CAPÍTULO 8
Eric
ADENTRO A SALA DE REUNIÕES. O velho me fuzila com o olhar pelo atraso e o ignoro, me jogando na cadeira na cabeceira da mesa. Vamos ver o que ele tem a dizer.
- Diga logo, não tenho todo tempo do mundo. - Encaro-o. Vicenzo se mantém de pé, o encarando da mesma maneira que eu.
- Como já sabem, para todos os efeitos,
e membros da máfia , estou morto, mas não será por muito tempo, um dos motivos de eu não ter permitido que divulgassem minha suposta morte na midia, é que eu voltaria.- Explica e eu bocejo. - Tomei todas as preocupações para que não me vissem até agora.
-Era só isso? Podia ter mandado uma mensagem explicando, e não me feito ter perdido tempo nessa sala vendo essa sua cara enrugada. - reclamo.
Ele bate a mão na mesa, fazendo com a mesma trema e que eu ria, cada dia o velho fica mais descontrolado.
- Calado, Eric. - repreende. - Ainda não terminei.
- Prossiga .- O puxa-saco estimula.
- Abrirei investigações contra os membros e associados, os traidores serão eliminados, teremos uma redução no número de membros, com isso tenho prós e contras, mas isso fica para mais tarde. vamos marcar uma reunião com os novos aliados de Bennaci e o mesmo, quero todos os membros presentes na reunião.
- Não será necessário, Bennaci e eu já iniciamos as investigações. Os traidores já começaram a cair e os que faltam serão executados, eu sei o que faço. - Sorrio entretido, por essa o velho não esperava.
- O que mais tem a dizer? - questiono e ambos arqueamos a sobrancelha.
- Vim aqui para organizar essa bagunça que esta essa família. - Diz revoltado. Troco um olhar com Vicenzo. - Já que perdemos membros do conselho e provavelmente perderemos mais com a investigação, o trabalho aumenta para você, Vicenzo, então Eric ficará na presidência da empresa. - Me ajeito na cadeira, as coisas estão começando a ficar interessantes.
- Finamente estou sendo devidamente reconhecido e valorizado. - Jogo as mãos para o alto e giro na cadeira.
- E você tem até seis meses para se casar, ou será deserdado. - aponta para mim. O velho só pode ter ficado louco, a idade afeta o cérebro de todos mas nada que um tiro no meio da testa não resolva.
- Acho que está querendo morrer de verdade - Balanço a cabeça e ele me encara sério.
- Tente se quiser, está no testamento meu novo testamento que só terá direito a algo depois de casado, caso contrário, não tocará em uma nota sequer do meu dinheiro. - Bufo frustrado, agora terei que arranjar a porra de uma noiva.
Dou um tapa na bunda da mulher morena que sai da minha sala e ela pisca para mim ao sair. Em minha mesa está um papel, vejo que ela deixou seu número em uma folha, rio nasalmente ao jogar o papel no lixo.
Todo dia uma estúpida diferente achando que irei querer fude-la novamente.
Pego as chaves do carro, as pondo em meu bolso e saindo da sala. No caminho vejo a Barbie com sua amiga assassina, e ando até as mesma. Não vejo o porquê de Alissa estar aqui.
- O que estão fazendo aqui? - Arqueio a sobrancelha. Alissa olha para mim e desvia em seguida.
- Não é da sua conta. - A abusada puxa Alissa pelo braço, depois de trocarem um olhar.
- Tudo que tem a ver com ela, é da minha conta. - Me Repreendo mentalmente pelo equívoco da frase dita em voz alta, ela ainda não tem que saber disso, mas não deixa de ser verdade, se é meu, é de meu interesse.
Death ri descrente a anda de mãos dadas com Alissa até o elevador. A Barbie como a boa obediente que é, a segue de bom grado e em silêncio. Ah, querida, você ainda irá me obedecer muito em silêncio também.
O elevador chega a nosso andar e entro junto às duas, a descida e feita em silêncio e seguimos para o Hall de entrada da empresa, indo até a calçada.
O táxi as espera, logo atrás meu carro está estacionado. Assim que Alissa faz menção de entrar no táxi, interrompo o ato. Alissa só pode estar louca se pensa que vai me ignorar.
Viro-a para mim, a puxando pelo pulso.
—O que está fazendo? - Pergunto entre-dentes. Ela altero o olhar do seu pulso preso em minha mão para minha cara e cerra os dentes.
- Não me toque. - solta seu pulso de meu agarre, aumentando minha irritação. - Vamos...Death. - ela fecha a cara.
- Okay. - Assente e me fuzila com o olhar, fico sem entender o porquê da atitude, desta vez eu nem fiz nada.
