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Capítulo 4

Fabiane

Termino a maquiagem, aprovando o resultado final, caminho até o cabide pendurado com a minha roupa para a apresentação desta noite ando com ele até o banheiro para começar a me vestir para a apresentação.

Ainda não está na minha hora de subir ao palco, mas gosto de me arrumar com bastante antecedência a fim de repassar alguns passos da coreografia da noite, no entanto estou distraída tentando imaginar se ele virá hoje também.

Suspiro começando a me vestir, mas meus pensamentos me traem levando-me até conversa que tivemos há alguns dias na sala da diretora, tudo o que ele me falou naquele dia não sai mais da minha cabeça, pois sei que ele também está sofrendo, mas diferentemente da sua filha, ele sabe disfarçar mais sua dor.

Aquela foi a última vez que o vi e desde aquela tarde espero, ansiosamente, todas as noites encontrá-lo na plateia do meu número de dança, mas quando subo no palco procuro-o com olhos famintos para depois me decepcionar por não vê-lo lá.

─ Segue em frente, Fabi! Porra garota, acorda, ele não é homem para você! Fernando e você são de mundos diferentes, ponha isso na sua cabeça de uma vez por todas!

Com esse pensamento na cabeça termino de me vestir, ensaio mais um pouco os passos da coreografia, só paro quando o assistente do palco bate na porta do meu camarim indicando que só tenho cinco minutos. Respiro fundo, coloco minha máscara e saio para fazer o meu espetáculo.

Paro atrás da cortina esperando a hora de subir no palco, escuto os aplausos e assovios dos homens para Aline que acaba de terminar a sua dança, ela passa por mim batendo a palma da mão na minha e sussurra um “boa sorte” para mim antes de sair rebolando apenas de fio dental.

A batida da música Pony de Ginuwine começa a tocar indicando que é a minha vez, então abro as cortinas e caminho sensualmente até o meio do palco, paro, agacho ficando de pernas bem abertas, o que me protege da exposição total é o micro short que estou vestindo, porém sei que não irei usá-lo por muito tempo, rebolo encostando as costas no pole dance, escorregando por ele até o chão, abro as pernas, depois me ajoelho e vou me arrastando até a frente do palco, fazendo os homens irem ao delírio, deslizo pelo chão virando de barriga para cima até ficar de joelhos novamente e virar com o bumbum para a plateia. Caminho outra vez até a barra, seguro nela com as duas mãos sustentando o peso do meu corpo, giro e apoio os pés nela, solto as mãos sustentando-me agora com as coxas que estão presas na barra girando novamente com o tronco preso a ela, depois curvo o tronco até segurar minha perna esquerda enquanto a direita fica esticada, assim desço até o chão e saio andando já me desfazendo do top que estava usando, jogando-o no meio da plateia e ao observar o pedaço de pano ser apanhado por uma mão máscula é que percebo que ele, Fernando, está aqui e está assistindo a minha dança sozinho e que, foi justamente ele que pegou meu top no ar levando-o ao nariz, isso tudo sem deixar de me encarar de forma predadora.

Volto a atenção ao que estou fazendo e rebolo o corpo, ao ritmo da dança, tento me desligar de tudo e foco só nele, em dançar para ele, assim puxo a frente do short com ambas as mãos, fazendo com que o velcro que prende o short se desprenda me deixando apenas com a calcinha fio dental e o sutiã, sem deixar de olhar para ele continuo a dançar de um jeito sexy até me virar e correr até o pole dance e segurar com firmeza na barra, sustento o corpo, simulando o caminhar sem tocar os pés no chão, como se estivesse flutuando, enrosco a parte de trás de uma perna na barra e depois a outra girando na lateral, dou um impulso e seguro nela de cabeça pra baixo abrindo as pernas, volto a posição normal e vou escorregando abrindo escala até chegar ao chão, terminando assim meu número.

Sou ovacionada de pé por todos que assistiam ao espetáculo, com exceção de uma única pessoa que ainda continua me olhando com seu olhar devorador, Fernando apenas me olha e eu a ele. Mas como tenho que desocupar o palco para a próxima dançarina, levanto-me agradecendo aos aplausos e desfilo até a cortina para sair, mas antes de ir embora dou uma última olhada para o homem que tem sido meu tormento ultimamente, no entanto ele não está mais onde estava.

Intrigada, pensando ter imaginado tê-lo visto, ando pelo corredor que dá acesso aos camarins ainda intrigada, mas ao entrar em meu camarim deparo-me com ele sentando em uma poltrona, elegantemente vestido com um terno de três peças, uma perna cruzada sobre a outra e uma mão no queixo faz com que eu estremeça imediatamente.

─ Feche a porta. ─ Sua voz grossa e imperativa me tira da inércia fazendo o que ele ordenou.

─ O que o senhor faz em meu camarim? ─ Pergunto tentando modificar a voz ao máximo para que ele não consiga me identificar.

Ele não me responde, apenas fica lá, parado, me observando. Um frio percorre meu corpo e um calor aquece meu centro, mergulho em uma miríade de sensações controversas e que me deixam completamente desnorteada.

Mas quando Fernando levanta-se e ainda calado vem até mim, recuo dois passos até meu corpo bater contra a penteadeira ficando aprisionada entre ele e o móvel.

