CAPÍTULO 6
BATO NA PORTA TRÊS VEZES E AGUARDO a boa vontade da Barbie de abrir. Foco minha atenção na mulher que sai do elevador e anda rumo a sua sua porta, Pisco para mesma que faz sinal para que eu entre, antes que eu responda Alissa atende.
- O que faz aqui? - Pisca inúmeras vezes confusa, e por algum motivo, apenas com esse gesto irritante e adorável, anula toda a beleza de sua vizinha gostosa e oferecida.
- Sou seu novo carteiro, tenho uma encomenda.- Debocho.
- Não seja bobo, Death não está aqui, então... Se veio vê-la, chegou mais de duas horas atrasado. - Assinto. A barbie é realmente iludida ao pensar que eu sairia de minha casa para traçar sua amiga gostosa.
- Vai me deixar entrar ou tenho que fazer vigília na sua porta? - Arqueio a sobrancelha e ela me dá passagem.
- Por que está aqui? - Cruza os braços abaixo dos seios, me dando uma visão privilegiada dos mesmo, passo a língua sobre os lábios e volto minha atenção a ela.
- Você já foi mais receptiva que isso, Barbie. - sorrio de lado.
-Desculpe, mas você não respondeu minha pergunta. - Reviro os olhos, talvez seja porque não sei a resposta Barbie, antes mesmo que veja, já estou atrás de você.
- Vamos sair. - Me jogo no sofá.
- A essa hora? São quase meia noite! - Ela põe as mãos nos quadris.
- Por isso recomendo que vá logo se trocar. - ela alterna o olhar de mim para a escada e balança a cabeça em positivo, saindo do meu campo de vista.
Bufo entediado. E ao correr os olhos pela enjoativa sala rosa, me levanto decidido a descobrir mais sobre o que a barbie esconde por seu apartamento,
No criado mudo da sala há uma foto dela com Thiffany. Observo a imagem do porta-retrato em minhas mãos, interessado. ambas adolescentes na foto, Alissa usa os cabelos em um penteado infantil, os olhos claros estão brilhantes, as bochechas rubras e os lábios cobertos de gloss, diferente da amiga que os usa soltos e um batom vermelho nos lábios constatando com a palidez da pele, ambas fazendo caretas.
Em cima da lareira branca há outro, ela está com o pai e pela aparência de ambos, é notável que a foto é recente, ela deposita um beijo no rosto do homem sua expressão é fechada mas os olhos transparecem alegria e bom humor.
-Voltei! - Sua voz suave e animada se faz presente às minhas costas. Ao me virar a vejo com os cabelos loiros presos em um rabo de cavalo com duas mexas soltas, uma de cada lado do rosto, e não há nenhum resquício de maquiagem em seu rosto, suas bochechas estão naturalmente rubras e os lábios rosados.
Cazzo!
- Ótimo, vamos. - a puxo pelo pulso em direção a porta e ela me segue de bom grado.
Estaciono o carro em no meio fio e Alissa sai do mesmo em seguida. Ela encara o mar a sua frente, seu olhar alterna do horizonte para mim e ela sorri, como de costume, suas pupilas estão dilatadas e sua expressão pacífica.
- Me trouxe de volta aqui. - O vento bate nas rochas e árvores fazendo um barulho macabra e aprecio o clima em silêncio. Ao olha-lá de esguio vejo que a luz da lua iluminar seu rosto e deixar reflexos em sua ondas de cabelos quase brancos.
- Sim, Barbie. O que era bom se tornou ainda melhor, de madrugada as coisas são mais interessantes. - Pisco e ando a caminho da areia, não olho para trás mas sinto sua presença atrás de mim.
Paramos em uma distância considerável do mar e ela se senta na areia. Abaixo o olhar surpreso por seu ato, quem diria que a Barbie não aproveitaria o momento para demonstrar sua frescura. Rio comigo mesmo e me sento ao seu lado
- É assustador mas é muito lindo. - diz com o olhar perdido.
-Eu sei. Eu nem me esforço. - Me gabo e ele vira o rosto rapidamente, de maneira com que seus cabelos voem pelo vento forte, ela gargalha.
- fala lei da praia, mas já que se sentiu elogiado, então posso aplicar isso a você também. - Pisca, ela morde bochecha e faz um bico. - Não sei porque estamos aqui, ainda mais essa hora. - Reviro os olhos.
- Porque eu quero e porque eu trouxe, e não seja tão apegada a horários, Barbie. - Toda vez que levo a algum lugar, a Barbie irritante questiona meus motivos ao invés de apenas agradecer por ter minha companhia, ah como há pessoas ingratas no mundo, e que não valorizam a sorte que tem.
