CAPÍTULO 4
ERIC
RETIRO AS LUVAS DE COURO E jogo-as no carro para queimar junto ao corpo esquartejado. Em questão de minutos não sobrará nada, além de pó e uma carcaça do carro do estúpido difunto.
1-Arrivederci (tchau)
Abandono a estrada deserta e entro no carro alugado, não sem antes retirar a placa falsa do mesmo.
Adentro pela porta do clube e vou até o bar, na segunda dose de Whisky já vizualizo minha próxima presa, e antes que me dê o trabalho de ir até ela, a mesma vem até mim com um sorriso.
- Sozinho? - Pergunta, a loira tenta pronunciar as palavras de maneira a parecer sexy, falha miseravelmente, pobre estúpida.
- Não mais. - Toco seu queixo, ela morde o lábio inferior que está coberta por uma camada de batom vermelho sangue.
- Série uma ótima, companhia, querido. - Assinto com um copo de Whiskey na mão, ainda pela metade.
Duvido muito que a mesma possa me impressionar mas não recuso uma boa noite de sexo. A analisando bem vejo que ela é sem dúvida gostosa, o corpo repleto de curvas, e uma pele bronzeada.
— Não me decepcione. - Passo a sua frente e ela me segue a caminho do carro.
Forço meus olhos a abrirem, e os aperto pelo incômodo da maldita luz do dia. Ao meu lado está uma loira a qual não me darei o trabalho de me lembrar o nome, isso se eu tiver a perguntado. ela acorda em sobressalto.
— Bom dia, Bela adormecida. Hora de acordar. - O imbecil vira minha garrafa de whisky sobre mim. Franzo o cenho ao ver Miguel Bennaci na minha casa. Era só o que me faltava, damos ousadia uma vez e as pessoas já se acham no direito de invadir nossa propriedade.
O olho irritado por ser interrompido em plena duas da tarde, não se pode nem ter mais paz nesse inferno.
— Cara, eu não vou fazer doações de alimentos, tente com a idosa do andar debaixo, ela ama fazer caridade. - Bufo. — Esse whisky custa mais que a plástica da sua mãe, infeliz.
Levanto a mão irritado e faço um sinal para que a loira suma do meu campo de vista.
— Oh, sinto muito. Quer um lenço?. - O fuzilo com o olhar. — Tchauzinho, amor... - Ele acena para mulher que sai do quarto.
— Ela não era tão boa, então recomendo que pegue.- Ele me encara. — Ela era seu nível. —ele ignora meu comentário. — O que está fazendo na porra da minha casa? - Brado. Me levanto vestindo a camisa, ele dá ombros.
— Agora sei porquê tem tantas armas, é para compensar o tamanho peniano - Provoca, ao me ver nu.
— Ainda consegue ser maior que seu cérebro. - Rebato. Pego a garrafa vazia de whisky vazia de sua mão com brutalidade. — Armas são um investimento, também um hobby.... - faço um bico. — matar.
— Tá legal, anjo da morte. - Arqueio a sobrancelha — Vamos ao que interessa.
— Eu não vou transar com você. -Debocho.
— Meus parabéns! Você vai ser titio, sua cunhada está grávida. E como seu irmão não tem a capacidade de cuidar dela, eles vão ficar em Florença, sob a proteção do meu irmão. Enquanto isso nós matamos os traidores aqui. - Explica.
— Uau. - Faço uma cara de surpresa. — È só eu dormir por algumas horas que tudo isso acontece....desde que próxima surpresa não seja eu ser pai...- dou de ombros. — Que continue assim. - Pego outra garrafa de whisky e tomo direito da mesma.- Se fosse comigo e minha mulher, isso não estaria acontecendo. - Me gabo.
Vicenzo sempre foi mais esperto que isso, o casamento com a princesinha Lazarri o deixou mais imbecil do que esperávamos, como já era de se esperar, e não foi por falta de aviso do velho.
— Não aconteceria porque você não teria uma mulher. Agora vai tomar um banho, vamos passar na casa da Alissa. - Me interesso ao ouvir a menção da Barbie.
— Ja que vamos fazer uma visita a Barbie...
Adentro a sala e vejo o imprestável no meio sofá, mal sabe ele o que acontece ai, rio de lado.
— Vamos, imprestável. Já estou lindo como sempre - Pego a chave do apartamento e abro a porta, fazendo um sinal para que ele caia fora.
Saímos do apertamento indo para o estacionamento, encaro o carro do idiota. — Vai me fazer entrar nessa carroça? - Arqueio a sobrancelha com as mãos no bolso, o carro é legal mas ele não precisa saber disso.
