que eu quero, e mostrar que sim poderei atender qualquer pessoa que entre na loja.

É assim comecei entender como lidar com as pessoas nessa cidade, mas não permitir que ninguém me escanteasse ou me humilhasse como aconteceu algumas vezes mais eu sempre lá lembrando que não iria permitir que isso acontecesse comigo, seguir com o conselho da senhora Charlote só mostrou que ela estava confiante com meu serviço e assim fui mostrando de que sim eu tenho capacidade de fazer tudo acontecer...

Lembro de como no começo para mim foi difícil mais nada que pudesse resolver, teve dias que chegava em casa chorando, outros dias felizes com muitos elogios feitos pelos clientes, me deixando ainda mais confiante e me transformou na mulher que hoje eu sou!

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