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CAPÍTULO 5

Alissa

ADENTRO O ELEVADOR APÓS passar pela recepção, o andar o qual eu tenho que ir - segundo a simpática recepcionista- é o décimo terceiro, e ao subir dos números no indicador, bato os pés nervosamente. A porta se abre e respiro fundo, fazendo uma pausa para entrar na personagem, lá vão as aulas de teatro que aprendi no internato.

Fecho a expressão e faço minha melhor cara de esnobe ao andar decididamente até o balcão, no caminho o barulho dos meus saltos ecoa pelo chão. Ajeito a bolsa givenchy rosa em meu ante-braço e faço o mesmo com o óculos de grau em meu rosto.

- Estou aqui para encomendar um pacote de marketing para a divulgação da minha nova boutique. - Digo para a moça atrás do balcão que estoura uma bola de chiclete e me olha com uma sobrancelha arqueada.

- A Senhora tem hora agendada? - ela se ajeita na cadeira e olha algo em seu computador. Rio com escárnio de sua pergunta, talvez eu esteja pegando pesado com a interpretação mas em minha personalidade original, ninguém acreditaria que realmente estou brava com algo tão fútil como a ausência de Vicenzo e Thiffany, então faço.

- Senhorita - Corrijo. - Sabe com quem está falando, querida? - Ela nega com a cabeça e repito o gesto em desaprovação. - Alissa Vicentini. - Os olhos dela se arregalam.

Assim como grande parte dos integrantes da máfia, ao menos os da alta patente como os capos e o Don, suas vidas não são limitadas apenas a máfia , e sim a negócios externos, como grandes cargos políticos, jurídicos e empresáriais, e com meu pai não seria diferente.

- Um minuto, Senhorita Vicentini. - Assinto. Dois homens saem de uma sala enquanto conversam entre sim e os observo pelo canto do olho.

- Senhorita, posso encaixa-la para falar com o senhor Gentili em meia hora. - Suspiro.

- Meia hora?! - Finjo indignação. — Querida..- a olho de cima abaixo.

— Não acho que tenha ideia do quão valioso é o meu tempo, quero uma reunião com esse senhor em...- penso por um segundo e olho para meu relógio de pulso rose Gold. — No máximo, quinze minutos. - Exijo. Ela abre a boca e fecha diversas vezes.

— Algum problema? - Um dos dois homens que saíram da sala há pouco se pronúncia, sendo ele o mesmo velho, o outro se mantém ao seu lado.

— Senhor... - A recepcionista tenta se explicar ao receber o olhar de reprovação do Senhor. Não quero que ela se prejudique por minha causa então decido assumir a culpa, mas sem sair do papel.

— Estava dizendo a esta moça que exijo uma reunião com Gentilli em quinze minutos. - O encaro. ao virar bruscamente, meus cabelos quase atingem seu rosto e ele faz um leve desvio.

— Sou eu mesmo, senhorita. - O olho de cima abaixo - Danti Gentilli. - O mesmo estende a mão e antes de aperta-lá, encaro por um segundo até ceder.

— Alissa Vicentini. - Ao ouvir meu nome, ele limpa a garganta e encara a recepcionista. Imploro mentalmente para que ela não se prejudique por isso, mais tarde.

- Posso atendê-la em alguns minutos. - Eu assinto assim que ele pede licença para se retirar. Gentili faz caminho a sua sala sem olhar para trás.

O homem mais novo permanece estático no lugar. ele me encara com um olhar malicioso, seus olhos são de um castanho escuro, quase pretos, semelhante a seus cabelos, que contrastam com sua pele extremamente branca, não nego que ele é bonito. O corpo é forte, notável até mesmo por baixo do terno bem cortado, e, é consideravelmente mais alto que eu.

- Posso ajudá-lo? - Pergunto, seu olhar sobre mim está se tornando incômodo mas tento não deixar que o mesmo saiba o quão desconfortável estou.

- Poderia, de muitas maneiras. - passa a língua pelos lábios. - Alec Ivanov, prazer senhorita. - Ele beija as costas de minha mão sem desviar os olhos dos meus. Noto que ele tem um forte sotaque russo, o que o torna um culpado em potencial, ou melhor, um suspeito.

1- Cominciamo con te, caro (começaremos com você , querido)

É muito inteligente da parte de Miguel pensar na empresa de Marketing de Gentilli como um bom lugar para se começar a busca. Eles tem vantagem sobre as informações da empresa, logo, sobre os Salvatore, que além de mafiosos, são muito famosos no ramo automobilístico, o que é uma ótima maneira de encobrir a parte criminosa da coisa, pois, facilmente se justificaria tanta riqueza com o fato de terem uma empresa extremamente rentável.