— Não vou perder meu tempo explicando, ou entra ou vai sozinho, mas não vou explicar a estratégia. - Rio nasalmente perante a seu abuso, está cada vez mais difícil coexistir com os Bennaci - Tic, Tac. seu tempo está passando.
-Se chegarmos lá antes do Natal, já será uma conquista. - Entro no carro depois de o encarar brevemente.
-Não podermos chamar a atenção para nós mesmos, seu carro está mais que visado. - Encara a estrada - Vamos usar Alissa como uma espiã, ela vai descobrir algumas coisas para a gente, já que não posso contar com mais ninguém da famiglia.
-Vai mesmo confiar na barbie? - Rio amargamente.
-Só tenho ela, e se ela não se sair bem, eu a mato. - Nego com a cabeça.
-Nem se quisesse. - Digo, sério. O mataria antes mesmo que ele pudesse cogitar a ideia de tocá-la.
-Ah, você se importa com ela. Que meigo - Diz rindo, Palhaço. - devo comprar um terno para o casamento?-o filho da puta faz um bico.
-Fala sério, cara. Já matei tanto gente que ainda não sei como não extingui a humanidade, e guardo as cinzas do meu pai na mesa de centro da minha sala, acha mesmo que vou ter pena da Barbie?- Rebato.
Jamais teria pena de Alissa, mas não permitirei que outro a toque, em nenhum sentido.
-É, ela não é tão idiota para se casar com você. - saímos do carro a caminho do prédio.
-Qualquer uma iria querer se casar comigo. - Me gabo. -Se prepare para o que está por vir. - Bato em seu ombro, em aviso. Rio ao me lembrar da horrenda e enjoativo decoração monocromática que me fez querer fazer um massacre no mesmo para trocar o rosa por vermelho.
O elevador se abre no andar de Alissa, e ao pararmos em frente sua porta, tocamos a campanhia. Segundos depois a garota aparece.
-Olá, meninos - ela nos dá passagem para entrar. Não deixo de reparar na roupa inadequada que ela usa e tenho segurar meu ódio por ela estar assim na frente do idiota.
Ao encarar o lugar ao seu redor a boca dele se abre.
-Eu avisei. - Faço uma cara de desaprovação ao encarar o apartamento de novo.
-Retiro o que disse, ela seria ingênua a ponto de se casar com você. - Reviro os olhos. - Tava em liquidação? - Questiona, sobre a decoração.
-Não, por quê? - Pergunta inocente. Lá está novamente a expressão excitante da barbie, cabeça pendendo para o lado, olhos piscando, e expressão confusão.
-Deixa pra lá. - Ele a ignora.
-Querem beber algo? - A resposta me vem como "veneno para o filha da puta que a está vendo vestida desta forma".
-Não. - Recusa.
-Tem whisky? - Olho em volta. Duvido muito que a barbie tenha mas vale a pena perguntar, Alissa é sempre uma caixa de surpresas, a minha caixa de surpresas.
-Não.., não tenho whisky mas tenho iogurte... - Ignoro-a e me sento em seu sofá.
-Temos uma missão para você, de muita importância. - Ele a informa.
Ela foca sua atenção no imbecil. - Que missão?.
-Sabe que tem espiões na cossa nostra, Não é? - ela assente. - Precisamos de você para descobrir quem são, quero que os investigue.
-Vou ter que matar alguém? - Ela dá um passo para trás. Vivi para ver o dia em que a famiglia teria integrantes com medo de matar, minha garota é tão fraca.
-Não, quem faz isso somos eu e o idiota ali. Você só precisa confirmar para gente. Ninguém desconfiaria de você, afinal, você está... - Procura a palavra certa - acima de qualquer suspeita. - ri.
-Então tudo bem. - Ela bate palmas, empolgada. - Tenho até um plano!.
-Sem planos, bonitinha. Só faça o que nós dissermos para que sua vida não corra risco. - Ela murcha a expressão e o encara. Me lembro mentalidade de o matar depois por a chamar de bonitinha.
-Tá bom, gatinho. Vou trocar de roupa. - Ela aponta para o pijama rosa - não posso sair assim. - travo o maxilar pela irritação.
2-Ci sono posti vacanti lasciati all'inferno (está sobrando vagas no inferno)
Ele se joga no sofá, se sentando ao meu lado. Minha expressão dura se vira para ela. - Vá logo, em silêncio - mando com a cara fechada - E não o chame mais assim, vai logo - Ela da de ombros e sai.
- Qual o plano, gatinho? - Digo a ele, a imitando com sarcasmo.
-Tá com ciuiminho, gatinho? - ele ri em provocação - Vocês até que combinam, sabia? Ela vive no mundo dos pôneis e você, o das cabeças decaptadas.