- Meu pai comprou uma ilha, uma vez, por eu gostar muito da praia. - Sorri nostálgica. Me mantenho impassível para não demonstrar que já sei de tudo isso. - Sinto muita falta dele. - completa.
Desvio o olhar por não saber reagir a seu sentimentalismo.
1-Le donne e i loro sentimenti (mulheres e seus sentimentalismos)
- Vai sofrer menos se pensar nas vezes que ele te bateu, vai sentir raiva e seu consolo será a inexistência dele. - Digo simples.
- Isso é horrível ... - deixa a frase interminada e não entendo o porquê de achar isso. - E ele nunca me bateu.
- Mesmo? Um capo da máfia nunca bateu na filha?- Pergunto descrente. A barbie foi realmente muito mimada por Vicentini, inevitávelmente um sentimento de tranquilidade se instala em mim por ele nunca ter batido em Alissa.
- Sim, seu pai já lhe bateu? - Sua expressão demonstra preocupação e piedade, o que me incomoda.
- Não. Ele me bateu apenas uma vez, as outras eu considero tentativa de assassinato. - Rio nasalmente ao ser atingido pelas lembranças.
Flashback on
Vicenzo tranca a porta depois de me colocar para dentro do quarto e faz um sinal para que eu faça silêncio. A mesma começa a ser violentamente batida pelo velho que grita histerico.
Seu ódio intenso se deve ao fato de Vicenzo ter o impedido de me queimar em meio ao "treinamento".
- abram essa porta! Malditos Pirralhos imbecis. - Grita pelo lado de fora. Reviro os olhos entediado. É divertido o ver tão descontrolado e irritado. Trocaria todos os filmes de terror e suspense para o espetáculo que é vê-lo surtar.
-Vamos ficar aqui até quando? - Me jogo na cama do quarto de Vicenzo.
-Até ele desistir. - coloca a poltrona em frente a porta para dificultar que seja aberta.
- Então vamos morrer aqui.
- Quer morrer aqui ou lá fora pelas mãos do velho?! - Pergunta. Arqueio a sobrancelha e dou de ombros.
- Eu não tenho medo dele. -bato o pé no chão.
- Mas deveria, vai sentar ali. Vamos pensar em algo antes que ele mate eu e você. - Ordena e Rio sem me importar.
- E aí quem ia assumir o lugar dele no futuro? - Reviro os olhos.
- Acha mesmo que ele não nos mataria por causa disso? Pode muito bem ter novos filhos. - Ele se afasta de sobressalto da porta ao ver que a mesma foi aberta por ele, a poltrona é jogada para a lateral. Ele agarra Vicenzo pelo braço.
- Você vai aprender a me obedecer, garoto! - Fuzilo ele com o olhar ao vê-lo tentar levá-lo para fora. Sorrio para Vicenzo que franze o cenho.
Olho para o canivete na minha mão e corro em direção a ele, cravando em sua perna.
- AAAH! - Solta o braço de Vicenzo e encara sua perna onde a faca está cravada.
Sorrio ao ver o sangue escorrer e gargalho assim que ele retira a lâmina cravada em sua perna, dando um grito de dor.o cheiro de ferrugem e sal atinge meu nariz e inspiro em aprovação.
- Eu vou acabar com você, garoto. - mostro a língua para ele e sinto meu braço ser puxado. Se abaixa me deixando próximo ao seu rosto. Ele me olha com ódio e aumenta a força do aperto. cuspo em seu rosto, e imediatamente caio para trás ao sentir o impacto do soco.
Flashback off
O idiota me ultrapassa e chega na porta de Alissa primeiro, abrindo a porta e entrando, faço o mesmo em seguida.
- Primeiro lugar, você paga o whisky. - Miguel diz vitorioso. Arrumo a jaqueta de couro e fecho a cara.
- Não ligo, eu sou o rico. -
- Estavam apostando? - A barbie pergunta sorrindo ao cruzar os braços. Cazzo, deveria ser pecado ser tão gostosa.
- Qual o sentido da aposta se os dois são ricos?- Death nos questiona. Nos entre-olhamos pela pergunta estúpida com a resposta óbvia.
- Não é pelo dinheiro, é pela vitória. - Miguel diz ao se jogar no Sofá.
- Ganhou porque está acostumado a correr atrás dos outros, coisa a qual nunca tive que fazer. - Justifico, não
me dando por vencido.
- Estou vendo, sua pança não nega. - olho para meu abdômen por baixo da camisa a procura de algo. - Imbecil. - Praguejo ao abaixar a camisa.
- Vamos parar, primário. - Death interfere. - E ver o que realmente interessa.
- Se interessa tanto, diga logo. - Reviro os olhos para a estraga prazeres gostosa e me jogo no sofá.