Este, com certeza seria um bom lugar para Nikolai infiltrar um de seus homens, e pelo jeito, Miguel acertou em cheio. Não há muitos russos no território da Sicília, por motivos óbvios, o que o faz mais suspeito ainda.

- Alissa Vicentini, como já deve saber. - forço um sorriso.

- Soube da morte de seu pai, meus mais sinceros pêsames. - Tento conter a careta que ousa em se fazer presente em meu rosto.

- Obrigada, Senhor Ivanov. - Pendo a cabeça pelo lado. Não gosto muito de joguinhos mas sei os fazer muito bem, novamente, pela educação ampla que recebi no internato e a convivência com Thiffy.

- Chame-me apenas de Alec. - Sorrio e me aproximo um passo do Russo, ele repara em meu gesto e vejo que aprova, pelo sorriso orgulhoso que dá, mostrando seus dentes brancos e alinhados. - Suponho que esteja aqui para pedir que prestem serviços a empresa de seu pai, que agora é sua, estou errado?.

- Sim, Alec. - Arqueia a sobrancelha, parece muito surpreso em estar errado em algo, e isso me lembra alguém com belos olhos azuis, o que me faz sorrir. - Estou aqui para pedir um pacote para minha nova Boutique.

Ele assente. Parece estar mais focado em me avaliar do que ao que estou dizendo, o que não é muito inteligente da parte do mesmo, já que tenho ligação direta com a cossa nostra, e se ele for mesmo um espião, ele sabe disso, e ficar focando apenas em coisas carnais, o torna muito negligente.

Decido jogar os dados do jogo e esperar que ele jogue conforme as regras.

- Decidi vir até aqui, já que prestam ótimos serviços as empresas Salvatore. Então suponho que seja uma escolha inteligente - Ganho sua atenção total ao dizer a frase.

- Sim, estou ciente disto. - coloca as mãos dentro do bolso da calça.

-Trabalha aqui, senhor Ivanov? - Ele faz que sim.

- Há pouco tempo, sou um dos acionistas da empresa. - A frase em si o incrima, já que se tornou acionista certamente para poder fazer parte da empresa que tem acesso aos Salvatore.

- Então devo lhe parabenizar pelo bom negócio. Até onde sei, são muito competentes no que fazem.- Ele sorri e continuo na tentativa de sair daqui com algo. - sou amiga de Thiffany Salvatore e ela me indicou vir aqui.

- Ah, a nova esposa de Vicenzo Salvatore. Soube há pouco tempo que ele se casou. - Acho que ele notou que estou jogando verde com ele, então decido mudar as táticas, fazer ele descobrir mais do que revelar.

- Sim, Agora estão em Florença. -Ele limpa a garganta e assente - Lamento por isso, venho me sentindo muito solitária nos últimos dias, sem minha amiga aqui. - Relaxo os ombros ao suspirar.

- Vejo aqui uma ótima oportunidade de convidá-la para sair, eu fico feliz em ter sua companhia e você em ter algo para se distrair. - Sorrio amarelo.

Eu não gostaria de sair com ele mas sei que de um jeito, ou de outro, terei de o fazer, pela investigação e a para não deixar que ele note que estou jogando com ele.

- Tudo bem, aqui está meu cartão. - Retiro um cartão rosa da bolsa e o entrego. - Meu número está aí, me ligue e podemos marcar um jantar.

O mesmo pega o cartão, nossas mãos se tocam e retiro a minha rapidamente, pelo contato indesejado . A secretária me avisa que Gentilli está a meu aguardo, assinto sem olhá-la e dou um passo a frente.

- Até breve, Alissa. - Ele se demora ao dizer ao meu nome e beija os nós de meus dedos. Dou meu melhor sorriso, na tentativa de parecer sincera e sigo até a sala.

Eric, Miguel e eu saímos do carro em uma estrada deserta, Já são quase 22:00pm e a penumbra já tomou conta do céu. Miguel se recosta na porta do carro e encara a estrada vazia. Nós três aguardamos em silêncio, observo a estrada que parece ser infinita, um frio se apossa do meu estômago e decido quebrar o silêncio.

-Quem estamos esperando? - Olho ao redor assustada e me aproximo de Eric, agarrando seu braço como se ele fosse meu maior protetor.

- Uma amiga. - Dá de ombros - relaxa, ela já está vindo.