Vicenzo passa ao nosso lado com um sorriso imbecil no rosto, com a atenção na tela do celular e caminha até seu carro que está duas vagas depois de onde esta o táxi, e atrás do mesmo, meu carro.
Um som de disparo chama nossa atenção, fazendo que todos procuremos de onde vem o mesmo. O taxista da partida no carro e sai cantando pneu pelo susto.
- Ótimo. - Death reclama ao puxar sua arma e arrastar Alissa para trás do carro que estava estacionado na frente.
Ah ótimo, decidem morrer bem agora, ao olhar para baixo, vejo que um tiro acertou a roda do meu carro, estacionado no meio fio. Praguejo e pego a arma dentro do porta luvas, rapidamente, enquanto outros tiros começam a ser dados ao redor.
- Melhor se prepararem. - aviso as duas, e jogo uma arma para Alissa.
- Droga! - A Barbie encara a arma em suas mãos. - E agora?! - Não acredito que a Barbie não sabe atirar. Outro tiro é disparado no vidro do carro onde estamos atrás, o vidro se quebra em mil pedaços e voa ao nosso redor. Maldito imbecil, nem para comprar um carro blindado.
- Agora vocês atiram. - respondo ao localizar de onde vem os disparos, os miseráveis estão dentro de um carro preto ao longe.
- Calma, só atira quando eu manda. - ela acalma Alissa e reviro os olhos.
Death se levanta e atira pela janela quebrada do carro acertando um de primeira, logo em seguida, acertando outro atrás de mim. Ao menos ela é realmente boa.
- Temos que tira ela daqui. - Grita voltando a atirar pela janela quebrada.
Levanto o olhar, já imaginando o quão previsível os assassinos de hoje em dia são, e vejo um snaiper em cima do prédio a frente da empresa, mirando em Vicenzo, foco no mesmo e aponto a arma para cima discretamente, atingindo o imbecil.
- Menos um. - Digo.
Alissa encara a arma em suas mãos, e seguindo seu olhar , vejo um homem prestes a atirar em Vicenzo, que também já está com sua arma em mãos. Ela fecha os olhos rapidamente e atira em direção no imbecil, executando-o. Acho que te subestimei, Barbie.
- Isso é aqui é pessoal contra os Salvatore. - Suspira ela. Ah, que maravilha, fui nascer logo na família mais amada da Sicília.
- Por que salvou o imbecil?! - Ao voltar meu olhar para ele, o vejo ser atingido por uma bala.
- Odeio sua família, Eric. - Death diz atirando. Ah, querida, eu também odeio minha família.
- Pelo jeito não é só você. - Rio ao derrubar outro, as pessoas na rua correm como os covardes que são, nem para apreciarem um belo tiroteio pessoalmente.
- Temos que ajudar Vicenzo! - A Barbie chama nossa atenção , só pode ser brincadeira, ele a vendeu e agora ela quer salvá-lo, que gracinha. Death revira os olhos junto a mim.
- Vamos correr e você vai atirar até chegar lá. Tá? - Alissa assente. Ah não posso acreditar que vou deixa-lá se colocar em risco para salvar o cretino do meu irmão. - E você idiota vamos também. - Fala a mim.
- Ah, ótimo, agora eu sou guarda costas do imbecil.- Bufo. Devia ter o matado ontem quando tive oportunidade.
- Vamos logo! - Alissa bate em meu braço e corro até onde meu maldito irmão está, atirando no caminho. Me ponho ao redor dela, protetoramente, não vai morrer antes de passar pela minha cama, Barbie.
- Pega ele, leva para dentro. - Death diz ficando na frente dele dando cobertura.
- Tudo bem - Alissa suspira e o arrasta para dentro da empresa, abaixada e o olhando para os lados, tentando não ser atingida.
- Fique lá dentro, e não saia. - Falo sério para Alissa.
Termino de derrubar mais três e Death finaliza o resto antes de entramos atrás de Alissa. Passo pelos seguranças e os fuzilo com o olhar , bando de incompetentes, irão hoje mesmo para o olho da rua.
- Arrumei um carro, vamos Alissa. - Death a chama.
- Certo .... - seu olhos azuis brilhantes pousam em mim - Cuide dele. - pede e sai.
Bato na porta da Barbie. Se ela pensa que vai me ignorar, está muito enganada. A porta se abre e sorrio cínico, a mesma ameaça bater a porta na minha cara mas antes que a porta encoste no batente, eu a seguro e empurro, entrando no apartamento.
- O que faz aqui, Eric? - Ela não me olha nos olhos como de costume, cruzo os braços.
- O que lhe deu na cabeça para pensar que pode me ignorar como fez hoje na empresa e tentar bater a porta na minha cara? - Olho-a sério, se fosse qualquer outra já teria metido uma bala na cabeça para deixar de ser abusada, mas com a barbie, minha vontade é de prensa-lá na parede e aproveitar cada sentimento desse belo corpo pálido.