─ Eu quero você. ─ Sua voz sussurrada ao pé do ouvido faz com que meu corpo comece a tremer ainda mais com toda a sua proximidade, além do fato do seu corpo enorme praticamente cobrir o meu com seus músculos e seus quase dois metros de altura.

─ E...Eu... ─ Quando Fernando segura minha cintura e desce os lábios sobre os meus esqueço tudo ao meu redor e o que iria falar.

O beijo toma proporções avassaladoras, nossas línguas duelam, nossos corpos febris se fundem com desejo enquanto o beijo ardente incendeia a ambos, então sou erguida e depositada sobre a penteadeira, que protesta com o peso extra, mas que permite com que a posição faça com que nossos sexos entrem em fricção.

─ Oooooooo! ─ Jogo a cabeça para trás em pleno deleite.

─ Seja minha. ─ Ele suplica descendo beijos ardentes pelo meu pescoço enquanto as investidas contra meu sexo continuam.

Apressadamente tento arrancar as roupas dele, mas como a pressa é inimiga da perfeição, atrapalho-me toda com a tarefa sem conseguir executá-la, então Fernando afasta seu corpo do meu fazendo-me protestar pelo abandono do seu calor, mas me calo ao vê-lo se livrar das roupas com urgência ficando completamente nu.

Arfo com tesão ao admirar o corpo magnífico e coberto de músculos do homem poderoso a minha frente. Ele vem até mim tomando a minha boca novamente em um beijo lascivo e sexual, com as duas mãos, solto meus seios da prisão do sutiã, seguro suas mãos para que os toque, pois quero sentir suas mãos grandes e fortes em cada parte do meu corpo. Abro mais as pernas para recebê-lo melhor entre elas e quando o tenho onde eu quero enlaço seu quadril, prendendo-o na prisão entre as minhas coxas.

─ Você me deixa louco, Star.

─ Ah! ─ Não consigo controlar o grito quando a boca dele desce sobre meus seios que estão pesados de excitação.

No entanto a deliciosa tortura causada por seus lábios não para por aí, pois depois que Fernando suga cada mamilo, lambe-os e mama gostos em cada seio, ele vai descendo pelo tronco, barriga até chegar a minha vagina, ainda coberta pelo tecido minúsculo da calcinha, só que ao se deparar com a barreira ele rasga o pano leve da lingerie sem esforço nenhum liberando a minha boceta para o seu deleite.

─ Boceta deliciosa! Vou me fartar nessa gostosura. ─ Sem aviso prévio, minha carne flamejante é engolida e sugada com força para a prisão dos seus lábios que se farta da minha vagina.

Quase entro em combustão instantânea pela forma com que sou engolida, devorada e degustada por Fernando, projeto meu corpo para trás, encostando-o no vidro da penteadeira, tremendo e rebolando na boca gostosa que quer me engolir inteira. Mas quando o homem que está me levando ao delírio ergue seu olhar para mim enquanto ainda me devora com sua boca magnífica, não consigo controlar e convulsiono tendo o orgasmo mais potente de toda minha vida.

Porém mal tenho tempo de me acalmar do primeiro orgasmo quando outro imediatamente me atinge e meu corpo começa a tremer em pleno êxtase.

─ Oh, Deus! ─ Começo a gemer e gritar.

Mas quando ele vem e me beija esfregando seu pau duro, entre meus lábios vaginais, já coberto com um preservativo e entra dentro de mim logo em seguida não tenho tempo de registrar nada apenas sentir e me entregar ao desejo que nos toma e faz com que nós dois arfemos na boca um do outro, loucos, vidrados e completamente perdidos no fogo que nos queima.

Com estocadas fortes e fundas, Fernando me possui e toma meu corpo para si de uma maneira que jamais fui possuída. É como se ele tivesse reivindicando algo dele e que eu só estou entregando a ele o que lhe pertence.

─Ah que delícia!

─ Gostosa! ─ Fernando me pega pelo bumbum nos levando até o sofá, lá ele me deita sobre o tecido macio continuando as estocadas deliciosas que me fazem revirar os olhos de tanto prazer.

─ Oh! Eu vou gozar! ─ Anuncio extasiada de tanto prazer.

─ Goza gostoso no meu pau, delicia. Goza e me dá seu prazer. ─ Começo a estremecer ao ouvir seu pedido.

Porém em meio ao clímax, ele sai de dentro de mim e enfia o rosto entre minhas pernas sugando todo meu gozo, deliciando-se com os líquidos que derramo em sua língua. Quando suga até a última gota, ele deita-se sobre mim como um touro, penetrando-me forte e fundo enquanto persegue seu orgasmo e me levando a um quarto devido a intensidade das estocadas em meu interior.

Gememos na boca um do outro enquanto nos beijamos com ardor até que nossos corpos se acalmem e as batidas dos nossos corações entrem em ritmo cadenciado permitindo assim que o relaxamento pós-coito se aposse de ambos. Imediatamente, com meu corpo relaxado, sinto meus olhos pesarem, tanto que acabo adormecendo nos braços do homem que me levou ao céu e me deixou lá, maravilhada, extasiada de tanta felicidade.

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