- Está com medo, Barbie? - Eric ri nasalmente ao olhar minha mão que está agarrada em seu braço. Eu não vou culpá-lo por rir, ele com certeza não é a pessoa a qual eu deveria tratar como protetor, devido a sua personalidade, que o torna mais uma ameaça do que um protetor. Não que eu seja indefesa, pois sei me defender bem à ataques, mas, o gesto foi totalmente espontâneo, como um extinto.

-Sim, estou. - exclamo, minha voz sai como se eu estivesse o contando um segredo - Estamos há minutos aqui, esperando no escuro em uma estrada deserta! - falo como se fosse óbvio.

- Relaxa, gatinha. -Miguel tenta me acalmar. Eric semicerra os olhos para Miguel e me sinto ser puxada para mais perto, ficando presa à seu agarre. Aprecio a proximidade em silêncio, o cheiro dele invadindo meus sentidos faz com que eu me acalme imediatamente.

- Acha que irá demorar? - Mordo o lábio inferior.

Antes que ele responda, uma mulher de peruca e sobre tudo aparece em nosso campo de vista, depois de sair de um carro preto.

- Holla, mi amor. - Ela fala sorrindo para Miguel.

-É ela? - Sorrio, timidamente.

- Oi. - Miguel a cumprimenta, e em seguida ele está abraçando-a. - São eles. Pessoal, essa é a Death. - fala apontando para a mulher.

- Hola. - ela sorri para mim e Eric, e repito o gesto. Mesmo disfarçada, é notável que é ela é muito bonita.

Eric a análisa acena em aprovação, não posso deixar de me sentir um pouco incomodada com a atitude mas não poderia esperar menos dele, sequer o posso cobrar de algo, já que não temos nada.

- Sexy. - Ele diz apenas isso depois de olha-lá de cima a baixo. Me solto de Eric e me aproximo um passo da moça - Olá, Death... Sou Alissa - tento não gaguejar.

- Olá, Alissa. - ele me analisa de cima a baixo e sorri sinceramente.

- Trabalho? - Miguel pergunta ao ver um homem com um buraco na cabeça, dentro do carro.

- Ai meu Deus... - Viro o rosto para o lado. Não sou fã de cenas sangrentas e nem de cadáveres.

- Gostei da dona morte aí. - Eric passa a língua pelos lábios e imagino o quanto ele deve estar desejando-a.

- Lo sinto, mas não tive tempo, trabalho de última hora. - Justifica. A essas horas já imagino o que ela faça da vida.

- Matadora de aluguel? - Questiona Eric, mas não soa como uma pergunta de verdade, e sim como uma pergunta retórica.

- Death é a melhor no seu ramo. - Miguel diz ao olha-la, sua voz demonstra convicção então acredito que ele esteja certo.

- Eric Salvatore. - ela diz se aproximando dele. - Você é uma lenda, mas diferente de você, eu monetizo meu talento. - Franzo o cenho, sei que Eric é impiedoso e bom no crime, na verdade, o orgulho da família Salvatore dentro da máfia, já achava isso grande coisa mas pelo que vejo, é mais do que eu pensava.

- Agradeço o reconhecimento. - Ri nasalmente - Deve ser boa no que faz, caso contrário, não estaria viva, e já deve imaginar o porquê de eu não cobrar pelo trabalho bem feito. - Pisca.

- Vida fácil. - ela afirma sorrindo e voltando para o lado de Miguel. Death tem razão em sua afirmação, Eric tem muito mais dinheiro do que qualquer um precisa, mais do que poderia gastar em quinze vidas.

- Esperta. - Seu olhar se volta para mim, e não desvio de suas pupilas azuis, também não posso deixar de notar que estão demasiadamente dilatadas. O contato visual é quebrado por Miguel que volta a se pronunciar.

- Já acabaram as apresentações? Vamos, temos o quê fazer. - Assinto.

- O que a Death fará? - Questiono.

- Ela me ajudará. só nos três não damos conta de investigar e matar todos os traidores. - Sorrio amarelo ao ouvir a palavra matar, não é algo que eu queira fazer.

- Sempre que precisar. - Death, responde. Ela parece legal mas ainda tenho medo dela - a coisa deve estar feia mesmo, né? para o seu irmão ajudar a Cossa nostra. - Eric balança a cabeça em negativo, sei que o comentário de Death abalou o ego dele.

- Não só está feia, está péssima. igual a administração do meu irmão, um imprestável que nos fez prestar à esse papel. - Revira os olhos. Para Eric, mais do que para Vicenzo, deve ser o fim do mundo pedir auxílio ao inimigo e deixar de lado o orgulho, porquê ele se importa muito com a própria reputação e isso é notável. Já eu, não vejo problema algum em pedir ajuda quando necessário, e desde que o máximo de pessoas saiam bem desta guerra, eu não me importo com uma reputação manchada.