Um telefone toca e todos se entre-olham em dúvida se quem é o aparelho, Miguel retira o celular de seu bolso e se levanta. Desvio m
- Um minuto. - Levanta o dedo em sinal de pausa. - alô?... Sim. Daniel o nome dela é Alissa... O que?... Tem certeza?... Quando?... Eu?... Melhor deixar a amiga dela falar, não?... Tá bom... Ah, ele está aqui?... Tá, tchau. - Desliga o telefone e nos encara.
- O que tem eu? - Alissa sorrio sem mostrar os dentes e franzir o cenho.
Me levanto prontamente do sofá , ficando de pé ao seu lado. Fecho a expressão e cruzo os braços, à espera da maldita resposta.
- Seu irmão está aqui. - Ele sorri. Já imagino o que o imbecil deve ter feito para ter que voltar da casa do Benacci.
- O que ele quer? - Reviro os olhos.
2-Incazzarti (te irritar)
- Meu irmão ligou. - Diz se referindo a Benacci. - para falar o paradeiro do seu irmão, Eric. - Mais que diabos eu tenho a ver com isso?.
- O que ele está fazendo na Sicília? - Arqueio a sobrancelha, em questionamento. já impaciente pelo suspense, coisa a qual odeio quando não sou eu que os faço.
- Na verdade, ele ligou para falar o resultado da reunião com o americano.
- Já sei, o imbecil estragou tudo e Bennaci chutou a bunda dele de lá até aqui? - Rio nasalmente.
- Não, até que ele se saiu bem, conseguimos a aliança. - balanço a cabeça. Uma vez na vida ele tinha que acertar em algo, milagres acontecem.
- Isso é bom. - Death olha para a cara de Miguel. - Não é? - Pergunta com o cenho franzido.
- Que clima horrível. - Alissa esfrega o braço nervosa. - O que houve então?
- É que para aceitar o acordo, Olavo impõs uma condição... Um pacto de sangue... Um casamento para o filho dele.
Miguel troca um olhar com Death e , imediatamente presumo o que está por vir.
- E quem que vai ter que se casar? - Pergunta baixo cruzando os braços.
- Daniel disse que Vicenzo deu... Alissa em casamento.. - Nego com a cabeça em reprovação.
Solto uma risada macabra e sombria de escárnio. - Vou matá-lo. - Digo por fim. Então quer dizer que meu querido irmão gosta de ficar oferecendo o que não é dele por aí?
- Casar? - murmura.
- Não vai ter casamento nenhum, Alissa. - Garanto.- onde está meu futuro cadáver? - questiono sobre o imbecil do meu irmão.
- Esse não é o momento. - Miguel interfere - Alissa, eu queria esperar sua amiga ligar para dizer mas Daniel disse que não podemos esperar. Olavo quer tudo rápido, o casamento é em três meses.
- Eu estou falando árabe com vocês?. - altero meu tom. Não é possível que realmente estejam achando que ela irá casar, ela é minha.
- Seu irmão fechou o acordo, descumprir seria assinar um tratado de guerra... Mais uma.
- Ela não vai se casar com ninguém, não interessa quantas guerras isso desencadeie. - A puxo para perto, mantendo-a presa a mim - E meu irmão será um homem morto.
- Alissa. - Death chama sua atenção e estende os braços. Ela se afasta de mim e a olho com repreensão por isso.
- O imbecil deve estar em casa. - Ando até a porta - Se preparem para o enterro. - aviso e a encaro de longe, parado na porta. Seu olhos marejados só fazem aumentar minha ira - E Barbie, cuidado com o que faz. - Aviso e saio batendo a porta.
- Eric, vá primeiro a empresa. se mata-lo, me ligue e eu ajudo a desovar o corpo. - Miguel grita da porta para o corredor.
- Leve a faca boa! - Grito ao entrar no elevador.
Entro na mansão a procura da minha próxima vítima. Paro em frente ao segurança que está focado na tela do celular e retiro seus fones de ouvido, fazendo com que ele se assuste ao me ver.
- Sei que seu vídeo musical da galinha pintadinha deve estar ótimo mas faça seu trabalho. - Jogo o fone em cima dele.
-Si-sim, senhor. - Reviro os olhos , já não se fazem mais homens como antes, maldito covarde medroso.
- Onde está meu irmão?.
- Na sala, senhor Salvatore. - Saio sem olhá-lo e ando as pressa até a sala. Ah, querido irmão, você não sabe com quem mexeu.
- Filho da puta! - Brado ao entrar na sala. Ele Cruza os braços e franze o cenho, o maldito mal sabe que vou desfigurar a cara dele.