-Eu nem conheço essa tonta direito - Minto, a esse ponto já sei mais da vida da barbie do que ela mesma. - E eu não gosto de garotas como ela. - Transpareço desprezo, o qual não consigo sentir por Alissa - Garanto que não aguenta esquartejar um cadáver, sequer. - Minha falta de fé na garota é visível e sincera.
-A garota é romântica, idiota. - Ele a defende - Tem o seu valor. Quer ver? Vamos apostar, vou ser gentil com ela e no final do dia ela vai estar imaginando nós dois no altar. - Convencido do caralho.
- Vou pagar pra ver.- Mostro descrença.- Se tocar na garota, eu arranco sua mão. -Aviso ao acender um cigarro.
- Estava pensando em dormir com ela.
- Pode ter certeza que vai, juntos em um caixão. - Trago o cigarro. Todos na cidade andam fazendo por onde se tornar cadáveres, meu mais novo parceiro de crime não está fazendo diferente, é uma pena.
Antes que ele faça menção de dizer algo, Alissa desce das escadas e ele anda até ela, contenho minha vontade de soca-lo.
- Como está linda, princesa. - Travo meu maxilar e fecho as mãos em punho ao lado do corpo. As entidades infernais estão me testando mais do que o comum.
- Obrigada! - O sorriso que ela dá antes de virar as costas para ele, faz meu sangue subir ainda mais, esses sorrisos só deveriam ser dados a mim.
- É... Não está feia, vamos logo. - Me aproximo dos traidores.
-S eu grosso!
- Damas primeiro. - O imbecil decide a dar passagem e ela sorri lisonjeada, como a ingênua que é.
Passo na frente de ambos, tentando chamar a atenção da mesma. - Quanta gentileza, jovem cavalheiro. - Irônizo as passar e a puxar junto a mim pelo pulso, em direção ao elevador.
- Eu me referia a ela, mas se o dama te tocou, fico feliz.- Reviro os olhos.
A mantenho presa sobre meu agarre até chegarmos ao carro. O filho da puta abre a porta do carro para Alissa que se encanta, tenho que acabar com ingenuidade desta mulher o mais rápido possível, o que é uma pena, pois é exatamente o que me atrai nela.
- Como é educado. - ela adentra. Abro a porta e me sento no banco do carona.
Encaro Alissa através do espelho direcionado para o banco traseiro.
- Ela tem mão, deveria ter entrado sozinha, não é aleijada ainda. - Bufo. O maldito da partida no carro e antes que eu possa agradecer as forças infernais por seu silêncio, ele se pronúncia.
- Diga, Alissa. O que faz da vida?
- Eu cursei moda e agora sou estilista, mas como nada é como queremos... - Ela abaixa a cabeça em forma lamentação. - Aqui estou, com os mafiosos... - Força um sorriso.
- Muito interessante a sua história. - Digo, brincando com um conivente entre os dedos.
- Eu sinto muito. - Reviro os olhos por seu péssimo teatro de bom moço, não poderia ser mais patético. - Estilista? sabe eu acho essa a profissão mais importante do mundo? Não há nada que supere um terno bem alinhado e com um corte sob medida. - Encaro-o em descrença. - Meu alfaiate sempre tem um lugar em minha mesa e em meu coração.
- Ai meu Deus! Você existe mesmo?! - Alissa bate palmas, um gesto tão comum de sua personalidade quando a cabeça pendida para o lado e a maneira como a qual ela pisca os olhos repetidamente.
- Por enquanto. - Digo, frio, respondendo a estúpida pergunta. O imbecil pisca para mim.
-Tem algum hobbie, Alissa? - Não é possível que agora ele vá interrogá-la e serei obrigado a passar por isso, estou prestes a enfiar o canivete em minha própria barriga.
- Sim, eu sei cozinhar e desenho muito bem, modéstia parte. - sorri, animada.
- Aí que gracinha, dotes da quinta série. - Suspiro.
- E o que mais gosta de fazer na cozinha? - Olho-o de esguio.
- Doces.
-Isso é uma entrevista de emprego? - Interfiro.
- Sabe que eu também cozinho? - Foda-se, maldito Benacci. - Minha especialidade é massa, com os mais variados tipos de molho.
- Foda-se, idiota. Dirige e cala a boca.
- Me altero. — E você também, Alissa. Cale a boca antes que eu cale. - Ela engole em seco, o que me satisfaz.
- Não fale assim com ela, imbecil! Calado você antes que eu te jogue dessa carro.
Ah, então o maldito resolveu defendê-la? Como se não estivesse pensando em matá-la, há meia hora atrás.