- Vamos de uma vez, Death fica com Alissa até que possamos garantir que ela está segura. - olho para Miguel com os olhos saltados.

- Na minha casa? - Sorrio amarelo ao perguntar receosa. Gostei de Death mas não muda o medo que eu tenho de dormir sob o mesmo teto que uma Matadora de aluguel.

- Sim, como você está fazendo o trabalho de espiã, preciso assegurar que você está em segurança. E ninguém melhor para te proteger que ela. - Assinto, e Suspiro. Tudo bem, se Miguel diz que é seguro estar com ela, talvez eu deva dar um voto de confiança.

- Já matou alguém?- Death, questiona.

- Matar?! - arregalo os olhos. - Não! Que horror! - Digo como se ela estivesse dizendo uma blasfêmia, não penso na ideia de matar alguém, sei que o teria de fazer, caso necessário, mas não gosto da ideia de tirar a vida de alguém.

- Está cada dia mais difícil. - Eric fala a Death, e parece estar se referindo a mim, tento não me chatear com isso.

- Vai ser um longo caminho.- fala ela em tom esperançoso e decido não dizer mais nada.

- Vamos?- Eric e eu assentimos e Death se mantém parada.

- Só um minuto. - Death pega uma caixa de fósforo e anda até o carro, ascende o mesmo e joga no tanque de combustível, fazendo com que o carro pegue fogo. E faz tudo isso com naturalidade, como se fosse um hábito rotineiro, diria até que o fez com elegância.

- Ai meu Deus...- olho o carro pegando fogo e corro a passos largos a caminho do carro, tentando não tropeçar em meus próprios pés por estar usando saltos.

- Vamos antes que essa droga exploda - Eric vem até o carro, e age na mesma naturalidade que Death.

Miguel abre as portas traseiras do carro para nós duas, e nós sentamos no mesmo, Eric se senta no banco do carona e Miguel no do motorista, dando partida no carro.

- Tudo bem. - Suspiro. — O que faremos agora?.

- O que estavamos fazendo antes. - Miguel diz como se fosse óbvio, franzo o cenho e dou de ombros.

-Então, Death. É solteira? Se for casada ou comprometida, também não me importo. - Eric ri e pisca para ela. Não poderia estar menos surpresa pro Eric estar dando em cima de Death, ela é bonita e combina com ele.

- Solteira, e você? - Pergunta sorrindo.

- Sempre livre. - Eu o olho para ele por um instante, decepcionada.

- hum... Guapo. - sorri, sem muita importância. Abaixo a cabeça para esconder minha tristeza e incômodo com a falta de consideração que Eric tem por mim e meus sentimentos. Eu

me sinto afetada por ele se relacionar sexualmente com outras mulheres, não é algo que eu ofereça a ele e mesmo que o fizesse, ainda sim ele estaria atrás de outras, mas não posso transparecer nada, já que, sequer nos beijamos.

- O que você descobriu? - Death pousa o olhar em mim e acho que se deu conta de minha chateação. antes de respondê-la, tento me recompor, levanto a cabeça e tento sorrir.

- Não muita coisa, mas já tenho um suspeito, e tenho um encontro com o mesmo. - conto.

- Encontro? Com quem?- Ela pergunta.

- Encontro?! - Eric se pronúncia, sua voz parece alterada e soa raivoso, junto a uma expressão nada amigável.

- Sim. - os respondo - O nome dele é Alec Ivanov, ele é russo, e estando dentro do território da Sicília, já o faz bastante suspeito. - Death faz um segundo de silêncio parecendo pensativa.

- Ivanov? Nunca o vi, mas já ouvi o nome da família, acho que Nikolai está com aliados. - Praguejo mentalmente por isso, as coisas estão cada vez piores

- Maravilhoso. - Miguel se pronúncia, ironicamente.

- Ninguém em sã consciência atacaria sem aliados, Nikolai não é tudo isso. - Digo com desdém - E em breve não será nada, junto à Ivanov. - Eric parece ainda mais bravo, o que fez com que eu não diga mais nada, ele bufa.

- Vou ter que ligar pra Daniel, as coisas estão piores. - Miguel parece preocupado, o que reflete em mim, se ele está, eu também devo.

- Devo sair com ele? Já que é tão perigoso....-Olho para todos. Não é só por ser perigoso, acho que conseguiria dar conta de um único russo, caso ele tentasse algo, mas não tenho vontade de vê-lo novamente, muito menos em circunstâncias como as de um encontro.