- Eu só não quero falar com você, Eric. -murmura ela, virando as costas para mim. Ela não pode estar me rejeitando, não ela.
A viro para mim, ao puxar seu braço e trazê-la para perto.
- E por quê não? - A mantenho colada ao meu corpo, de maneira que nossas respirações podem ser sentidas um pelo outro, o cheiro de morangos invadindo meus sentidos.
- Você...eu... - Pisca várias vezes. - Não é bom que fiquemos próximos porque... - Antes que ela termine, a prenso na parede mais próxima e colo nossos lábios, me entregando a maldita vontade que me consome desde que a vi pela primeira vez. Sugo os lábios dela faminto por seu gosto, e corresponde na mesma intensidade.
Ao nos separamos, ela dá três passos para trás e passa as mãos no cabelos.
- Não podemos fazer mais isso. - Morde o lábio inferior, rosado.
- Quero motivos, Alissa. - exijo.- Não que eles mudarão algo, mas quero explicações, ainda não comprei meu kit de vidente com a bola de cristal.
- Eu não quero ser uma a mais pra você, Eu não vou fazer parte disso, eu... - Franzo o cenho, e me aproximo, mas ela faz sinal para que eu fique onde estou. - Eu estou noiva.
- Não está. Já disse que não haverá casamento nenhum, nem que eu mate o imbecil que a quer. - Fecho as mãos em punho ao lado do corpo.
- Não, Eric. Eu quero me casar... - murmura e faço que não com a cabeça, ela jamais será de outro.
2-Ah, ma non lo farà davvero (ah, mas não vai mesmo)
- Ah, que pena... - Rio com raiva. - Mas não vai.
- Eu não tenho opção. - vira o rosto. - E eu quero, eu sempre quis me casar mesmo, e mesmo que eu não o conheça.. Eu posso chegar a ama-lo, sabia que isso aconteceria hora ou outra. - Fúria me consome ao ouvi-la dizer que poderá amar o rato Nova-iorquino do noivo. Ah, barbie, antes disso eu o proporciono uma bela, lenta, e dolorosa morte, como nunca fiz antes, exclusiva para o miserável.
Recomponho minha expressão e sorrio falso, vou deixa-lá pensar que ficará por isso mesmo, da maneira que é ingênua, não duvido que acreditará.
- Ah, que ótimo. Teremos um casamento duplo, já que também terei de me casar, não será adorável? - Digo cínico. Ela murcha a expressão e força um sorriso, oh, pelo jeito a barbie está afetada.
- Casar? - fala em um fio de voz e assinto.
- sim. - dou de ombros. Então quer dizer que a Barbie sente ciúme, já é um bom começo.
- Com quem?.
- Sua amiguinha está aí? - Olho para os lados e ela faz que não.
- Está no andar de cima, no apartamento de Miguel. Por que? - é notável que está temerosa pela resposta.
- Ela vai ser minha noiva falsa, já que eu tenho que me casar e não quero me dar o trabalho de procurar uma qualquer, ela vai ser a escolhida. É a mais acessível e a que não se importaria com meu casos extraconjugais. - Falo simples.
- E o que te leva a pensar que ela vai aceitar? - Ela arqueia a sobrancelha.
- Que eu sou lindo, gostoso, rico e posso encher a conta bancária dela em troca disso.
- Certo - Encara o chão. - Vamos... até ela. - Sorri triste.
Bato na porta de Miguel, esperando o preguiçoso abri-la, Alissa ao meu lado se mantém calada, o que é bastante sensato de sua parte depois de tudo que disse, já que eu a mataria pelo ódio que anda me fazendo sentir.
- O que quer ? - grita de dentro. Com certeza está fodendo com a outra.
- Que compre meus biscoitos da escola para que eu possa comprar uma bicicleta - Debocho - Abre essa porcaria.
Ela abre a porta.
- Espero que tenha um bom motivo para estar aqui. - Diz se sentando ao lado de Death no sofá. É, parece que interrompi uma foda.
- tenho, você está com a minha noiva. - Adentro e faço um sinal com o braço, apontando para Death.
- Enlouqueceu de vez ou está drogado? - Me encara ela.
- Não, já faz tempo que não sou mais adepto de narcóticos. A dona morte ali - Aponto com o queixo - Vai ser minha nova noiva.
- Explica, idiota. - Ele pede e eu Reviro os olhos. Cada dia mais burros.
- Meu pai quer que eu amarre uma corda no pescoço, ela vai ser a que vai apertar a corda. - Digo, simples.
- O que ele quer dizer, é que a Death vai fingir ser a esposa dele, para que o pai não o deserde. - Alissa os explica pacientemente.