- Continuando, quem sabe eu não vou até sua casa um dia desses, e cozinhe para você. - Tento manter o controle.
- Eu adoraria, posso fazer a sobremesa para você. Nunca tive companhia alguma em meu apartamento, além de Thiffy, é claro. - Olho pelo retrovisor, irritado.
- Eu já estive lá! - exclamo. Ela está ignorando minha presença?!
- Só se fizer minha sobremesa favorita, Alissa. - o traidor maldito diz em malícia.
- Claro, qual? - Pergunta interessada.
- Balas. - Respondo por ele. O mesmo entende a referência.
- Quando eu for lá, eu falo e lhe ensino com calma. - Sorri pra mim. Ele não sabe da vontade que estou de o deixar sem dentes.
- Vai ter que deixar para outra oportunidade. - Faço uma pausa dramática - No caso, outra vida porque você irá partir desta.
- Sabe Lizz, as vezes não me identifico com essas mundo em que vivemos. Sabe? Eu queria mesmo é ser fotógrafo mas meu pai não quis isso para mim, apesar disso, amo ser um mafioso.
Esperava mais do cretino, além de fingir uma história melodramática para comover a barbie.
- Eu sinto muito. - Lamenta com a mão apoiada nos fartos seios.
—Garanto que seria um ótimo fotógrafo, e também acredito que deva ser um ótimo mafioso, se é que isso é possível... - O olhar dela se perde.
- Obrigado, linda.
- Que emocionante! - Rolo os olhos ao jogar a cabeça para trás. - Esperava mais de você, garota. Fica conversando com qualquer um. - Cruzo os braços.
- Qual o problema?- Faz um bico, sentida. Ah alissa, não sabe o que irei fazer com essa boca, em breve.
- Não liga não, ele é só um imbecil querendo atenção.
- Calados. Os dois. - Vejo vermelho de ódio e descontrole. A noite será longa, para extravasar todo o ódio e tensão que Alissa e o imbecil estão me fazendo acumular.
- Tudo bem, linda. Aquela é a empresa do Danti Gentilli, ele presta serviços de marketing a empresa dos Salvatore. quero que vá lá e peça um pacote para sua loja, no meio da negociação mostre sua indignação por Thiffany e Vicenzo estarem em Florença e descubra, quem além de você está insatisfeito. - O imbecil explica.
- Só isso? É fácil. - Sorri e da de ombros.
- Se é tão fácil, faça certo. - Soou rude. Não gosto de trabalhos mal feitos e pessoas incompetentes, então espero que minha bella garota não se encaixe nesta categoria de pessoa.
Ele dá a volta no carro e abre a porta novamente para Alissa.
- Queria que houvessem mais homens educados como você, gatinho. - Suspira e encara o prédio.
- Vai logo. Não me faça perder a paciência. - Encaro-a com dureza. Ela segue para interior do prédio e volto a adentrar o carro com Miguel.
- Olha, tem uma baba escorrendo aqui - passa a mão em meu rosto e desvio irritado - Já tomou a vacina?
- Continue com essa palhaçada e será um homem morto. - Fecho as mãos em punho.
- O cachorro louco está apaixonado, que lindo. - ri com sarcasmo.
Nego mentalidade, não poderia estar apaixonado por Alissa, nem se quisesse mas não muda o fato de que a desejo e a terei até onde achar conveniente.
- Por ela?- Rio nasalmente, e demonstro meu escárnio.
- Então não se importa se nos divertirmos, não é? - Brinca com o fogo.
- Vá em frente, o que irá acontecer com vocês depois, será muito divertido para mim. - Saliento. Nos encaramos seriamente e nenhum desvio é feito.
- Relaxa, gatinho raivoso. Se não quer que eu fique com ela, é só falar, não vou te zuar por isso.
- Você não vai ficar, querendo ou não, vai ficar longe dela ou o mando para o inferno.
- Eu não vou ficar. Mas está sabendo de que se não fizer nada, outro irá fazer e você poderá perder a sua barbie bonitinha. - Avisa. Eu não perderia minha garota nem no inferno, quem ousar toca-lá, será presenteado com um lenta e dolorosa tortura, seguida de uma passagem para o lugar mais quente do inferno.
- Antes que qualquer um possa fazer, morre. - Sorrio de lado e balanço a cabeça em negativo - Ela também.
- Sabe que isso não faz sentido, não é? Afinal, ela está na máfia, uma hora ou outra ela terá de se casar e você não poderá impedir.
- Chega desse assunto. - Corto-o - Vamos ver se a garota vai conseguir algo útil. - Soou divertido. A ideia da barbie bancando a espiã é extremamente excitante.