- O que? - Se mantém indiferente. Me aproximo lentamente e paro em sua frente, quando estou prestes a depositar um soco em sua cara, ele segura meu punho no ar, giro o pulso e seguro o dele com uma mão, e com a outra soco sua cara. Ao me afastar vejo escorrer sangue de seu nariz.
- Isso é por ficar vendendo por aí, o que não lhe pertence. -Ele franze o cenho e limpa o sangue que escorre.
- Do que está falando?! - Rio, irônico ao fazer que não com a cabeça, maldito asno, até para interpretações básicas, meu irmão é estúpido.
Retiro o canivete do bolso e o encaro.
- Veremos por onde vamos começar o estrago....
- Está ficando louco?
- Não, querido irmão. Estou mais são do que que nunca, quem deve estar louco é você. Acha mesmo que vai fazer Alissa se casar?
- Jsso é todo é por aquela mulher? - ri e arqueia a sobrancelha, indignado.
- Não sabe o erro que cometeu. - Giro a adaga entre os dedos e lanço em seu direção, o miserável se desvia ágil fazendo com que a lâmina fique cravada na parede.
- Se vai dar esse show todo por causa dela, lute como homem e sem armas - Desafia.
- Vou acabar com você com minhas próprias mãos, vai ser bem mais prazeroso. - Rio pérfido. - Ah, e saiba que se Alissa se casar, diga adeus a sua esposa e seu filho bastardo.- Sua expressão se torna furiosa, ah, então essa é a maneira de fazer com que meu querido irmão se afete?
Ele me segura pela gola da camisa e avanço no mesmo, acertando seu queixo, em um movimento rápido ele atingi meu rosto, fazendo um corte ao lado da boca e antes que possamos continuar somos interrompidos por uma voz.
- Parem os dois, agora!. - Me viro e arregalo os olhos ao me deparar com o mais desagradável dos seres.
Malledetto
- Ah, ótimo. Mesmo depois de morto ainda atormenta a minha vida, não sabia que as almas podiam tirar férias do inferno e fazer tour pelo mundo dos vivos. - Reviro os olhos.
- Sem gracinhas, Eric. - Joga maleta em cima do sofá. - Por que estão socando a cara um do outro igual dois descontrolados?.
- Ah, porque seu filho é um imbecil. - gargalhou sem humor na voz, o sangue correndo mais quente pelas veias.
- Eu não vou ficar adivinhando o motivo das brigas de vocês, não tenho tempo para charadas, seja claro e objetivo. - Corta, grosso.
- Ah, meu querido irmão está dando show por eu ter negociado a mão da mulher a qual ele está loucamente apaixonado. - Debocha. O miserável está implorando por um tiro na testa e um enterro de indigente.
- Eu não quero saber das gracinhas de vocês. Já que está tal mulher está noiva, faça exatamente o que vim aqui lhe dizer que faça, case-se com alguém o mais breve possível e honre a reputação dos Salvatore. Já tem quase trinta anos Eric, e já está mais que na hora de largar a adolescência promíscua a qual você estendeu por mais dez anos. - Ele soa duro, e repreensívo. Rio de sua lição de moral, não é possível que agora ele chegue das férias nas praias quentes do inferno e queira controlar minha vida.
- Não ache que vai chegar dando ordens na minha vida, papai.
- Eu já estou farto da imbecilidade de vocês dois, ou você se casa ou será deserdado. - Arqueio as sobrancelhas, indignado- E caso você não se torne um Don a altura do que fui, eu assumirei meu cargo de volta, não vou tolerar mais que desviem do que os crie para ser. - Altera a voz. Troco um olhar com o imbecil e rimos irônicos, o velho fechando ainda mais sua expressão pelo ato.
- Já passou seu cargo a mim, não importa quanto queira, não o terá de volta. - Ele se impõe. Vou dar um desconto para o miserável apenas por se impor ao velho de maneira decente.
- O que está querendo dizer?! - Se aproxima furioso. - Não pense que pode me impedir de algo, essa ainda é minha máfia, moleque. - cospe as palavras e me jogo no sofá, esperando o desenrolar da briga, interessado.
3-Lascia che lo spettacolo abbia inizio (que comece o show)
- Não. - ri. - Essa é minha máfia, deixou de ser sua assim que a abandonou e entregou a mim, não pense que a tomará de volta.
- Você são dois abusados, quero os dois amanhã na empresa, resolveremos assuntos sérios. - Vira as costas. - E não pense que isso ficará assim. - Aponta para Vicenzo. Ah, nada tão bom no mundo quanto barracos de família.
Assim que o maldito velho sai de nosso campo de vista, me levanto e o encaro por um segundo, avanço novamente em sua direção e continuamos a troca de socos.