- Eu vou? - Death arqueia a sobrancelha.
- Bom... Aí você decide. - A barbie diz como se ela tivesse opção.
- Não vai fazer de graça,mas deveria, me ter como noivo já seria um pagamento generoso, mas acredite, a quantia renderá para suas próximas cinco gerações - Pisco.
- Dinheiro não é meu preço, guapo. - argumenta.
- Quer o que então? - Reviro os olhos, já imaginando que a golpista enfiará a faca na minha conta. Seu olhar pousa em mim e para em Alissa, dando-a um olhar cúmplice.
- Que não durma com nenhuma mulher até assinarmos o divórcio.
Rio alto - Tá, chega de piadas, Diz logo o preço que eu emito o cheque.
- Esse é meu preço guapo. Aliás pelo que eu saiba a cossa nostra tem leis de não traição. - Pelo jeito ela andou fazendo a lição de casa.
- Só pode estar brincando - Olho para Miguel.
- É justo... - Desta vez minha linda Barbie traidora concorda.
- É pegar ou largar. - Cruza os braços, me deixando sem opção.
- Certo - Digo a contra gosto.
- Vou ficar de olho em você, guapo. -avisa. - se mentir pra mim mato você. - sorri. - E você sabe que eu mato.
- Boa sorte - Pisco. - Vai precisar.
- Bom, então, tudo certo - Alissa sorri satisfeita e fecho a cara para a mesma.
- Melhor, conto pro papaizinho seu plano lindo. - Ameaça. já estou vendo até terei que matá-la enquanto dorme.
- Vaca.. - preguejo e me aproximo dela, passando a mão em seu queixo.
- Tem minha total fidelidade - minto ao sorrir cínico.
- Mais respeito com sua futura esposa, mi amor.
Miguel se aproxima de nós dois com a cara fechada.
- Vamos para com a palhaçada. -bate em minha mão para que eu me afaste,e pelo jeito, ele está apaixonado pela assassina oportunista. - Se isso for acontecer tem que ter um contrato pré nupcial. Com restrições pra você. -
Acrescenta, sério.
- E a história dos direitos iguais? - Me vitimizo com a mão no peito, não ligo com quem ela dorme, mas não vou perder a oportunidade de prova-lá - O mundo está cada vez mais injusto com os homens.
- Quer que eu seja fiel guapo? - Ela Cruza os braços com deboche.
- Não que eu me importe, mas é o justo, não? - Sorrio pérfido. Vai ficar um bom tempo sem transar com meu querido amigo.
- Aceito o celibato só pra ver você nele. - ri.
- Ah, como eu a odeio - Digo em um tom romântico ao fingir um olhar apaixonado.
- Não faz ideia do quanto é recíproco. - Diz no mesmo tom. - Então querido, não vai me pedir em casamento?
Franzo o cenho. - Não força.
- Estou te esperando. - Estende a mão.
Olho para a mão dela e depois para o rosto, com os olhos Semicerrados.
- Quer fazer da minha vida um inferno por algum tempo? - faço em tom de pedido de casamento.
-Não, não, de joelhos.
- Vadia ...-sussurro e me ajoelho a contra gosto - Vadi-... Death.- corrijo. -Quer se casar comigo? - falo entredentes.
- Sim. - sua expressão vitoriosa faz um que eu queira mata-la, mas por hora estou impedido, maldito velho, olha o que me fez fazer por dinheiro.
- Você tá muito ferrado.- Miguel ri, o fuzilo com o olhar.
- Não só eu.. - Bufo ao me levantar.
- Quem mais? - questiona.
- Já foi mais inteligente que isso. - Digo a ele e olho para cima como se estivesse pensando. - Na verdade não - dou de ombros, e ele revira os olhos.
- Fora da minha casa. Aliás, Alissa querida vá também. - Nos conduz até a porta.
- Tchau, gatinho. - A barbie acena e vejo vermelho. - Até já, death -Pisca.
ao ouvir ela o chamar do apelido imbecil, a puxo para fora. Andamos até o elevador em silêncio e ao adentramos a encaro sério, ainda com ódio do seu noivado estúpido. A prenso na parede, deixando nossos rostos próximos.
-E-eric..-Guagueja. Acariciou seu rosto com o olhar sério, sentindo sua pele macia e apreciando sua fragrância.
-Não ouse deixar que ele a toque, Alissa - aviso - Ou as coisas vão acabar muito ruins. - O elevador para em seu andar e ela sai do elevador sem olhar para trás.
3- Sarà solo mio (será só minha)
Meu celular toca e o retiro do bolso, atendo no terceiro toque.
-Alô?.
-Temos um trabalho para você aqui no galpão - Prado avisa e sorrio em aprovação, pronto para a próxima tortura.
-Meia hora. - Aviso ao desligar.