- Os Benacci já foram atacados? - Death, questiona.

- Não, não fomos atacados.- Miguel nega.

- Então sim, você deve sair vamos está um passo a frente. - Ela parece convicta, então assinto.

- Ela não irá. - Eric fala decidido. Eu não entendo o porquê de ele estar agindo assim, não é como se ele se importasse comigo, não tem porque se incomodar tanto.

- vocês tem algo? - Penso na pergunta dela e nego com a cabeça.

-Não... - Franzo o cenho em dúvida.

-Não interessa, ela não vai sair com ninguém. - Diz entrementes.

- Lo sinto, guapo. Mas não falei com você, falei com ela. - Sorrio. Pelo jeito, Death junto a Miguel, são os únicos capazes de agir na mesma altura que Eric.

- Eu respondo por ela. - Nego com a cabeça, ele não tem esse direito.

2-Non próprio (não mesmo)

-Então, Death - ignoro-o. - Não se preocupe, irei ao encontro .... - Espero a resposta de Eric, já tensa.

- Não vai. Alissa. - Ele confirma novamente, desta vez seu tom está mais elevado e duro, como se estivesse lutando para manter o controle, o que me confundi mais ainda. Ele se importa?.

- Se ela falou que vai, vai e ponto. - Miguel interfere. - E não se mete, estamos nessa confusão pelo seu irmão.

- Então ele que lide com isso, e não meta Alissa. - Me encolho no banco de trás, ao lado de Death.

O resto do trajeto é feito em total silêncio, até que Miguel para em frente ao meu apartamento e sou tirada de meus pensamentos.

- Chegamos, meninas. - Eu e Death abrimos as portas do carro e fazemos menção de sair- até logo. - Miguel se despede e assinto, saindo do carro.

-Tchau...-aceno, com medo. Eric me fuzila com o olhar como se fosse um aviso. E me viro para Death. - Bem, é aqui.

- Tudo bem. - Ela diz, logo em seguida me seguindo para dentro. entramos no prédio e Adentramos o elevador que em poucos segundos para em meu andar.

Abro a porta e dou passagem para Death, e fecho-a em seguida, atrás de mim. - Bem vinda - sorrio.

Death olha em volta e parece analisar a decoração, em seguida sorri - Você realmente é única. - Sorrio docemente para ela ao ouvir suas palavras.

- Por que? - pendo a cabeça para o lado.

- Deixa pra lá. - Diz colocando a mão em meu rosto, em um gesto gentil. Sou novamente tomada pelos pensamentos, e de novo, assim como nos últimos dias, é sobre Eric e suas atitudes.

-Death. - Suspiro. - Acha que Eric se importa? - não sei o porquê de eu perguntar mas a dúvida estava me matando, junto ao pensamento de que posso estar me iludindo.

- Com você? É difícil dizer, ele me pareceu muito ciumento, mas deu em cima de mim, então...- ela pensa

- Não sei ao certo. O que vocês tem?.

3-Niente ... Ma vorrei che ci fosse qualcosa (nada.. mas queria que tivesse algo)

- Eu não sei....nada. Eu acho. - A pergunta de Death é a mesma que me faço todas as vezes.

- Vocês já ficaram?. - Quase sorrio ao pensar na possibilidade.

- Não.. - Nego com a cabeça - Desde que nos conhecemos, ele vem a minha casa, me leva para sair e me trás de volta, mas nunca nos beijamos. - Dou de ombros.

- Você quer ficar com ele? - Sua pergunta me desconcerta por um instante mas assinto.

- Sim, mas... - Encaro o chão, sem coragem de encara-la.

- Ah, bom... isso é mais complicado. Ele não parece o tipo de homem pra você. - Diz sorrindo.

- Ninguém parece, Death. - me sento frustrada no sofá.

- Que tal nos focarmos nessa guerra por agora, e depois você se preocupa com sua vida amorosa. - Aconselha.

Assinto em concordância - Tem razão. - foco meu olhar nela.

- Muito bem. - Diz pegando seu celular que havia apitado. - Eu preciso sair, volto antes do amanhecer. Qualquer coisa ligue pra esse número. - ela me entrega um cartão que estava no bolso do sobre-tudo.

- Você vai ficar bem? - Pergunto preocupada por ela sair a essa hora sozinha.

- Não se preocupe. querida, eu vou ficar ótima. - ela me olha com um sorriso malicioso e deposita um beijo em minha bochecha, saindo logo em seguida.

Rio baixo sem entender o motivo de sua alegria e encaro a porta que ela acabou de fechar.

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